Archive for fevereiro, 2017

CARNAVAL DA BAHIA: A IMPORTÂNCIA DE LUIZ CALDAS.

Carnaval da Bahia: devemos reverenciar eternamente a Osmar e Dodô pela criação do trio elétrico e pela insistência em convocar o povo para pisar o solo sagrado do circuito do carnaval da Bahia. Mas, é preciso lembrar também de Moraes Moreira, que com o “Pombo Correio” eletrificou a voz e deu personalidade ao trio elétrico. Lembrar do Fratelli Vita, Jacaré, Saborosa, Tapajós, Marajós etc. Não esquecer jamais Caetano e Gil e os emocionantes encontros de trios na Praça Castro Alves, encerrando a folia com o hino do Senhor do Bonfim, e, finalmente, ressaltar o fricote de Luiz Caldas, que incrementou o carnaval para o turista nacional, abrindo as portas da Bahia para todo o Brasil. Luiz Caldas também ajudou a transformar o carnaval da Bahia na maior festa popular do planeta, agora já vislumbrando o carnaval sem cordas, velha luta do poeta e compositor Walter Queiroz.
Tá pintando mais uma vitoria, Waltinho. Axé!

O VAQUEIRO DIORATO

Foto ilustração: boi Kara Véia

No início do século passado a precariedade dos meios de comunicação, bem como a limitação de energia elétrica e a dificuldade de vias de ligação entre os municípios do interior com os grandes centros, estimulavam o surgimento de mitos e lendas em torno de heróis e bandidos que transitavam pela região.

Em Ipiaú, as notícias mais frequentes, que circulavam de boca em boca ou eram narradas por livretos de cordel ou por cantadores de feira. Tais histórias retratavam, quase sempre, o recrudescimento do impaludismo, praga endêmica, que ceifou muitas vidas das muitas levas de pioneiros e trabalhadores na lida do plantio dos frutos de ouro. Falavam também dos famosos jagunços que colocavam suas pistolas a serviço dos coronéis do cacau, além da coragem e têmpera do homem que lutava com os próprios braços para domar as intempéries da natureza e dominar com as mãos a aspereza do terreno ácido, tornando-o apropriado para a cultura do gado e do cacau.

Assim, surgiam heróis que na mata entrelaçada, futuros cacauais, enfrentavam “lobisomens” na noite escura ou caiporas fumantes no alto das serras, outros que lutavam com uma sucuri de 12 metros de comprimento e ainda os que, sozinhos derrubavam um grosso pequi empunhando apenas um machado… E havia os vaqueiros. Estes, verdadeiros heróis que povoavam os campos e pastos além do encantado mundo da imaginação da criançada. O maior destaque era algum menino privilegiado que conseguia ver, ao vivo, a materialização do seus mitos, quando surgia em algum local da cidade, a oportunidade de assistir a vaqueiros como Diorato, Dunga, Gerson, Jessé, Lió, Arlindo, Jerônimo, arriar seus ferros no chão, passar a barbela do chapéu de couro de veado pelo queixo, e partir pra pegar o catoeiro apenas com as mãos.

O garoto que via a cena levava o personagem para o campo do sagrado e idealizava o seu futuro a partir daquele homem decidido, de pele tisnada pelo sol, olhos frios e determinados, caminhando em passos lentos e firmes como se provocasse a fera acuada esperando o seu ataque. O boi partia, fungando, e não encontrava o corpo encourado do vaqueiro que após negacear, voltava a enticar o marroeiro. Depois de breve parada, o boi voltava a arremeter e o herói se metia entre os chifres, escorava a pancada com os saltos da bota na parede ou na longarina do curral… Até que ambos cansados, vislumbravam cada um, a sua própria vitória. Eis que, o vaqueiro apanhava o ferrão que ficara no chão, tirava o limite de couro, deixando à vista a longa seta de aço, que iria ser cravada na testa do touro, quando houvesse a próxima investida.

Ali parado, firme, o vaqueiro esperava apontando a lança para o chão num cálculo perfeito do nível em que a cabeça abaixada do boi, buscando o ataque, iria se estrepar no ferrão de cabo alvo e longo, feito de Pitiá.

São cenas inesquecíveis para quem viveu o tempo do gado bravo, de pouco convívio com gente, sumido no “mar” de colonião alto que viria a transformar em abundantes lençóis, mantas de gordura desde a pele do gado a partir do queixo. 
Numa dessas atividades, o vaqueiro Diorato – que quando trabalhava na fazenda Babilônia, do libanês José Maron tirou um touro azulado de 22 arrobas do interior do bar Vitória. O sucesso aconteceu bem no centro urbano de Ipiaú. Diorato usou apenas as mãos – retornava de Jequié, para onde havia conduzido uma grande boiada de propriedade de José Tavares Dantas, o Dantinhas, o seu novo patrão.

Recebido o valor da venda do gado, retornou com sua mula melada de nome “segredo” quando, nas imediações do final da “sete voltas”, as famosas curvas da estrada – hoje extintas pela construção da BR-330 – sendo a última curva, remanescente, a que fica nas imediações da “curva do engenho”. Pois bem, foi perdido num campo denso de vegetação áspera e alta, na margem direita do Rio de Contas, o alforje que conduzia na cabeça da sela, com o total de cédulas que deveria ser entregue ao proprietário, o fazendeiro Dantinhas.

Quando percebeu que o alforje não mais se encontrava preso ao arreio, Diorato manteve a calma. De joelhos, fez uma promessa para São Roque, comprometendo-se a construir no local uma capela em sua homenagem, no caso de encontrar o dinheiro perdido.

Retornou pelo caminho antes trilhado, observando palmo a palmo, a vegetação macerada pelo pisoteio do seu animal, investigando os galhos de assa-peixes, quebrados, até que, no alto de um morro, encontrou a sacola com o dinheiro, tal como ele havia colocado lá em Jequié.

Cumprida a promessa. A capelinha de Diorato virou uma referência para quem se aproximava de Ipiaú, uma vez que a sua visão indicava que a cidade se encontrava a cerca de 10 km de distância. A simples visualização da igrejinha caiada encimada por minúscula cruz desencadeava a alegria do retorno à terra querida.

Pena que não tenha sido preservada a branca capelinha de Diorato, verdadeiro documento histórico, registros memoráveis de Rio Novo, patrimônio imaterial de Ipiaú.

DELAÇÃO DE EMPRESÁRIO IMPLICA GEDDEL VIEIRA LIMA

Alexandre Margotto e Lucio Funaro

A Justiça Federal homologou acordo de delação premiada do empresário Alexandre Margotto, ex-sócio do corretor Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e de grupos empresariais no suposto esquema de corrupção na Caixa.

Em depoimento prestado à Procuradoria da República no Distrito Federal, Margotto disse que a Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa, comandada pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) de 2011 a 2013, era mais rentável para Funaro que a Vice-Presidência de Fundos de Governo e Loterias, a cargo de Fábio Cleto – que delatou desvios em operações bilionárias do banco público. Ele também afirmou que o corretor ganhou uma casa de R$ 30 milhões, como propina, de um dos donos da holding J&F, Joesley Batista. Ao Estado, Joesley alegou que vendeu o bem ao corretor. As informações sobre a colaboração foram confirmadas por fonte que teve acesso ao depoimento.

A delação foi homologada na quarta-feira, 15, pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal, em Brasília. Pode ter impacto na ação penal na qual o próprio Margotto, Funaro, Cleto, Cunha e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) são acusados de negociar suborno para liberar aportes da Caixa em grandes empresas, entre elas a Eldorado Celulose, da J&F. Além de Geddel e Joesley, a delação implica Funaro e outros empresários.

Aos investigadores, Margotto contou que Funaro dizia ganhar na Caixa mais dinheiro com Geddel que com Cleto, primeiro delator do esquema de desvios no banco público. Ele deu detalhes da relação do peemedebista com o corretor. O ex-ministro é investigado pela Polícia Federal e o MPF, sob a suspeita de comandar, juntamente com Cunha, o esquema de corrupção na Caixa. Ele foi alvo da Operação Cui Bono? (a quem interessa?), em janeiro. O imóvel de luxo supostamente doado pelo dono da holding a Funaro fica no Jardim Europa, bairro nobre de São Paulo. Em sua colaboração premiada, Fábio Cleto contou ter ouvido de Margotto que o suposto presente foi propina. A versão foi confirmada pelo novo delator. O MPF sustenta que o grupo de Cunha cobrou suborno para viabilizar operação de R$ 940 milhões, aprovada pelo fundo de investimento do FGTS, com a Eldorado. A empresa pagou cerca de R$ 33 milhões por meio de contratos de consultoria a empresas de Funaro.

Margotto era dono da Etros Administradora de Recursos e Valores Imobiliários, gestora do fundo de investimentos Aquitaine, montado em parceria com Cleto. Em nota, Joesley Batista afirmou que vendeu a casa a Funaro, por meio de uma operação “lícita e regular”. “O valor do imóvel foi negociado com base nos preços de mercado da época e devidamente pago e contabilizado.” A advogada de Funaro, Vera Carla Silveira, disse que ainda não teve acesso ao conteúdo da delação e que, antes de se pronunciar e tomar medidas a respeito, terá de conhecê-la.

Informações: Estadão

VEREADOR GILVAN PEDE DESCULPAS A ALINE PEIXOTO EM FORMA DE RETRATAÇÃO PÚBLICA

NOTA PÚBLICA

“Eu, Gilvan Souza Santana (Soldado Gilvan), vereador da cidade de Jequié/BA, venho através deste, atendendo ao que foi proposto em audiência de conciliação, registrar meu pedido de desculpas em forma de retratação a Sra. Aline Fernanda Almeida Peixoto, Primeira Dama do estado da Bahia, em virtude de postagem e/ou pronunciamentos realizados por minha pessoa em mídias sociais e em radio local, na qual menciono o seu nome em denúncias feitas equivocadamente por mim. Vale dizer que reconheço o papel e luta da Sra. primeira dama em prol da cidade de Jequié e dos investimentos do governo do estado no que se refere a s obras de Reforma e ampliação do Hospital Prado Valadares, da construção da Policlínica e da futura construção do SAC em nossa cidade. Desta forma, venho publicamente registrar o meu pedido de desculpas não só a Sra. Aline Peixoto, como também ao seu esposo o Governador do Estado Rui Costa e ao Poder Judiciário do Estado da Bahia”.

Assina: Soldado Gilvan Vereador.

DOIS POEMAS RIMADOS E UM RECADO RETADO

Por Zé Américo*

 

 

 

 

 

I

Ventania soprou

Pedra d’água caiu

Pé de magoa surgiu

Nas rugas de seu doutor.

 

Aí bem-te-vi não viu

Nem se importou de ver

Pra depois dizer

Que bem viu nascer

O sentido dessa trova.

 

Corisco descia do céu

Caia em riba do bicho

Que corria descabrestado

Dizendo quase aluado:

Eu não mereço isso

Eu não mereço isso.

II

Ainda vou ficar por aqui menina

Ainda tenho que cumprir minha sina:

 

Cego violeiro, com amor e sem dinheiro

Nestas bandas do cacau

Entre o bem e o mal

 

Entre esses coronéis

Que nos dedos trazem anéis

 

No pescoço cordão de ouro,

Na cinta punhal de prata

 

E na cabeça nada.

E na cabeça nada.

 

Além do chapéu, é claro!

 

Ainda vou ficar por aqui Maria

Ainda vou esperar o dia

 

O dia da divisão

Do chão e da plantação.

 

Ainda vou ficar por aqui Aurora

Ainda vou esperar a hora

 

A hora em que eu mudo as cordas

As cordas da velha viola…

(Ipiaú,1976) válido pra 2017

*José Américo da Matta Castro é poeta e jornalista

GOVERNADOR VISITA OBRAS DE UNIDADES DE SAÚDE EM JEQUIÉ E ANUNCIA INVESTIMENTOS

Conforme prometido, o governador Rui Costa esteve em Jequié nesta quarta feira (15), acompanhado do Secretário de Saúde, Fábio Vilas Boas, técnicos do governo, deputados que representam a região, vereadores e prefeitos de todos os municípios circunvizinhos, beneficiados pelas obras iniciadas e em andamento.

Alvo de grande recepção no Aeroporto Vicente Grillo, Rui Costa desembarcou às 10:00h da manhã desta quarta feira, cumprimentou as diversas caravanas presentes e dirigiu-se imediatamente ao canteiro de obras na antiga Escola de Menores do bairro Mandacaru.

Depois de ser saudado pelo prefeito de Jequié, Sergio da Gameleira, Rui Costa ouviu discursos de lideranças regionais, assinou ordem de serviço para o início das obras da nova sede do SAC – Serviço de Atendimento ao Cidadão, onde será investido R$3,8 milhões. Em seguida o governador e sua comitiva visitaram as obras em andamento da unidade de saúde, integrante do programa denominado Policlínicas Regionais, onde em Jequié estão sendo alocados cerca de R$22 milhões.

Policlínica Regional

A Policlínica Regional de Jequié já está com 66% das obras executadas. Na unidade, a população dos municípios participantes do consórcio regional de saúde terá acesso a consultas, exames e procedimentos em até 18 especialidades médicas, a exemplo de angiologista, cardiologista, endocrinologista, gastroenterologista, mastologista e neurologista. Exames e serviços como ecocardiograma, eletrocardiograma, endoscopia digestiva, colonoscopia, tomografias e ressonâncias também poderão ser realizados na unidade. A meta é que até 2018 mais de 5 milhões de baianos estejam sendo atendidos em policlínicas regionais.

Concluída esta etapa, o governador cumpriu agenda nas obras de ampliação da emergência do Hospital Regional Prado Valladares, em Jequié, onde o governo está investindo R$27 milhões, com mais de  60% da obra já em fase de conclusão.

Entrevista

Antes de dirigir-se à sede da 93 FM para a entrevista coletiva a um pool de emissoras da região, além de conversar com jornalistas locais, O governador assinou ainda autorização para convênio do Bahia Produtiva e entregou viaturas das Polícia Militar e Civil, que vão reforçar a segurança nos municípios de Gandu, Wenceslau Guimarães, Tamari, Ibirapitanga, Poções, Cândido Sales e Laje.

Investimentos

Segundo o governador Rui Costa, Jequié recebe investimentos que somam mais de R$60 milhões. Mas não fica aí: “Em março vamos licitar a construção de uma UPA – Unidade de Pronto Atendimento, que já foi aprovada pela Câmara. A maior parte desses investimentos é na área de saúde, transformando Jequié em um polo regional. Ao final deste ano, nós teremos a saúde na região completamente reestruturada e requalificada”. O governador informou que em  março vai entregar a Policlínica Regional, em abril entrega a unidade de imagem do Prado Valadares e até dezembro a segunda etapa de ampliação do Prado Valadares deve ser entregue também. 

“O objetivo nosso é fortalecer as cidades que são polos regionais e meu compromisso com Jequié e com o interior da Bahia foi trazer os serviços que antes eram oferecidos precariamente ou que não eram oferecidos”, ressaltou Rui. “Também vamos construir uma nova escola estadual, que será da Polícia Militar, um pleito antigo da comunidade, garantindo novas instalações e qualidade para os nossos estudantes”. 

Operação fiscaliza condições de acessibilidade nos camarotes para o carnaval
Foto: Elói Corrêa/GOVBA

Com a ampliação, o Hospital Prado Valadares, que atende mais de 160 mil baianos de 25 municípios, vai passar a oferecer 58 leitos, sendo 40 para internação cirúrgica, 15 deles em enfermarias com dois leitos cada e 10 em quartos individuais, além de outros 18 para UTI. O investimento da primeira etapa da ampliação foi de cerca de R$ 10 milhões e, na segunda etapa, outros R$ 27 milhões estão sendo investidos. A unidade oferece especialidades de clínica médica, clínica cirúrgica, obstetrícia, pediatria, psiquiatria e terapia intensiva.

 

CALENDÁRIO DE SAQUES DE CONTAS INATIVAS DO FGTS SERÁ ANUNCIADO NESTA TERÇA (14)

O calendário de saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deve ser anunciado pelo governo nesta terça-feira (14). Após a liberação do cronograma, os saques deverão ocorrer de acordo com o mês de aniversário do trabalhador. “A liberação das contas inativas do FGTS é também política social. Temos R$ 42 bilhões retidos nessa fonte”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante evento da Caixa.

A Caixa Econômica Federal vai criar canais exclusivos para informar aos trabalhadores sobre o saque, para que não haja uma corrida às agências. Poderão ser sacados os valores de todas as contas inativas do FGTS até 31 de dezembro de 2015, sem limite de retirada.

Dinheiro extra para sair do sufoco: bancos antecipam recursos do FGTS

As contas inativas do FGTS são as que não recebem mais depósitos do empregador porque o contrato de trabalho foi suspenso. O trabalhador pode consultar a existência e o saldo de contas inativas do Fundo de Garantia por meio do site da Caixa, SMS, nas agências do banco e pelo aplicativo do FGTS.

Veja algumas dicas antes de antecipar seu FGTS:

Planejamento: Antes de decidir por antecipar ou não este recurso é importante planejar e refletir sobre os hábitos financeiros. Faça um diagnóstico financeiro levando em consideração todos os gastos e despesas avaliando o que pode ser cortado.

Pesquisa: Antes de realizar o empréstimo, faça uma pesquisa nos bancos. Compare taxas e verifique outras linhas de crédito disponíveis com condições melhores de contratação, buscando o melhor custo benefício.

Urgência: Só contrate o empréstimo em casos extremos, como emergência de saúde ou quando a pessoa já está pagando taxas de juros mais altas como é o caso de cheque especial e cartão de crédito.

Barganha: Não deixe de sentar com o gerente do banco e negociar melhorias na proposta que eles oferecem e com isso tentar reduzir taxas.

Alerta Se o caso não for de urgência, essa antecipação deve ser evitada ao máximo, pois com isso se perderá rendimento. Para quem quer utilizar apenas para o consumo, ou para “aproveitar uma promoção imperdível”, segure a onda. O dinheiro extra deve sempre ser usado para a realização de sonhos, como planejar uma aposentadoria sustentável.

Fonte: Correio24horas

FUNDADOR DO JORNAL AGORA, JOSÉ ADERVAN MORRE AOS 74 ANOS

Adervan deixou importante legado nas comunicações de Itabuna e Ilhéus, bem como em toda a região Sudeste e Sudoeste do estado.

A região Sudoeste e Sudeste da Bahia tomou conhecimento, através do Blog Pimenta (http://www.pimenta.blog.br/), que o jornalista e um dos fundadores do Jornal Agora, José Adervan de Oliveira, faleceu na tarde deste domingo (12), no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna, após lutar contra câncer de próstata.

O corpo do jornalista será velado no SAF de Itabuna, na Juca Leão, ao lado do Grapiúna Tênis Clube, a partir das 20 horas deste domingo. O enterro está previsto para as 16 horas desta segunda (13), no Cemitério Campo Santo, em Itabuna.

Adervan deixa viúva, Ivone, e as filhas Andréa, Fernanda e Roberta.

Bancário aposentado, Adervan fundou o Jornal Agora, na década de 80, com o também jornalista Ramiro Aquino. Inicialmente semanal, a publicação passou a ter edições diárias, de terça a sábado. Pela redação, passaram nomes como Antônio Lopes, Maurício Maron, Walmir Rosário, Ricardo Ribeiro e Kleber Torres.

À frente do Agora, foi ousado. Investiu por muitos anos em cadernos especiais para revelar o potencial da agricultura, do comércio e da economia sul-baiana. Ou abrir espaço para a cultura, com o Caderno Banda B. Os aniversários de Itabuna sempre eram marcados por edições especiais com a nossa história e as perspectivas para a economia.

O jornal era uma das suas razões de vida. Uma outra era a política. Adervan tinha militância desde os tempos de juventude e foi um dos fundadores do PSDB itabunense. Em 2008, disputou a Prefeitura de Itabuna pelo PSDB, tendo a médica Zina Macedo (PSDB) como vice. Também presidiu o diretório do partido. A política era um dos assuntos principais de sua coluna no jornal.

Deste espaço, solidarizo-me com a sua família, em especial com Fernanda e Roberta, já que fui parceiro do Jornal Agora na sucursal de Vitória da Conquista onde o jornal circulava diariamente e editava um caderno especial alusivo à economia, política e sociedade locais. O Jornal Agora inovou com edições voltadas para cada região, desde Santo Antonio de Jesus a Porto Seguro, Vitória da Conquista, Ipiaú, etc.

Assim, em nome dos profissionais e colaboradores desse lado Sudeste e Sudoeste do estado, apresento, através do companheiro Walmir Rosário, nosso editor à época, os sinceros sentimentos aos familiares e amigos enlutados pela perda do grande jornalista e proprietário do Jornal Agora, José Adervan de Oliveira.

Que Deus possa confortá-los neste momento de perda irreparável para a sociedade itabunense e toda a região.

SECRETÁRIO ESTADUAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SE REUNE COM O TERRITÓRIO DE IDENTIDADE DO MEDIO RIO DE CONTAS

Como parte integrante da estratégia de interiorização dos serviços, gestores e técnicos da secretaria do Desenvolvimento Rural, estão percorrendo, nos meses de fevereiro e março, os 27 Territórios de Identidades da Bahia para apresentar as ações da SDR aos gestores municipais e pactuar com as prefeituras estratégias para fortalecer o desenvolvimento rural no estado.

Na próxima terça-feira (14), o Secretário do Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, e a equipe técnica da secretaria, estarão reunidos com os gestores municipais do Território Médio Rio de Contas. O evento acontecerá, às 9h, no Salão do Sindicato Rural de Jequié.

A iniciativa tem o objetivo de intensificar a articulação de políticas públicas, por meio do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura. O público prioritário são os gestores públicos municipais e estaduais, Colegiados Territoriais, integrantes dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Sustentável, instituições prestadoras de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural e movimentos ou entidades representativas da agricultura familiar.

A Bahia é o estado que possui o maior número de famílias vivendo da agropecuária, atividade responsável pela produção de 77% dos alimentos saudáveis que chegam à mesa dos baianos. A Agricultura Familiar responde por 44% de tudo que se produz na agropecuária do Estado, com o Valor Bruto da Produção (VBP) anual de R$ 3,74 bilhões. A agricultura familiar também é responsável por 77% dos alimentos que chegam à mesa das famílias baianas e por 81% da mão de obra das famílias no campo. A Agricultura Familiar é destaque na produção de mandioca, feijão, mel, leite, pesca e aquicultura artesanal, fruticultura, oleaginosas e caprinovinocultura, entre outros produtos.

LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO DE VITOR HUGO MARTINS SERÁ HOJE EM IPIAÚ

O professor, cronista e contista Vitor Hugo Martins presenteia Ipiaú com mais uma obra literária. Desta vez ele traz a narrativa infanto-juvenil “Pepê Perguntador”, cujo lançamento acontece no final da tarde deste sábado, 11, no Bar Costelinha, localizado na Avenida Getúlio Vargas, em frente à Cesta do Povo. Em “Pepê Perguntador”, Vitor Hugo Martins brinca com a linguagem e nos conduz ao mundo da criança, com seus questionamentos e razões. A obra tem o selo da Via Literrarum Editora e conta com ilustrações e capa do artista ipiauense Jurnier Costa. Vamos lá, prestigiar. (José Américo Castro)

Veja o vídeo