Archive for junho, 2015

ALUNA DA UESB, CAMPUS DE JEQUIÉ, MORRE DE LEUCEMIA

Pouco tempo depois do diagnóstico, faleceu na manhã de segunda feira (29), a aluna do 3º semestre do curso de Ciências Biologicas,Luana Araújo Luana Jesus Araújo.

O Reitor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-UESB, professor Paulo Roberto Pinto Santos, publicou, Portaria  Nº 0959, ainda na manhã desta segunda-feira (29/6), determinando luto oficial por três dias, no Campus de Jequié da instituição, em sinal de pesar pelo falecimento da aluna. No comunicado publicado no seu  site oficial a Uesb manifesta solidariedade aos familiares e amigos da jovem universitária.

ESCOLA SUPERIOR DO MINISTERIO PÚBLICO DA UNIÃO INICIA O PROJETO ESPAÇO DEBATE

 

Em seu primeiro programa, o Espaço Debate discute a questão da redução da maioridade penal, de 18 para 16 anos, com o Procurador Federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Rios.

Conduzindo o programa de entrevistas a jornalista Graziane Madureira abordou com maestria as questões relacionadas ao tema “Redução da Maioridade Penal”.

Para a internauta Agnes Melo “O procurador Aurélio Rios foi perfeito em suas considerações sobre a ineficiência da redução da maioridade penal. O debate está ocorrendo num momento em que as redes de TV e as mídias sociais repercutem instantaneamente crimes cometidos por adolescentes, deixando a população com o sentimento de total vulnerabilidade à esses crimes. Obviamente o apoio em massa à medida se deve a essa sensação. Não há o debate no que se refere aos problemas estruturais citados pelo procurador”.

Já para Daniel Veloso Ferreira “…A Maioridade penal é um tema bastante polêmico entre os legisladores, juristas e brasileiros de forma geral. O assunto que agregam múltiplos olhares quando se trata de um questionamento. Tratando especificamente do problema da criminalidade, não se resume na redução da maioridade penal envolve um conjunto de medidas sociais e de políticas públicas onde o Estado deverá ampliar a capacidade de fornecimento ao jovem às necessidades básicas como à educação, a cultura, o lazer além do preparo e qualificação desses jovens ao mercado de trabalho”.

Parabéns pela iniciativa, pelo tema e pelas inteligentes perguntas elaboradas pela entrevistadora.

Postado na rede mundial Youtube no endereço http://escola.mpu.mp.br/

JUIZ DA LAVA-JATO REBATE ARGUMENTOS APRESENTADOS POR ODEBRECHT EM COMUNICADO PUBLICADO NA IMPRENSA

Depois de ampla divulgação na imprensa nacional o juiz Sergio Moro questiona as afirmações da nota distribuída pela Odebrecht. O jornal O Globo, em matéria assinada pelo jornalista Tiago Dantas*, relata os argumentos do juiz Moro:

SÃO PAULO – O juiz federal Sérgio Moro rebateu, em despacho desta quarta-feira, os argumentos apresentados pela construtora Odebrecht em um comunicado publicado pelos principais jornais do país na segunda-feira. O texto da empreiteira apresentava críticas às prisões de executivos da companhia e do seu presidente, Marcelo Bahia Odebrecht, ocorridas na sexta-feira. O anúncio também questionava provas levantadas pela força-tarefa da Operação Lava-Jato de que a empresa participou do esquema de cartel, fraudes em licitações e corrupção na Petrobras.

Ao decretar a prisão preventiva do ex-diretor da Odebrecht, Alexandrino Alencar, o juiz Moro aproveitou para classificar o comunicado da empreiteira como “inusitado” — termo que repetiu três vezes. Ele escreveu que “é certo que a empresa tem o direito de se defender, mas fazendo-o seria recomendável que apresentasse os fatos por inteiro e não da maneira parcial efetuada, em aparente tentativa de confundir, valendo-se de seus amplos recursos financeiros, a opinião pública e colocá-la contra a ação das instituições públicas, inclusive da Justiça.”

Assim como a empreiteira havia feito em seu comunicado à imprensa, Moro também rebateu a argumentação da Odebrecht ponto-a-ponto. Primeiro, o juiz fala sobre a negativa da empresa de ter feito depósitos na Suíça. Moro alega que três delatores afirmaram em depoimentos, que receberam dinheiro da empresa em contas bancárias mantidas no exterior, “além de haver elementos circunstanciais, apontados pela autoridade policial, relacionando-a a eles.”

No comunicado publicado segunda-feira, a Odebrecht argumentou que não fez depósito para o ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. Segundo a empresa, Barusco comprou títulos da companhia, chamados bonds. Em resposta, Moro diz que a companhia “olvida-se em informar que este mesmo Juízo já havia consignado essa possibilidade em despacho anterior”. Antes mesmo da operação, o juiz já havia escrito que o fato precisava de mais apurações.

O juiz lembra, ainda, que a negativa da empreiteira “deixa um pouco sem sentido a representação por ela efetuada ao Ministro da Justiça para questionar exatamente a cooperação havida entre Suiça e Brasil no presente caso, fato este que foi tornado público meses atrás.”

Na sequência, Moro rebate a afirmação feita pela Odebrecht de que a palavra “sobre-preço”, citada em email repassado pelo ex-dirigente da Brasken Roberto Prisco Ramos a dirigentes da empreiteira, seria um erro de tradução de “cost plus fee” — uma forma de pagamento extra por performance ou sucesso aceito pelo mercado: “apesar da explicação apresentada no inusitado comunicado de que ‘sobrepreço’ representaria o lucro da empreiteira acima do custo (!?), no restante das mensagens eletrônicas pertinentes, não há qualquer nova utilização do termo “sobrepreço” ou do termo “cost plus free” que, segundo o comunicado, ele representaria.”

O juiz assevera que o comunicado chegou “ao extremo de sugerir falsamente que este Juízo teria omitido deliberadamente em sua decisão parte das provas, o que não faz qualquer sentido, já que o material probatório em questão encontra-se disponível nos autos no laudo policial por ele reportado.”

O despacho cita, como provas de que a Odebrecht participou do esquema, depoimentos de oito pessoas que fizeram referência à construtora. “Sobre o conteúdo de todos esses depoimentos dos colaboradores e também dos não-colaboradores, bem como sobre os vários documentos de corroboração, o comunicado da Odebrecht nada diz de concreto, silenciando sobre várias provas”, afirma Moro.

Por fim, o juiz federal reafirma a importância de manter Alexandrino detido, citando o fato de existe o “risco de que Alexandrino se junte ao outro subordinado da Odebrecht, Bernardo Schiller Freiburghaus, para destruir provas e refugiar-se, no exterior, da Justiça brasileira”. Bernardo é apontado como o operador do esquema, responsável por criar contas bancárias no exterior e fazer pagamentos de propina. Antes da nova fase da Operação Lava-Jato, quando seria ouvido pela Polícia Federal, Bernardo se mudou com a família para a Suíça.

O texto diz que a única alternativa à prisão preventiva de Alexandrino e Marcelo Odebrecht seria “suspender todos os contratos públicos da Odebrecht e proibir novas contratações com o Poder Público”, o que ele mesmo define como “hipótese atualmente não cogitável considerando os danos colaterais a terceiros.”

*Jornal O Globo 26.06.2015

DE MILHOS E MANDIOCAS

Eliane CastanhêdePor Eliane Cantanhêde*

 

 

 

Boatos de suicídio no Alvorada, suspeita de bombas no Planalto, um patético habeas corpus preventivo contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula falando poucas e boas contra a sucessora, o governo e o PT. A presidente Dilma Rousseff passando vexame com milho, mandioca e “mulher sapiens”. Não bastasse, a Polícia Federal na cola de Fernando Pimentel, amigão da presidente e governador do principal Estado administrado pelo PT.
Definitivamente, o mar não está para peixe e o ambiente político não está nada favorável nem para Lula, nem para Dilma, nem para o partido de ambos. No volume morto, eles se esforçam para tentar sobreviver.
Lula: debatendo-se, gritando contra a imprensa, as elites e agora também contra Dilma e o PT, para reanimar a desmilinguida militância petista. Dilma: viajando para bem longe, encontrando-se com Barack Obama e fingindo (até para ela mesma) que tudo está na mais santa paz. O PT: armando-se até os dentes e conspirando contra a sua presidente, o seu ministro da Fazenda e a política econômica do seu próprio governo.
É nesse ambiente já tão hostil que explodem revelações chocantes da Lava Jato e dados econômicos de amplo alcance e demolidores para qualquer governante e qualquer governo, ainda mais para uma governante com alarmantes 65% de rejeição e um governo bombardeado pelo seu próprio partido, o PT, e pelo seu principal aliado, o PMDB.
O Banco Central acaba de rever para baixo a previsão de crescimento em 2015, trabalhando agora com uma recessão de 1,1%. Como acaba de rever a previsão de inflação do ano para cima, já admitindo desastrosos 9%. Logo, Dilma, que jamais chegou nem perto da meta de 4,5% no primeiro mandato, ultrapassa em muito o próprio teto da meta, de 6,5%, no segundo. Para uma economista, é um feito e tanto!
É óbvio que, em não se tratando de jabuticabas, esse desarranjo macroeconômico acabaria corroendo os postos de trabalho. E está corroendo. Pelo insuspeito IBGE, o desemprego já está em 6,7%, enquanto o rendimento médio em maio caiu 5% em relação ao mesmo mês de 2014. É a maior queda em 11 anos. Aliás, Dilma bate recorde em cima de recorde negativo na inflação, no crescimento, no desemprego…
Detalhe: esses são os indicadores mais políticos da economia, porque afetam diretamente o bem-estar das famílias e, portanto, o humor do eleitorado. Estando ruins, Dilma não tem condições de ficar bem.
E o que falar das contas públicas? Bem, o governo Dilma Rousseff conseguiu nos cinco primeiros meses do segundo mandato produzir o pior superávit fiscal desde 1998. Resultado de um desequilíbrio que foi particularmente descarado no ano eleitoral de 2014 e é mantido até hoje: gastos altos, arrecadação em baixa.
É exatamente aí que entra a inestimável contribuição do Congresso para a bagunça geral. Primeiro, trocou o fator previdenciário por uma nova fórmula. Agora, estende o reajuste do salário mínimo a todos os aposentados. Os cofres da Previdência Social suportam esse tranco?
Dilma vetou o cálculo previdenciário e terá de vetar a ampliação do reajuste do mínimo para aposentados, com inevitável desgaste político.
A chance de Dilma recuperar alguma popularidade, um pouco de respeito no PT e um mínimo de piedade do PMDB é revertendo a tendência da economia. Mas como, se as pesquisas, os ataques do PT e as investidas do PMDB no Congresso são exatamente os piores inimigos da política econômica do governo?
Diante de tudo isso, fica aquela sensação incômoda de que Obama, ao encarar Dilma olho no olho, reunir-se com ela, dar entrevista na Casa Branca ao seu lado e assinar uma penca de acordos e protocolos bilaterais, estará pensando: será que essa Dilma manda alguma coisa? Será que chega ao fim do mandato? Ou será que todos esses salamaleques aqui são uma baita perda de tempo, só para brasileiro ver?

*Eliane Castanhede é jornalista
Publicado em O Estado de São Paulo, 26 Junho 2015

ORGANIZAÇÃO ODEBRECHT DISTRIBUI NOTA À IMPRENSA

Em razão dos últimos acontecimentos que culminou com a prisão do presidente e executivos da Odebrecht, a assessoria de comunicação da empresa distribuiu nota à imprensa, que publicamos abaixo, na íntegra.

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Comunicado Odebrecht – Operação Lava Jato

A Organização Odebrecht, em respeito a seus Clientes, Sócios, Investidores, Instituições Financeiras, Fornecedores, Usuários de seus Serviços, Amigos e Integrantes, expressa sua indignação com as ordens de prisão de cinco de seus executivos e de busca e apreensão em algumas de nossas empresas como resultado da 14ª fase da Operação Lava Jato, ocorrida nesta última sexta-feira (19/06).

A decisão que decretou as prisões de nossos executivos e deferiu as buscas e apreensões, evidencia que passado mais de um ano do início da Lava Jato, a Polícia Federal não apresentou, como alegado na decisão judicial, qualquer fato novo que justificasse as medidas de força cumpridas, totalmente desnecessárias e, por isso mesmo, ilegais.

Na realidade os únicos elementos novos apresentados agora representam manifesto equívoco de interpretação de fato:

– O “depósito” supostamente feito pela Odebrecht na conta da empresa Canyon View Assets S/A, apontado como um dos principais fundamentos para a decretação das prisões, e amplamente difundido pela imprensa nos últimos dias como prova irrefutável de corrupção, não é um depósito. Trata-se de um investimento realizado por um dos réus da Lava Jato em títulos privados (bonds) emitidos por uma empresa da Organização Odebrecht e livremente negociados no mercado internacional, obrigatoriamente por meio de instituições financeiras e sem qualquer controle ou envolvimento da Odebrecht.

– Quanto ao e-mail de 21/03/2011, trocado entre nossos executivos, também amplamente divulgado pela mídia como prova de ilicitude, esclarecemos:

* a sequência de mensagens que antecede o referido e-mail, constante do Relatório Policial, mas omitida na decisão proferida, deixa claro que se tratam de discussões técnicas entre os executivos para a preparação de proposta visando a contratação de operação de sondas, entre partes privadas, sem qualquer ilegalidade. O uso isolado de apenas uma das mensagens trocadas retirou do seu real contexto a comunicação ocorrida.

* o termo “sobre-preço” utilizado no e-mail nada tem a ver com superfaturamento, cobrança excessiva, ou qualquer irregularidade. Representa, apenas, a remuneração contratual que a Odebrecht Óleo e Gás, como operadora de sondas, propôs à Sete Brasil, e que compreende o reembolso do custo de operação e manutenção (cost) das sondas, acrescido de uma remuneração fixa sobre o referido custo. Ou seja, representa a tradução do termo usual de mercado “cost plus fee”.

– Quanto à suposta vinculação da Odebrecht com empresas do Sr. João Antônio Bernardi Filho e com a Sra. Christina Maria da Silva Jorge, esclarecemos que o Sr. Bernardi deixou de integrar qualquer empresa da Organização Odebrecht há mais de uma década, e que a Sra. Christina nunca foi nossa integrante. A Odebrecht não possui, nem nunca possuiu, qualquer relação com as empresas das referidas pessoas.

A sustentação de prisão para evitar a reiteração criminosa, por não terem as autoridades competentes proibido a Construtora Norberto Odebrecht de contratar com a Administração Pública, principalmente no que concerne o último pacote de concessões que no momento é apenas um conjunto anunciado de intenções, é uma afronta aos princípios mais básicos do Estado de Direito. Tanto assim que a Controladoria Geral de União, a Advocacia Geral da União e o Ministro da Justiça afirmaram publicamente que as empresas somente podem sofrer restrições para contratar com a Administração Pública após julgadas e condenadas com observância do devido processo legal.

Outra afronta ao Estado de Direito é a presunção do conhecimento de fatos supostamente ilegais pela alta administração das companhias como medida suficiente para justificar o encarceramento de pessoas.

Ainda, a afirmação da decisão judicial de que as empresas da Organização Odebrecht nada fizeram para apurar em seu âmbito interno as supostas irregularidades não corresponde à realidade. Todas as nossas empresas possuem e praticam um Código de Conduta e um Sistema de Conformidade (compliance), efetivos e amplamente divulgados, em total alinhamento à legislação anticorrupção brasileira e internacional. Exemplo desta prática é a publicação de Fato Relevante pela Braskem na data de 02/04/2015.
Quanto aos pagamentos supostamente realizados pela Constructora Internacional del Sur, a Odebrecht reitera que nenhuma de suas empresas possui, nem nunca possuiu, qualquer vínculo nem efetuou qualquer pagamento à referida empresa.

A Odebrecht nega ter participado de qualquer cartel. Não há cartel num processo de contratação inteiramente controlado pelo contratante, como ocorre com a Petrobras, onde a mesma sempre definiu seus próprios orçamentos e critérios de avaliação técnico-financeiro e de performance.

Além disso, a Organização Odebrecht nunca colocou qualquer tipo de obstáculo às investigações. Ao contrário, seus executivos sempre se colocaram à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. De fato, quatro dos cinco executivos presos já compareceram à sede da Polícia Federal em Brasília e prestaram depoimentos nos inquéritos da Lava Jato que tramitam perante o STJ e o STF. No âmbito da Justiça Federal do Paraná, forneceram todos os documentos solicitados e ofereceram-se formalmente para prestar depoimentos– depoimentos estes para os quais nunca foram convocados, e que teriam certamente esclarecido todos os pontos.

Ainda que profundamente perplexos e indignados pelo ocorrido, não nos deixaremos abater. Nosso modelo de gestão, baseado nos princípios de delegação e descentralização, assegura que nossas 15 áreas de negócio e mais de 100 empresas, lideradas de forma plena e independente por nossos executivos e por suas equipes, prossigam normalmente com o cumprimento de nossas obrigações, como sempre o fizemos, de forma reconhecida ao longo dos mais de 70 anos de nossa história, dos quais metade dela com presença no exterior.

Este é o nosso compromisso com os Clientes, Sócios, Investidores, Instituições Financeiras, Fornecedores, Usuários de nossos Serviços e Comunidades nos 21 países onde atuamos. Estamos convictos de que nossos mais de 160 mil integrantes manter-se–ão ainda mais unidos pela prática de nossa cultura empresarial e pelos laços de confiança que nos unem, reservando o orgulho de pertencer à Organização Odebrecht.

Finalmente, neste momento, expressamos a nossa solidariedade irrestrita e apoio às famílias dos executivos que injustamente tiveram cerceado seu direito constitucional de liberdade. Seguiremos juntos na defesa de nossos integrantes, e para tal continuaremos ainda mais à disposição das autoridades colaborando para que todas estas questões sejam rapidamente esclarecidas, convictos que a verdade virá à tona e que a justiça prevalecerá, pois acreditamos que os fatos ocorridos decorrem de equívocos de informação e interpretação.

VOCÊ ACREDITA EM DEUS?

COMO CLASSIFICAR O REGIME DA VENEZUELA?

Nicolás Maduro determinou o constrangimento de senadores brasileiros em missão em seu país

Nicolás Maduro determinou o constrangimento de senadores brasileiros em missão em seu país

A lusodescendente Andrea Tavares, não tem dúvidas em classificar o regime político que governa a Venezuela, liderado por Nicolás Maduro: “É fascismo e é uma grande burla, um governo autoritário que mantém a população num baixo nível educativo, mantém as pessoas ignorantes, que pode dominar de forma mais fácil”

O jornalista Helio Gurovitz em sua coluna no G1 escreveu:

Desde que Hugo Chávez assumiu o poder na Venezuela e, em 1999, fez aprovar uma nova Constituição, o governo local já implantou as seguintes medidas de restrição às liberdades:

Controle da imprensa – Vários dos principais veículos profissionais da imprensa venezuelana – entre os jornais,“El Universal” e “Últimas Notícias”; entre as TVs, RCTV e Globovisíon – foram forçados, depois de anos de perseguição, a passar para as mãos de grupos ligados ao governo. No ano passado, mudanças nas regras para a importação de papel, destinadas a atingir as empresas de jornais, levaram o “El Impulso”, jornal mais antigo do país, e 11 outros jornais a interromper sua circulação. “Na Venezuela é quase nulo o acesso à informação em mãos do Estado e se criminaliza toda forma de manifestação social e política dissidente, seja de jornalistas, dirigentes locais, estudantes ou políticos”, diz o último relatório da Sociedade Interamericana de Imprensa.

Controle do Judiciário – Em maio de 2004, uma lei reformou o Supremo Tribunal Federal da Venezuela, incorporando 12 juízes chavistas. Desde então, o tribunal funciona, de acordo com a Human Rights Watch (HRW), como um apêndice do executivo. “Desde que o ex-presidente Chávez e seus partidários na Assembleia Nacional assumiram o controle político da Suprema Corte em 2004, o poder judiciário praticamente parou de funcionar como um poder independente do governo”, afirma o último relatório anual da HRW.

Estado de exceção – Em março deste ano, o Parlamento, controlado por chavistas, concedeu ao presidente Nicolas Maduro poderes para governar por decreto em “temas de segurança nacional” por seis meses, por meio de um dispositivo aprovado em 2013, conhecido como Lei Habilitante. Trata-se de um expediente clássico, usado para implantar regimes de exceção.

Restrição à liberdade de adversários políticos – O líder oposicionista Leopoldo López, líder do movimento Vontade Popular, está preso desde o ano passado, quando se entregou à Justiça. Ele continua a ser acusado de promover protestos que deixaram 43 mortos no ano passado,  “apesar da falta de provas que apoiassem as acusações contra ele”, nas palavras do último relatório sobre violações de direitos humanos da Anistia Internacional. Em fevereiro deste ano, agentes de inteligência prenderam o prefeito de Caracas, o oposicionista Antonio Ledezma, em seu escritório, sob a acusação de “conspirar” contra o governo Maduro e de “apoiar grupos que pretendiam desestabilizar o país pormeio de ações violentas”. Ledezma só saiu da prisão para fazer uma cirurgia e se recupera dela em prisão domiciliar.

Há um momento em que é preciso chamar as coisas pelo nome. Que nome você daria a um regime político que implanta essas medidas? Depois do ataque aos senadores brasileiros, o que mais falta para chamarmos a Venezuela, com todas as letras, de ditadura?

O texto de Gurovitz nos leva a reflexões, revendo a trajetória de Hugo Chavez desde 1999…

Daí a inferência nossa: as atitudes de apoio do governo brasileiro ao regime de frágeis nações como a Venezuela indicam que estaremos nós trilhando o mesmo caminho de tais republiquetas? Seremos nós a próxima república do chavismo? Se a nossa presidente da República brasileira é simpática ao regime, se o ex-presidente Lula apoiou com tanta determinação as iniciativas de Hugo Chaves, eles sinalizam que o regime vigente na Venezuela pode ser o modelo que anseiam implantar no Brasil até o fim do mandato de Dilma. A imprensa deve permanecer em sua trincheira.

SENADORES BRASILEIROS EM MISSÃO OFICIAL BARRADOS NO AEROPORTO DE CARACAS

senadores brasileiros

Senadores barrados na venezuelaA comitiva de senadores brasileiros, que foi à Venezuela para avaliar denúncias de perseguição a políticos de oposição, foi agredida por manifestantes ao sair do aeroporto de Caracas, capital do país. Segundo relato dos senadores, a Van em que estavam foi apedrejada e eles tiveram que retornar ao aeroporto, porque não havia segurança para prosseguirem com a visita.

“Não conseguimos sair do aeroporto. Sitiaram o nosso ônibus, bateram, tentaram quebrá-lo”, declarou o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) em sua conta no Twitter. Ele e o senador Aécio Neves conversaram com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Renan falou com o chanceler Mauro Vieira para que tome providências no sentido de garantir a integridade dos senadores brasileiros.

O presidente do Senado disse que vai cobrar uma “reação altiva” do governo brasileiro e ligará pessoalmente para a presidenta Dilma Rousseff para isso. “O presidente do Congresso Nacional repudia e abomina os acontecimentos narrados e vai cobrar uma reação altiva do governo brasileiro quanto aos gestos de intolerância narrados. As democracias verdadeiras não admitem conviver com manifestações incivilizadas e medievais. Eles precisam ser combatidos energicamente para que não se reproduzam”, afirmou em nota lida no plenário.

Renan disse que “qualquer agressão à nossa delegação é uma agressão ao Legislativo”. Segundo ele, o ministro de Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, lhe disse, por telefone, que há informações de que estava havendo a transferência de um preso político, onde decorreu a manifestação. “Mas nada disso importa muito. O que importa é o clima de agressão, de intimidação, de ofensa, e eu vou cobrar do governo brasileiro que tenha uma reação altiva. A democracia hoje não tem mais como conviver com essas coisas”, comentou Renan.

Reação no Senado Federal Brasileiro

Imediatamente após a denúncia das agressões, senadores se manifestaram no plenário em solidariedade aos colegas e cobraram a posição brasileira do governo brasileiro sobre o caso. “Eu acredito que mesmo os defensores nessa casa do regime venezuelano se sentem constrangidos”, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS).

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) classificou de “absurdo” o episódio, mas lembrou que a presidenta Dilma Rousseff tem sido alvo de manifestações de hostilidade por setores da sociedade brasileira que pedem, inclusive, a volta do regime militar. “Eles estão vivendo na Venezuela, o que a nossa presidente da República vive aqui no Brasil”, disse. “É simplesmente terrível o que aconteceu lá, como tem sido horrível o que tem acontecido aqui, com uma incompreensível alegria de setores da oposição. É um absurdo o que aconteceu lá, mas que sirva de exemplo para aqueles que elogiam aqueles que incentivam barbaridades semelhantes aqui no Brasil”, disse.

Para o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o que houve foi um “atentado à democracia”. Ele reclamou da atuação do embaixador brasileiro na Venezuela, que não teria dado o devido apoio aos parlamentares. “Ao que se sabe, o próprio embaixador que recebeu os parlamentares no aeroporto, em seguida, se retirou, se afastou; não se encontra ao lado dos senadores neste momento. Portanto, a intervenção do nosso governo, do governo do Brasil, é fundamental nesta hora”, disse.

A comitiva de senadores brasileiros na Venezuela é composta por Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aécio Neves (PSDB-MG), José Medeiros (PPS-MT), José Agripino Maia (DEM-RN), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

VICE-PRESIDENTE DA VENEZUELA DEBOCHA DE SENADORES BRASILEIROS  EM MISSÃO OFICIAL

Vicepresidente-Jorge-Arreaza1Jorge Areaza, vice-presidente da Venezuela, enviou para o celular de Lilian Tintori, mulher do líder oposicionista Leopoldo Lopez, uma debochada mensagem sobre os senadores brasileiros em missão oficial na Venezuela. “Se os senadores estão aqui é porque não têm muito trabalho por lá (no Brasil). Assim, umas horas a mais ou a menos, dá no mesmo”, diz o texto enviado a Tintori, cujo marido seria o primeiro que a comitiva brasileiro tentaria visitar.

O texto dá a entender que o bloqueio da estrada que liga o aeroporto à capital venezuelana foi, como suspeitam os senadores, inciativa do governo.

Na volta ao Brasil os senadores pretendem cobrar do governo brasileiro “que façam valer a cláusula democrática que consta dos acordos do Mercosul, da OEA – Organização dos Estados Americanos e da UNASUL – União de Nações Sul Americanas”, disse ao jornal Folha de São Paulo o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e integrante do grupo de Senadores.

Segundo Aloysio, o Chanceler Mauro Vieira telefonou para ele e se comprometeu a fazer gestões junto à Chancelaria venezuelana, o que foi também tentado, inutilmente, pelo embaixador Ruy Pereira, que recebeu os senadores em Caracas.

Fonte: Folha de São Paulo, Estadão e G1

POLÍCIA FEDERAL PRENDE PRESIDENTES DA ODEBRECHT E DA ANDRADE GUTIERREZ EM NOVA FASE DA LAVA JATO

policia federalA Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a 14ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Erga Omnes (do latim, Contra Todos), e mira agora as construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez. Cerca de 220 agentes cumprem doze mandados de prisão e 38 de busca e apreensão em quatro estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul). Alvo de um mandado de prisão preventiva, o diretor-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.

Também foram expedidos mandados de prisão preventiva contra o diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Alexandrino Alencar, apontado por delatores do petrolão como operador de propina na empreiteira, o diretor Rogério Araújo, da Odebrecht Plantas Industriais e Participações, e o executivo Márcio Faria, citado por delatores como o contato da construtora no Clube do Bilhão. Entre 2008 e 2012, Alencar encontrou-se diversas vezes com Rafael Angulo Lopez, auxiliar do doleiro Alberto Youssef que, além de distribuir a propina do petrolão para políticos, também fazia depósitos em contas no exterior para beneficiários do esquema criminoso. O executivo chegou a viajar com o ex-presidente Lula para o exterior em uma “missão oficial” do petista para Guiné Equatorial. Já Araújo foi apontado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa como a pessoa que sugeriu a ele que abrisse uma conta no exterior para receber propina da empresa.

Embora citadas por delatores do petrolão as duas gigantes da contrução hoje na mira da PF passavam ilesas até aqui: ao contrário das concorrentes OAS, Camargo Corrêa e UTC, por exemplo, ainda não tinha executivos presos.

Na nova fase da Lava Jato são cumpridos 59 mandados judiciais – além dos 38 de busca e apreensão, nove de condução coercitiva, oito de prisão preventiva e quatro de prisão temporária. No cerco contra agentes que atuaram nas fraudes a contratos com a Petrobras, os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Jundiaí, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Os presos serão levados para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Informações: Veja.com

AMEAÇA DE ENCALHE

ruy-castroPor Ruy Castro*

 

 

 

RIO DE JANEIRO – No Congresso do PT, em Salvador, na semana passada, o ex-presidente Lula deu uma monumental bronca nos correligionários e disse que o partido era mais eficiente no tempo em que os militantes tinham de vender camiseta, adesivo e estrelinha. Lula gostaria que eles voltassem a essa prática.

Não que o PT precise dos caraminguás gerados por essas vendas. Se há uma coisa de que seus tesoureiros nunca se queixaram foi de falta de dinheiro. É pelo espírito da coisa –para que as bases parem de dar ouvidos às mentiras da imprensa burguesa sobre a corrupção e os desastres na economia, e voltem a acreditar no partido. Afinal, 2018 está logo ali na esquina.

Mas aí é que mora o problema. No tempo em que o PT vendia adesivos, estrelinhas e camisetas, seus líderes vinham da passeata, da fábrica ou do sindicato, e eram aclamados pela massa nos pés-sujos. Hoje vêm das estatais, dos bancos e das empreiteiras, e, mesmo assim, são hostilizados nos restaurantes do Itaim. A Caracu com ovo, tomada com a barriga no balcão, foi substituída pelo Romanée-Conti em caves climatizadas.

No passado, os mentores históricos do PT tinham tempo para ensinar os companheiros a conduzir uma greve, melar uma votação ou queimar um adversário. Depois, ficaram muito ocupados vendendo consultoria sobre como cortar caminhos dentro da Petrobras, infiltrar alguém numa diretoria ou a quem oferecer propina para ganhar uma concorrência. Ou dando palestras de hora e meia por R$ 300 mil.

O PT dos adesivos, camisetas e estrelinhas era o de Antonio Candido, Sérgio Buarque e Mario Pedrosa. Depois tornou-se o de Dirceu, Genoino, Delúbio. E, hoje, é o de João Vaccari, Henrique Pizzolato, João Paulo Cunha, Rosemary Noronha, André Vargas, Paulo Okamotto. Que nível. Os adesivos, camisetas e estrelinhas ameaçam encalhar.ilustr.ruy castro

 

*Ruy Castro é jornalista e escritor. Colunista da Folha de São Paulo

**Artigo publicado no jornal Folha de São Paulo de 17.6.2015

Veja o vídeo