Archive for Fevereiro, 2016

IBR COMEMORA 60 ANOS DE EXISTÊNCIA E 10 ANOS COMO UNIDADE DA FUNDAÇÃO JOSÉ SILVEIRA

 À esquerda, Leila Brito, Dra Beatriz Proença (AACD) e Dr. Geraldo Leite

À esquerda, Leila Brito, Dra Beatriz Proença (AACD) e Dr. Geraldo Leite

Os 60 anos de fundação do Instituto Bahiano de Reabilitação (IBR) e 10 anos como unidade própria da Fundação José Silveira foram comemorados hoje (29/02), em um evento na sede da entidade, com homenagens e apresentações de pacientes e familiares. Após quase fechar suas portas, o IBR foi transformado pela Fundação José Silveira em um centro referência em reabilitação para pessoas com deficiências neuropsicomotoras, com apoio da parceria técnica com a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Hoje, realiza cerca de 138 mil procedimentos anuais e viabiliza acesso a terapias especializadas, como o atendimentos aos casos de microcefalia. Somente em 2015, o IBR recebeu investimento da Fundação José Silveira para custeio da unidade de, aproximadamente, 5 milhões de reais. Durante o evento conduzido pelos cantores Gilmelândia e Tatau, o presidente da Fundação, Dr. Geraldo Leite, e a superintendente Leila Brito homenagearam a AACD, o governo estadual e o Ministério Público pelo compromisso com o trabalho do IBR.

Fonte: Gabriela Rossi – ASCOM-Comunicação externa gabriela.rossi@fjs.org.br

PRESIDENTE DA ABRIL E DIRETOR DE REDAÇÃO DA VEJA SÃO DEMITIDOS

Eurípedes Alcântara deixa a direção de redação da “Veja”. Ele foi responsável por capas polêmicas da revista, como a que vestiu o ex-presidente Lula como presidiário.

Eurípedes Alcântara deixa a direção de redação da “Veja”. Ele foi responsável por capas polêmicas da revista, como a que vestiu o ex-presidente Lula como presidiário.

Depois de 11 anos, Eurípedes Alcântara está deixando a direção de redação da “Veja”. Ele foi responsável por capas polêmicas da revista, como a que vestiu o ex-presidente Lula como presidiário. Quem assume o posto é André Petry, que tem uma visão de mundo menos conservadora que seu antecessor. Petry foi chefe da sucursal de Brasília, correspondente em Nova Iorque e trabalha há mais de duas décadas na editora. Alcântara está em negociação para saber se será mantido na empresa.

O comando da Editora Abril também passou por mudanças. O novo presidente será o executivo Walter Longo, que dividia com o publicitário Roberto Justus a direção do Grupo Newcomm e esteve à frente da agência Grey Brasil. O cargo estava vago desde a saída de Fábio Barbosa, em março do ano passado. E, desde então, vinha sendo ocupado interinamente por Giancarlo Civita.

Para leitores como eu, assinante da Veja desde 1968, que cancelou o recebimento há poucos dias e, já há duas semanas, sem comprar a revista nas bancas, vale pelo protesto com a rendição da linha editorial de tão importante meio de comunicação. A revista sucumbiu a um partido político, rasgando os registros heroicos de uma interessante trajetória.

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/

AS PERIPÉCIAS DO ÓBVIO

Fernando-GabeiraPor Fernando Gabeira*

 

 

 

O governo assaltou e arruinou a Petrobras. A tese mais elementar era esta: parte do dinheiro roubado foi desviada para as campanhas de Lula, Dilma e tutti quanti.

No Brasil, o elementar nem sempre se impõe. Almas generosas dizem: não há provas de que os milhões roubados da Petrobras foram usados em campanha. Todo o dinheiro foi registrado no TRE: contribuições legais. As empresas que doaram são as mesmas do escândalo. O dinheiro da propina foi simplesmente lavado. As almas delicadas não acreditam que tenha havido dinheiro sujo na campanha e não fazem a mínima ideia de para onde voaram milhões de dólares. E consideram que está tudo bem com a lavagem de dinheiro, embora isso seja um crime punido por lei.

Agora a casa caiu. A prisão do marqueteiro João Santana mostra que ele recebeu dinheiro do escândalo do petróleo como pagamento pela sórdida campanha de 2014.

Fechou-se o quadro. Ele já estava desenhado no celular de Marcelo Odebrecht. Numa das anotações falava que as contas na Suíça poderiam atingir a campanha dela. Quem é ela? Se afirmar que é Dilma, as almas generosas vão dizer: há milhões de outras mulheres no Brasil.

Delcídio do Amaral já havia advertido Dilma de que a prisão de Marcelo Odebrecht atingiria sua campanha, porque a empresa pagou a João Santana no exterior. Mercadante teria dito: a Odebrecht é problema do Lula. Solidariedade zero entre eles.

Agora, vão dizer que o dinheiro de Santana foi ganho em campanhas no exterior. Ele fez algumas, no universo da esquerda latino-americana. Todas pagas regiamente. Acontece que ele enviou o dinheiro do Brasil. Por que as campanhas lhe pagariam aqui? Acontece que recebeu durante a campanha de Dilma. Por que as campanhas de fora pagariam fora do tempo?

E como se não bastasse: que outras campanhas levaram dinheiro de propina de Keppel Fels, que tem um estaleiro no Brasil, opera com a Petrobras, e seu lobista Swi Skornicki, destinatário de um bilhete da mulher de João Santana, Mônica, orientando-o a depositar os dólares no exterior?

As descobertas da Lava Jato apenas demonstram com provas uma tese cristalina: roubaram para permanecer no poder e acumular fortunas. Mas, sobretudo, para prosseguir no governo, entupindo as campanhas de dinheiro sujo.

Tecnicamente, a Lava Jato seguiu o caminho real: o dinheiro. É em torno da grana que eles giram como mariposas.

Além da cooperação suíça, as autoridades norte-americanas foram rápidas em enviar seus dados. Os suíços mantiveram sua disposição de colaborar.

Enfim, o cerco se fechou, uma parte considerável do mundo se alia ao povo brasileiro no esforço não só de punir os responsáveis, mas também de recuperar o dinheiro roubado.

E o governo, os políticos, os brasileiros, em tudo isso? O que era apenas uma tese que já balançava Dilma se tornou um fato comprovado com documentos. Aliás, mais documentos do que em outros casos da Lava Jato.

Se fosse uma partida de xadrez, diria que o governo levou um xeque-mate. Antes apenas se falava que a campanha de Dilma foi feita com dinheiro roubado. Agora todos sabem.

Mas o PT não é um jogador de xadrez comum, e não só porque atropela regras. Ele se distancia da própria realidade. Xadrez? Não estou vendo o tabuleiro. Antena no sítio de Atibaia? Lula não usa celular. Prisão do marqueteiro? O PT não tem marqueteiro, é apenas um senhor que nos ajuda.

De qualquer forma, será difícil acordar todas as manhãs, num país mergulhado em crise econômica, e pensarmos que ele está nas mãos de um grupo que roubou para vencer.

E não será apenas uma certeza política. Estarão lá, diante de nós, as contas no exterior, os dólares enviados, as transferências, conversões – enfim, toda a trajetória do fio condutor a que eles estão ligados: a grana.

De qualquer forma, o episódio é um momento de otimismo, na medida em que precipita a queda de Dilma. Como as crises estão entrelaçadas, uma solução política poderia dar algum alento à economia e se um projeto de transição sério fosse levado até 2018.

O PSDB voltou do recesso dizendo que votaria os projetos de interesse do país ao lado do governo. Isso me parece correto, pois sempre fui contra as pautas-bomba que explodem no bolso dos contribuintes. No entanto, não se deve acreditar ser esse o grande problema da oposição. Seu problema é não focar na saída da crise: o impeachment. E não trabalhar com uma ideia mais clara da transição.

Olhando para o futuro próximo, não faz sentido dizer que vota a reforma da Previdência só se o PT votar também. É um tema inescapável na transição.

Orientar-se pela posição do PT é, de uma certa forma, antecipar uma disputa em 2018. Não sabemos direito como será 2018 nem se haverá PT. O problema é achar um rumo para a transição e fazê-la acontecer com a queda de Dilma.

Os acontecimentos da semana mostram que o jogo de empurrar com a barriga é apenas um esforço para levar Dilma até 2018, tudo bonitinho, faixa passada. A realidade, por meio de uma investigação competente, com apoio internacional, mostrou mais uma vez que é preciso pegar o touro à unha.

Os que esperam 2018 deveriam considerar apenas como ele será muito pior se nada for feito. Com que cara o Brasil chegará lá, dirigido por um governo corrupto, incompetente, politicamente nulo?

Quem sabe faz a hora ou espera acontecer? Ao contrário da canção, às vezes, acho melhor esperar acontecer. Mas, no caso específico, há um sentido de urgência.

Continuar com esse governo vai desintegrar o país. Uma terrível animação de Hong Kong já mostra a Baía de Guanabara poluída, atletas vomitando, a estátua do Cristo Redentor fazendo toneladas de cocô. É uma peça de humor. Mas se parece muito com o pesadelo que vivemos no Brasil.

*Fernando Gabeira é jornalista

COMISSÃO SE REUNIU PARA DISCUTIR MONITORAMENTO DA BARRAGEM DE PEDRA

barragem de pedra

Técnicos da CHESF, da CAR, Sociedade Civil, representada pelo Rotary Clube Jequié Cidade Sol, com a presença de dois dos seus membros, usuários do reservatório Barragem de Pedra, INEMA e o Secretario Municipal da Agricultura representando a Prefeitura de Jequié estiveram presentes à reunião promovida pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Contas, sob a direção do técnico Aurelino Barros Meira para avaliar e projetar as manobras da barragem e o comportamento diante das chuvas que cairam sobre a região no decorrer do mês de janeiro passado.

Apesar de ter sido expedido convites para todos integrantes do CBHRC, não compareceram nem justificaram a ausência órgãos como a Defesa Civil de Jequié, EMBASA, Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Estado da Bahia, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual, cuja presença teria sido de muita relevância em função dos temas discutidos no auditório do Posto Avançado do INEMA em Jequié, entre as 9 e 12 horas da última sexta feira (26).

O engenheiro da CHESF, Manoel San Martin abriu o evento, assistido pelo gerente regional da CHESF, Paulo Murilo, fazendo um relato conciso sobre os níveis da Barragem de Pedra e os valores acordados pela comissão, vigentes até o mês de abril próximo.

Já a engenheira Josiane Holz, com mestrado em Recursos Hidricos e Saneamento, integrante da Divisão de Gestão de Recursos Hídricos da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco – CHESF, discorreu sobre a atual situação da barragem e seu comportamento frente as últimas chuvas.

Didaticamente, apresentou conjunto de slides com gráficos e fotos sobre o volume de águas que entrou no montante e a vazão mantida, obedecendo a regras de segurança. A dra, Josiane fez um relato sobre o histórico da Barragem de Pedra, sua vazão atual e a projeção para os próximos 90 dias, época em que, segundo previsão da meteorologia, haverá precipitação de novas chuvas nas cabeceiras do Rio de Contas.

Durante as pesadas chuvas de janeiro, foi necessário abrir quatro comportas da barragem em Jequié, totalizando cerca de 500 m3/seg de vazão na jusante. No último dia 21 de fevereiro já havia reduzido para 222.21 m3/seg, sendo registrada a taxa de entrada de 3m3/seg e a saída de 15m3/seg retornando, portanto à normalidade do fluxo.

A proposta dos usuários do reservatório no lago da Barragem da Pedra é que já nos próximos dias a Chesf reduza a vazão de 15m3/seg para 6m3/seg preservando a cheia até o distrito de Porto Alegre, para facilitar o manuseio dos projetos de irrigação existentes na área, causando, em decorrência, novos pontos de escassez de lâmina d´água ao longo do rio.

Dentre as discussões, o representante do Rotary Clube de Jequié Cidade Sol revelou os conflitos existentes entre os usuários da montante da Barragem e a população beneficiária da lâmina d´água rio abaixo, bem como a grande incidência de despejos de esgoto bruto através de aproximadamente, cerca de 80 pontos de saída de dejetos no percurso entre a Barragem de Pedra e a Barragem do Funil. Esclareceu ainda que os rotarianos do Clube Jequié Cidade Sol estão elaborando um projeto que visa a atenuar essa agressão e regularizar, mediante estudos e constante entendimento entre os representantes da população, membros do CBHRC e os técnicos da Chesf, para manter um mínimo aceitável de lâmina d´água ao longo do rio, erradicação dos canais de saída de esgoto na calha do rio e um trabalho intenso de limpeza, urbanização e renovação da vegetação das suas margens.

A proposta teve boa acolhida entre os presentes e os técnicos encaminharão às respectivas instituições as proposições para estudos de prováveis parcerias.

JOSÉ CARLOS ARAÚJO TOMA PR DE JONGUINHA E FICA INDEPEDENTE DE OTTO

José Carlos Araújo

O deputado federal José Carlos Araújo deve deixar o PSD do senador Otto Alencar para ingressar no PR, segundo informou hoje uma fonte do partido republicano em Brasília ao Política Livre. Araújo já teria, inclusive, comunicado sua decisão ao senador, que não criou obstáculos para a mudança, embora gente próxima a ele garanta que não ficou nada satisfeito com a decisão do correligionário. A movimentação de Araújo estaria na base da especulação de que o deputado federal João Carlos Bacelar, o Jonguinha, deveria perder o comando do PR na Bahia por causa da defesa que faz da manutenção do mandato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Câmara. Em Brasília, o comentário é que Araújo está capturando o PR, partido que já controlou no Estado no passado, como pagamento pelo empenho que tem tido como presidente da Comissão de Ética da Câmara em cassar o mandato de Cunha.

Informações Política Livre

HERZEM TEM GANHO DE CAUSA NO TSE (5X2) E QUER MANDATO DE MARCELINO GALO

Herzem Gusmão

O deputado estadual Herzem Gusmão (PMDB) considerou perfeita a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que negou o pedido do prefeito Guilherme Meneses (PT) para torná-lo inelegível por oito anos, por opiniões divulgadas em 2011 sobre a situação da administração petista em Vitória da Conquista, e que teriam sido ofensivas, sem propósitos, salvo para desgastar o gestor municipal e o beneficar politicamente.

Por 5 x 2, os ministros do TSE entenderam que os comentários feitos pelo radialista Herzem Gusmão, em 2011, não se revelaram suficientes para “caracterizar abuso de poder” e alterar o pleito eleitoral do ano seguinte, ou seja, em 2012. Livrou-se, portanto, definitivamente dessa ação. “Mais uma vez, gostaria de agradecer primeiramente à Deus, a população de Vitória da Conquista e de toda a região que acreditou no nosso trabalho, na nossa ideia e que nos retribuiu com a votação expressiva em todas as eleições, inclusive a de 2014, a qual me alçou deputado estadual para representar minha terra, meu Estado”, disse.

Herzem destacou ainda que “justiça foi feita, pois nossos comentários eram, em muitos momentos, críticos à administração, mas que ao mesmo tempo ajudava mostrando deficiências e problemas na gestão da cidade”.

Quer mandato definitivo

O parlamentar afirmou ao site Bahia Já nesta quarta-feira, 24, na Assembleia Legislativa, que a iniciativa tomada pelo prefeito Guilherme Meneses, em 2012, de ingressar com uma ação na Justiça pelo uso da palavra numa emissora de rádio o prejudicou bastante na eleição de 2014, para deputado estadual, e estima que perdeu milhares de votos diante dessa situação.

“Cheguei a pensar em desistir da candidatura passando o bastão para Esmeraldino Correia, mas, segui em frente porque não tinha cometido infração à lei eleitoral”, confessou.

Disse, ainda, que 17.600 votos de sua coligação foram anulados pelo TRE da Bahia, agora validados pelo TSE, em Brasília, o que naquela época resultou em novos cálculos e permitiu o ingresso do deputado Marcelino Galo, do PT.

“Nosso advogado Ademir Ismerim vai esperar a publicação do acordão dessa decisão e fazer novos cálculos do quoeficiente eleitoral, o que vai validar definitivamente a nossa eleição (ele é suplente e assumiu em lugar de Bruno Reis, hoje, secretário municipal em Salvador)”, confessou.

Diz que precisa validar a sua eleição de deputado, pois é pré-candidato a Prefeitura de Conquista pelo PMDB e quer participar do pleito na condição de deputado eleito – “o que é um direito” – contra os seus adversários.

Com informações do site Bahia Já http://www.bahiaja.com.br/

A VEJA COM ANDRÉ PETRY

joyce hasselmannPor Joyce Hasselmann*

 

 

 

Pessoal, eu avisei, mesmo que sutilmente, mas as coisas agora estão mais escancaradas. A @VEJA não é mais a mesma há muito tempo. Meu pescoço foi só o começo. André Petry, que assume o comando, é gentil, de sorriso fácil, querido, do tipo que leva marmita para o trabalho, que cantarolava comigo algumas vezes, um grande homem, mas com influência política mais à esquerda. É um direito, claro, mas é assim. Quantas vezes Petry brincou comigo dizendo que não gravaria um programa porque pensava muito diferente de mim. Brincávamos com isso, mas ele sempre pensou diferente, tanto que nunca se envolveu nas questões políticas. É um homem genial, texto ótimo, mas com convicções políticas muito diferentes das defendidas até um passado recente pela VEJA. Se essas convicções nortearem a linha da revista, pode ser um desserviço ao país. Muda algo? Talvez. Claro que as nada é tão escancarado, ainda que tenhamos visto que os ventos da mudança sopram com força por lá. O que foram as últimas capas? Ainda virão programas babacas em que todos dizem que nada muda, capas agressivas, mas pode ser que sejam exceções. Pode ser que uma linha mais compreensiva venha à tona. Veremos. Na semana passada VEJA já teve que se explicar. Não está colando mais. Alguns colunistas continuarão tendo espaço para “equilibrar” o jogo e não perder mais público. Mas o fato é que Eurípedes Alcântara foi degolado aos poucos. Perdeu força de mando. Eu vi isso. Ele me disse algumas vezes: “sou um sobrevivente”, mas não foi o suficiente. Eurípedes manteve o legado do Guzzo que fez a VEJA o que ela foi e já não é mais há algum tempo.

Quando armaram o golpe contra mim (palavras do Eurípedes) ele disse que sequer foi comunicado. Liguei. Ao telefone ficou chocado. Disse que “foi uma armação orquestrada pela turma do mal da VEJA que nunca aceitou o sucesso do projeto” que criei. Bem, foi ele quem me contratou. Era o chefe geral. Nada deveria acontecer sem a anuência dele. Aconteceu. Ainda contarei todos os detalhes num livro que será de arrepiar, acreditem! Contarei inclusive detalhes do jantar com a cúpula de VEJA pós rompimento do meu contrato que aconteceu no restaurante mais sofisticado de São Paulo…e vejam só, cheguei bem na hora do brinde!

Eu saí numa semana, logo depois veio a Friboi na publicidade e uma penca de estatais. Coincidência? Pode ser.

Pois bem, eu continuarei aqui, fazendo jornalismo independente. Minha audiência me acompanha. Mas, talvez a da VEJA despenque, como despencaram as assinaturas e como dispararam os cancelamentos, só momentaneamente. Depois pode aumentar. Quem sabe o público do Brasil 247, do Instituto Lula e de pelegos pagos para falar bem da corja petista irão acompanhar de perto as publicações. Talvez. Mas sejamos esperançosos. Quem sabe nada mudará. Quem sabe tudo sejam só ilações. Quem sabe. Veremos. No momento tudo é muito nebuloso. Lamento muito. Já tive orgulho de lá. Eu ainda estou aqui, olhando tudo com atenção, e permanecerei! Espinha ereta não tem preço, tem apenas VALOR!!!!

*Joyce Hasselmann é jornalista

REUNIÃO PREPARATÓRIA PARA O IIIº AGROCACAU E Iº FESTIVAL DE CHOCOLATE DE IPIAÚ ACERTOU DETALHES DO EVENTO

Reunião aconteceu no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ipiaú (Foto:Giro em Ipiaú)

Reunião aconteceu no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Ipiaú (Foto:Giro em Ipiaú)

Dezenas de pessoas, entre cacauicultores, empresários, políticos, representantes de instituições financeiras, dirigentes de entidades associativistas e comunitárias, além de populares, marcaram presença na primeira reunião de trabalho para a realização da terceira edição do seminário Agrocacau e do 1º Festival do Chocolate programados para o período de 22 a 24 de abril, do corrente ano, em Ipiaú. Bons resultados, sobretudo no que diz respeito ao apoio técnico e financeiro, foram colhidos nessa reunião, realizada na tarde de quarta-feira (24) no auditório do Sindicato Rural de Ipiaú, através de uma promoção conjunta da recém criada Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate e o colegiado do Território de identidade do Médio Rio das Contas. O duplo evento, previsto para o mês de abril, terá como palco a Praça Rui Barbosa, no centro da cidade, e será de extrema importância na luta pelo soerguimento econômico da região. A idéia é de que se fortaleça a cadeia produtiva do cacau e transforme esta região num pólo chocolateiro de alta qualidade.

Dr. Valney Pestana, presidente da entidade, conduziu a renião

Dr. Valney Pestana, presidente da entidade, conduziu a renião

O médico e presidente da Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate, Valnei Pestana, comemorou o sucesso da reunião que dentre outras autoridades técnicas contou com as presenças do diretor da FAEB (Federação da Agricultura do Estado da Bahia), Guilherme Moura e do assessor da Ceplac,  Roberto Setubal. O dirigente da FAEB destacou a importância de eventos que tenham como objetivo a discussão das tecnologias e alternativas direcionadas para a verticalização da produção do cacau. “É importante que essas iniciativas aconteçam nos municípios pólos para que de fato essa idéia se multiplique e se consolide na zona cacaueira”. Roberto Setubal pontuou a necessidade de trabalhar a cadeia produtiva do cacau por inteiro e adiantou que a Ceplac pode destinar uma área para que os produtores da região de Ipiaú, através de uma cooperativa ou associação, implantem uma fabrica de chocolate. (Giro/José Américo Castro).

SANTO ANTONIO DE JESUS: HUMBERTO LEITE DEIXOU A BASE DO GOVERNO E ANUNCIA ALIANÇA COM ACM NETO

Prefeito Humberto Leite decidiu abandonar a base do governador Rui Costa e se aliar ao grupo liderado pelo prefeito ACM Neto

Prefeito Humberto Leite decidiu abandonar a base do governador Rui Costa e se aliar ao grupo liderado pelo prefeito ACM Neto

Prefeito Humberto Leite decidiu abandonar a base do governador Rui Costa e se aliar ao grupo liderado pelo prefeito ACM Neto, após o governo ter declarado apoio a Rogério Andrade, pré-candidato pelo PSD.

O cenário político na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, teve uma reviravolta nos últimos dias. O prefeito Humberto Leite (PDT) decidiu abandonar a base do governador Rui Costa (PT) e se aliar ao grupo liderado pelo prefeito ACM Neto (DEM). O acordo foi alinhavado pelo deputado estadual Alan Sanches (sem partido), que deixou, no ano passado, os governistas e flerta hoje com o Democratas.

“Eu votei em Rogério para deputado e fomos afrontados depois. Nós rompemos com Rui, mandamos carta comunicando o fato e ele não respondeu. Agora, nosso time político resolveu procurar outros caminhos”, justificou o prefeito, em entrevista ao site Bahia Notícias.

O deputado Alan Sanches avalia que a chegada de Humberto Leite inicia um novo ciclo do grupo de Neto no município. No entendimento dele, a saída do prefeito de Santo Antônio de Jesus da base de Rui mostra a “péssima articulação” do governador.  “Não sabe articular, estava privilegiando Rogério Andrade com cargos e inaugurações e Humberto ficou insatisfeito com isso. Neto é diferente. É um novo líder, que tem outra forma de tratar as pessoas”, ponderou.

Em entrevista à Tribuna, o deputado federal Félix Mendonça, que é presidente do PDT na Bahia e também articulou a ida de Humberto Leite para a base de Neto, ressaltou a independência da legenda. “[Essa mudança] mostra que o PDT é independente e que nestas eleições terá apoio e apoiará candidatos de diversos partidos de acordo com a vontade dos diretórios ou comissões de cada município”, destacou.

EM OCASO MELANCÓLICO, JORNAL A TARDE É ACIONADO NA JUSTIÇA DO TRABALHO POR SINDICATOS

Jornal-A-Tarde

Será na tarde de hoje, quinta (25), a assembleia dos funcionários do grupo A Tarde, para discutir os rumos das negociações e o descumprimento por parte da Empresa, do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado no Ministério Público do Trabalho em novembro do ano passado.

O Sindicato dos Jornalistas da Bahia (Sinjorba), juntamente com o Sindicato dos Empregados em Jornais do Estado da Bahia (Sadejorba) e o Sindicato dos Gráficos da Bahia (Sindgráficos) decidiram encaminhar à Justiça do Trabalho pedido de execução do TAC, que se refere ao pagamento de verbas rescisórias, FGTS e demais recursos de 160 trabalhadores demitidos nos meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016.

Além da audiência em que a decisão foi tomada, presidida pelo procurador Bernardo Guimarães Carvalho Ribeiro, foram realizadas outras três reuniões após o TAC ter sido descumprido, e não se chegou a nenhum acordo, porque o Grupo A Tarde não indicou um responsável legal para nenhum destes encontros. A empresa não recolhe FGTS desde novembro de 2013, vem pagando salários com atraso desde o segundo semestre de 2015 e, recentemente, não vem repassando os descontos feitos em folha para o pagamento de débitos com planos de saúde, bancos e sindicatos.

Esta situação ocorria desde a gestão da família Simões e vem sendo mantida pela nova controladora da empresa, a Piatra Participações SP, que adquiriu o jornal em janeiro último. “Negligência de quem vendeu e irresponsabilidade de quem comprou. Como quem vende não prevê o pagamento do corpo técnico e quem compra não investe para manter os salários em dia?”, questionou a procuradora Adriana Holanda Maia Campelo, que atuou junto com o procurador Bernardo Guimarães em duas das reuniões.