CAMINHANDO PELO MUNDO: AYUNE NAMUR* EXPÕE SUA OBRA NO CENTRO DE CULTURA DE JEQUIÉ

Artista Plástica paulista Ayune Namur

No período de 13 a 26 de junho acontece no Centro de Cultura de Jequié a exposição “Caminhando pelo Mundo”, da artista plástica Ayune Namur. Na abertura do evento ocorrerá às 19 horas, ocasião em que a artista dará uma explicação a respeito das técnicas utilizadas no seu processo criativo.

A mostra transita pela xilografia, gravura em metal e litografia, e reporta uma viagem pelas paisagens e culturas que a artista já vivenciou.Formada em Artes Visuais pela UNICAMP, a artista paulista  vem exibindo  ao público baiano parte da sua produção ao longo de 10 anos.

Ayune desenvolveu seu trabalho nos ateliês da UNICAMP, do Museu Lasar Segall e no do SESC Pompeia, junto a turmas de Evandro Carlos Jardim. Assim que se formou, participou de duas exposições coletivas: uma no MAC-,em São Paulo, além de ter participado de coletivas,no MAC – Museu de Arte Contemporânea de Campinas e  na Galeria de Arte da UNICAMP. Mas tarde,participou de uma exposição coletiva  no metrô Santa Cruz da capital paulista.

Atuante também no mercado audiovisual, fez Direção cinematográfica na Academia Internacional de Cinema e   trabalhou como produtora e diretora de arte em curtas metragens, filmes institucionais e publicitários.

Hoje, a artista é Pós-graduanda em Gestão Cultural na UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz e tem um ateliê em Ilhéus-BA, onde oferece cursos, workshops e oficinas.

*Ayune Namur é Artista Plástica formada pela UNICAMP em 2009.

ayune@ayunenamur.com.br

www.ayunenamur.com.br

+55 (73) 9 9963-5676

 

A LITERATURA DE ZÉ AMÉRICO CASTRO

por Emiliano José*

 

 

 

Devo dizer de pronto, na cara de quem começa a ler, que Paulão e Zé Américo escolheram errado. Não tenho talento, vocação, muito menos tino, para fazer um prefácio para um livro que combina poesia e prosa, verso e letra corrida, realidade e ficção.

Justo eu, que nunca topei o mundo da palavra rimada, bem encadeada, que nunca me dei ao luxo de construir personagens, por falta absoluta de imaginação e preparo.

Mas vá lá que seja, que pedido de amigo a gente não nega, quanto mais a Zé Américo, amigo.

Amizade, quem há de negar que esse diabo de sentimento é superior a todos os outros? Não foi Caetano, com suas diabruras ao cantar, que disse isso? Sei não, chega a dar tremedeira falar de um livro assim. Dá vontade de dizer que é uma beleza – ver um sujeito pegar a falar de sua terra, como se falasse da mulher que ama.

Parece que a gente sente o cheiro de Ipiaú quando lê. As letras têm gosto de terra, geradas no ventre da agonia, tormento da fome, Josué de Castro, quem sabe Euclides Neto, fontes primárias. E são letras de espantar, porque pode se topar com lobisomem dançando alegre em riba da ponte.

Letras que buscam Corisco, Lampião, Lamarca, Conselheiro, todos esses loucos sonhadores, entrevistos naquele tiroteio de jagunços, que acabaram cansados de tanto atirar e que depois pararam para ver o moço que não cansava de sonhar.

E as letras vão caminhando, procurando pelo jequitibá, assuntando pra ver se encontra o jacarandá, se acha a jaqueira, se reencontra a erva cidreira nesses tempos de destruição. Será que vem de Lorca, de verde que te quero verde?

É um canto este livro, um canto no meio da feira, no meio da festa, e que tem um desejo quase obsceno de tão insistente: o desejo da igualdade. De uma sociedade mais justa, mais livre, mais amante.

Amada amante, a que aparece cheia de sensualidade nas noites de lua cheia, que chegavam arrebanhando pecados e prazeres.

Ah, como eram lindas as moças de Ipiaú, que beijavam distraídas, e depois balançavam a cabeça numa tímida negação e rezavam envergonhadas, mesmo que plenas de prazer.

E há o Cine Éden, cine paradiso de Zé Américo, melancolia de um tempo que não volta mais, poesia do cinema, portal das maravilhas que todos nós vivemos.

É um canto este livro. Um encanto. Um encantamento. Um modo de conhecer Ipiaú. O modo particular de Zé Américo ver sua terra. De reconhecer sua gente. De voltar à infância perdida.

Ele não voltou a Ipiaú em vão. Voltou para dar-se a ela. Por inteiro. De corpo e alma. Muita alma. Coração em brasa, espírito de poeta e de guerreiro. Indignação e paixão.

O artista é grande quando canta a sua aldeia. E é o que ele faz aqui. Seria tão bom, se o seu povo reconhecesse esse seu filho tão sensível. Tenho esperança e que o fará.

*Emiliano José Da Silva Filho é um político brasileiro (ex deputado, estadual e federal, jornalista, escritor e doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia. O texto acima é o prefácio do livro PORTAS DO EDÉN.

ESPERANDO O SÃO JOÃO: SAUDADES DE DOMINGUINHOS

SENHOR GOVERNADOR

Por Aninha Franco*

Publicado em Trilhas: Correio da Bahia

 

 

Apesar de ter nascido no Pelourinho, na Rua 13 de Maio, e dele ter saído aos quatro meses para morar em Brotas, em urbanização, não podia freqüentá-lo do meu nascimento até os Anos 1990, porque não era seguro, nem próprio às mulheres honestas. Em 1994, ancorei num Pelourinho pujante, com um teatro intenso ocupando as ruas do bairro nos primeiros momentos pós revitalização. E quando as Praças Quincas Berro D’Água e Pedro Arcanjo foram construídas, receberam, até, 1200 espectadores para assistir atores e autores que lotavam os teatros noutros bairros da cidade. Tenho fotos de espectadores sob a chuva, com sombrinhas, assistindo “Esse Glauber”, porque não havia lugar sob os toldos.

Isso podia acontecer qualquer dia da semana, exceto terça-feira, quando todas as ruas do Pelourinho lotavam com as Terças das Bênçãos que movimentavam o bairro com shows musicais – Gerônimo era um escândalo na Escadaria da Igreja do Paço – e grupos de percussão. Diante do sucesso do teatro nas praças, ele foi convidado a montar a democracia republicana do Theatro XVIII, um teatro para todos, inaugurado em 13 de Junho de 1997, que rapidamente recuperou a Rua Frei Vicente, o Baixo Maciel, e nos anos seguintes solidificou-se com um problema: falta de espaço para abrigar as platéias que chegavam, furiosamente. O espetáculo “Três Mulheres e Aparecida”, em 2000, esgotava todas as sessões com três meses de antecedência, o espetáculo “Brasis” provocou o arrombamento da porta do Theatro, fechado por seus funcionários porque não podia receber público nem no foyer.

Os freqüentadores do XVIII, da Benção, do Miguel Santana com o Balé Folclórico dispunham de Gastronomia variada, possível a todos os preços, que hoje resta em sua totalidade no Guia de Bares e Restaurantes do Pelourinho, (Sebrae/Ba, 2004), porque centenas de comerciantes fecharam as portas a partir de 2007, com as políticas públicas estaduais, turísticas e culturais, impostas ao Centro Histórico, esvaziando o Pelourinho de soteropolitanos e turistas que o mantinham cheio. A partir de Janeiro de 2007, a pujança dos Anos 1990 que alimentava a economia da cidade foi secando e sendo transformada num deserto, perverso, onde nem mendigos vêem por falta de clientes. A sede dos Correios que era um Centro Cultural com exposições importantes foi fechada e a Agência do Banco do Brasil foi transformada em posto, aconselhando ao turista que quer efetuar câmbio que se dirija a outras agências.

O Pelourinho, parte importantíssima do Centro Histórico de Salvador, declarado Patrimônio da Humanidade, em 1985, está desértico sem suas âncoras, desaparecidas com políticas públicas equivocadas, como é equivocado, agora, o esvaziamento das praças durante o São João. Tenho na memória a propaganda do governo iniciado, em 2007, com Jaques Wagner, e continuado por V. Exa, de que o governo da Bahia trabalha para quem mais precisa. Os comerciantes que trabalham nas praças do Pelourinho já não conseguem sobreviver com as suas famílias por carência de clientela local ou visitante. E agora, às vésperas do São João, se não conseguirem trabalhar nele, perderão um dos seus poucos suspiros.

 *Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, crítica, advogada e ativista cultural.

PORTAS DO ÉDEN LIVRO DO JORNALISTA JOSÉ AMÉRICO CASTRO SERÁ LANÇADO PRÓXIMA SEXTA (16) EM IPIAÚ

Organizado pelo professor e advogado Paulo Andrade Magalhães e publicado pela Nós e Vós Editora, finalmente ficou pronto o livro “Portas do Éden” que retrata a poética do jornalista Zé Américo e o imaginário coletivo de Ipiaú.

Paulão, companheiro e amigo do ativo militante da cultura ipiauense desde sempre, decidiu juntar relatos, memórias, trechos de publicações, folclore e, sobretudo, retalhos da história contemporânea da Ipiaú dos anos 70 até o dias atuais, elegendo o Cine Éden, Rio Novo Tênis Clube e o Ginásio de Rio Novo como referências culturais da região, palco e cenário de uma época onde a irrequieta e engajada juventude as artes, peças teatrais, eventos populares e a imprensa escrita como instrumentos de manifestações culturais que contribuíram para a formação de leitores, plateias, agentes sociais e ativistas políticos, dotando a sociedade atual de profissionais comprometidos com o desenvolvimento da cidade.

Assim, o plenário da Câmara de Vereadores de Ipiaú deverá estar lotado na próxima sexta feira, 16 de junho, para a solenidade de lançamento do primeiro de uma série de livros que, por certo Zé Américo vai disponibilizar aos seus inúmeros e habituais leitores de crônicas, artigos e reportagens publicadas na imprensa desde que retornou para sua cidade natal.

Conforme texto publicado pelo dr. Paulo Andrade Magalhães, “A obra “Portas do Éden” é uma homenagem ao Cine Theatro Éden que foi a porta de entrada para um conhecimento mágico-cultural-político dos habitantes de Ipiaú. Retrata o imaginário sócio-cultural da cidade a partir da genialidade poética do jornalista José Américo Castro, que expõe parte da sua produção literária e pesquisas sobre personalidades folclóricas; também das lembranças retidas nas memórias de ipiauenses; além das imagens dos cronistas visuais (fotógrafos), que cumpriram um importante papel social ao focarem vivências comunitárias, construções físicas e comportamentos da vida urbana que estabelecem diálogos com o presente.

Com 272 páginas e formato de 17×24, teve a sua publicação viabilizada por edital e contou com apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural do Estado da Bahia e Secretaria de Cultura da Bahia; além do apoio cultural da Faculdade da Cidade do Salvador (FCS) e da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Funcionários da CEPLAC (COOPEC). O projeto gráfico e a capa do livro foram elaborados por Tadeu Leite, as ilustrações por Lula Leite (Fenemê) e Jurnier Costa, todos artistas ipiauenses.

Os organizadores do evento confirmam presença de companheiros de imprensa de Zé Américo, artistas, agentes culturais, autores, professores e amigos da região para abrilhantarem a festa de lançamento de um livro que é um novo marco da renascente cultura ipiauense.

ÂNGELO CORONEL É UM BOM NOME PARA A SUCESSÃO NA BAHIA, AFIRMA O SENADOR OTTO ALENCAR

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ângelo Coronel e o Senador Otto Alencar. Planos para 2018

O senador Otto Alencar (PSD) afirmou nesta segunda-feira, 05, que o presidente da Assembleia Legislativa, Ângelo Coronel, é um “bom nome” para as eleições de 2018. Em entrevista a uma emissora de rádio, Otto exaltou o trabalho realizado pelo correligionário na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, onde tem promovido uma série de ações no sentido de aproximar o Legislativo da sociedade, diminuir os gastos e buscar dar mais eficiência administrativa à Casa. “É um político que vem há muito tempo trabalhando, e hoje é presidente da Assembleia Legislativa da Bahia. Tem feito um trabalho muito bom lá, diminuiu o custo, começou a dialogar com os funcionários, vários seguimentos da sociedade. Eu sou suspeito para falar de Coronel. Sou compadre dele, batizei o filho dele, Diego Coronel”, acrescentou.

O senador apontou, ainda, que existem “outros nomes no PSD, mas não posso dizer se ele (Coronel) será ou não candidato em 2018, depende do momento”. Segundo o senador, o momento  deve ocorrer em março ou abril de 2018”. Sobre as declarações de Coronel afirmando que não seria candidato, Otto fez um vaticínio: “Quem é político sabe, como eu sei, não se governa”.

Fonte: Política Livre

ESPERANDO O SÃO JOÃO: PERNAMBUCO

Finalmente começamos a ver o tradicional pé-de-serra prevalecendo nos palcos dos festejos juninos do Nordeste brasileiro. O cantor e compositor pernambucano, Flávio Leandro, apresenta sua excepcional composição “Oferendar” e apresenta sua filha, Sarah, pela primeira vez no palco para uma prévia de São João.

 

CIPE CENTRAL AGORA TEM TORRE DE TREINAMENTO EM SUA SEDE

Ambientação da torre de treinamento da CIPE concluída neste sábado, 03

A sede da CIPE CENTRAL localizada no bairro Jequiezinho, passou a contar a partir deste sábado, 3, de uma torre destinado à preparação da tropa para abordagens verticais e trabalhos em altura. Em mensagem postada nas redes sociais, o Major PM Fábio Rodrigo, comandante da unidade destaca que o equipamento além de sua utilidade prática passa a representar um marco na identificação visual corporação militar.

Tráfico de drogas

Em ação no distrito de Itajuru, município de Jequié, uma guarnição da CIPE CENTRAL recebeu informe através do app Whatsapp de que um ex-presidiário conhecido pela alcunha de “Ipiaú”,  estava traficando drogas naquela localidade rural. Ao chegarem no local, os policiais identificaram e abordaram Elivelton Rodrigues Moreira, 34 anos, que indicou uma casa de sua propriedade na Rua Dois de Julho, onde foram encontradas, 37 balas de maconha, pesando cerca de 150 g, 02 tabletes prensados com 675,40g de maconha, 80g de crack , 12,40g de cocaína,  05 sacos de maconha in natura, 01 balança de precisão, R$ 114,50 em espécie, 01 corrente prateada, 01 canivete e 01 par de óculos pretos marca Chillibeans. O suspeito e o material apreendido foram apresentados na Delegacia de Policia de Jequié.

JORNALISTA E ESCRITOR SERGIO MATTOS LANÇA O SEU 50º LIVRO: “LEITURA EM PRIMEIRA MÃO”

Por Luiz Guilherme Ponte Tavares*

O livro “Leitura em primeira mão” (Salvador: Quarteto, 2017), do escritor Sérgio Mattos, não será vendido no dia do lançamento (quinta-feira, 08.06, das 17 às 20h) no IGHB. O exemplar será trocado e as fraldas geriátricas arrecadas serão doadas ao Abrigo Irmã Maria Luiza.

Este novo trabalho do escritor reúne prefácios e orelhas de livros de ficção e não-ficção e inova, como se fosse estímulo aos autores, com a publicação de textos que permanecem inéditos porque os livros para que se destinavam não foram (ainda) publicados.

O jornalista, poeta, professor e escritor Sérgio Augusto Soares Mattos, que completará sete décadas de atuante vida em 1º de julho de 2018 (nasceu em Fortaleza em 1948), é professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), diretor da editora dessa universidade, é o 2º vice-presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e é o editor da Revista do IGHB.

Somos amigos há mais de 40 anos.

*Luiz Guilherme Ponte Tavares é jornalista, doutor em Comunicação, historiador e escritor

MP PEDE PRISÃO DE LULA E PAGAMENTO DE MULTAS DE R$ 87 MILHÕES

Lula trocou apoio ideológico por compra da base, diz Lava Jato ao pedir prisão de petista

No primeiro pedido de condenação – com pena de prisão – do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, afirmou que o governo petista trocou a busca de apoio político por “alinhamento ideológico” pela compra de “apoio parlamentar de outros políticos e partidos” para permanecer no poder. A Procuradoria da República pediu em alegações finais no processo do triplex do Guarujá (SP), nesta sexta-feira, 2, a condenação de Lula, por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, no esquema de cartel e propinas descoberto na Petrobrás. “Em vez de buscar apoio político por intermédio do alinhamento ideológico, Lula comandou a formação de um esquema criminoso de desvio de recursos públicos destinados a comprar apoio parlamentar de outros políticos e partidos, enriquecer ilicitamente os envolvidos e financiar caras campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores em prol de uma permanência no poder assentada em recursos públicos desviados”, afirma o Ministério Público Federal. O documento foi entregue ao juiz federal Sérgio Moro, dos processos da Lava Jato em primeira instância, em Curitiba.

Será o primeiro processo criminal contra Lula a ser julgado na 13ª Vara Federal, na capital paranaense – origem do escândalo Petrobrás, que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff, de forma indireta, e colocou o ex-presidente no banco dos réus. Nas alegações finais do processo, a força-tarefa afirma ainda que Lula subverteu a prática de distribuição de cargos no governo entre partidos da base por alinhamento político. “A motivação da distribuição de altos cargos na Administração Pública Federal excedeu a simples disposição de cargos estratégicos a agremiações políticas alinhadas ao plano de governo. Ela passou a visar à geração e à arrecadação de propina em contratos públicos.” Em três anos de Lava Jato, a força-tarefa mapeou pelo menos R$ 40 bilhões de desvios, dos quais R$ 6,2 bilhões para pagamentos de propinas para agentes públicos e seus padrinhos políticos, em especial do PT, PMDB e PP – que comandavam as três diretorias estratégicas da estatal, Serviços, Internacional e Abastecimento, respectivamente.

Procuradoria quer regime fechado para Lula no caso tríplex

A Procuradoria da República pediu, em alegações finais, nesta sexta-feira, 2, a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em regime fechado na ação penal do caso triplex. O petista é acusado de lavagem de dinheiro e corrupção pela força-tarefa da Lava Jato, que atribui ao ex-presidente o papel de ‘comandante máximo do esquema de corrupção’ identificado na operação. A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio – de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS por meio do triplex no Guarujá, no Solaris, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, de 2011 a 2016. Alegações finais são a parte derradeira do processo, em que o Ministério Público, que acusa, e as defesas apresentam suas argumentações e pedidos a serem considerados pelo juízo. O documento tem 334 páginas. Além de Lula, são réus os empreiteiros José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, os executivos da empresa Agenor Franklin Martins, Paulo Gordilho, Fábio Yonamine, Roberto Ferreira e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto. “Em decorrência do quantum de pena a ser fixado aos réus Luiz Inácio Lula da Silva, José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Paulo Roberto Valente Gordilho, Fábio Hori Yonamine, Roberto Moreira Ferreira e Paulo Okamotto, requer-se seja determinado o regime fechado como o regime inicial de cumprimento da pena”, pede a força-tarefa da Lava Jato.

(Fonte: Política Livre)

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