Archive for dezembro, 2016

POR QUE ALGUÉM SE PERDE, SENDO RAINHA?

Por Ramiro Matos*

Cartão Postal de origem europeia, provavelmente francesa.

O assassinato do embaixador da Grécia, Kyriakos Amiridis, estampando uma tragédia de urdição macabra difícil de entender, num mundo de avançada modernidade, possui um lado insólito e outro um tanto exótico; o do envolvimento de sua mulher embaixatriz, uma brasileira de nome francês, Françoise, e o de ser ela amante de um soldado, a quem teria induzido, segundo a polícia carioca, a agir na preparação e execução do tenebroso desfecho (o crime aconteceu de madrugada, na própria casa alugada pelo embaixador, em férias). Afora este lado hediondo, a história apresenta um outro a muitos surpreendente, especialmente os que defendem o folclórico princípio do politicamente correto nas condutas sociais – o de, sendo ela embaixatriz de um país com a história e a glória da Grécia, ter um soldado como seu amante. Mas, tal atitude nem é tão estranha assim, pois episódios do mesmo marfim podem ter ocorrido tanto com damas de mãos e colo cobertos de diamantes, como com princesas e até rainhas, narrados em poesias, teatro, romances, ao longo de muitos séculos, e até filmes, neste que passou. Este lado do assombroso fato me fez lembrar um soneto da série fescenina de Bocage (Manuel Maria Barbosa du…), em que o célebre poeta português do século 18 alude à relação entre Dido, rainha de Cartago, e Eneias, herói da consagrada epopeia de Virgílio, a “Eneida”, em versos que também lembram Cleópatra, rainha do Egito, Lucrécia, joia da linhagem dos Bórgias de Veneza, e até Catarina da Rússia, um dos ícones da Ilustração. Embora seja eu claramente contra o politicamente correto, mais o exótico do que o insólito do episódio animou-me a reproduzir este famoso soneto. Vai abaixo. Em tempo: na falta de outra solução imediata, talvez do século 18, preferi ilustrar a postagem com a célebre musa das vanguardas, Kiki de Montparnasse (1900-1953), em foto de Julien Mandel, de 1923. Votos de boa fruição, além de um Feliz 2017.

SONETO DE TODAS AS PUTAS

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805)

Não lamentes, ó Nize, o teu estado;
Puta tem sido muita gente boa;
Putíssimas fidalgas tem Lisboa,
Milhões de vezes putas têm reinado;

Dido foi puta, e puta de um soldado;
Cleópatra por puta alcançou a coroa;
Tu, Lucrécia, com toda a tua proa,
O teu cono não passa por honrado:

Essa da Rússia imperatriz famosa,
Que ainda há pouco morreu (diz a Gazeta)
Entre mil piças expirou vaidosa;

Todas no mundo dão a sua greta;
Não fiques pois, ó Nize, duvidosa
Que isso de virgem e honra é tudo peta.

*Poema e foto extraídos de postagem de Florisvaldo Matos

MORRE, AOS 86 ANOS, O HOMEM QUE DESCOBRIU OS BEATLES

Allan Williams o homem que descobriu os Beatles

Mais uma perda em 2016. E a segunda ligada aos Beatles, que neste ano perderam seu lendário produtor George Martin. O homem que descobriu o grupo, convidado por ele a se apresentar no Jacaranda Club, casa noturna que mantinha em Liverpool, morreu aos 86 anos. A notícia foi dada, via Twitter, pelos novos proprietários do clube. “Hoje perdemos o homem que fundou o Jacaranda e que descobriu os Beatles, Allan Williams”, diz a nota.

Foi no club de Allan Williams que a banda tocou pela primeira vez, e foi ele quem conseguiu o contrato que a levaria a Hamburgo.

A banda costumava visitar a casa de shows, e John Lennon e Stuart Sutcliffe, amigo pessoal de Lennon e primeiro baixista do grupo, foram contratados por Allan Williams para pintar um mural no local. A partir daí, a relação se estreitaria. A banda tocou várias vezes no The Jacaranda e foi Williams que conseguiu, em 1960, que os Beatles assinassem o seu primeiro contrato importante na cidade alemã de Hamburgo, onde fizeram mais de 280 shows.

Os caminhos do agente e do grupo, que na época era composto por Lennon, Paul McCartney, George Harrison, Sutcliffe e Pete Best, se separaram em 1961, e a banda assinou um contrato com Brian Epstein, que a levou à glória.

Paul McCartney e John Lennon na gravação de “Hey Bulldog”, no estúdio de Abbey Road, em 1968

De acordo com a exposição permanente The Beatles Story, instalada em Liverpool, Allan Williams “ajudou a construir o grupo e a convertê-lo no que conhecemos agora”.

O historiador dos Beatles Mark Lewisohn escreveu no Twitter: “Sem Allan Williams, os Beatles não teriam ido a Hamburgo. E, sem Hamburgo, não haveria Beatles”.

E LA NAVE VA

Por Aninha Franco* em Trilhas**

 

 

 

 

Na trilha de encerramento de 2015, escrevi que o ano foi uma desgraça enfiada numa vara. Escrevi uma trilha lamentando a perda da gentileza nas redes e nas ruas, nos palácios e nos barracos.

Uma trilha perplexa com o espetáculo de policiais revistando crianças com braços pra cima e pernas abertas como se a criminalidade aos dez anos fosse normal. Uma trilha indignada com a seca do Velho Chico e a lama do Rio Doce. Uma trilha enojada com o poder e a articulação da mentira como política pública no País, valendo-se do marketing para governar. E encerro 2016 percebendo um Brasil devastado, mas sem o Poder e a Articulação da mentira de 2015.

Reparem: em 31 de dezembro de 2015, o ex-governador do Rio de Janeiro, o escroque Sérgio Cabral, estava se preparando para desfrutar do réveillon. Em Paris? Em Londres? Em Marte? Numa loja da H.Stern? Quem sabe? Ele se confessava tranqüilo com o inquérito instaurado pela Lava Jato contra ele. – Bobagens! No início de 2016, foi a estrela no lançamento de Pedro Paulo à prefeitura do RJ. Hoje, Cabral e sua esposa participarão do réveillon na prisão de Bangu. Como presos. Uma diferença significativa.

No último dia do ano de 2015, Eduardo Cunha, o vigarista, era presidente da Câmara dos Deputados, o segundo na linha sucessória da presidência. Hoje, Cunha é hóspede de Curitiba. Preso. Em 2015, Dilma Rousseff era a Presidenta e estava de férias, em Inema, visitada por Jaques Wagner. Hoje, Dilma Rousseff pode estar em Porto Alegre ou no Rio de Janeiro, não nos interessa, o que faz de 2016 um ano melhor porque ela preside apenas o conselho da fundação Perseu Abramo. Se fizer pronunciamentos sobre sua nova gestão, gargalharemos sem preocupações com o Estado.

Renan Calheiros está preparando seu ser corrupto para o réveillon, como em 2015, porque ainda não está preso, mas há uma diferença. Ele sabe que a Lava Jato avança como um tsunami contra ele. E a sua inquietação de espírito faz de 2016 um ano melhor, um ano em que Lula, o tarefeiro dos corruptos, que em 2015 ainda não tinha processo algum instaurado contra ele, agora tem seis. Lula atravessou a lama do Mensalão à nado borboleta, negando e desconhecendo tudo como desconhece a gramática brasileira, sem nenhuma relação com a prisão e condenação de José Dirceu, ou de Bumlai, líder de seu time e amigo de tríplex e sítio. Lula encerra 2016 como réu de seis inquéritos, todos por corrupção, o que é nada diante do estelionato que ele praticou contra a Sociedade Brasileira, mas que é um bom prelúdio para 2017.

Em 2016, percebeu-se melhor a devastação que o lulopetismo praticou contra o Brasil. Além de massacrar seu Pensamento e sua dignidade, estagnou sua criatividade. A gestão lulopetista, toda ela, é a gestão da ausência de planejamento e de projetos, da corrupção deslavada, do aparelhamento do Estado e da porralouquice geral que faliu o País, deixou milhares de brasileiros desempregados nesta noite de réveillon, e milhares de brasileiros nostálgicos com o tempo de suas vidas perdido com essa gente. Mas se 2016 fez mais contra isso que 2015, esperemos um 2017 de conquistas maiores e retomada de caminhos.

*Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, advogada e ativista cultural.

**Publicado em 31 Dezembro de 2016 no Correio da Bahia

BOM GOSTO E ATUALIDADE

ESTA NOITE SE IMPROVISA…

O som extraído desses instrumentos, por músicos dessa qualidade, seria, provavelmente, a música apreciada por Deus.

Finalmente aconteceu em Jequié, numa garagem, na noite desta quarta feira (28), a esperada JAM SESSION*, combinada há tempos  pelos experientes músicos, o violonista Luis Alberto Pargas Carmona, o baterista Bené Sena, o contrabaixista Allan Borges e o tecladista Maurílio Sena.

 

Reforçado com a participação do venezuelano Luis Alberto Pargas Carmona, o grupo instrumental de Jequié, Bahia, integrantes do excelente “Arguidá”, aquele que toca clássicos do choro, samba, bossa nova e de outros subgêneros da música popular, deu um show de improviso e criatividade não apenas nas apresentações solo, mas, o que é mais complexo, porque sem ensaio, nas execuções conjuntas dos clássicos da música popular brasileira. Além disso, o grupo executou algumas composições universais, com direito ao prolongamento instrumental próprio das JAM SESSIONS, para delírio da pequena plateia formada por amigos de Bené na noite do seu aniversário.

Bené foi surpreendido com vinhos europeus e uísque honesto. Assim, Tom e Andréa, Ricardo e  Nívea, Graça Bispo, Luis Felipe e Sarinha, Mila, Jussara e Mírian Sena se deliciaram não apenas com a música de qualidade e repertório de extremo bom gosto, mas com a Bavária geladíssima, o delicioso e crocrante pernil assado, e pastas libanesas de todo tipo.

O que era para ser um encontro fortuito de tocadores transformou-se numa Noite Cult, uma noitada digna dos deuses, para gáudio dos simples mortais que sonham com o olimpo. Pelo menos no que diz respeito ao cardápio e ao som emitido para o universo.

  *JAM SESSION significa uma função onde se toca sem saber o que vem à frente, uma sessão de improvisação. Nos clubes de jazz é comum que, após o número principal, os músicos presentes sejam convidados para subir ao palco e tocar junto com a banda sem nenhum ensaio prévio.

ÚLTIMO LIVRO ESCRITO POR ARIANO SUASSUNA ESTÁ PRONTO PRA SER LANÇADO


Um dos maiores poetas e dramaturgos do Brasil, o escritor Ariano Suassuna, falecido em 2014, deixou um tesouro de manuscritos inéditos, guardados em um quarto transformado em escritório, que até hoje é mantido da mesma forma pela família. O mais novo romance escrito por Ariano, ‘Dom Pantero no palco dos pescadores’, levou 33 anos para ser escrito e reescrito, e deve ser lançado em 2017, dividido em dois volumes. [Veja vídeo acima]

Filho de Ariano Suassuna fala sobre último livro escrito pelo pai


Nas pilhas de papéis e dezenas de pastas, há muito a ser revelado do universo que aproxima as culturas erudita e popular, criado pelo paraibano que, ainda criança, mudou-se para Pernambuco. Para a família, garimpar e trazer à luz um material tão extenso é como fazer uma viagem afetiva, como diz o filho de Ariano, o artista plástico Manuel Suassuna.
“É uma forma de levar adiante e de escapar também. Apesar do papai ter uma vida plena como artista, como pai, como avô, eu não esperava a ida dele e isso está me aproximando dele mais ainda. Isso está mantendo a chama dele acesa”, disse Manuel.
Ariano Suassuna fazia questão de escrever todos os dias. Para ele, era uma necessidade. Disciplinado e perfeccionista, Ariano escrevia sempre à mão. Depois, ele datilografava e fazia correções nos textos com caneta vermelha, exercício repetido incansavelmente.
A cobrança para concluir o romance de mais de três décadas encontrava reforço dentro da própria família. “Eu dizia a ele ‘Oh, rapaz, eu acho que este livro não existe não. Se não existir a gente vai ter que mudar do Recife um dia. Tá todo mundo esperando’. E brincava também dizendo “acho que se não prestar, a gente vai ter que se mudar também’”, disse Manuel Suassuna.

Zélia, companheira de toda a vida

Zélia Suassuna, a companheira da vida toda de Ariano, conta que havia outro motivo para que o escritor adiasse o ponto final da obra. Ele dizia que, quando terminasse o romance, estaria pronto para partir.
“Ele disse que podia morrer. E eu disse ‘mas você não está se lembrando de mim, se morrer vai me deixar’. Ele disse ‘é diferente’”, recorda Zélia.
Sobre o livro, antes de morrer, Ariano explicou que já havia terminado muitas vezes, mas o perfeccionismo atrasou o lançamento. “Eu já conclui inúmeras vezes. Eu sou um obcecado, procuro dar no meu trabalho de escritor o máximo de mim. Posso até não escrever uma coisa boa, mas não é porque eu não posso. Eu não dou uma obra por acabada enquanto eu não sentir que dei o máximo que era possível naquele momento”, relatou, ainda vivo.
No romance inédito, todas as ilustrações foram feitas pelo próprio Ariano. Textos e ilustrações interagem em cada página. Para o professor Carlos Newton, pesquisador da obra de Ariano, esse romance é uma obra final. “É um romance de conclusão de obra, um romance de cume. De fato, esse romance, para ser melhor compreendido, ele requer uma certa familiaridade com o universo de Ariano. A poesia de Ariano é uma poesia complexa e esse romance traz a poesia também lá dentro”, disse.
Fonte: G1

FELIZ NATAL

Uma pequena pausa nas férias para desejar Feliz Natal aos nossos leitores e colaboradores

 

SALVADOR: SESAB EMITE ALERTA SOBRE A SÍNDROME DE MIALGIA EPIDÊMICA

Os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia e de Salvador (CIEVS-BA e CIEVS Salvador) alertam as unidades de saúde de Salvador frente à ocorrência de casos suspeitos de uma possível variante de mialgia epidêmica.

No dia 14 de dezembro foram notificados por uma unidade hospitalar de Salvador, nove casos suspeitos de mialgia epidêmica em pessoas de três diferentes famílias: família 1 (N=4); família 2 (N=3) e família 3 (N=2).

Os casos foram atendidos e internados em uma unidade de saúde localizada em Salvador, nos dias 02 e 10 de dezembro, apresentando quadro clínico caracterizado por início súbito de fortes dores em região cervical, região do trapézio, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorso, coxas e panturrilhas.

Todos os pacientes apresentaram elevações significativas das enzimas musculares, sem febre, artralgia ou cefaléia. A doença apresentou rápida disseminação entre os familiares, o que sugere que a transmissão ocorra através de contato ou gotículas.

Sendo o quadro clínico apresentado compatível com uma variante da Síndrome de Mialgia Epidêmica – geralmente causado por um Echovirus, o CIEVS-BA e o CIEVS/Salvador emitem o presente alerta epidemiológico com recomendações de condutas e orientações para as equipes de saúde hospitalares e de emergência da capital, objetivando elucidar o evento, verificar ocorrência de outros casos, investigar em tempo oportuno e adotar medidas cabíveis.

 Sobre a doença

A mialgia epidêmica também é conhecida como Doença de Bornholm. A dor muscular é causada por uma infecção viral e afeta a parte superior do abdômen e do tórax inferior. A dor é caracterizada como espasmódica e desenvolve-se de repente, piorando a cada movimento e respiração profunda, causando falta de ar para o indivíduo afetado (no surto em questão os casos não apresentaram comprometimento respiratório).

Por vezes provoca dor abdominal, febre, dor de cabeça, dor de garganta e dores musculares. A transmissão ocorre por meio fecal-oral ou, menos comumente, de pessoa-pessoa, através de gotículas ou objetos contaminados.

 

A VIDA DEPOIS DA VIDA

“A casa do meu pai tem muitas moradas”

Jesus Cristo

Lágrima de saudade não prejudica quem parte. O que prejudica, dificulta o desligamento, perturba o espírito que parte é a revolta, a blasfêmia contra Deus.• Evitar roupas escuras, ambientes taciturnos, pois estes comportamentos somente geram medo e maior dor aos envolvidos. Não é a cor da roupa que revela sofrimento, respeito ou ajuda e sim, oração sincera.

  • Velas e flores são exteriorizações de sentimentos, não fazem mal, mas não ajudam o desencarnado. O que ajuda são orações, o amor sincero, bons pensamentos, fé e certeza da continuidade da vida.
  • Como cada Ser tem um período de adaptação e um nível de evolução e compreensão do novo estado, convém esperar um tempo após o desencarne, para doar e se desfazer dos pertences pessoais daquele que partiu. Em casos explícitos de pessoas desprendidas da matéria, espiritualizadas, este tempo não é necessário, sendo muitas vezes, a vontade expressa daquele que se foi.
  • Todos os espíritos são auxiliados. Nenhum filho de deus fica desamparado. Mesmo os que tiveram uma vida encarnada desregrada, desde que sinceramente busquem auxílio.

Visita ao Túmulo:

A visita apenas expressa que lembramos do amado ausente. Mas não é o lugar, objetos, flores e velas que realmente importam. O que importa é a intenção, a lembrança sincera, o amor e a oração. Túmulos suntuosos não importam e não fazem diferença para quem parte.

Oração sincera aquieta a alma e eleva o padrão vibratório. Cria um estado intimo de serenidade facilitando o desprendimento e a entrada tranquila no mundo espiritual.

Avida continua sempre! 

Nossos amados não estão mortos. Apenas ausentes temporariamente.

O verdadeiro amor independe da presença. Por isto é eterno e une todas as pessoas que o partilham.

Aprendamos a viver. Para aprender a morrer. Temos um corpo físico para nossa caminhada de aprendizado na terra. Mas somos mais que um compacto de carne. Somos espíritos eternos, que vivem para sempre!

Autor Desconhecido

DAS CONTAS DO TEU OLHAR

Por José Américo*

 
 
 
 
 
Na beira do Rio de Contas
Um dia deram por conta
Das contas do teu olhar.

 

Teu medo de ainda ser cedo
Teu medo de ainda ser sonho…


Teus lábios tontos de desejo
Não cansavam de esperar
Um beijo desses risonhos
Felizes de tanto amar.


Teu cheiro de fêmea em flor
Se espalhava pelo ar
Enchia tudo de amor
Fazia tudo sonhar.


E tudo ficava bonito
E todos queriam cantar
Um canto feliz da vida


Ah era bando de desejar…
Que o desejo criasse raiz
Que as raízes viessem a segurar
No fundo do coração
A vontade de te amar.


Ah ainda me lembro
Teu corpo macio e moreno
Entregue às carícias do rio
Me faziam delirar.


Teus seios soltos nas águas
Teus cabelos a vadiar
Com o vento livre e vadio
Que o tempo deixou por lá.


Ah ainda te espero
Ainda quero botar
Meus olhos tontos por conta
Das contas do teu olhar.
 
*José Américo da Matta Castro é poeta e jornalista
 
Veja o vídeo