Archive for março, 2014

JORNALISTA ASSUME SECOM NO LUGAR DE ENGENHEIRO ELETRICISTA

Jornalista Marlupe Caldas substitui o engenheiro Robinson Almeida

Jornalista Marlupe Caldas substitui o engenheiro Robinson Almeida

Nesta segunda-feira (31), antes de viajar para um curto período de férias, o governador Jaques Wagner definiu que a chefe de gabinete da Secretaria de Comunicação Social, Marlupe Caldas, assumirá a pasta, em substituição ao secretário Robinson Almeida, que deixa a Secom na próxima sexta-feira (4). Os atos de exoneração de Robinson e nomeação de Marlupe, em caráter interino, serão assinados pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Eserval Rocha, governador em exercício. (Política Livre)

FINALMENTE A PROFESSORA MARCIA AUAD LANÇA O LIVRO “ANÉSIA CAUAÇU” FRUTO DE INTENSAS PESQUISAS ACADÊMICAS

Finalmente o lançamento da obra literária de Marcia Auad sobre Anésia Cauaçu

Finalmente o lançamento da obra literária de Marcia Auad sobre Anésia Cauaçu

Resultado de minuciosa pesquisa iniciada no ano 2000 para como objeto de estudo do seu programa de Mestrado, a professora Marcia Auad lança, finalmente, através seleção de edital da UESB, instituição a que serve o livro “Anésia Cauaçu-Mulher-Mãe-Guerreira: um estudo sobre a mulher, memória e representação no banditismo na região de jequié.

O evento, promovido pelo Instituto Pensar Jequié em parceria com a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – UESB, acontece no próximo dia 15/4 (terça-feira), às 19h., no auditório Waly Salomão do campus de Jequié. A autora, professora Márcia do Couto Auad, é, também, coordenadora do Programa Nacional de Leitura (Proler) e membro da Academia de Letras de Jequié.

O resultado de sua pesquisa de campo, também baseada nos estudos publicados pelo historiador Prof. Emerson Pinto de Araújo, suscitou outras iniciativas enfocando o turbulento período do início do século passado em Jequié, como o recrudescimento do banditismo, a reação dos jequieenses comandada por Lindolfo Rocha, Nestor Ribeiro, Alves Pereira, entre outros e a arrancada desenvolvimentista protagonizada por Vicente Grillo, José Rotondano, José Niela e muitos outros, contribuíram para o acirramento das disputas políticas na região, induzindo a inúmeras famílias a se posicionarem, culminando por intrínsecas razões e um emaranhado de motivos, o surgimento da lendária Anésia Cauaçu, que além de mãe e guerreira foi uma importante líder de numeroso bando de pistoleiros, justiceiros para uns, jagunços para outros, retratados com o olhar acadêmico da professora mestre Marcia Auad, enfocando prioritariamente a figura feminina que se projetou no estado da Bahia e foi um ícone da sua geração.

O livro de Marcia Auad inspirou o cineasta jequieense Lula Martins a  produzir um longa metragem que, após longo tempo de estudos de mercado e análises de produções cinematográficas já identificou a produtora adequada e os principais patrocinadores, estando agora em fase de arregimentação de elenco e reanalise do orçamento.

OoO

O INSTITUTO PENSAR JEQUIÉ, tem o imenso prazer de convidar os seus associados,  parceiros e colaboradores para o Lançamento do livro “Anésia Cauaçu Mulher-Mãe-Guerreira: um estudo sobre mulher, memória e representação no banditismo na região de Jequié-BA”,  de autoria da professora da Márcia do  Couto Auad, no dia 15 de abril às 19h no  auditório Waly Salomão-UESB, campus de Jequié.
Contamos  com as suas  presenças.
MARIA DAS GRAÇAS SILVA BISPO
Presidente do Instituto Pensar de Jequié

QUEM PRECISAR DE REMÉDIO DEPOIS DA MEIA NOITE EM JEQUIÉ PODE MORRER. NÃO EXISTE PLANTÃO DE FARMACIAS.

Por Wilson Midlej

As atividades comerciais de iniciativa privada tem como finalidade precípua a obtenção de lucro, cabendo ao poder público disponibilizar toda a infraestrutura para o funcionamento do negócio, tais como limpeza, energia, saneamento, água potável, segurança, acesso e assemelhados, além da decorrente fiscalização dos órgãos especializados, todos mantidos por sua vez com os tributos recolhidos pelos empresários e pela população. Assim, cabe ao empreendedor oferecer ao consumidor um serviço de qualidade, produtos de origem saudável, garantia e permanente disposição de atendimento.

Algumas dessas atividades implicam em prestação de serviços essenciais à saúde, à segurança, à higiene e à mobilidade urbana do cidadão.

O lucrativo comercio de medicamentos é uma dessas necessidades básicas que não se pode prever a hora em que o individuo vai precisar dispor, nem o produto a ser utilizado.

No último sábado um usuário de medicamentos de controle da hipertensão arterial constatou que o seu último comprimido tinha sido consumido no dia anterior. Precisava comprar o remédio para continuar tomando no horário habitual, ou seja, antes de dormir. Eis que após o jantar chega uma visita inesperada de um casal amigo vindo de Salvador com destino a Itabuna. Convidado resolveu pernoitar em Jequié. Providencias para o jantar e acomodações tomou um bom tempo fazendo com que ao chegar à farmácia para a compra planejada do medicamento constatou que já passava da meia noite e as farmácias todas estavam fechadas.

Indignado, dirigiu-se então a uma clinica particular onde aferiu a pressão e, apesar de recomendado pelo médico para ficar no leito do hospital em observação, preferiu recolher-se à sua residência.

Pela manhã, depois de a aferição da pressão arterial ter cravado o número quinze, ingeriu o tal remédio e ficou sabendo que há mais de um ano as farmácias de Jequié não têm plantão noturno. Segundo funcionários da farmácia Imperial e da farmácia 24 horas (?), a exigência da Vigilância Sanitária em manter um farmacêutico no interior da farmácia aumenta em muito o custo operacional, inviabilizando o negócio da venda de medicamentos.

Curiosamente uma rede de farmácia tem enormes letreiros luminosos indicando “FARMÁCIA 24 HORAS”. Todas as unidades fechadas. Não seria propaganda enganosa, prevista no Código de Defesa do Consumidor em seu Artigo 37 § 1º? Fica a provocação ao MP.

Ora, numa cidade de quase 200 mil habitantes não se pode admitir que alguns comerciantes cerceiem o acesso ao estoque de medicamentos a serem adquiridos pela população, colocando em risco a vida de muitos que têm a infelicidade de adoecer ou de agravar uma doença depois da meia noite.

Segundo um balconista de uma dessas farmácias, o Conselho não exige que as farmácias funcionem em regime de plantão por 24 horas. Entretanto, cabe ao governo do município determinar em lei a exigência de um rodízio das farmácias existentes para um plantão de 8 às 8 horas de domingo a domingo. Se houver 30 farmácias em Jequié, por exemplo, cada uma delas ficaria de plantão um dia em cada mês… E a população seria beneficiada.

Os empresários proprietários das farmácias acima nominadas são comerciantes respeitáveis e íntegros. O que é de difícil compreensão é o consenso havido na decisão de extinguir os plantões para reduzir os custos colocando em risco a vida de tantas pessoas. Como conseguem dormir com a expectativa de ser o responsável indireto pela falta de acesso ao medicamento que minora a dor ou evita a morte de alguém?

O Ministério Público, o Conselho Comunitário, a Associação Comercial, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Associação Jequieense de Imprensa, Clubes de Serviços, Lojas Maçônicas, todos esses órgãos deveriam acionar a prefeitura, deveriam unir-se para buscar uma solução no sentido de dotar a nossa já tão combalida cidade de uma farmácia de plantão todos os dias, sob pena de cassação do alvará de funcionamento. A maior beneficiada seria a população. Ninguém pode prever a hora em que vai precisar de um medicamento de urgência.

Uma clínica não pode funcionar sem um médico, uma escola não tem sentido sem um professor, um ônibus coletivo sem um motorista… Por que uma farmácia tem que funcionar sem o farmacêutico? Não seria o caso de o governo subsidiar a atividade para que os profissionais de Farmácia tivessem o seu próprio estabelecimento? Pelo menos o alegado custo-benefício não seria mais o impedimento.

Fica a indignação e a denúncia, manifestações legítimas do profissional de Comunicação Social em defesa da coletividade.

DENÚNCIA CONTRA A JORNALISTA RACHEL SHEHERAZADE É ACEITA PELA PGR E VÍDEO DO SBT SERÁ AVALIADO

Os direitos humanos foram violados: essa é a frase favorita de um petista quando um bandido vai preso. Agora são inúmeros setores da imprensa que perguntam: onde estão os direitos de liberdade de opinião e expressão? 

Em seu artigo 19, a Declaração Universal dos Direitos Humanos é clara:

“Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferências, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”

Segundo o a Gazeta de Joinville a última vez que um jornalista teve sua voz censurada no Brasil foi durante a ditadura e agora o governo Dilma quer calar a voz de uma das poucas jornalistas que se manifesta abertamente contra as sujeiras do PT.

“É um absurdo, mas estamos lutando para manter a imprensa livre em pleno regime democrático! Rachel Sheherazade não desanime, não se amedronte, contamos com você para combater a ditadura petista no Brasil”, diz o jornal

jornalista Rachel Sheherazade: "eu não me vendo, não me dobro"

jornalista Rachel Sheherazade: “eu não me vendo, não me dobro”

A Procuradoria Geral da República (PGR) aceitou na última quinta-feira (27) a representação feita pela deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ) contra a jornalista Rachel Sheherazade, do SBT.

A parlamentar solicita uma investigação, alegando que a âncora do “SBT Brasil” cometeu na bancada do telejornal o crime de apologia e incitamento à tortura e ao linchamento, caracterizado no artigo 287 do Código Penal.

De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, os vídeos que mostram a opinião exposta por Rachel no “SBT Brasil” sobre o caso envolvendo um grupo que puniu um menor infrator no Rio de Janeiro serão avaliados. “Não se pode pregar contra o Estado democrático. Isso é muito sério”, opina Janot. “Se você faz um discurso de ódio para a sociedade, não há como controlar o que ocorre depois por aí”, completa.

Em nota enviada à imprensa, Jandira Feghali explica que seu pedido de investigação se justifica. “As pessoas não podem se sentir legitimadas por um discurso neofascista e sair por aí julgando e executando outros cidadãos. E, no geral, os executados em sua maioria são os mais pobres e negros”, diz. “Não queremos que se crie um paradigma na televisão de incitação à violência na busca da audiência e do lucro. É preciso repensar o que está sendo feito”, critica.

Polêmica

Em fevereiro deste ano, um adolescente foi espancado e preso nu pelo pescoço a um poste através uma trava de bicicleta por homens no Aterro do Flamengo, na Zona Sul da capital fluminense. O jovem cometia furtos na região. Com a notícia, Rachel Sheherazade, que ficou conhecida por causa de suas opiniões fortes, deu o seu parecer sobre o fato no “SBT Brasil”.

“No país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível. O Estado é omisso, a polícia é desmoralizada, a Justiça é falha. O que resta ao cidadão de bem que, ainda por cima, foi desarmado? Se defender, é claro”, disse.

“O contra-ataque aos bandidos é o que chamo de legítima defesa coletiva de uma sociedade sem Estado contra um estado de violência sem limite. E, aos defensores dos Direitos Humanos, que se apiedaram do marginalzinho preso ao poste, eu lanço uma campanha: faça um favor ao Brasil, adote um bandido”, encerrou Rachel.

Concessão

A representação protocolada por Jandira Feghali também responsabiliza o SBT. A deputada sugeriu à Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) que interrompa o repasse de verbas oficiais ao SBT durante a investigação da Procuradoria Geral da República.

As verbas são repassadas às emissoras de rádio e TV por causa das propagandas e campanhas do governo federal exibidas nos canais. Em 2013, por exemplo, o SBT recebeu R$ 150 milhões da União. Jandira pediu ainda, em último caso, caso não haja uma resposta firme da emissora sobre o assunto, uma análise da concessão do canal de Silvio Santos.

Já Rachel, se for condenada, poderá pegar detenção de 3 a 6 meses ou pagar multa, conforme prevê o Código Penal. Em fevereiro, em entrevista Rachel Sheherazade minimizou as representações feitas contra ela.

“Eu não me vendo, nem me dobro. Minha palavra, eles não podem cassar, pois vivemos numa democracia. E, neste país, todo cidadão tem direito, garantido pela Constituição, de expressar suas opiniões. Enquanto tiver o aval da minha emissora, o espaço para opinar livremente, é isso o que farei”.

SENADOR MÁRIO COUTO PROTOCOLOU PEDIDO DE IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEF

Senador Mario Couto

Senador Mario Couto

De acordo com o senador Mauro Couto, PSDB do Pará, Dilma é responsável pelo prejuízo bilionário da Petrobras gerado pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), em 2006.

Segundo informações da assessoria do senador, ele recebeu orientação técnica da equipe jurídica de seu gabinete e está certo de que o pedido é válido.

Durante pronunciamento no plenário do Senado nesta quarta, Couto afirmou que a presidente Dilma confessou saber que o relatório técnico que autorizava a compra da refinaria era falho e, por isso, deve responder pelo prejuízo da estatal.

“A nossa presidente sabia. Ela que não venha fazer a mesma coisa do [ex-presidente] Lula, que nunca sabe e nunca viu! A nossa presidente sabia! Ela declarou isto por escrito, que sabia. Aliás, brasileiro, você não deve mais aguentar o tanto de corrupção que passa e que se tem neste País. É trágico, Brasil”!

Veja o pronunciamento na íntegra: https://www.facebook.com/organizacaodecombateacorrupcao

SALVADOR 465 ANOS, FELIZ CIDADE!

Salvador completa 465 anos com expectativa  de  plena recuperação

Salvador completa 465 anos com expectativa de plena recuperação

Inspiro-me no centenário de Caymmi para cantar Salvador nos seus 465 anos de fundação, nossa cidade, que aos poucos recupera sua majestade e a auto-estima dessa gente tão diversificada e única. Felicito-a, ‘Bahia, Cidade do São Salvador!’

Antonio Imbassahy – Deputado Federal e ex-Prefeito de Salvador

Faço repercutir aqui as palavras do deputado Imbassahy, que em tão feliz lembrança cita os versos de Dorival Caymmi.  Ainda bem que a cidade da Bahia encontrou o seu rumo através do atual pefeito ACM Neto. Enquanto isso Jequié continua patinando em busca das soluções dos seus inúmeros e enormes problemas. Deus queira que a atual prefeita. Dra. Tania e o seu companheiro, Sergio da Gameleira também encontre o nobre destino traçado por esta terra e que só depende da dedicação dos seus governantes.

ARACAJU VIRA CHACOTA NACIONAL NA GLOBO POR PROIBIÇÃO DA PMA

Aracaju971Reportagem do telejornal matinal da Globo, o Bom Dia Brasil de ontem, sexta feira , denunciou a proibição da entrada de estudantes nas escolas municipais de Aracaju-SE, por não estarem com o novo uniforme que tem a logomarca da atual gestão, de cor verde; alunos com fardas do ano anterior, na cor laranja, estão proibidos de entrar nos colégios; diante do caso, o jornalista Alexandre Garcia produziu um duro comentário: “Essa é a má lição de mostrar que a aparência vale mais do que o conteúdo. Estão usando o público com interesses pessoais, indo contra o que a Constituição diz que a administração tem que ser impessoal. É projetar isso no uniforme das crianças, como se fosse camisa de atleta com a propaganda do nome do patrocinador. É como se dissesse que quem não veste a camisa do prefeito não pode entrar na escola”

ABI PROMOVE REFLEXÕES SOBRE OS 50 ANOS DO GOLPE CIVIL-MILITAR DE 1964

Convite ABI1)A Associação Bahiana de Imprensa – ABI estará promovendo a mesa redonda “Imprensa e Censura”, a partir das 9 horas do próximo dia 3 de abril, no auditório Samuel Celestino, no Edificio Ranulfo Oliveira 8º andar, na Praça da Sé, iniciando o evento que enfoca as reflexões sobre o cinquentenário do golpe civil-militar de 1964

NÃO BASTA REPUDIAR A DITADURA

Antonio RibeiroPor Antonio Silva Magalhães Ribeiro*

 

Publicado também no jornal A Tarde

 

 

 

A lembrança que trago dos dias que se sucederam ao golpe militar de 1964 foi a prisão -ao meu lado- do escritor e poeta Camilo de Jesus Lima, vizinho na praça da Bandeira, da bucólica Macarani, de onde me mudei para Salvador poucos dias após, aos 12 anos de idade.

Durante os 21 anos de violências incompatíveis com o mundo civilizado participei, por mais de dez anos, da resistência que visava, sobretudo, o retorno do país à democracia.

Não obstante suas imperfeições, o regime de liberdades instalado em 1985 tem sido fundamental para que os brasileiros possam influir nos rumos do país, ainda que os processos eleitorais estejam contaminados pelo dinheiro da corrupção, pelo assistencialismo que mantém milhões de pessoas reféns das “bondades” oficiais e por alianças fisiológicas que desfiguram o sentido da política.

Para além das assimetrias associadas às disputas eleitorais, vivemos uma das fases mais perigosas para a democracia brasileira, desde que a Constituição de 1988 foi promulgada sob os aplausos de uma sociedade vitoriosa em seu objetivo de derrotar o autoritarismo.

Diferentemente das expectativas daqueles dias, o Brasil atual convive com todos os males que afetam a qualidade de uma democracia. As transgressões que desacreditam as instituições vão se naturalizando conforme o roteiro da coligação governista que não esconde seu desapreço pelos valores e princípios da vida democrática.

Paradoxalmente, convivemos com uma constituição de direito -formal e ignorada em seus postulados- e uma “constituição real” que direciona as decisões públicas para as conveniências da manutenção de um poder que não reconhece limites em suas pretensões continuistas e muito menos aos métodos utilizados para assegurá-las.

Se analisarmos, por exemplo, o descaso para com o artigo 37 da Carta Magna, o qual estabelece a legalidade, moralidade, publicidade e eficiência como princípios norteadores da administração pública, constataremos que as práticas de governo tem representado exatamente o oposto do seu enunciado. Para ilustrar, citamos o desrespeitoso sigilo decretado para os contratos de empréstimos do BNDES para obras em outros países, ato que violenta o princípio da publicidade (transparência) e nega à sociedade o seu legítimo direito de conhecer a aplicação dos recursos por ela produzidos.

Indicadores sociais e econômicos pífios, gestão desnorteada e alinhamento a governos autoritários retratam o Brasil do presente. Como se não bastasse, a corrupção -agora transnacional, sistêmica e associada ao loteamento de órgãos em troca de apoios eleitorais- agrava o grau de insatisfação da sociedade, manifestada nas ruas e redes sociais. Nestas, também são registradas lamentáveis revelações de simpatia à uma solução autoritária para o atual estado de coisas, sentimento de desespero que reflete o hiato existente entre o governo e a nação, além da falta de confiança nas instituições, algumas já enxovalhadas pela impunidade e por manipulações diversas.

Diante deste quadro, faz-se necessário o entendimento de que a superação da desordem institucional vigente não deve se dar com a troca de práticas autoritárias disfarçadas, por outras ostensivas. Ao contrário, deve resultar do avanço desta democracia eminentemente eleitoral para uma democracia moderna, substancial, na qual: a) a administração pública seja posta a serviço da sociedade e não dos partidos políticos; b) a constituição seja protegida; c) se restabeleça a autonomia da sociedade civil, desatrelando-a dos vínculos financeiros que a subordinam ao poder governamental; e, d) os membros do poder judiciário sejam nomeados por mérito, de modo a não deverem retribuições às autoridades que os apadrinharam. Negação do princípio da independência dos poderes -base legal do Estado de direito democrático.

Em nome da coerência política, portanto, não basta repudiar o golpe. Urge combater as práticas autoritárias, a anarquia administrativa e moral, a sangria dos recursos públicos, a manipulação do povo humilde e o desrespeito à consciência nacional.

 *Administrador, professor mestre da UEFS, ex-secretário municipal da Fazenda de Salvador.

O CIMATEC – FIEB

mascarenhasPor José de Freitas Mascarenhas*

 

 

 

 

Projetado no início dos anos 2000 para servir à modernização da indústria mecânica local, o SENAI Cimatec teve que, mesmo antes do seu nascimento, dar um salto de qualidade para atender à nascente indústria automobilística. Desde então, só cresceu: instalações físicas, aparelhamento e na qualidade do seu corpo funcional.

Com a inauguração dos Cimatecs 3 e 4, no próximo dia 27, dedicados à automação, conformação e união de materiais e ao desenvolvimento da logística, o SENAI Cimatec instrumentaliza-se para despontar como um dos mais importantes em educação técnica e desenvolvimento tecnológico do país. Seu objetivo: apoiar o desenvolvimento da indústria, tornando-a mais competitiva. Não é uma tarefa fácil no exigente e acelerado mercado global, mas o Cimatec está capacitado ao desafio.

A formação profissional, a faculdade tecnológica – futuro Centro Universitário UniSenai – e o centro tecnológico apto a oferecer serviços de ponta formam o tripé da atuação do Cimatec. O compromisso de qualificar pessoas está mantido; contudo, vai além, ao se colocar como um local de práticas e ações aderentes ao ambiente tecnológico e de inovação no país. Tornou-se um centro de provimento de soluções articuladas para a indústria.

Este trabalho, aliado à qualidade do seu pessoal, tem sido recompensado com a confiança de grandes empresas, como também das pequenas e médias. Projetos de impacto em andamento resultarão em avanços importantes para a indústria, a exemplo da instalação de dois supercomputadores para realização de pesquisas com aplicação em diversos segmentos.

Em 2013, esta estrutura cresceu com a inauguração do Instituto Brasileiro de Robótica, que desenvolverá robô subaquático para utilização no pré-sal; e do Laboratório de Dinamômetros de Motores, o primeiro para teste de motores e biocombustíveis no Norte/Nordeste. Em implantação, a Aceleradora Cimatec, dentro do Programa de Start Up, e a Fábrica Modelo, que estabelecerá parâmetros de produtividade para difusão no país. Os projetos para construção do Cimatec 5 e 6 estão em andamento e, em 2016, servirão a indústria. Apesar do muito já alcançado, o seu caminho para o futuro é ilimitado na capacidade de servir à indústria nacional.

*Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia

Veja o vídeo