Archive for janeiro, 2016

CHESF VOLTA A AUMENTAR VAZÃO NA BARRAGEM DA PEDRA: AGORA É 560m3/s

Foto Wilson Novaes Jr.

Foto Wilson Novaes Jr.

Chuvas intensas continuam a cair na região Oeste da Bahia e na Chapada Diamantina, onde estão situadas as cabeceiras do Rio de Contas. O lago da Pedra continua recebendo água, o que levou a CHESF a abrir mais uma comporta da Barragem nesta quinta-feira (28/1). Agora são quatro as comportas abertas parcialmente com uma defluência de 560 metros cúbicos por segundo.

De acordo com a Companhia, nos pontos de coleta hidrológica foram registrados um acúmulo de água na ordem de 1.100 metros m3/

A Companhia informou ainda que são duas as comportas abertas na Usina de Funil, em Ubatã, com defluência de 351m³/s. De acordo com informações divulgadas, existe a possibilidade de aumento da vertente em Jequié nas próximas horas a depender de nova vistoria no reservatório da Pedra, programada para o fim da tarde de ontem.

As vistorias vêm sendo feitas com frequência, com uso de um helicóptero, por técnicos da Chesf, em razão das chuvas na cabeceira do Rio das Contas.

A população das cidades à margem do Rio de Contas, de Jequié até Ubaitaba está apreensiva com o aumento do nível do rio.

ELE ESPANTOU DEMÔNIOS

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Luis-Guilherme2Por Luis Guilherme Pontes Tavares*

É para não esquecer aquele recurso literário que o padre Luis Simões utilizou na Missa em Ação de Graça que celebrou na manhã de 25 de janeiro (segunda-feira) pelos 90 anos do jornalista e professor Luis Henrique Dias Tavares. Para acentuar que a obra do autor da História da Bahia trouxe luz a temas como a Independência do Brasil na Bahia, a Sedição Intentada em 1798 e para o comércio proibido de escravos, o padre disse que esse autor afastou demônios com o que investigou e revelou sobre a Bahia.

As palavras do pároco da Igreja da Vitória, templo primevo da capital e local da citada cerimônia, foram inspiradoras e animaram vários pronunciamentos em seguida. Assim procederam o professor Edivaldo Boaventura, amigo do homenageado desde a década de 1950; o jornalista Walter Pinheiro, presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI); o professor João Carlos Salles, reitor da Universidade Federal da Bahia (UFBA); a professora Antonietta de Aguiar Nunes, de quem o homenageado foi paraninfo, em 1963, quando ela se formou em História; o bibliófilo e empresário Eduardo Moraes de Castro, presidente do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB); o professor Joviano Neto, diretor da Associação de Professores Universitários da Bahia (APUB) e membro da Comissão Estadual da Verdade; e o professor Jaime Sodré, que agradeceu, em nome dos movimentos étnicos de vertente africana e do Candomblé, pelo tratamento que o homenageado deu à participação dos africanos e descendentes na história da Bahia.

O padre Luis Simões foi auxiliado na cerimônia religiosa pela senhora Maria Emília Navarro de Brito (Miota), viúva do professor Luiz Augusto Fraga Navarro de Brito (1935-1986), compadres de Laurita e Luis Henrique. Foi ela quem leu as escrituras. A cerimônia foi encerrada com os agradecimentos de Milena Tavares e Cláudia Tavares Teixeira, filhas do homenageado.

Foto tirada por Lúcia Oliveira (esposa do professor Sodré). Na primeira fila, da esquerda para a direita: dona Laurita, professor Luis Henrique e tia Terezinha. Na segunda fila, no mesmo sentido: o professor Jaime Sodré, Romilda Tavares (minha mulher), eu, minha prima Yola Novaes e minhas irmãs Milena e Cláudia.

*Luis Guilherme Pontes Tavares é jornalista e filho do homenageado.

Nota do Editor – O jornalista, professor e historiador Luis Henrique Dias Tavares foi homenageado na segunda feira, 25/01, com uma missa de ação de graças pelos seus 90 anos de existência profícua e honrada. Impossibilitado de estar presente à solenidade, tomo emprestado a crônica do jornalista Luis Guilherme, seu filho, incorporando esse espaço à justa aclamação da Bahia e aos justos aplausos dos baianos por tão brilhante trajetória de vida. Esperamos que sua proatividade prossiga.

90 anos Luis Henrique Dias Tavares

VOO ENCERRA AS FILMAGENS DA SÉRIE “A PROFESSORA DE MÚSICA” EM IPIAÚ E ETERNIZA SENTIMENTOS

Equipe de produção, atores e figurantes da série “A professora de música” / Foto Ana Lee

Equipe de produção, atores e figurantes da série “A professora de música” / Foto Ana Lee

A Voo Audiovisual encerrou as filmagens da série “A professora de Música” em Ipiaú neste domingo 24 de janeiro, onde finalizou as tomadas com imagens de transição. No balanço, 45 profissionais na equipe de trabalho, 11 atores no elenco, 57 figurantes, prestadores de serviço, apoiadores e parceiros.  As 12 locações em Ipiaú movimentaram a cidade, geraram renda, aqueceram o comércio local e além de deixar grande expectativa por parte do público para a série que será exibida na TVE, com data a ser divulgada, eternizaram sentimentos.

Foram 10 dias de gravações dirigidas por Edson Bastos e Henrique Filho e a obra teve roteiro inspirado nos recitais da professora ipiauense Aida Duarte. A propósito mais de 80% do elenco de figurantes foram propositadamente escolhidos da cidade de Ipiaú, o que demonstra o carinho dos cineastas com a terra natal.

Em depoimento, a ipiauense Gilmara Lisboa reflete o sentimento que envolve todos aqueles que participaram da série. “Estou inflada de amor e agradecida por fazer parte de mais um projeto da Voo Audiovisual”. Gratidão, emoção, saudade, expectativa são também palavras que permeiam o sentimento de ipiauenses que acompanham de perto nos últimos anos, os trabalhos da produtora que vêm mostrando a força do interior para o Brasil e para o mundo.

Segundo Edson Bastos, diretor da série “o projeto reuniu pessoas que acreditaram na ideia e no roteiro, abraçaram o projeto e se doaram ao máximo para que tivéssemos um processo de produção bonito e tranquilo. Foi tudo muito lindo! Não encontro palavra que possa traduzir o que sinto…Trabalhar com a representação da imagem é construir imagens eternas. E é no set que a gente vê a metalinguagem se materializar”.

Henrique Filho que também assina a direção da série externou um pouco do que vivenciou nos 10 dias de produção em Ipiaú. “Foi uma das experiências mais incríveis que vivi em set. Muito amor por toda a equipe, pelos baphos, piadas, memes, bom humor, esforço e união para realizarmos um ótimo trabalho juntos. Já estou com muita saudade de todos e quero agradecer pela confiança e pela oportunidade de ter vivido esta aventura”.

Aventura que mais uma vez deixa claro que sonho que se sonha junto é realidade. Realidade que se faz eterna na memória de cada um que teve a oportunidade de vivenciar a magia do cinema. Cinema que em breve, através da série terá novos integrantes que na condição de telespectadores, também eternizarão sentimentos em torno de novos sentidos provocados pela obra.

Fonte: Informe Ipiaú

CHESF COMUNICA NOVOS VALORES DE VAZÃO NO RESERVATÓRIO DA PEDRA – BACIA DO RIO DE CONTAS

 

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Fotos - Zenilton Meira

Fotos – Zenilton Meira – http://zeniltonmeira.com.br/

Em nota assinada pelo assessor da Superintendência de Operação e Contratos de Transmissão de Energia, Nivaldo Nogueira Burgos, em nome de Ruy Barbosa Pinto Júnior, a CHESF – Companhia Hidroelétrica do São Francisco comunicou que a Bacia do Rio de Contas encontra-se no seu período chuvoso, tendo as vazões nos postos hidrométricos situados a montante do Reservatório da Pedra atingido valores e cotas a seguir:
Postos                      Cota (m)              Vazão (m3/s)
Anagé                             2,88                           6,48
Santo Antônio               5,04                           5,55
Areião                            2,48                           9,59

Na data da assinatura da Nota (FAX-CIRCULAR 005/2016 – 25/1) o Reservatório da Pedra atingiu às 6:00h a cota 222,04  m com armazenamento de 59,2% do seu volume útil, tendo atingido nesta data seu nível de volume de espera. Visando a manutenção do volume vazio para controle de cheia, as defluências do aproveitamento da Pedra estão sendo elevados conforme programação a seguir explicitada:
Data Defluência da Pedra (m3/s)
25/01                  130
26/01                 460

Informa que o comunicado que a vazão de restrição do Vale é de 800 m3/s, ressalta que a situação hidrológica está sendo permanentemente avaliada, podendo haver alterações nestes valores em função da evolução das chuvas e vazões na Bacia do Rio de Contas.
Salienta finalmente que, no momento, o quadro hidrológico vigente no rio, não caracteriza a formação de cheias e que continuarão a avaliar permanentemente a situação, mantendo a população informada.

É ASSIM QUE AGE O PT E NÃO COMO SOFISMAM OS PETISTAS*

tom-legalPor Ewerton Almeida**

 

O PT, seus governos e seguidores se especializaram em imiscuir-se na vida alheia e para tanto inventaram os execráveis arapongas.

O PT, seus governos e seguidores inventaram os aloprados para fazer dossiês falsos contra os seus adversários.

O PT, seus governos e seguidores usando táticas nazifascistas quebram sigilos bancários e violam correspondências de adversários.

O PT, seus governos e seguidores, sempre usaram de todos os meios ilícitos para denunciar pessoas e principalmente todos os que não comungam com o seu deplorável “modus operandi”.

O PT e seus governos abrem as portas do Brasil para abrigar terroristas julgados e condenados em seus países de origem, mas fecham as nossas portas para abrigar dois jovens cubanos que pediram asilo e que foram devolvidos para Cuba.

O PT, seus governos e seguidores pediam impeachment diariamente contra tudo e contra todos. E tudo isso baseado em fatos inventados, usando os métodos que citamos acima e sem respeitar leis, regras e direitos, foi o caso específico do pobre caseiro Francenildo no “affair’ com Palocci, ao ter a sua vida esmiuçada, o seu sigilo bancário quebrado e outros meios ilícitos para incriminá-lo a fim de ajudar ao “cumpanheiro”, o que não conseguiram e de nada adiantou, e foi assim também, com o livro Privataria, logo desmoralizado pela justiça que proibiu a circulação por tudo se basear em mentiras (quem duvidar que estude o caso).

A grande diferença nas denúncias de ontem para as de hoje, é que, as denúncias de ontem quase todas mentirosas e logo desmascaradas, mas as denúncias de hoje estão sendo comprovadas, por mais que o Governo se esmere e se esforce, para usar os poderes imperiais ainda em mãos de uma Presidente que mente comprovadamente de manhã, de tarde e de noite, que fica num trabalho incessante de tentar calar testemunhas e cooptar apoios.

O dublê de secretário e deputado federal Josias Gomes daqui da nossa região deveria se preocupar e não o faz e nem tão pouco o seu governo, que ficam calados e são omissos com o drama da região decorrente da introdução criminosa da vassoura de bruxa, um crime constatado pela Polícia Federal e constante de relatórios, que, o PT e seus governos não deram a mínima atenção e ainda continuam coniventes.

O PT e os governos, do secretário, estimulam e financiam através organismos do próprio governo, e ONGs especializadas no jogo, a entidades clandestinas para invadir propriedades rurais produtivas e as vandalizam e as vezes com assassinatos, como foi o caso da invasão e ocupação violenta da Fazenda Dois Amigos em Ipiaú.

Fatos comprovados! E desafio os que queiram contestá-los. Não tenho nada de pessoal contra o Secretário, mas não se deve perder a oportunidade para perguntar a ele, o porquê do tratamento enraivecido do PT e seus governos contra os produtores de cacau, suas vítimas maiores e especiais? Por que a boa vontade desses mesmos governos com a elite financeira que foi beneficiada na transformação de débitos rurais sabidamente imorais, ilegais e inconstitucionais em débitos fiscais via as execráveis Medidas Provisórias? Por que ajudar ás indústrias moageiras liberando no drawback para poder fazer uma criminosa importação de amêndoas de cacau de países africanos sem a fiscalização fitossanitária exigida por Lei e contrariando frontalmente o nosso código florestal através de uma portaria engendrada e articulada pela indústria?

Como se pode ver, o Secretário deveria dar explicações convincentes sobre as questões aqui postadas e não ficar se queixando das denúncias que chovem e que vão sendo paulatinamente provadas contra o governo petista e suas ações diabólicas para ter o poder “ad eternum”.

* O importante blog “Pimenta na Muqueca” postou hoje (26) um artigo do dublê de deputado e secretário Josias Gomes querendo defender o indefensável, dizendo ser o PT vítima de denuncismo desenfreado. Assim, aproveito a oportunidade desse espaço e faço um contraponto ao seu pronunciamento.

**Ewerton Almeida, Ton Legal, é produtor de cacau, ex-deputado, ex-presidente do Conselho Nacional dos Produtores de Cacau

PRESIDENTES DE SUBSEÇÃO E CONSELHEIROS DA OAB RECEBEM DIPLOMA DE POSSE EM SESSÃO DO PLENO

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Foto: Angelino de Jesus (OAB-BA)

Foto: Angelino de Jesus (OAB-BA)

Foi realizada, durante a primeira sessão do Conselho Pleno da OAB-BA de 2016, a diplomação de posse de todos os presidentes de subseção da Ordem e novos conselheiros seccionais eleitos para o triênio 2016/2018. O encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira (22/01), no auditório da entidade, na Rua Portão da Piedade, e contou com a presença, na mesa alta, do presidente da OAB-BA, Luiz Viana Queiroz, da vice, Ana Patrícia Dantas, do secretário-geral, Carlos Medauar, do secretário adjunto, Pedro Nizan Gurgel, da tesoureira, Daniela Borges, e do professor Thomas Bacellar.

Na presidência da subseção da Ordem em Jequié, foi diplomado o advogado César Ribeiro, que desde a publicação dos resultados das eleições vem sendo cumprimentado por seus inúmeros amigos, clientes e admiradores.

A sessão foi encerrada com os desejos de sucesso e de reconhecimento do professor Thomas Bacellar aos novos conselheiros e diretoria da OAB-BA: “Quero lhes desejar êxito e lhes parabenizar pela eleição justa e limpa. Fico muito feliz com a recondução do presidente Luiz Viana à Ordem. Essa, sem dúvida, foi uma eleição que serviu de exemplo para toda a Bahia”, concluiu.

PROTESTOS – “FANTÁSTICO” VENDE FICÇÃO COMO SE FOSSE JORNALISMO E TRANSFORMA VIOLÊNCIA EM POESIA

Programa edulcora a violência do Passe Livre, demoniza a PM e desinforma de maneira determinada. Quando a Globo é boa, é difícil superá-la; quando é ruim, é insuperável.

Reinaldo AzevedoPor Reinaldo Azevedo*

Absurda, sob qualquer aspecto que se queira, a peça de ficção — nego-me a chamar aquilo de jornalismo — levada ao ar neste domingo pelo “Fantástico” sobre os protestos em favor do passe livre. Segundo o apresentador, o programa acompanhou “durante três semanas as meninas que são a nova cara das manifestações de rua de São Paulo”.

Bem, isso já serviria para desqualificar uma reportagem. Quem decretou que elas são a nova cara da cidade?

– Isso está assentado em que apuração?

– Quais são as evidências?

– Elas pertencem, ao menos, ao grupo que convoca os protestos?

– O que quer dizer “a nova cara”?

– Qual é a velha cara?

Não! Lamento, não é jornalismo! Vejam a matéria. Parece que gente feia não protesta. Mais: por que só meninas? Que sentido faz emprestar um viés de gênero a atos que degeneram quase sempre em vandalismo?

O conjunto da obra, claro!, é lamentável por tudo aquilo que omite: a violência a que recorre, de modo deliberado e determinado, o Movimento Passe Livre — que nem sequer é citado; o caráter político dos atos (nesse caso, a distorção atinge o paroxismo); o absurdo da reivindicação… Mas é ainda mais lamentável por aquilo que afirma.

Prestem atenção a este texto, narrado pelo ótimo Tadeu Schmidt, que não tem nada a ver com o peixe:

“Em todos os protestos, para onde você olhasse, era fácil encontrar um pessoal bem jovem, adolescentes antenados, que não são de partidos políticos nem de movimentos organizados, não são black blocs e não depredam nada. Apenas vão para a rua dizer em alto e bom som o que consideram justo. Quem são esses estudantes, a nova cara dos protestos de São Paulo”?

Respondo: são personagens de ficção criados pelo “Fantástico”.

Pra começo de conversa, o que vai acima é um editorial, que distorce a realidade de maneira brutal. O fato de haver jovens com essas características nos atos em favor da gratuidade da passagem não implica que sejam eles a dar a direção do movimento.

De resto, é um princípio elementar da pedagogia e do elemento forçosamente didático que tem o jornalismo deixar claro que a gente lutar por aquilo que “considera justo” não torna a reivindicação… justa!

Se eu decidir mobilizar um monte de meninas bonitas em favor da gratuidade total das TVs hoje por assinatura — pedindo a estatização do sistema —, o “Fantástico” vai me dar uma colher de chá? Adiante.

Uma das PERSONAGENS, em sentido literal, da peça de ficção fantástica é Arielle, 16 anos, que estuda em escola pública. Nota: o comando do Movimento Passe Livre, como é sabido, é formado por endinheirados dos bairros ricos de São Paulo. Logo, a jovem escolhida não representa o espírito do que vai nas ruas. Na sua primeira fala, ouve-se isto (transcrevo a fala na sua forma original):

“Aumentou bem mais as mina no protesto; as mina defendeno um direito que não é só dos cara. Que as mina também têm força. Pode não ter força nos braço, mas têm força de ideia pra trocar e tudo mais”.

A garota é uma belezinha. Tivesse mais cuidado, talvez eu elogiasse a sua gramática. O “feminismo” pedestre não é dela, mas de quem produziu — e é claro que há ali um trabalho de produção, não de reportagem — a bobajada. E tudo vai piorar muito.

O “Fantástico” também foi achar a Milena, do Jardim Ângela. Notem: tudo é feito na medida para desfazer alguns supostos mitos do Movimento Passe Livre: o seu caráter elitista (oh, a menina é da periferia); a sua disposição óbvia para a violência (elas são pacíficas); a sua reivindicação estúpida (elas lutam por aquilo que acham justo). Acontece que, nesse caso, os mitos são apenas evidências.

A coisa foi adiante. Diz o apresentador sobre o ato de 19 de janeiro:

“A manifestação acabou na porta da Prefeitura de São Paulo. Tudo na paz.”

Atenção, dos protestos organizados pelo Passe Livre, não pelas “Garotas do Fantástico”, só o do dia 19 foi relativamente pacífico. Mesmo assim, houve, sim, choque com a PM. Em todos os outros, houve depredação de bens públicos e privados. No dia 14 de janeiro, um coquetel Molotov foi jogado dentro da estação Consolação do Metrô. Acho que não saiu no “Fantástico”.

Politização boçal

Aí volta o narrador:

“Pra essa galera (sic), o entusiasmo de agora tem a ver com um fato marcante: no fim do ano passado, estudantes ocuparam cerca de 200 escolas do estado contra a reorganização do ensino em São Paulo. Com a pressão, o governo recuou e suspendeu a medida”.

É estupefaciente! De fato, o movimento de agora está ligado às ocupações porque também estas foram comandadas, na maioria dos casos, pelo Movimento Passe Livre. Quando não era o MPL, era o MTST, de Guilherme Boulos.

O governo de São Paulo errou, sim, na condução do debate sobre a reorganização, mas ela era e é necessária. A pauta da extrema esquerda, que comandou as ocupações — o que o Fantástico omite — é retrógrada, obscurantista e antieconômica. Tudo aquilo que os editoriais do grupo Globo recomendam que os governos não sejam. Aí volta a Arielle:

“Se você chegasse, antes de acontecer as ocupações, com qualquer pessoa na rua, com cinco meses antes, e falasse: ‘ó, daqui a cinco meses, os jovens vai ocupar as escolas para defender seus direitos de estudo, todo mundo ia olhar pra sua cara e falar ‘mano, cê tá um otário porque a juventude brasileira não quer nada com nada”.

Aí aparece outra:

“Eu acho que foi um tapa na cara da sociedade, sabe?, o movimento. Porque os jovens de hoje tá sabendo, sim; tá indo atrás, sim”.

A vilã

Mas como pode? O “Fantástico” fez uma peça de ficção sem vilão? É claro que não! Ele vai aparecer. É a Polícia Militar, ora essa!

Já aprendemos, até aqui, que existe uma “nova cara da juventude”; que o movimento é “pacífico”; que luta por aquilo que considera “justo”; que é formado por jovens “pobres”…

Onde está o Lobo Mau para tanto Chapeuzinho Vermelho?

Volta o narrador:

“Mas o mundo dos protestos fora dos muros das escolas tem os seu perigos.”

E o que se vê? Policiais em ação e bombas de efeito moral explodindo. Ou por outra: há, sim, uma força que ameaça esses anjos da paz: a PM.

E aí conhecemos a história da Laura, de 17 anos. Dado o cenário, não parece ser mais uma da periferia. E provável que não ande de ônibus. Diz a menina: “Começaram a jogar bomba no meio dos manifestantes, e uma delas caiu no meu pé. E eu só via a explosão. Vi tudo branco na minha frente”.

O apresentador:

“Ela passou para a segunda fase da Fuvest, o vestibular da USP em arquitetura. Mas, por causa dos machucados, perdeu as provas práticas.”

Vale dizer: jovens pacíficos entram com o sonho; a PM, com a brutalidade. Não sei se o “Fantástico” já informou que, desde fevereiro do ano passado, 12 policiais foram feridos em protesto. Acho que não.

Laura diz que vai continuar a participar de protestos, sim. E a novelinha do “Fantástico” termina com a Arielle, que, diz o narrador, “gosta de música” e fez até o que o programa, sei lá por quê, chamou RAP. É assim:

“Mulheres, não vamos mais ser oprimidas,/

por homens das cavernas com pensamentos machistas/

que acha que lugar de mulher é só no tanque ou na pia/

desculpe-me desapontá-los por não ser submissa/

mas o nosso lugar é onde a gente quiser”.

Não entendi onde está o RAP, mas também não entendi o conjunto da obra. Note-se que não aparece nem mesmo um repórter. A voz em off, que conduz a piada, é do sempre bom Schmidt, que fala um texto que, obviamente, não é seu.

Barafunda

Raramente a desinformação, a mistificação, a omissão, o proselitismo rasteiro e a confusão se juntaram de forma tão determinada na tela da Globo. O que se viu ali é obra de militância.

Olhem aqui: a Globo pode defender, se achar que deve, o quebra-quebra. É um ponto de vista. Mas entendo que não pode mentir sobre a existência de depredação. Pode defender que os manifestantes furem bloqueios policiais na marra. Mas entendo que não pode mentir sobre o caráter violento dos protestos. Pode defender que os black blocs sejam aceitos como parte da democracia. Mas entendo que não pode mentir sobre o seu protagonismo.

O mais espantoso

Num dos flagrantes de uma das escolas invadidas, reconheci um notório militante do… Movimento Passe Livre, também pertencente a uma corrente ligada ao PT. Mas a Globo dizia aos telespectadores que ainda tinham paciência para o Fantástico que a nova cara dos protestos são meninas bonitinhas, pobres, sem partido, que lutam por um ideal. E, ora vejam!, sem violência.

Violenta é a Polícia Militar, né? Uma vergonha como raramente vi. “Ah, a Globo não sabe fazer…” Sabe! E sabe fazer muito bem!

Encerro assim: quando a Globo faz o seu melhor, é difícil superá-la. Quando faz o seu pior, aí, meus caros, não tem pra ninguém: é insuperável.

Os fatos estão à espera de uma desculpa.

*Reinaldo Azevedo é jornalista e colunista da revista Veja – http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo

CHESF ANUNCIA LIBERAÇÃO DE ÁGUA DA BARRAGEM DA PEDRA

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A Barragem da Pedra, em Jequié, administrada pela Companhia Hidroelétrica de São Francisco (CHESF) deve começar a liberar água através de suas comportas nesta segunda-feira (25) a partir das 14h, segundo informou à imprensa o gerente da Usina do Funil, Paulo Miranda.

De acordo com o informe, o nível da barragem de Pedras aumentou consideravelmente devido as chuvas dos últimos dias na cabeceira do Rio de Contas e em toda a região Sudoeste. A previsão de liberação da primeira cota é de 100m³ de águas por segundo. Além da elevação do nível do rio em Jequié, a liberação das comportas da barragem deve aumentar o nível do Rio das Contas nos municípios de Jitaúna, Ipiaú, Barra do Rocha, Ubatã, Ubaitaba e segue até Itacaré, onde, depois de revelar a sua exuberância, o rio deságua no oceano atlântico.

Como nos tempos anteriores à construção da barragem, o cenário tornar-se-á agradável de ver, o ecossistema tende a se renovar e a fauna voltar a transitar, feliz, pelas margens do Rio de Contas. Deveríamos desencadear uma campanha para perenizar o mínimo de lâmina d´água ao longo do seu trajeto.

CHAPADA DIAMANTINA: CEMITÉRIO BIZANTINO DE MUCUGÊ

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Em deslocamento de 920 km saímos de Barreiras em direção a Jequié, apesar das chuvas pesadas e intensas, usufruindo dos grandes retões até Ibotirama e daí a Seabra. Deixamos a BR 242 em direção a Andaraí, buscando alcançar Mucugê, onde tínhamos reserva na confortável Pousada Monte Azul, de estilo germânico. De propósito, chegamos ainda no meio da tarde, com tempo suficiente para visitar o famoso cemitério bizantino de Mucugê.

placaAs informações que tínhamos se revelaram extremamente controversas da realidade apurada. Achávamos que este cemitério ao pé de um grande paredão, na beira da BA-142, com uma sequência de lápides brancas, que imitam pequenas igrejas góticas e pontiagudas, formavam o incrível Cemitério Bizantino de Mucugê. Até porque sempre disseram que os mausoléus tem essa forma pela semelhança com as cúpulas brancas do Mar Egeu, feitas pela civilização bizantina.

TumuloNa verdade, uma curiosa construção do século XIX que chama a atenção a quem entra na cidade. As obras, todas muito branquinhas, ganham iluminação azulada ao anoitecer, principalmente para quem se encontra na janela de uma das suítes da pousada, cultivando a esperança do surgimento de um dos integrantes do império otomano, atraídos para a Chapada dos compradores de diamantes de origem turca.

 

cemiterio a noite

Ledo engano: os que ali jazem são brasileiríssimos. Um ou outro estrangeiro, vítima de quando os surtos de cólera e varíola atingiram o lugar. Com as epidemias, era necessário um lugar distante da cidade para enterrar os mortos. O local da construção foi escolhido devido a sua localização elevada, protegendo assim os mananciais e lençóis d’água da região.

São fatos exclusivos da cidade de Mucugê, Chapada Diamantina, uma região montanhosa no estado da Bahia, que já foi no passado um grande pólo de mineração de diamante.

placa2JPGO cemitério, chamado erroneamente de “bizantino”, é o cemitério de Santa Izabel, em Mucugê, cidade fundada oficialmente em 1847. Mesmo sem o pomposo título, percebe-se o lugar fantástico encravado no pé da serra.

Alinhados horizontalmente formando ruelas que sobem a encosta da Serra do Sincorá, os túmulos são feitos de tijolos alvenaria, rebocados e caiados de branco. Suas formas arquitetônicas nada remetem à época bizantina (que vai de 667 a 1453 D.C.). São túmulos que imitam fachadas de igrejas, adornados de pináculos (elementos em forma de pinos), volutas e arcos.

Segundo publicação, a arquiteta Nélia Paixão, em declaração à imprensa, afirmava: “Por volta de 1855, houve uma epidemia de cólera em Mucugê! E morreram muitas pessoas. Por causa de um decreto, o Brasil era um império e não poderia mais enterrar pessoas nas igrejas, como era comum. Aí eles escolheram um espaço para construir este cemitério;

Tumulo Bizantino3Embaixo da montanha e de frente para a cidade. Com a proibição do sepultamento nas igrejas, os túmulos foram erguidos com muito capricho, como pequenas imitações dos templos católicos. Ao logo dos anos o cemitério foi preservado como uma obra de arte das mais importantes. É um dos patrimônios histórico da Chapada. Atração turística de Mucugé.

Misterioso, harmônico, bem cuidado, bizantino ou não, o cemitério Santa Izabel é uma obra de arte e uma referência local.

CHUVA SUPERA MÉDIA HISTÓRICA NO PERÍODO DE 21 DIAS NA BAHIA. CHAPADA É MAIOR DESTAQUE

Chuva alaga ruas em Santa Maria da Vitória (Foto: Divulgação/Correios)

Chuva alaga ruas em Santa Maria da Vitória (Foto: Divulgação/Correios)

O volume de chuvas nas regiões da Bahia superou, em 21 dias, a média histórica analisada para o mês de janeiro. A informação é da Secretaria do Meio Ambiente (Sema). A região da Chapada Diamantina se destacou. Em 21 dias, a SEMA diz que a média na região foi de 312,9 milímetros, sendo que a média histórica é de 105,3. As regiões oeste, norte e sudoeste também superaram a média histórica de chuvas. Situação semelhante ocorreu na região do Rio São Francisco, no nordeste e recôncavo da Bahia. De acordo com a secretaria, o sul da Bahia foi a única exceção e não superou a média histórica de precipitação que é de 125,3 mm. O acumulado na região foi de 89,6.

Por conta da chuva, diversas cidades registraram alagamentos na Bahia. O caso ocorreu na quinta-feira (21) em Santa Maria da Vitória e Barreiras, ambas no oeste da Bahia, e em Jaguarari, no norte da Bahia. Em Santa Maria da Vitória, as águas do rio que corta o município, um afluente do Rio São Francisco, transbordaram. O centro da cidade foi um dos locais mais afetados. Em algumas regiões, moradores precisam usar barco e caiaque para sair de casa e salvar móveis e eletrodomésticos.

20160119_114750_resizedEm Barreiras a chuva é intensa desde o início da semana. Na região de Lençóis, Andaraí e Mucugê, (foto) os rios e riachos estão correndo e as cachoeiras estão zoando… Terra molhada mato verde uma riqueza… Certamente a Asa Branca está  voltando pro sertão onde a beleza de muita água e as cachoeiras estão trazendo alegria e atraindo turistas para apreciar o espetáculo.

Para os próximos dias, que inclui o final de semana, não são esperadas mudanças nas condições do tempo na Bahia, segundo previsão do serviço de meteorologia do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).