Archive for novembro, 2016

JEQUIÉ: MISSA NESTE SÁBADO (26) LEMBRA 1 ANO DE FALECIMENTO DE LOMANTO JÚNIOR

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A missa de 1 ano de falecimento do ex-prefeito, ex-deputado, ex-governador e ex-senador Antônio Lomanto Júnior será celebrada neste sábado (26/11), às 18 h, na Catedral Santo Antônio, em Jequié.

Os Familiares e amigos convidam a todos para este ato de fé e amizade cristã lembrando, com saudades, deste homem público cuja trajetória ética e honrada, é motivo de orgulho para Jequié e para a Bahia.

Em Salvador, já houve a celebração na última quarta feira (23), com a missa na Pupileira – Santa Casa da Misericórdia, quando os soteropolitanos se encontraram para homenagear a memória deste baiano ilustre.

Lomanto Júnior faleceu aos 90 anos e ficou conhecido como um dos grandes políticos da Bahia. Formou-se em Odontologia pela Universidade Federal da Bahia em 1946, contudo ainda na faculdade mostrou que a política era sua verdadeira paixão. Aos 22 anos se tornou o mais jovem vereador de Jequié. Era apaixonado pela Cidade Sol, levando o nome do município para aonde fosse. Como prefeito da cidade ficou conhecido em todo o estado por levantar a bandeira municipalista e pregar a reforma da Constituição. Chegou à presidência da Associação Brasileira dos Municípios e com destaque foi eleito em 1962, governador da Bahia com a mensagem “O interior marcha para o governo”.

Há um ano os jequieenses, comovidos, acompanhavam o cortejo fúnebre da Catedral de Santo Antônio ao Cemitério São Joao Batista, sussurrando, comovidos o seu jingle, trilha musical de suas campanhas vitoriosas, “Lomanto esperança do povo…”.

O nome de Antônio Lomanto Júnior, inscrito na galeria dos grandes benfeitores de Jequié, será sempre reverenciado pelos jequieenses de todos os tempos.

ITABERABA: PROJETO CARIANGÓ PREVÊ O PLANTIO DE UM MILHÃO DE ÁRVORES ÀS MARGENS DO RIO PARAGUAÇU

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Em ato coletivo no Parque de Exposições do Sindicato dos Produtores Rurais de Itaberaba, a Fundação Paraguaçu plantou, no final do mês passado, a Muda nº 01 do Projeto Cariangó, ao mesmo tempo em que a direção do sindicato deu por inaugurado o Viveiro de Mudas, implantado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR. A Muda nº 01 é um Ypê rosa, cultivado desde a semente pela própria ONG, dando-se inicio ao plantio de 1.0 Milhão de Árvores, meta a ser realizada em cinco anos no Vale do Médio Paraguaçu. O evento contou com a presença do promotor público Thyego de Oliveira Matos, coordenador do MP para defesa do meio ambiente do Médio Paraguaçu, que ajudou no plantio acompanhado pelo ambientalista Salvador Roger de Souza, dirigente da ONG; o sindicalista Alfredo Bezerra, presidente do sindicato rural; o coordenador regional Gustavo Maciel, do SENAR; gerente Valberto Batista, do Banco do Nordeste; diretor municipal de meio ambiente, Roosevelt de Abreu Bastos; cooperativista Josaniel Azevedo, dirigente da Coopaita; José Zacarias, técnico da EBDA de Ruy Barbosa; empresário Márcio Donato, o dirigente sindical e a médica e produtora rural Doutora Neiver, além da participação dos produtores rurais envolvido no Seminário de Palma Forrageira realizado no mesmo dia.

“Temos acompanhado os esforços e a determinação do jornalista Salvador Souza, em fazer com que se torne realidade esse projeto a favor do meio ambiente, que vem contando com nosso acompanhamento e apoio”, disse o promotor Tyego Matos, conclamando a todos a se voltar para a preservação do meio ambiente, “para que haja vida saudável no futuro”.

Jequié

O Rotary Club Jequié Cidade Sol desenvolve um projeto semelhante, já em fase final de elaboração e orçamento, visando a recuperação da calha do Rio de Contas no perímetro do município de Jequié, bem como o plantio de árvores nas margens, tendo como meta a recuperação das matas ciliares ao longo do Rio, desde a jusante da Barragem da Pedra até o distrito de Barra Avenida.

A idéia já envolve rotarianos dos quatro clubes existentes na cidade e tende a se expandir por outros segmentos sociais, ongs, instituições ambientais, governo do Estado e demais organismos interessados no retorno da pujança, ecossistema saudável e beleza desse rio tão importante para quem vive em Jequié, e toda a região.

Fonte: jornal “O Paraguassu”

ANÁLISE DA REPERCUSSÃO DA VITÓRIA DE TRUMP NO BRASIL

A mudança de comando no país sede da maior economia do mundo reflete em toda a aldeia global. As especulações variaram muito ao longo da campanha eleitoral nos Estados Unidos. Alguns avaliavam a vitória de Hilary Clinton como a continuidade do governo de Barak Obama, prosseguindo com os acordos de paz e ampla discussão em torno dos temas que compõem a sua política exterior.

É claro que o desemprego grassa na terra do tio Sam, as desigualdades sociais se acentuam evidenciando a necessidade de repensar as iniciativas de Obama, de forma lenta e gradual.

Isso inclui a questão da imigração: estima-se que um milhão de brasileiros vivam nos EUA, boa parte em situação migratória irregular. Há argumentos de que Donald Trump já chamou os brasileiros de cães latinos. Ameaçou deportar todos os migrantes sem documentos e construir um imenso muro na fronteira do seu país com o México, mas prometeu que protegerá “o bem estar econômico de imigrantes legais” e que a admissão de novos imigrantes levará em conta suas chances de obter sucesso nos Estados Unidos, o que, em tese, favoreceria brasileiros com alta escolaridade e habilidades específicas que queira migrar para o país.

Na verdade, os brasileiros não representam um alvo de relevância nas preocupações e projetos da política externa americana. O Brasil é, na opinião das autoridades americanas, sempre um manancial de mão-de-obra desqualificada forçando a entrada ilegal nos EUA em busca de oportunidades profissionais.

Em 2015, durante a campanha, Trump citou o Brasil ao listar países que, segundo ele, tiram vantagem dos Estados Unidos através de práticas comerciais que ele considera injustas. A balança comercial entre os dois países, entretanto, é favorável aos EUA.

O comentário recorrente, sintetizado pela professora de Relações Internacionais Cristina Pecequilo em O Globo e G1 é que “A situação do governo Hillary para o Brasil teria sido mais tranquila porque era mais previsível por qual caminho ela iria. Seria a continuidade do governo Obama, de uma dimensão política que tem o reconhecimento do Brasil como relevante, sem muitas mudanças.” Já em relação a Donald Trump, diferentemente de Hillary, o republicano tem o elemento de imprevisibilidade.

Pecequilo afirma que o país deve perder ainda mais a relevância na visão dos Estados Unidos, dado o conturbado cenário interno.

As relações entre Barack Obama e Dilma Rousseff nunca foram tão próximas, como a dos dois últimos presidentes, Lula e FHC. Dilma se ressentia de que sofreu com a revelação de que o governo americano havia espionado a presidente brasileira.

O que se observa, ao analisar os editoriais e os articulistas brasileiros é que, à exceção da facilidade dos vistos, o Brasil não vai perceber muitas mudanças nas relações com os americanos. Até porque, em sua visão, estamos muito desorganizados e corrompidos para sermos levados em conta.

Precisamos prosseguir com o combate a corrupção, promover uma profunda reforma política, difundir medidas que permitam uma ampla e duradoura consciência ética, conduta cidadã em todos os segmentos, eliminar de vez a impunidade, enfim, rever a escala de valores entranhada no atavismo dos hábitos do brasileiro em todos os níveis de educação e de renda. Com essas medidas estendidas de sul a norte, conquistaríamos, afinal, o respeito internacional, tão necessário para entrarmos na ciranda das relações sociais do mundo.

Aí sim, estaremos credenciados a estabelecer nossos graus de preocupação avaliando o quanto seríamos atingidos com o resultado das eleições nos Estados Unidos ou de onde quer que seja.

Faixa significativa da população do mundo considera a vitória de Trump um verdadeiro desastre: considera-no Xenófobo, Homófobo, Racista, Preconceituoso, Segregacionista, Protecionista, Intolerante religioso… Enquanto outros consideram Hilary Clinton, Excessivamente moderada; defendia a majoração dos impostos sobre os mais ricos; responsável pelo surgimento do grupo Estado Islâmico, em consequência do vácuo criado com a retirada das tropas do Iraque; candidata dos negros americanos. Enfim, os chamados progressistas disputaram com os republicanos conservadores e um deles ganhou. Justamente o que segundo dizem, pode ser responsável pela deflagração da terceira guerra mundial. Será?

A decisão foi tomada. Os americanos decidiram, democraticamente, a quem entregar o seu destino. Todo o peso da ideologia de ambos os lados, todo o temário dos partidos, foram postos, com a crueza do discurso de cada um dos lados, num festival de cores, escândalos e agressões mútuas. Ganhou Trump. Seja o que Deus quiser.

JORNAIS DO MUNDO INTEIRO REPERCUTEM ELEIÇÃO DE DONALD TRUMP NOS EUA

Jornais e portais de notícias do mundo inteiro estão repercutindo a eleição do milionário Donald Trump à presidência dos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (9).

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O norte-americano The New York Times, que já havia projetado a vitória de Trump horas antes de as urnas mostrarem o resultado, classificou a eleição do magnata como um “choque”

O norte-americano Huffington Post chamou a vitória do polêmico candidato de um “pesadelo”.

O francês Le Monde classificou a vitória de Trump como ‘larga’, ressaltando que o candidato ‘contrariou o prognóstico’

O também francês Le Figaro afirmou que a eleição do Trump jogo o mundo em um clima de ‘incerteza’

O britânico The Independent chamou a eleição de ‘realidade impensável que divide a América e sinaliza uma nova era na política mundial

Também britânico, o jornal The Guardian destacou a fala do presidente eleito, que afirmou que irá ser o ‘presidente de todos os americanos’

O diário italiano La Repubblica também destacou o discurso do republicano eleito presidente dos Estados Unidos

Já o tabloide Daily Mail, que causou polêmica recentemente ao chamar os juízes que determinaram que o Brexit tem de ser aprovado pelo parlamento britânico de ‘traidores do povo’, estampou a imagem de Trump em sua manchete com a frase ‘Welcome to Trumpland’ (Bem-vindo à Trumplândia)

O jornal americano Washington post destacou o ‘triunfo de Trump’ na eleição desta terça-feira (8)

A eleição de Trump também repercutiu na Argentina. O diário Clarín foi outro que destacou a fala do 45º presidente dos Estados Unidos, que afirmou que vai ‘renovar o sonho americano’

Também argentino, o La Nación noticiou a vitória do magnata ‘após uma jornada eleitoral dramática’

O jornal catalão El Periódico foi fatalista: ‘Deus perdoe a América’

Já o britânico The Independent chamou a eleição de ‘realidade impensável que divide a América e sinaliza uma nova era na política mundial Próxima

Já o britânico The Independent chamou a eleição de “realidade impensável que divide a América e sinaliza uma nova era na política mundial

A agência Reuters informa que todos jornais de Moscou publicaram a notícia da vitória de Trump – “Presidente russo parabeniza Trump por vitória e diz que Guerra Fria ‘acabou’”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, parabenizou nesta quarta-feira (9) por telegrama o empresário Donald Trump por sua vitória na eleição presidencial dos Estados Unidos, informou o Kremlin.

“Putin expressou esperança de trabalho conjunto para restaurar as relações russas-americanas do estado de crise, e também para enfrentar questões internacionais e buscar respostas eficientes a desafios sobre a segurança global”, informou o Kremlin em um comunicado.

Putin também disse ter certeza que um diálogo construtivo entre Moscou e Washington servirá aos interesses de ambos países, segundo o Kremlin.

Estados Unidos e Rússia são os maiores adversários políticos no cenário internacional, em uma conflito ideológico e de interesses que perdura desde a Guerra Fria (1945-1991).

Mas, durante toda a campanha eleitoral à Casa Branca, Putin e Trump trocaram elogios entre si. “Ele representa os interesses das pessoas comuns, que criticam aqueles que estão há anos no poder, gente a quem não agrada a transferência do poder por herança”, disse Putin, meses atrás, em uma clara referência à Hillary, esposa do ex-presidente Bill Clinton.

A candidata democrata também chegou a acusar hackers russos de cometerem ciberataques e vazarem documentos sigilosos e-mails de seu comitê.

DONALD TRUMP VENCE HILLARY CLINTON E É ELEITO PRESIDENTE DOS EUA

Republicano surpreendeu e contrariou pesquisas e previsões. Agência Associated Press projetou vitória na manhã desta quarta (9).

Em renhida disputa o colegio eleitoral americano elegeu Donald Trum presidente dos Estados Unidos da América do Norte

Em renhida disputa o colegio eleitoral americano elegeu Donald Trum presidente dos Estados Unidos da América do Norte

Donald Trump será o 45º presidente dos Estados Unidos. Contrariando pesquisas e previsões, ele derrotou Hillary Clinton e teve sua vitória projetada pela agência Associated Press (AP) às 5h32 (hora de Brasília) desta quarta-feira (9).

Quando entrou o número de delegados do estado de Wisconsin na conta da AP, Trump alcançou 276 delegados, ultrapassando o limite de 270 necessários para ser o vencedor no Colégio Eleitoral. A imprensa americana informou minutos depois que Hillary ligou para o rival e admitiu a derrota. “Eu a cumprimentei pela campanha muito disputada”, disse Trump em seguida, em seu discurso da vitória.

Ao falar aos seus simpatizantes, Trump defendeu a união do país após a disputa eleitoral, ao afirmar que será presidente para "todos os americanos".

Ao falar aos seus simpatizantes, Trump defendeu a união do país após a disputa eleitoral, ao afirmar que será presidente para “todos os americanos”.

“Todos os americanos terão a oportunidade de perceber seu potencial. Os homens e mulheres esquecidos de nosso país não serão mais esquecidos”, discursou. Trump disse ainda que o plano do país deve ser refeito. “Vamos sonhar com coisas para nosso país, coisas bonitas e de sucesso novamente.”

Disputa

A democrata Hillary, de 69 anos, e o republicano Trump, de 70, protagonizaram uma disputada e agressiva campanha de quase dois anos, marcada por ofensas e ataques pessoais.

Durante a noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, abrindo o caminho para a Casa Branca e abalando os mercados globais que contavam com uma vitória da democrata.

A maré começou a virar a favor de Trump após as vitórias na Flórida, Carolina do Norte, Ohio e Iowa. Além disso, contrariando sondagens e projeções, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia votaram em um republicano pela primeira vez desde os anos 1980.

Os democratas contavam com votos dos estados do Centro-Oeste, por causa do tradicional apoio dos negros e dos trabalhadores brancos. Mas muitos dos brancos dessa região, especialmente sem formação universitária, decidiram votar em Trump. A importância dessa classe para os democratas tinha sido subestimada em projeções feitas antes do pleito, segundo o jornal “The New York Times”. Analistas dizem o apoio desses trabalhadores a Obama já tinha sido menor em 2012, principalmente pelo receio de perder o emprego para outros países.

Os trabalhadores rurais de estados centrais e do Norte também escolheram em peso o republicano e fizeram diferença no resultado.

A demora na definição de alguns estados, onde os números de Hillary e Trump ficaram muito próximos, fez com que a primeira projeção sobre sua vitória tenha saído apenas às 5h32, muito mais tarde do que nas eleições anteriores. Em 2012, por exemplo, o resultado já era conhecido antes das 2h30 da quarta.

 Entre os estados considerados decisivos para o resultado, Trump conquistou a Flórida, onde Hillary chegou a liderar por uma pequena margem durante grande parte da apuração e onde Obama ganhou em suas duas eleições.

Segundo análise do “New York Times”, o número de votos de eleitores brancos e com maior renda foi suficiente para que ele abrisse uma margem capaz de compensar o eleitorado latino do estado, que em sua grande maioria votou em Hillary.

Já antes de sair a projeção da vitória de Trump, o chefe da campanha de Hillary, John Podesta, disse que ela não falará durante a noite. Ele pediu que os simpatizantes da candidata voltassem para casa.

Com discursos centrados nas frustrações e inseguranças dos americanos num mundo em mutação, Donald Trump tornou-se a voz da mudança para milhões deles.

Trajetória

Nascido em 14 de junho de 1946 no bairro nova-iorquino do Queens, Trump é o quarto dos cinco filhos de Fred Trump, um construtor de origem alemã, e Mary MacLeod, uma dona de casa de procedência escocesa.

Desde criança ele mostrava um comportamento rebelde, tanto que seu pai teve que tirá-lo da escola aos 13 anos, onde havia agredido um professor, e interná-lo na Academia Militar de Nova York, com a esperança de que a disciplina militar corrigisse a atitude de seu filho.

Trump graduou-se em 1964 na academia, onde alcançou a patente de capitão e vislumbrava seu destino: “Um dia, serei muito famoso”, comentou então ao cadete Jeff Ortenau.

Em 1968, o hoje magnata formou-se em Economia na Escola Wharton da Universidade da Pensilvânia, e se transformou no favorito para suceder seu pai no comando da empresa familiar, Elisabeth Trump & Son, dedicada ao aluguel de imóveis de classe média nos bairros nova-iorquinos de Brooklyn, Queens e Staten Island.

Trump assumiu em 1971 as rédeas da companhia, rebatizada como The Trump Organization, e se mudou para a Manhattan. Enquanto seu pai construía casas para a classe média, ele optou pelas torres luxuosas, hotéis, casinos e campos de golfe. Trump gosta de dizer que começou seus próprios negócios modestamente, com “um pequeno empréstimo de US$ 1 milhão” de seu pai.

O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)

O jovem Donald Trump (ao centro) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Já nos anos 1980, tinha em construção diversos empreendimentos na cidade, incluindo a Trump tower, o Trump Plaza, além de cassinos em Atlantic City, em Nova Jersey. Casou-se pela primeira vez em 1977, com a modelo tcheca Ivana Zelníčková, com quem tem três filhos, e pela segunda vez em 1993, com a atriz Marla Maples, com quem tem uma filha.

Em 2011, se casou com sua atual mulher, Melania Knauss, ex-modelo eslovena de 46 anos que cria seu filho Barron, de 10 anos. Ela foi colocada longe dos holofotes durante a campanha. Já seus filhos adultos, Ivanka, Donald Jr., Eric Tiffany participam da corrida eleitoral. Trump tem sete netos.

Na começo da década de 90, três dos seus cassinos entraram em falência por causa de dívidas, na tentativa de reestruturá-las. Em 1996, comprou os direitos dos concursos Miss USA, Miss Universo e Miss Teen, tornando-se seu produtor executivo.

Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)

Donald Trump e sua primeira mulher, Ivana, no dia em que adquiriu cidadania americana, em 1988 (Foto: AP)

Oito anos mais tarde, tornaria-se figura pública ainda mais conhecida ao virar apresentador do programa “The Apprentice”, em que tinha o poder de demitir os participantes.

Apesar de afirmar ter US$ 10 bilhões, sua fortuna foi estimada em US$ 4,5 bilhões pela Forbes. Em 2014, o Partido Republicano sugeriu que concorresse ao governo de Nova York, mas Trump disse que o cargo não lhe interessava.

Trump mora em um triplex no topo da Torre Trump em Nova York, e viaja em seu Boeing 757 privado, que serve regularmente como pano de fundo para seus comícios.

Cabelo tingido de loiro, impecavelmente vestido, ele fascina e horroriza. Quando uma dúzia de mulheres o acusaram de assédio e gestos sexuais impróprios, ele tratou todas de mentirosas.

Trump não é dos mais fiéis a ideologia: foi democrata até 1987 e, em seguida, republicano (1987-1999), membro do partido da Reforma (1999-2001), democrata (2001-2009), e republicano novamente. Durante a sua carreira foi alvo de dezenas de processos civis relacionados aos seus negócios.

Recusou-se a publicar seu imposto de renda – uma tradição para os candidatos à Casa Branca – e reconheceu que não tinha pago impostos federais durante anos, depois de informar enormes perdas de US$ 916 milhões em 1995. “Isto faz de mim uma pessoa inteligente”, disse ele, mais uma vez causando enorme polêmica.

Política Externa/Defesa

Em um longo discurso sobre o assunto, Trump deixou claro que os EUA estarão sempre em primeiro lugar, mesmo que para isso precise sacrificar os interesses de seus aliados mais próximos. Ele reclama que os “amigos” estão dependentes demais dos EUA e que os rivais não mais respeitam ou se sentem ameaçados pelo país.

Trump quer ampliar o poder militar dos EUA, afirmando que o país sob seu governo se tornaria tão poderoso e ameaçador que não sofreria ameaças de absolutamente ninguém. O candidato defende a adoção de táticas de tortura e diz que poderia aprovar técnicas ainda mais duras do que o “waterboarding”, um tipo de afogamento proibido atualmente.

Ele diz ainda que os EUA precisam ser “imprevisíveis” e se diz aberto ao uso de armas nucleares, inclusive como reação a ataques terroristas como os ocorridos em Bruxelas, na Bélgica, no início de 2016. Trump também defende que o país se volte à sua própria defesa e que aliados como Japão e países europeus precisam investir mais em sua própria segurança e parar de depender da ajuda dos EUA.

O candidato disse que pretende modernizar o arsenal nuclear, e prometeu buscar uma convivência pacífica com países como China e Rússia, mas garantiu que irá traçar um limite e responder duramente quando alguém o ultrapassar.

Trump exibe desenho de muro que promete construir na fronteira com o México para proibir a entrada de imigrantes durante comício na Carolina do Norte (Foto: REUTERS/Jonathan Drake)

Trump exibe desenho de muro que promete construir na fronteira com o México para proibir a entrada de imigrantes durante comício na Carolina do Norte (Foto: REUTERS/Jonathan Drake)

Prometeu ainda impedir o avanço do islamismo radical trabalhando de perto com aliados no mundo muçulmano, mas cobrando respeito e gratidão dos países que forem ajudados pelos EUA.

Armas

Trump é contra novas restrições ao porte de armas. Ele afirma que é preciso endurecer as leis para lidar com criminosos violentos e expandir tratamentos de saúde mental, embora não especifique como faria isso. Mas diz que os donos de armas que querem se defender devem ter seus poderes ampliados porque a polícia não consegue estar em todos os lugares o tempo todo.

Donald Trump discursa em fórum da National Rifle Association's NRA-ILA, em Louisville, Kentucky (Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP)

Donald Trump discursa em fórum da National Rifle Association’s NRA-ILA, em Louisville, Kentucky (Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP)

Trump defende ainda que não existam restrições ao tipo de armas que um cidadão pode comprar e diz que o sistema nacional de checagem de antecedentes falha ao não incluir registros criminais e de saúde mental em muitos estados. Mas ele diz que a maioria dos criminosos usa armas de outras pessoas e não passa por essas checagens e que, por isso, não é necessário “expandir um sistema quebrado”.

Trump defende ainda que as licenças para porte de arma sejam válidas nacionalmente e faz uma comparação com carteiras de motorista, válidas nos 50 estados. “Se podemos fazer isso por dirigir – que é um privilégio e não um direito – então certamente podemos fazer pelo porte de armas, que é um direito e não um privilégio”.

Meio ambiente/ Energia

O republicano se diz “muito a favor” da energia nuclear e diz que irá trazer de volta a indústria do carvão “100%”. Ele afirma ainda que políticas de energia limpa e para reduzir as emissões de carbono iriam colocar em perigo empregos e as classes média e baixa. Em seu livro mais recente, “Crippled America”, ele escreveu que fontes de energia verde são “na verdade uma forma cara de fazer os abraçadores de árvores se sentirem bem com eles mesmos”.

Também afirmou este ano que as alterações climáticas não são um dos maiores problemas mundiais. Há alguns anos o empresário chegou a questionar sua existência, citando em janeiro de 2014 a neve e o frio como provas de que o assunto era supostamente um farsa inventada pelos chineses.

*Com informações da AFP e da EFE.