A LUTA POR UM PARLAMENTO INDEPENDENTE!

por Ângelo Coronel*

 

 

 

A sociedade está chegando no limite da paciência para com os poderes constituídos. Os poderes a cada dia vêm perdendo a credibilidade. Estamos no olho do furacão. Todos devem fazer exame de consciência e começar a mudar as atitudes, focando sempre no bem estar da sociedade.

Como parlamentar, defendo que o Poder Legislativo não deva se curvar e tornar-se capacho do Executivo. Tudo o que o Executivo planeja e realiza (empréstimos/convênio para construção de estradas/hospitais/escolas, equipamentos para seguranca, etc), depende da aprovação/autorização do Poder Legislativo, pois sem ela o Poder Executivo deixa de executar.

Qual o chefe de Poder Executivo no Brasil que, quando em público, fala: “Essa obra só está sendo possível realizar pois o Parlamento aprovou?”. Na Bahia, todos os governantes que por aqui passaram, com raríssimas exceções, fizeram alguma menção em público sobre a parceria com o Poder Legislativo.

A sociedade deve ser informada de que o Legislativo é sócio “Fifty-Fifty” quando houver o sucesso nas ações executadas pelo Poder Executivo, proveniente das nossas prévias aprovações/autorizações. Basta de sucesso unilateral.

Não executamos, mas damos o direito e autorização para executar. O Parlamento independente deve ser convidado, previamente, para participar dos debates visando sempre buscar ações que objetivem o bem-estar da sociedade. Na essência, esse deve ser o papel do Parlamento, além do de fiscalizar.

Os governos (Federal, Estaduais e Municipais) preferem o Parlamento fraco e subserviente e acham que, com algumas migalhas, se apropriam do Legislativo. E a pior constatação: na maioria dos Estados…é a verdade.

A independência de um Parlamento não significa briga e sim buscar o respeito mútuo, pois quando há esse respeito a harmonia será sempre imperiosa. Mas quando esse respeito é relegado a cizânia entre os Poderes começa a andar em passos largos.

Os 180 dias que completei estando de plantão à frente da Assembleia Legislativa do nosso Estado tenho tentado mudar esse conceito, apesar de ter encontrado algumas resistências. Mas sinto nos olhos, nos gestos e nas palavras da maioria dos colegas a vontade e a determinação de buscarmos a nossa alforria parlamentar.

Tenho a convicção de que já avançamos muito e já começamos a ganhar o respeito da sociedade, não só com as atividades parlamentares, mas com nossas ações sociais, já com repercussão em outras Assembléias do Brasil. A ALBA, nesse novo tempo e com novas atitudes, está fazendo a sua parte no sentido de dar início ao resgate da classe política.

Ainda se tem tempo. É só querer!

* Angelo Coronel é deputado estadual pelo PSD e presidente da Assembleia Legislativa da Bahia.

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