Archive for agosto, 2013

MESMO AVISADO POR DEPUTADOS EXPERIENTES PRESIDENTE DA CÂMARA PREFERIU SUBMETER DECISÃO AO PLENÁRIO

A título de afirmar a independência do Legislativo ou para proteger os condenados do mensalão, Henrique Alves, PT e partidos governistas contribuíram para o resultado conhecido ao levarem para plenário um tema que poderia ter sido decidido na Mesa da Câmara.

Mesmo presidiário, com os direitos políticos cassados, deputado Donadon discursa na Câmara dos Deputados.

Mesmo presidiário, com os direitos políticos cassados, deputado Donadon discursa na Câmara dos Deputados.

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, jamais esquecerá o dia 28 de agosto de 2013. E jamais os brasileiros bem informados deixarão de associar o deputado, que exerce o cargo pelo 11º mandato consecutivo, à data em que a casa legislativa por ele presidida tomou a inédita decisão de absolver um parlamentar condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 13 anos de prisão, em regime fechado, com sentença transitada em julgado, isto é, sem possibilidade de recurso.

Assim, passamos a ser o estranho caso – talvez único – de país em que um presidiário é deputado federal, embora seja impedido legalmente de sê-lo. Pior. Mal a Câmara decidiu manter o mandato de Natan Donadon, de Roraima, Henrique Alves anunciou aquilo que vários parlamentares gostariam que ele tivesse feito muito antes. Declarou formalmente a impossibilidade de Donadon exercer o mandato, colocando-o em licença forçada e convocando o suplente, Amir Lando (PMDB-RO), para assumir o seu lugar.

Fez, portanto, exatamente o contrário do que os deputados haviam acabado de decidir. Na prática, cassou Donadon, que não poderá reassumir a cadeira na Câmara enquanto estiver preso. Como a sentença de prisão não pode mais ser modificada, ele é um deputado que só manterá esse título e os símbolos que lhe são próprios: o famoso botton, que abre portas em Brasília mas inspira revolta pelo país afora, o passaporte diplomático, de pouco uso para quem está na cadeia etc.

Henrique ainda arcará com o desgaste de ter protagonizado um raro espetáculo de desmoralização da política e do Congresso, mesmo para uma instituição habituada à prática da auto desmoralização. Foi o inusitado desfecho de um capítulo em tudo peculiar da história política brasileira.

Os alertas que Henrique não ouviu

Parlamentares de diferentes partidos, à esquerda e à direita, alertaram Henrique sobre os riscos de levar a decisão para plenário. “Eu disse ao Henrique: ‘Você vai cometer o maior erro da sua vida. Avoca a decisão para a Mesa Diretora e declara vago o mandato’”, relatava ao Congresso em Foco o experiente deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), já temendo pelo pior, quando a votação de ontem à noite ainda estava em andamento.

Naquele momento, outro deputado, Jutahy Jr. (PSDB-BA), subia à tribuna para lamentar a realização da votação então em curso quando ele próprio havia apresentado, no debate sobre o tema na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a solução que evitaria o constrangimento imposto à Câmara e ao Poder Legislativo como um todo: aplicar o artigo 15 da Constituição, que prevê expressamente a perda dos direitos políticos em caso de “condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos”. Ora, argumentava, se alguém deixou de ter direitos políticos, não pode exercer mandato parlamentar. Algo lógico, razoável e em consonância com o que o STF – órgão máximo do Poder Judiciário – havia decidido.

No que Jutahy emendava outro argumento. Desde que a Constituição de 1988 foi alterada para permitir que o STF abrisse processo criminal contra parlamentares sem necessidade de autorização prévia do Congresso, o Supremo tornou-se o titular do julgamento de crimes cometidos por deputados e senadores. Bastaria assim que a Mesa Diretora da Câmara declarasse “de ofício” – ou seja, sem consultar o plenário ou qualquer outra instância – a perda de mandato de Donadon e a convocação do seu suplente.

Henrique Alves atuou fortemente para evitar que o parecer de Jutahy fosse aprovado. Também se mobilizaram no mesmo sentido o PT e o PMDB, acompanhados pelo PTB, pelo PR e pela maioria dos partidos da base governista.

Por trás das articulações, o PT e o mensalão

A intensa mobilização para levar o assunto a plenário nada tinha a ver com o desejo de salvar Natan Donadon, um deputado do chamado “baixo clero”, cujo destino nunca foi objeto de preocupações maiores por parte dos caciques da Câmara. O objetivo era isto sim, estabelecer um padrão para lidar com os deputados condenados pelo Supremo no processo do mensalão: João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Foi para protegê-los e lhes assegurar “amplo direito de defesa” que o PT pressionou seus representantes na CCJ a fulminarem o parecer de Jutahy. A ideia era lhes oferecer uma possibilidade final de se defenderem, atacarem a decisão do STF e, quem sabe, salvarem o mandato, com a prestimosa ajuda proporcionada pelo voto secreto. Na votação de ontem, curiosamente, 131 deputados rejeitaram a cassação do deputado de Rondônia e 41 se abstiveram, mas nenhum deles teve a dignidade de declarar o voto de público. Somente Natan Donadon defendeu a absolvição, num longo discurso. Afora as afirmações típicas (“sou inocente”, “não sou ladrão”, “sou vítima da imprensa sensacionalista e do Ministério Público”), sempre recebidas com cumplicidade numa casa em que muitos deputados são réus de ações criminais, Donadon causou impacto ao relatar, emocionado, como é a vida de quem está atrás das grades desde 28 de junho.

Anteriormente, na Comissão de Constituição e Justiça, em votação aberta, todos foram favoráveis à cassação de Donadon. O ponto de divergência ali foi levar ou não para plenário a discussão do assunto. De um lado, em voto separado, Jutahy e os partidos de oposição defendiam que a Constituição não apenas permitia, mas obrigava a Mesa Diretora da Câmara a declarar a perda de mandato, sem consulta ao plenário. Por 39 votos a 16, prevaleceu o parecer do relator Sérgio Zveiter (PSD-RJ). Não entraremos aqui em detalhes de uma sinuosa discussão jurídica, cujas minúcias os interessados poderão compreender melhor, se assim desejarem, examinando a íntegra do parecer derrotado de Jutahy e comparando-o com o relatório vencedor de Zveiter. O resumo da ópera é que Zveiter entendeu que o caso de Donadon se inscrevia no disposto no inciso VI do artigo 55 da Constituição, que se refere à hipótese de perda de mandato por “condenação criminal em sentença transitada em julgado”. Assim, seria impossível escapar da previsão do parágrafo segundo do mesmo artigo, que submete à decisão de cassar à deliberação “por voto secreto e maioria absoluta”, na casa legislativa a que pertencer o parlamentar (Câmara ou Senado). Não caberia, segundo ele, a aplicação do artigo 15, porque este trataria da situação de cidadãos comuns, não de parlamentares.

Engano imaginar que se tratava de uma discussão predominantemente técnica. Era, sobretudo, política. Vamos aceitar as condenações da Justiça que transitarem em julgado – algo, por sinal, perfeitamente adequado ao princípio da separação e do respeito mútuo entre os poderes, argumentavam os oposicionistas e uns poucos dissidentes do governo – ou vamos revê-las em plenário? Venceu a segunda tese e deu no que deu. Mais uma vez o Congresso desmoralizado.

Fonte: Congresso em Foco

MANTIDA A PENA DE JOSÉ DIRCEU, MAS ADVOGADOS DO EX-MINISTRO AINDA VISLUMBRAM CHANCE

ZE DIRCEU

 Apontado como “chefe da quadrilha”, o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, não conseguiu reduzir sua pena nesta segunda fase do julgamento do mensalão. Por 8 votos a 3, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitaram os recursos de Dirceu e decidiram nesta quinta-feira (29) manter a punição de 10 anos e 10 meses de prisão, além de multa de R$ 676 mil.

Pela lei, as condenações acima de oito anos devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado. Assim, por ora, o ex-ministro continua condenado a cumprir pelo menos um ano e nove meses da pena em regime fechado, provavelmente num presídio de segurança máxima no interior de São Paulo.

Condenado pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, Dirceu foi o arquiteto do projeto político que levou o Partido dos Trabalhadores ao poder com a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002.

Para o presidente do STF e relator do mensalão, Joaquim Barbosa, Dirceu foi “o responsável pelo sucesso da empreitada criminosa”.

No recurso, o ex-ministro alegou que o fato de ele ser apontado como chefe do esquema foi usado em dois momentos distintos, para aumentar a punição dele. Ele pediu, assim, redução das penas para escapar do regime fechado.

Bis in idem

Durante o julgamento nesta quinta, o ministro Dias Toffoli rebateu Barbosa e levantou um ponto em defesa do réu. Ele defendeu uma pena menor para o crime de formação de quadrilha: 2 anos, 5 meses e 22 dias.

“Houve a valorização de um único fato em duplicidade. Na primeira fase, foi valorada negativamente em razão de mando e proeminência no PT e no governo. Na segunda fase, teria o relator se valido as mesmas circunstâncias na agravante. Tal fato, valorado duplamente, em sua essência é o mesmo. O que configura o bis in idem [julgado duas vezes pelo mesmo fato]. O verbo é o mesmo: proeminente atuação”, disse Toffoli.

O ministro Ricardo Lewandowski também destacou a desproporcionalidade da pena aplicada à Dirceu, em relação à formação de quadrilha. “Essa dosimetria é totalmente imprestável, não pode ser aproveitada”, afirmou o ministro, dizendo que está configurado “um claro erro” na fixação da pena.

“Na corrupção ativa, que reconhecidamente é um crime muito mais grave, a corte caminhou apenas 20% na pena [para agravar] e, na quadrilha, pesou a mão, aplicou outro critério utilizando as mesmas circunstâncias judiciais”, completou Lewandowski.

Além de Lewandowski, o ministro Marco Aurélio de Mello também acompanhou Toffoli. “A pena de quadrilha está a merecer conserto. Na quadrilha, se majorou em 75% e na corrupção em 25%. Alguma coisa aí não fecha”, disse Marco Aurélio. Os três defenderam acolher o recurso de Dirceu.

Em contrapartida, os ministros Celso de Mello quanto Gilmar Mendes se posicionaram no plenário contra alegações da defesa do réu, argumentando que não houve erro, omissão nem obscuridade na publicação do resultado final do julgamento.  (Continue lendo)

Read the rest of this entry »

ARIANO SUASSUNA VOLTA A SER INTERNADO

Ariano Suassuna

 

Depois de sofrer um infarto agudo do miocárdio e ter sido internado na quarta-feira (21) da semana passada, no Real Hospital Português, em Recife o escritor Ariano Suassuna, recebeu alta na terça-feira (27) para prosseguir com o tratamento em domicilio.

Hoje, (29) a três dias da alta portanto, Suassuna voltou a ser internado nesta quinta-feira. A assessoria de imprensa da unidade de saúde confirmou a internação, mas não revelou o motivo.

Um boletim médico do Hospital Português está sendo esperado. Segundo familiares, Suassuna mantém-se lúcido e conversando. Ainda assim, os médicos afirmam que ele precisa ficar em repouso absoluto.

WAGNER APRESENTA EM BRASILIA RUI COSTA COMO SEU CANDIDATO MAS PSB DE LÍDICE TAMBÉM PRESSIONA

wagner apresenta rui em bsb

 

No périplo que fez por Brasília esta semana, acompanhado do seu chefe da Casa Civil, Rui Costa, o governador Jaques Wagner o apresentou como seu candidato à sucessão estadual de 2014. Em tom informal, a apresentação foi repetida, inclusive, no Tribunal de Contas da União, onde Wagner e Rui debateram a situação do metrô de Salvador, assumido pelo Estado por meio de um acordo com a Prefeitura.

A um ano do início das campanhas, a Bahia política se agita com a decisão do governador Jaques Wagner em não concorrer a cargo algum em 2014 e articular a sua sucessão com um olho no elenco do PT e outro no movimento do aliado PSB, comandado na Bahia pela amiga e aliada senadora Lídice da Matta. Tudo indica que, por enquanto, o PDT que tem Marcelo Nilo como indicação, está fora dos planos de Wagner para governador.

RUI E WAGNERIndependentemente das boas possibilidades do nome de Marcelo Nilo, de acertos, convenções partidárias ou pesquisas de opinião, Wagner já tem o predileto: Rui Costa, seu chefe da Casa Civil tem sido objeto do esforço do governador em conferir a visibilidade necessária a alguém que ainda carece de uma maior popularidade.  Correm por fora, na tentativa de se lançarem pelo partido, o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e o senador Walter Pinheiro. Há quem aposte que quando Lula entrar no circuito, Gabrielli ainda emplaque.

Wagner, no entanto, avalia o cenário, reservadamente reconhece as dificuldades do seu governo, e busca uma engenharia na atual conjuntura para indicar o seu favorito. Entretanto, prefere não deflagrar explicitamente a sucessão.

Segundo um interlocutor mais próximo, o governador está atento à onda de protestos populares Brasil afora, estuda os movimentos sócio-políticos local e nacional, traça estratégias e pretende anunciar o futuro candidato até Dezembro.

Nas hostes governistas o cenário exige cautela e habilidade. O PSB aliado de primeira hora se encontra numa encruzilhada. Decidido a disputar a Presidência da República com ou sem base de apoio, o governador Eduardo Campos, presidente do PSB, cobra uma posição clara de Lídice da Mata: Em suma, ou ela se lança candidata ao governo para lhe dar palanque, numa eventual coalizão com PSDB, PPS e DEM, ou terá o risco de perder o comando do diretório no estado, o que resultará no lançamento de outro nome.

Em outro cenário, se Campos não se lançar presidente, é provável que o PSB feche aliança com o PT. Essa indecisão socialista interfere diretamente na escolha petista. Nada se define entre petistas enquanto Campos ou Lídice não tomarem uma posição.

APAGÃO ATINGE CIDADES DE OITO ESTADOS DO NORDESTE

apagao_2

 

Por volta das 15h de hoje, cidades de pelo menos oito Estados do Nordeste ficaram sem luz. Foi registrada falta de energia no Piauí, em Alagoas, no Ceará, em Sergipe, na Bahia, na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. No Maranhão, 24 cidades também foram atingidas, segundo a Companhia Energética do Maranhão.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico, às 14h58, ocorreu o desligamento da linha de transmissão Ribeiro Gonçalves – São João do Piauí (circuito 2). Às 15h04, esse circuito foi religado manualmente, tendo havido um novo desligamento pela mesma razão às 15h06.

De acordo com o ONS, após identificada a origem da ocorrência, a recomposição das cargas da região Nordeste foi iniciada. O processo foi concluído, nas capitais, por volta das 17h30.

A assessoria do ONS informou, às 16h30, que a energia de sete capitais do Nordeste havia sido restabelecida. João Pessoa não foi contabilizada.

Em Salvador, às 16h35, começou a voltar a energia em alguns bairros, como Stella Maris, Vilas do Atlântico, Barra e Federação. Porém, o trânsito ficou completamente parado nos principais cruzamentos das vias de grande movimento da capital baiana, apesar de a empresa de trânsito Transalvador ter enviado agentes para organizar o fluxo nos maiores pontos de congestionamento. Por volta das 16h50, Fortaleza também teve a energia restabelecida.

O endereço eletrônico da Chesf saiu do ar. A Celpe distribui energia para 3,2 milhões de clientes, em 184 municípios. Segundo a assessoria da empresa, o problema não foi em seu sistema.

EM AUDIÊNCIA PÚBLICA, SERVIDORES DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS APRESENTAM LISTA DE REIVINDICAÇÕES

Forum de reitores

 

Servidores técnicos das quatro universidades estaduais da Bahia apresentaram uma lista com reivindicações na Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Público da Assembleia Legislativa (AL-BA). As cobranças, levantadas durante audiência pública nesta segunda-feira (26), incluem pagamento imediato dos 3,84% retroativos a janeiro deste ano; inclusão no plano de cargos e salários dos auxiliares e técnicos administrativos relotados nas instituições de ensino superior do estado; regulamentação do plano de carreira, que os trabalhadores afirmam estar ignorado desde 2009; reajuste do salário com ganho real; incremento do auxílio alimentação e celeridade nos pedidos de aposentadoria. Durante encontro, o deputado estadual Carlos Geilson (PTN) lembrou que a oposição votou contra o suprimimento dos 3,84%. “O governo passou um rolo compressor argumentando que houve acordo com representantes dos senhores e muitos ficaram revoltados quando eu disse na tribuna que foi um acordo de pelegos”, afirmou. O parlamentar também criticou a afirmação do líder do governo Zé Neto (PT) de que não teria sido procurado pelos trabalhadores em nenhum momento, sendo que o Plano de Cargos e Salários dos servidores é de 2009. “De lá para cá, foi guardado em uma gaveta e agora querem empurrar goela abaixo sem discutir”, criticou Geílson. Segundo o presidente do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais, Paulo Roberto Santos, sem a regulamentação do plano de carreira dos trabalhadores não há progressão. Ele se pronunciou em representação aos reitores das universidades estaduais de Feira de Santana (Uefs), do Sudoeste da Bahia (Uesb), de Santa Cruz (Uesc) e do Estado da Bahia (Uneb), que também estavam presentes na reunião. Informações: Bahia Notícias

VEREADORES DE SALVADOR PENSAM EM SUSPENSÃO DE CONTRATO DA TORRE DEPOIS DA CONDENAÇÃO EM SERGIPE

TORRE

 

Atendendo a provocação do Ministério Público Estadual de Sergipe, o juiz Manoel Costa Neto, do município sergipano de São Cristóvão, condenou sob a acusação de improbidade administrativa os ex-prefeitos Jadiel Campos e Alex Rocha, o ex-secretário Wanderley Borges de Mendonça e os sócios da Torre Empreendimentos Rurais Ltda, empresa que atua no ramo de coleta de lixo em Salvador. Pela empresa, foram condenados os sócios José Antonio Torres Neto e Soraya Machado Torres dos Santos, além do representante legal José Carlos Dias da Silva. Segundo a denúncia, a administração municipal teria desviado recursos do FNDE e repassado para pagamento à Torre. Todos tiveram decretada a suspensão dos seus direitos políticos pelo prazo de 8 a 10 anos, além da proibição de contratar com o poder público pelo prazo de 10 anos. Ainda cabe recurso do decisão, mas vereadores em Salvador já pensam em pedir a suspensão do contrato da Torre com a Prefeitura, além de questionar a eventual participação da empresa na futura licitação para o lixo na capital baiana. Fonte: Política Livre

EM RESPOSTA SECRETA A ENQUETE, DEPUTADOS APONTAM OTTO COMO CANDIDATO A GOVERNADOR E REJEITAM RUI COSTA

Otto Alencar

Otto Alencar

Em levantamento realizado pelo deputado estadual Capitão Tadeu (PSB), que aconteceu nesta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), os parlamentares puderam escolher os seus favoritos na corrida eleitoral para o cargo de governador do Estado em 2014. Na votação, secreta, eles também indicaram os nomes que não escolheriam, ou seja, os rejeitados.  No formulário respondido havia os nomes de Lídice da Mata (PSB), Otto Alencar (PSD), Marcelo Nilo (PDT), Geddel Vieira Lima (PMDB), Rui Costa e Pinheiro (ambos do PT), ACM Neto e Aleluia (ambos do DEM) e João Gualberto (PSDB). Se a pesquisa do Ibope aponta ACM Neto como favorito (veja aqui), o predileto da Casa é da base governista, que tem ampla maioria na AL-BA (45 dos 63 integrantes). Atual vice-governador, Otto obteve 22 votos, o que representa 23,57%. O petista Rui Costa, provável candidato do governo, aparece na segunda colocação com 11 votos – 21, 57%. O presidente da Assembleia, Marcelo Nilo (PDT), recebeu a tímida indicação de 9,8% (cinco votos), assim como o prefeito da cidade de Salvador, ACM Neto. Geddel (PMDB) e o Gualberto (PSDB) abocanharam quatro votos cada um (7,84%), enquanto os senadores Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB) contaram com apenas dois votos – 3,92%. Aleluia não foi lembrado por nenhum deputado. Fonte: Bahia Noticias

JUÍZA ORDENA HABEAS CORPUS EM FAVOR DO JORNALISTA EMILIANO JOSÉ

Jornalista Emiliano José

Jornalista Emiliano José

 

A Juíza de Direito Silvia Lúcia Bonifácio Andrade Carvalho, da 6ª Vara Criminal  de Salvador,  concedeu ordem de habeas corpus, em favor do jornalista Emiliano José, mandando trancar inquérito policial corrente na 16a Delegacia de Polícia de Salvador, instaurado a pedido do pastor Atila Brandão. O habeas corpus impetrado pelos advogados Maurício Vasconcelos e Rafael Teles apontou como autoridade coatora o delegado de  Polícia Titular da 16ª Delegacia de Polícia de Salvador. A juíza concluiu que o jornalista estava sofrendo constrangimento ilegal.

Os advogados relatam que o jornalista estava sendo coagido em decorrência da publicação de seu artigo intitulado “A premonição de Yaiá”, no jornal A Tarde, no qual narra episódio de tortura, ocorrido durante a ditadura militar, envolvendo o sr Átila Brandão, que, sentindo-se ofendido, deu início a uma ação no Juizado Especial Criminal e também prestando queixa-crime na 16ª Delegacia de Polícia. Dois procedimentos para o mesmo fato. Diante disso, foi requerida liminarmente a suspensão do procedimento policial e, no mérito, o seu trancamento. A juíza concedeu.

Tanto a ação penal no 1º Juizado Criminal de Salvador, quanto o inquérito policial na 16ª Delegacia de Polícia foram decorrentes do artigo publicado no jornal A Tarde. O jornalista Emiliano José apurou que o ex-oficial da PM, Átila Brandão, hoje bispo da Igreja Batista Caminho das Árvores, torturou o professor de História Renato Afonso, que estava preso no Quartel da Polícia Militar dos Dendezeiros, situado no Bonfim, em Salvador. Como o jornalista Oldack Miranda publicou as ocorrências no blog Bahia de Fato e nas redes sociais, o ex-oficial da PM prestou queixa-crime também contra ele. Sua defesa também está confiada aos advogados Maurício Vasconcelos e Rafael Teles.

Censura Judicial

É a segunda derrota do bispo Átila Brandão, que está processando o jornalista. Em junho, a desembargadora Telma Britto, do Tribunal de Justiça da Bahia, suspendeu a decisão da juíza Marielza Brandão – que condenou o jornalista a retirar de seu site o artigo em que nomeia o ex-oficial da PM, Átila Brandão, como torturador do professor Renato Afonso, em 1971. Ou seja, a desembargadora derrubou a censura judicial. O Agravo de Instrumento foi apresentado ao TJ pelos advogados Luiz Viana Queiróz (advogado e atual presidente da OAB/BA) e Jerônimo Mesquita.

ACHEL TINOCO LANÇA SEU NOVO LIVRO HOJE EM IPIAÚ

Um jardim para Leonel

 

Hoje a partir das 19 horas no salão da Loja Maçonica Rionovense , em Ipiaú, o escritor Achel Tinoco estará lançando seu novo livro “Um Jardim para Leonel”. Trata-se de um uma biografia romanceada, de um realismo mágico, que conta a história de Leonel Jardim de Almeida.

Sobre o personagem, Tinoco comenta:  “Comecei a pesquisar sua história fantástica. O pai o pôs para fora de casa aos 12 anos, e nessa idade, o menino tornou-se homem e caminhou por dentro das matas, das roças, dos pastos por mais de 10 léguas até chegar a algum lugar: uma vilazinha no meio do nada. Ali se empregou numa venda e começou a vida”, revela ele sobre o que poderá ser lido nas páginas inéditas, que conta com passagens de figuras renomadas como Gilberto Gil, o Quarteto em Cy, Rui Patterson, Dr. Jadelson Andrade, dentre outros.

Um jardim para Leonel é uma homenagem a esse homem simples, porém muito sábio, que, embora não tenha frequentado a escola, acreditava na educação e gostava tanto do mar. Vale a pena conferir.

Veja o vídeo