Arquivo para ‘Internacional’ Categoria

A BELA DA TARDE, AOS 74

Por Demetrio Magnoli* 

 

viaAninha Franco**

Meio século, duas vezes. Em maio de 1967, estreou em Paris o filme “Belle de Jour”, de Luis Buñuel, a história da burguesa frígida Séverine que consumia suas tardes trabalhando num bordel. Em janeiro de 1968, emergiu em Nanterre, Paris, a figura de Daniel Cohn-Bendit, indagando ironicamente se um relatório oficial sobre a educação francesa abordava o tema da vida sexual dos estudantes universitários. Hoje, finalmente, cem mulheres disseram “basta!” e denunciaram as neofeministas por almejarem censurar “Belle de Jour” e cancelar a revolução sexual dos anos 60. Apropriadamente, as cem que assinam a carta aberta são francesas — e, melhor que tudo, Séverine (digo, Catherine Deneuve) é a mais conhecida entre as signatárias.

Séverine — linda, distante, gelada — recusava ser tocada por Pierre, seu marido suave e respeitoso. O ponto de fuga de sua jaula asséptica era o bordel ou as violências de um Pierre imaginário, convertido em fidalgo depravado. As saídas por baixo (pelo mundo da sarjeta), e por cima (pelo desaparecido mundo amoral da aristocracia), a conduziam ao desejo, ao gozo e à liberdade. No fim, descobrimos que as tardes da bela da tarde talvez não fossem mais que sonhos. E daí, se o gozo era real?

Deneuve assina a carta aberta para proteger o direito de Séverine sonhar. As neofeministas não têm nenhum problema com a tradição patriarcal ou o machismo. Elas querem, de fato, anular o desejo. A mensagem das cem francesas é que as mulheres não precisam de códigos fundamentalistas de conduta coletiva, da conspícua proteção do Estado, do leito hospitalar reservado às vítimas. Elas estão dizendo que são adultas e sabem cuidar de suas relações pessoais. Que, nesse âmbito, tudo que não é crime pertence à esfera privada. Que a sedução e o galanteio não são crimes. Viva Séverine!

Nos feriados, os prontos-socorros se enchem de mulheres pobres espancadas por maridos bêbados. Nas penitenciárias femininas, as detentas são regularmente abandonadas por seus familiares, que jamais as visitam. E, contudo, o movimento #MeToo, das jihadistas do feminismo pós-moderno, consagra seu tempo a nomear e difamar homens que, anos ou décadas atrás, ousaram pousar a mão no joelho de uma mulher avessa ao seu jogo de sedução. As cem francesas, indignadas com a campanha inquisitorial, provam que o espírito humano vive e resiste. A turba neofeminista não esperava por essa. Agora, as fabricantes do chavão iracundo terão que confrontar o argumento denso, o peso da crítica precisa.

Puritanas — eis a hashtag que as cem francesas colaram às feministas de araque que não aceitam as implicações da revolução sexual. O Cohn-Bendit de janeiro de 1968 ainda não era o “Daniel Le Rouge” do maio das barricadas, mas antecipava as desconcertantes pichações que cobririam os muros do Quartier Latin. Ele queria, na reunião com o representante do Ministério da Educação, o fim da rígida separação entre dormitórios masculinos e femininos nos campus universitários. A revolução sexual foi, antes de tudo, um movimento pela igualdade de direitos entre cidadãos adultos. Sua premissa implícita era que as mulheres não são o “sexo frágil”. Daí decorre que as mulheres assumem as responsabilidades que acompanham a liberdade. As novas puritanas histéricas obrigaram as cem francesas a sair em defesa desse valioso conceito anunciado há meio século.

Deneuve tinha 23 anos quando interpretou Séverine. Imagino o sólido tédio com que, aos 74, leu e ouviu as sentenças ressentidas, rancorosas, odientas, das puritanas disfarçadas de feministas. Puritanas incultas — eis a hashtag completa que a carta aberta associa às militantes da repulsa ao sexo. Sob a insuportável gritaria delas, um nu clássico foi removido do metrô de Londres. As artes, o cinema, os livros e as relações interpessoais cotidianas são os alvos da nova inquisição, que condena sem processo por meio de campanhas difamatórias nas redes sociais. As cem francesas estão nos alertando para o valor da liberdade individual e para o significado das palavras tolerância e diversidade. Elas temem, com razão, o advento de um mundo congelado, paralisado pelo estrito código normativo das Séverines que abdicaram de sonhar.

A geometria política do conflito nada tem de aleatório. O neopuritanismo descontrolado espraia-se, previsivelmente, a partir dos EUA. Na ponta oposta, a carta da resistência emerge na França — o país que, sem escândalo, assistiu ao enterro de um presidente ao qual compareceram tanto a viúva oficial quanto a informal, que era a amante. A força da carta encontra-se não só na sua qualidade intelectual intrínseca, mas no precedente que estabelece. Se as cem francesas insurgem-se contra as ferozes militantes do obscurantismo, por que não eu? Agora, as mulheres comuns já podem dizer, alto e claro, que rejeitam o figurino redutor de vítimas eternas.

Deneuve não é mais autora do que as outras 99 signatárias. Mas é justo que apareça como ícone da resistência: ser Séverine tem consequências.

*Demétrio Magnoli é jornalista e sociólogo

**Aninha Franco é pensadora, escritora, poeta, advogada, dramaturga e ativista cultural

MERRY CHRISTMAS – FELIZ NATAL – FELIZ NAVIDAD – JOYEUX NOËL

MULHERES DE CRENÇAS DIVERSAS SE UNEM PELA PAZ

Este texto, com o vídeo abaixo, está sendo repassado em muitos faces. Vale a pena ver. Vale a pena acreditar que a paz é possível.
“Está acontecendo um pequeno grande milagre quase completamente ignorado pelos meios de comunicação: milhares de mulheres judias, muçulmanas e cristãs tem caminhado juntas em Israel pela paz. Em um novo vídeo oficial do movimento “Women Wage Peace”, a cantora israelense Yael Deckelbaum canta a canção “Prayer of the Mothers”, junto a mulheres e mães de todas as religiões, mostrando que o mundo está mudando e deve mudar. Um milagre todo feminino que vale mais que mil palavras”. ✡Shalom! ☪Salam! ☮Peace! ✝Paz!

8 DE DEZEMBRO: FESTA EM COMEMORAÇÃO A N.S. DA CONCEIÇÃO DA PRAIA, TRISTEZA POR 37 ANOS SEM JOHN LENNON E 23 ANOS SEM TOM JOBIM

8 de dezembro nos remete à perda de dois privilegiados talentos que expressavam sua genialidade através das músicas que compunham. Suas letras, bem como as melodias, se destinaram à mesma eternização alcançada por Mozart, Chopin, Bach, Villa Lobos,.. O mundo reverencia a data e lembra dos dois com pesar.

A data de 8 de dezembro ficou definitivamente marcada pela morte repentina de dois dos maiores músicos do século 20: John Lennon, assassinado a tiros numa noite fria, em frente ao edifício onde morava; e Tom Jobim que, assim como o ex-Beatle, tornou-se lenda em vida. Morreu em consequência de uma parada cardíaca, dois dias depois de ser operado, por causa de um câncer na bexiga. As duas estrelas desapareceram com uma diferença de 14 anos uma da outra. John tinha 40 anos quando tombou e Tom ia fazer 68.

Um integrou a banda de rock mais famosa e influente de todos os tempos. O outro é considerado um dos inventores da bossa nova. Em comum, a data e o local da morte. Tom Jobim e John Lennon morreram em um 8 de dezembro, em Nova York, nos Estados Unidos.

Encontrei no site entretenimento.r7.com esse artigo sobre as coincidências entre as mortes dos dois músicos, em Nova York:

“Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia”. J.Lennon

John Lennon nos deixou há 34 anos. A notícia, mesmo na era anterior à Internet, correu feito um jato pelo mundo: o cantor, compositor e músico britânico foi assassinado em frente ao Dakota, edifício em que morava, em Nova York.

Mark Davis Chapman, um fã obcecado por Lennon, havia conseguido um autógrafo do músico na manhã daquele mesmo dia, fato que foi registrado por um fotógrafo. Quem poderia imaginar que, horas depois, o mesmo cidadão faria tamanha loucura?

O mundo ficou rapidamente de luto. As homenagens ao ex-Beatle se espalharam pelos quatro cantos do planeta, frequentemente acompanhadas por pessoas cantando as músicas de Lennon, especialmente o hino pacifista, Imagine.

“Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz”. Tom Jobim

Quatorze anos depois, foi a vez de Tom Jobim tornar essa data motivo de luto. Na época, o cantor, compositor e músico carioca vivia uma fase das mais produtivas em sua carreira.

Seu CD Antonio Brasileiro havia acabado de sair, com participações especiais de Dorival Caymmi e Sting. Um trabalho com alta qualidade artística, no qual Jobim se mostrava mais inspirado do que nunca.

Um câncer na bexiga, em estágio já adiantado, foi diagnosticado no músico em um exame rotineiro, dias antes. Tom foi operado, mas dois dias depois, morreu de parada cardíaca, no hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994.

Lennon amava Nova York e Tom Jobim também se deu muito bem por lá, sendo presença constante na cidade americana.

Outro fato em comum entre eles é que seus legados continuam sendo apreciados e cultuados por fãs nos quatro cantos do mundo, além de gerar novos produtos.

No caso de Lennon, os discos dos Beatles mereceram um relançamento luxuoso em 2009, além do lançamento do game Beatles Rock Band, um sucesso de vendas.

Tom Jobim é tema de dois documentários dirigidos pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos: A Música Segundo Tom e A Luz do Tom. Veja o primeiro, em versão completa, aqui:

 

ESPÍRITAS REALIZAM EM SALVADOR O 17º CONGRESSO ENFOCANDO O TEMA “O IDEAL ESPÍRITA NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA”

Divaldo Franco em conferência de abertura do 17º Congresso Espírita da Bahia

O coordenador geral do Congresso e presidente da FEEB André Luiz Peixinho

Com números impressionantes em relação ao espaço disponível, a Federação Espírita do Estado da Bahia realizou o seu 17º Congresso, agregando cerca de 2000 pessoas no espaço de convenções do Hotel Fiesta durante o período de quinta-feira (2) a domingo (5). Foram quase 1.800 inscritos de cerca de 200 municípios, sem contar, por não termos registro numérico, os visitantes de 10 estados da federação e de países como Paraguai, Uruguai, Estados Unidos, Suíça, Colômbia, Chile e Bolívia. Além disso, também esteve presente expressivo número de participantes que não frequentam qualquer instituição espírita, não apenas na solenidade que deu início ao evento, como nas diversas atividades ao longo do período.

Já na abertura, antes da marcante conferência de Divaldo Franco, transmitida para todo o Brasil através da FEBTV, com ampla e inteligente abordagem sobre o tema central do Congresso, aconteceu em produção esmerada, a apresentação eletrônica de aproximadamente 8 minutos, entremeada com performance artística e apresentação musical, relatando, em takes rápidos e concisos, a partir do século XIX com o nascimento espiritismo em 1857 pelo influente educador, tradutor, autor e mestre francês Hippolyte Léon Denizard Rivail, o Allan Kardec.

Em texto conciso e claro, demonstrou o processo de consolidação, através de pesquisas e experimentações, da doutrina dos espíritos, desde o lançamento de O livro dos Espíritos, também festejado e comemorado pelos seus 160 anos de existência.

Sob os olhares entusiasmados do presidente da Federação Espírita Brasileira, Jorge Godinho, dos  presidentes da Federação Espírita do Piauí, José Lucimar e do Rio Grande do Norte, Eden Lemos, entre outros convidados do presidente da Federação Espírita da Bahia, André Luiz Peixinho, o áudio visual prosseguiu demonstrando os conflitos humanos, a revolução francesa e a quebra de paradigmas com o iluminismo, contribuindo para a que a mensagem de paz e compreensão entre os homens atravessassem aquele conturbado século, até encontrar o fértil solo brasileiro onde o espiritismo floresceu e se consolidou no país que será, definitivamente, o coração do mundo e pátria do evangelho.

No decorrer dos dias, palestrantes convidados de todo o Brasil, abordaram vertentes variadas do tema central, trabalhadores espíritas confraternizaram, atualizando suas práticas sob a bandeira da unificação. Os conferencistas compartilharam seus conhecimentos e graças a inteligente metodologia de interatividade, acabaram por também acrescentar novas informações e aprendizagens, numa positiva simbiose de fraternidade e cultura.

O encerramento, não menos emocionante, fez com que os organizadores do 17º Congresso Espírita do Estado da Bahia, através de inteligentes e oportunas abordagens, descobrissem um jeito novo de agradecer aos trabalhadores voluntários, que desfilaram de mãos dadas, alvo das homenagens através da música e dos cumprimentos dos congressistas. As despedidas foram improvisadas, também através das histórias e trechos evangélicos narrados e discutidos por eloquentes conferencistas, com recorrentes momentos de profundo enlevo. A música, na voz da excelente Margareth Áquila elevou o clima vibratório de intensa emoção, ao tempo o poema “A Magna Amizade – A Despedida entre mestre e discípula”, página a página ia sendo exibido nos três telões do salão Íris e reproduzido nos telões do salão Lótus, em outro andar. Não apenas na elaboração da programação, na seleção dos conferencistas convidados, juntamente com sua equipe de excelência, André Peixinho se superou!

CORONEL VISITA A CHINA EM BUSCA DE NOVOS INVESTIMENTOS

Coronel e Eleusa na China.

Em sua visita a China, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, Angelo Coronel, tem como os alvos principais do roteiro as indústrias dos segmentos eletro-eletrônicos, de lâmpadas LED, placas fotovoltaicas e veículos especiais.

Acompanhado de sua esposa, Eleusa, Coronel realiza uma visita não-oficial ao país que é uma das duas maiores potências econômicas mundiais.

“É uma viagem particular, mas não deixo de pensar no desenvolvimento de minha terra. Por isso, estou visitando diversas indústrias, em busca de novos investimentos industriais para a Bahia”, explica Coronel.

O presidente da ALBA diz que acalenta o sonho de ver o estado da Bahia mais desenvolvido. “E só vamos alcançar isso com mais indústrias e mais empresas de serviços. Precisamos  gerar mais empregos para a população, para sermos de fato independentes e com uma melhor distribuição da riqueza”, diz o presidente da ALBA.

Encantado com a China, Coronel diz que o Brasil tem muito a aprender com o país que se tornou uma das duas maiores potências mundiais, com população estimada em mais de 1,4 bilhões de pessoas.

Segundo Coronel, o modelo socialista/capitalista dos chineses parece contraditório, mas dá muito certo. “A presença do Estado é muito forte, mas a competitividade capitalista está presente em tudo”, diz Coronel.

COMITIVA DA BAHIA NO SALÃO DO CHOCOLATE EM PARIS

Secretários estaduais participam de evento ao lado de produtores de cacau e chocolate em Paris

Consolidar o chocolate como foco de exportação para os produtores de cacau, bem como atrair novos investimentos para a Bahia, foi o objetivo precípuo que a comitiva baiana se deslocou à França, acompanhando a missão do governador Rui Costa.

O secretário do Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues e o subsecretário estadual do Turismo, Benedito Braga se reuniram com empresários da indústria do chocolate e da área do turismo, no último sábado, 28, em Paris, na França. A agenda incluiu visita ao Salon du Chocolat, principal evento mundial do setor, e do qual participam 500 expositores da França e mais de 50 países.  Em sua 23ª edição, o Salon du Chocolat Paris abriu a programação  em uma área de 20 mil metros quadrados do Porte de Versailles.

O evento reúne, até 1º de novembro, chocolatiers, chefes pasticeiros, confeiteiros, designers e especialistas. No estande da Bahia, produtores de cacau e chocolate expõem seus produtos para um público ávido por novidades.

A Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate do Médio Rio de Contas – APROC, está representada no evento pelo secretário municipal da Agricultura de Ipiaú e ex-presidente da entidade, Valney Pestana, médico e produtor de cacau no município de Ipiaú. A expectativa dos organizadores do evento é de atrair público estimado em 100 mil visitantes em cinco dias. O coordenador do estande da Bahia no Salon du Chocolat, o produtor de cacau e chocolate Marco Lessa disse que os produtores buscam a utilização de mais tecnologia e divulgação. “A meta é tornar a Bahia referência internacional na produção de chocolates finos”.

O projeto de produção de chocolates de qualidade para exportação e consumo interno, tal como aconteceu em Ilhéus e outras regiões da Bahia, foi idealizado no Território Médio Rio das Contas por Valney Pestana em conjunto com outros produtores de Ipiaú e região, visando agregar valor ao cacau vendido em amêndoas, comercializando também o chocolate fino, com 85% de cacau puro, para o mercado interno e, principalmente no exterior. Aliás, o então presidente da  O resultado pode vir a ser um importante fator de recuperação da lavoura cacaueira, combalida desde a instalação, criminosa para alguns, da praga Vassoura de Bruxa, que dizimou toda a outrora pujante região do cacau.

IPIAÚ: SECRETÁRIO MUNICIPAL DE AGRICULTURA PARTICIPARÁ DO SALÃO DO CHOCOLATE DE PARIS

Dr. Valnei Pestana

O secretário de agricultura de Ipiaú, Valnei Pestana, foi convidado para compor a caravana do governador Rui Costa, participando no próximo dia 26 do Salon du Chocolat, maior exposição da cultura chocolateira do mundo, em Paris, França.

O conhecimento do médico urologista a respeito do processo de fabricação do chocolate, bem como seu empenho em tornar realidade a fabricação do produto na região de Ipiaú, foram vitais para que o governador o convidasse para integrar o grupo.

Produtor de cacau e pesquisador do segmento, Valnei Pestana construiu significativo acervo de informações e experiências nas constantes visitas a pequenos e médios produtores de chocolates especiais na Itália, mantendo contatos, examinando a técnica de produção, o processo de distribuição e, principalmente, a qualidade obtida a partir dos frutos  considerados inferiores em relação ao cacau brasileiro, cujo potencial de produtividade e valores nutritivos, superam em muito o que foi observado em alguns lugares do mundo.

Ao assistir algumas de suas palestras pode-se depreender a existência de real possibilidade de transformar a região que já teve expressiva produção de cacau, num polo de produção de chocolate, em regime de cooperativa, a ser exportado para o mercado interno e, sobretudo, para o mercado internacional. Isto significa agregar valores a menores quantidades do produto, antes vendido sob o regime de comodities, com resultados vinculados ao volume entregue aos armazéns dos compradores.

Com a técnica, o fazendeiro de cacau passa a produzir não apenas cacau-moeda, mas um dos mais nutritivos alimentos do planeta, comercializando sua produção de chocolates de qualidade, o que permite a obtenção de resultados semelhantes às vendas dos grandes volumes do passado, podendo representar o retorno aos tempos áureos desta região. Daí a grande importância do trabalho de pesquisas desenvolvido por Dr. Valnei, resgatando uma fonte de divisas onde o cacauicultor regional detém efetivo expertise, com conhecimento experienciado, ao longo de mais de cem anos, absorvidos dos ancestrais.

Nasce na região, a esperança de retornar aos bons tempos de grande produção de cacau, agora pulverizada entre inúmeros proprietários de pequenas áreas rurais, aplicando o aprendizado, imposto pela natureza, da divisão absoluta das riquezas do solo e da aplicação da logística em cooperativa, rateando, inteligentemente, os custos decorrentes.

 

PÃO SÍRIO

Também chamado pão “pita”, delicia que complementa a coalhada seca no vidro de azeite de oliva. Delícias feitas por Sara e Lucinha e servidas acompanhadas de quibe cru e homus. Estilo Beatriz, aprendidas com detalhes, como verdadeiras “gringas/brasileiras”.

Para rememorar, a receita foi enviada por Nelsinho, o grande chef que não reluta em ensinar o que sabe. Valeu, primo.  Recomendo: vale a pena conferir.

SERÁ ENTRE 5 e 8 DE OUTUBRO, A FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE CACHOEIRA – FLICA 2017

A Festa Literária Internacional de Cachoeira já se tornou tradição no calendário de eventos literários do Brasil. A sétima edição, entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, como nas edições anteriores, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus.

Este ano, Ruy Espinheira Filho será o homenageado. Autor de mais de 20 livros, recebeu diversos prêmios, como o Nacional de Poesia Cruz e Sousa,  Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom, Rio de Literatura, além de ganhar o Jabuti. Tem contos e poemas em diversas antologias publicadas no Brasil e no exterior (Portugal, Itália, França, Espanha e Estados Unidos).

A Editora Galinha Pulando vai estar presente durante a programação. A escritora Rita Pinheiro e o poeta Valdeck Almeida de Jesus estarão no estande.

Entre os títulos que a Editora vai comercializar, durante o evento, está o “Memorial do Inferno”, de Valdeck Almeida de Jesus, que conta a história da família Almeida, natural de Jequié, que passou fome por mais de 25 anos e que conseguiu se estabelecer, apesar das adversidades. Valdeck Almeida também apresenta “Gayroto de Programa: 5000 mil tons de sexo”, que é o relato da vida nada romântica de um homossexual nascido na pequena Upabuçu, cidade da região de Lagedo do Tabocal, no Vale do Jequiriçá e emociona pela crueza e beleza da luta de um gay interiorano que tenta, a seu modo, ser aceito e conquistar um amor;

Já Rita Pinheiro estará autografando “Os poemas que eu não gostaria de escrever e nem você de ler”. A professora Rita Pinheiro faz poemas que cortam, dilaceram, sangram. A obra é forte, dura, incisiva, luta contra todo tipo de injustiça, principalmente contra a violência contra a mulher. Emocionante e pleno de afetividade, este livro marca um lugar na história da poesia da Bahia.

Na Feira há sempre espaço para as crianças. Livros e brincadeiras criam um universo lúdico para a Fliquinha, um espaço literário direcionado aos pequenos. A curadoria é de Lília Gramacho e Mira Silva, que já estão no posto há cinco anos.

Aos amantes da literatura de todas as idades e gostos, a Flica é um espaço para contemplar o mundo das letras, sendo um dos maiores eventos literários do país.  As mesas de debate ocorrem, desde a primeira edição, no já mencionado Claustro, enquanto a Fliquinha tem lugar no Cine-Theatro Cachoeirano, outro prédio tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Parte da programação acontece no Espaço Educar para Transformar, localizado em frente à Câmara Municipal de Cachoeira. Lá, o público pode participar de diferentes atividades, como lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contação de histórias e saraus.

O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, da Prefeitura Municipal de Cachoeira e da Coelba.