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IPIAÚ: SECRETÁRIO MUNICIPAL DE AGRICULTURA PARTICIPARÁ DO SALÃO DO CHOCOLATE DE PARIS

Dr. Valnei Pestana

O secretário de agricultura de Ipiaú, Valnei Pestana, foi convidado para compor a caravana do governador Rui Costa, participando no próximo dia 26 do Salon du Chocolat, maior exposição da cultura chocolateira do mundo, em Paris, França.

O conhecimento do médico urologista a respeito do processo de fabricação do chocolate, bem como seu empenho em tornar realidade a fabricação do produto na região de Ipiaú, foram vitais para que o governador o convidasse para integrar o grupo.

Produtor de cacau e pesquisador do segmento, Valnei Pestana construiu significativo acervo de informações e experiências nas constantes visitas a pequenos e médios produtores de chocolates especiais na Itália, mantendo contatos, examinando a técnica de produção, o processo de distribuição e, principalmente, a qualidade obtida a partir dos frutos  considerados inferiores em relação ao cacau brasileiro, cujo potencial de produtividade e valores nutritivos, superam em muito o que foi observado em alguns lugares do mundo.

Ao assistir algumas de suas palestras pode-se depreender a existência de real possibilidade de transformar a região que já teve expressiva produção de cacau, num polo de produção de chocolate, em regime de cooperativa, a ser exportado para o mercado interno e, sobretudo, para o mercado internacional. Isto significa agregar valores a menores quantidades do produto, antes vendido sob o regime de comodities, com resultados vinculados ao volume entregue aos armazéns dos compradores.

Com a técnica, o fazendeiro de cacau passa a produzir não apenas cacau-moeda, mas um dos mais nutritivos alimentos do planeta, comercializando sua produção de chocolates de qualidade, o que permite a obtenção de resultados semelhantes às vendas dos grandes volumes do passado, podendo representar o retorno aos tempos áureos desta região. Daí a grande importância do trabalho de pesquisas desenvolvido por Dr. Valnei, resgatando uma fonte de divisas onde o cacauicultor regional detém efetivo expertise, com conhecimento experienciado, ao longo de mais de cem anos, absorvidos dos ancestrais.

Nasce na região, a esperança de retornar aos bons tempos de grande produção de cacau, agora pulverizada entre inúmeros proprietários de pequenas áreas rurais, aplicando o aprendizado, imposto pela natureza, da divisão absoluta das riquezas do solo e da aplicação da logística em cooperativa, rateando, inteligentemente, os custos decorrentes.

 

PÃO SÍRIO

Também chamado pão “pita”, delicia que complementa a coalhada seca no vidro de azeite de oliva. Delícias feitas por Sara e Lucinha e servidas acompanhadas de quibe cru e homus. Estilo Beatriz, aprendidas com detalhes, como verdadeiras “gringas/brasileiras”.

Para rememorar, a receita foi enviada por Nelsinho, o grande chef que não reluta em ensinar o que sabe. Valeu, primo.  Recomendo: vale a pena conferir.

SERÁ ENTRE 5 e 8 DE OUTUBRO, A FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE CACHOEIRA – FLICA 2017

A Festa Literária Internacional de Cachoeira já se tornou tradição no calendário de eventos literários do Brasil. A sétima edição, entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, como nas edições anteriores, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus.

Este ano, Ruy Espinheira Filho será o homenageado. Autor de mais de 20 livros, recebeu diversos prêmios, como o Nacional de Poesia Cruz e Sousa,  Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom, Rio de Literatura, além de ganhar o Jabuti. Tem contos e poemas em diversas antologias publicadas no Brasil e no exterior (Portugal, Itália, França, Espanha e Estados Unidos).

A Editora Galinha Pulando vai estar presente durante a programação. A escritora Rita Pinheiro e o poeta Valdeck Almeida de Jesus estarão no estande.

Entre os títulos que a Editora vai comercializar, durante o evento, está o “Memorial do Inferno”, de Valdeck Almeida de Jesus, que conta a história da família Almeida, natural de Jequié, que passou fome por mais de 25 anos e que conseguiu se estabelecer, apesar das adversidades. Valdeck Almeida também apresenta “Gayroto de Programa: 5000 mil tons de sexo”, que é o relato da vida nada romântica de um homossexual nascido na pequena Upabuçu, cidade da região de Lagedo do Tabocal, no Vale do Jequiriçá e emociona pela crueza e beleza da luta de um gay interiorano que tenta, a seu modo, ser aceito e conquistar um amor;

Já Rita Pinheiro estará autografando “Os poemas que eu não gostaria de escrever e nem você de ler”. A professora Rita Pinheiro faz poemas que cortam, dilaceram, sangram. A obra é forte, dura, incisiva, luta contra todo tipo de injustiça, principalmente contra a violência contra a mulher. Emocionante e pleno de afetividade, este livro marca um lugar na história da poesia da Bahia.

Na Feira há sempre espaço para as crianças. Livros e brincadeiras criam um universo lúdico para a Fliquinha, um espaço literário direcionado aos pequenos. A curadoria é de Lília Gramacho e Mira Silva, que já estão no posto há cinco anos.

Aos amantes da literatura de todas as idades e gostos, a Flica é um espaço para contemplar o mundo das letras, sendo um dos maiores eventos literários do país.  As mesas de debate ocorrem, desde a primeira edição, no já mencionado Claustro, enquanto a Fliquinha tem lugar no Cine-Theatro Cachoeirano, outro prédio tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Parte da programação acontece no Espaço Educar para Transformar, localizado em frente à Câmara Municipal de Cachoeira. Lá, o público pode participar de diferentes atividades, como lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contação de histórias e saraus.

O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, da Prefeitura Municipal de Cachoeira e da Coelba.

TERREMOTO DE MAGNITUDE 7,1 ATINGE O MÉXICO

O abalo ocorreu exatamente 32 anos depois do grande tremor de 19 de setembro de 1985, que matou dezenas de milhares de pessoas

Um terremoto de magnitude 7,1 atingiu o México agora a pouco, na tarde desta terça-feira (19), com o epicentro próximo à cidade de Izucar de Matamoros.

Segundo o Serviço Geológico dos EUA (USGS), o abalo ocorreu exatamente 32 anos depois do grande tremor mexicano de 19 de setembro de 1985, que matou dezenas de milhares de pessoas.

Por causa da data, antes do abalo verdadeiro desta tarde, a Secretaria de Proteção Civil mexicana realizou, no turno da manhã, uma simulação de um terremoto de magnitude 8.0, com epicentro em Guerrero.

O presidente mexicano Enrique Peña Nieto, que estava em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, decidiu imediatamente voltar ao seu país. Nas redes sociais, começam a aparecer danos na Cidade do México e em outras localidades, com citações de queda de edificações.

O aeroporto internacional da capital mexicana suspendeu as operações. Há relatos de vítimas.

(Bahia.ba)

 

DEPOIS DO IRMA, FURACÃO MARIA CAUSA DESTRUIÇÃO NO CARIBE

Foto G1

Seguindo os mesmos caminhos percorridos pelo Irma, o furacão Maria ganha força na região do Caribe, causando prejuízo e medo aos habitantes, incluindo agora territórios que não foram atingidos pelo Irma.

O governador de Porto Rico, Ricardo Rossello, exortou os moradores da ilha no Twitter a se prepararem para a vinda da tempestade, e o governador das Ilhas Virgens dos EUA, Kenneth Mapp, disse que Maria deve passar a cerca de 16 quilômetros da ilha de St. Croix, que foi poupada dos piores impactos do furacão Irma em 6 de setembro. A ilha abriga cerca de 55 mil moradores permanentes, cerca de metade da população total do território.

Se Maria mantiver sua força, será o furacão mais intenso a atingir Porto Rico em 85 anos, depois que uma tempestade de categoria 4 varreu o território norte-americano em 1932, disse Dennis Feltgen, porta-voz do NHC. O último grande furacão a assolar Porto Rico diretamente foi o Georges, que chegou à ilha como uma tempestade de categoria 3 em 1998, disse ele.

A tempestade se abateu sobre Dominica, nação-ilha de 72 mil habitantes no leste caribenho, no final de segunda-feira e provocou devastação generalizada, disse o primeiro-ministro, Roosevelt Skerrit, no Facebook.

Maria, uma tempestade “extremamente perigosa”, voltou à categoria 5, a mais elevada na escala de intensidade, ao passar cerca de 325 quilômetros a sudeste de St. Croix, nas Ilhas Virgens, com ventos constantes de 260 km/h, de acordo com o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

O aeroporto de San Juan, em Porto Rico, deve fechar nesta noite antes da passagem do furacão Maria, segundo a imprensa local.

Após ter tocado a pequena ilha francesa de Dominica, nas Antilhas Menores, a tempestade reforçou-se novamente ao início do dia de hoje e apresenta ventos máximos sustentados de até 260 quilómetros por hora, adiantou a mesma fonte. Na Martinica, não há registro de grandes danos provocados por Maria. 50 mil casas estão sem energia elétrica, e 10 mil, sem abastecimento de água.

PARA REFLEXÃO

Roberto Ampuero por *

 

 

Via Antônio S. Magalhães Ribeiro

 

“A experiência do Chile de Pinochet, da Cuba dos Castro e da escrita deste romance me ensinaram algo mais: não há nada que se pareça mais com uma ditadura de direita do que uma ditadura de esquerda… nada mais parecido com o hitlerismo do que o stalinismo…

Para aquele que aguarda o interrogatório em uma célula de segurança do Estado, dá na mesma se seu torturador é de esquerda ou de direita, se é religioso ou ateu, se acredita no comunismo ou na segurança nacional… O terror e a dor, a angústia e o sofrimento, a impotência e a arbitrariedade que experimentará nesses calabouços serão simplesmente uma afronta à espécie humana. Nesse instante, todas as ditaduras são uma e a mesma, e toda dor que o ser humano sente diz respeito à humanidade em seu conjunto, não importa quais sejam suas convicções políticas.

Enquanto releio este manuscrito, pergunto-me o que leva o ser humano, ou melhor dizendo, o que leva tantos seres humanos a condenar uma ditadura de direita e a celebrar ao mesmo tempo uma ditadura de esquerda. Que retorcido mecanismo mental os conduz a denunciar o abuso, a tortura, a marginalização, o escárnio, o exílio, a repressão e o assassinato daqueles que pensam de modo diferente sob uma ditadura de direita, mas os faz justificar essas mesmas medidas contra aqueles que se opõem a uma ditadura de esquerda?

O que leva uma pessoa a condenar um general que dirige durante dezessete anos um país andino com mão de ferro e a elogiar em contrapartida um comandante que há 50 anos comanda de igual modo uma ilha? Será que isso se deve à ignorância, à hipocrisia ou ao oportunismo, ou a uma lealdade mal entendida em relação a bandeiras ideológicas, à postergação da realidade diante da utopia e do indivíduo em relação à massa, ou simplesmente à exacerbação extrema da falta de humanidade de nossos dias”?

*Roberto Ampuero, escritor chileno, foi membro da juventude comunista do Chile e, após o golpe de Pinochet, se exilou na RDA e, posteriormente, em Cuba, por alguns anos.

AMPUERO, R. Nossos anos verde-oliva. São Paulo: Editora Saraiva/Benvirá, 2012, p. 481-482.

DA CRENÇA NO COLETIVO AO CULTO À PERSONALIDADE

Por Antônio Magalhães Ribeiro*

 

 

 

Em 2011, quando Portugal atravessava uma grave crise econômica – o que exigiu, entre outras medidas drásticas, a redução dos valores das aposentadorias e vencimentos dos servidores públicos -, apresentei um painel sobre as contas públicas do Brasil, na Universidade de Lisboa, demonstrando o seu declínio em nosso país. Tais conclusões contrastavam com o otimismo do governo sobre a nossa economia, amplamente difundido mundo afora.

Seis anos se passaram e a gravidade do atual momento tem surpreendido até os mais pessimistas dos analistas. O déficit é gigantesco (R$159 bilhões) e a dívida já atinge 80% do PIB, com tendência a 100% nos próximos anos. Isto significa que, se nada for feito, teremos o mesmo destino de Portugal ou do Rio de Janeiro, estado que já não consegue pagar os servidores e aposentados, além dos serviços públicos (hospitais, Universidade, etc.), terem entrado em colapso total. 

As medidas adotadas em Portugal já produzem efeitos positivos, mas o sacrifício dos portugueses poderia ter sido evitado se os ajustes preventivos tivessem sido implantados antes da instalação do caos.

Enquanto isto, no Brasil, a resistência às reformas se manifesta desde as redes sociais – em que leigos criticam o que não entendem e assinam petições que não leram -, até um parlamento descomprometido com o nosso futuro. As agressões dos “contras” aos pensamentos divergentes são habituais e acentuam os resquícios autoritários que revelam o que há de pior na tradição política brasileira, com a divulgação de inverdades e disseminação do ódio. Argumentos pobres de conteúdo e incapazes de sinalizar propostas encontram nos políticos inescrupulosos os aliados de conveniência para evitar as reformas necessárias ao país – a exemplo da Previdência -, sem qualquer preocupação com o futuro que nos aguarda. Fazem da oposição aos ajustes uma bandeira demagógica e desprezível a serviço do oportunismo eleitoral.

Navegando na onda do discurso político supostamente correto, os incautos ignoram que a resistência de certos deputados à reforma da previdência se dá em causa própria. Afinal, pela primeira vez temos uma proposta que corta os privilégios do legislativo. Contraditoriamente, ao mesmo tempo em que, por um lado, gritam por “justiça”, por outro fazem o jogo dos que querem manter seus privilégios. O mais triste, porém, é constatar que os mesmos que outrora diziam buscar na força coletiva o elemento de superação do nosso atraso, hoje cuidam de perpetuá-lo através do patético e perigoso culto à personalidade que ora assistimos. Agora, adorado e adoradores se fundem no mesmo plano da decadência, da inutilidade, da falta de perspectiva e da negação dos melhores valores que a humanidade já cultivou.

*Antônio Magalhães Ribeiro é Doutor em Sociologia Econômica/Universidade de Lisboa e Mestre em Administração/UFBA.   antoniosmribeiro@uol.com.br  

 

PARA REFLEXÃO

Roberto Ampuero* 

(Compartilhado de Antonio Magalhães Ribeiro)

 

 

“A experiência do Chile de Pinochet, da Cuba dos Castro e da escrita deste romance me ensinaram algo mais: não há nada que se pareça mais com uma ditadura de direita do que uma ditadura de esquerda… nada mais parecido com o hitlerismo do que o stalinismo…

Para aquele que aguarda o interrogatório em uma célula de segurança do Estado, dá na mesma se seu torturador é de esquerda ou de direita, se é religioso ou ateu, se acredita no comunismo ou na segurança nacional…

O terror e a dor, a angústia e o sofrimento, a impotência e a arbitrariedade que experimentará nesses calabouços serão simplesmente uma afronta à espécie humana. Nesse instante, todas as ditaduras são uma e a mesma, e toda dor que o ser humano sente diz respeito à humanidade em seu conjunto, não importa quais sejam suas convicções políticas.

Enquanto releio este manuscrito, pergunto-me o que leva o ser humano, ou melhor dizendo, o que leva tantos seres humanos a condenar uma ditadura de direita e a celebrar ao mesmo tempo uma ditadura de esquerda. Que retorcido mecanismo mental os conduz a denunciar o abuso, a tortura, a marginalização, o escárnio, o exílio, a repressão e o assassinato daqueles que pensam de modo diferente sob uma ditadura de direita, mas os faz justificar essas mesmas medidas contra aqueles que se opõem a uma ditadura de esquerda?

 O que leva uma pessoa a condenar um general que dirige durante dezessete anos um país andino com mão de ferro e a elogiar em contrapartida um comandante que há 50 anos comanda de igual modo uma ilha? Será que isso se deve à ignorância, à hipocrisia ou ao oportunismo, ou a uma lealdade mal entendida em relação a bandeiras ideológicas, à postergação da realidade diante da utopia e do indivíduo em relação à massa, ou simplesmente à exacerbação extrema da falta de humanidade de nossos dias”?

*Roberto Ampuero foi membro da juventude comunista do Chile e, após o golpe de Pinochet, se exilou na RDA e, posteriormente, em Cuba, por alguns anos. No livro:  “Nossos anos verde-oliva”, Editora Saraiva/Benvirá, São Paulo, 2012, pp 481-482.

MILITARES SE REBELAM NO NORTE DA VENEZUELA, MAS SÃO RENDIDOS

Um grupo de militares do chamado Forte Paramacay, no estado de Carabobo, na Venezuela, promoveu um levante neste domingo (6) contra o governo de Nicolás Maduro, mas acabou rendido por outros membros das Forças Armadas, segundo o dirigente chavista Diosdado Cabello. A informação é da Agência EFE. Em um vídeo, um grupo de aproximadamente 20 homens usando uniformes militares e armados acompanham um porta-voz que se identifica como “capitão Juan Caguaripano” e “comandante da operação David Carabobo”. Ele se declarou “em rebeldia” contra “a tirania assassina de Nicolás Maduro”. Além disso, ressaltou que não se trata de um “golpe de Estado”.

AMERICA LATINA SUSPENDE DIREITOS POLÍTICOS DA VENEZUELA NO MERCOSUL POR ROMPER A DEMOCRACIA

“Não importa o que se perca de comércio. O que estamos a dizer aqui é: você não pode matar seu povo, não pode cassar direito”, afirmou o chanceler argentino Jorge Faurie.

Suspensa do exercício de membro do Mercosul desde dezembro por descumprir obrigações com as quais se comprometeu em 2012, a Venezuela agora recebeu uma nova sanção por “ruptura da ordem democrática”.

A decisão foi aprovada por unanimidade de dirigentes da America Latina e anunciada neste sábado (5), após uma reunião em São Paulo, da qual participaram representantes do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai, os quatro países fundadores do bloco.

Com a medida, a reintegração da Venezuela fica mais complicada. Mesmo que passe a cumprir todos os acordos de 2012, o Mercosul só voltará a incorporar o país depois de “restaurada a ordem democrática”, afirmou o documento da reunião.

“Desde que o governo venezuelano enveredou por um caminho que o levou a se afastar cada vez mais da democracia, nossos países, em diversas instâncias, manifestaram preocupação”, afirmou o chanceler brasileiro Aloysio Nunes.

A decisão foi baseada na cláusula do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1996, que afirma que os países do bloco devem respeitar a democracia para fazer parte.

A medida coloca o governo de Nicolás Maduro em uma situação ainda mais isolada em relação aos seus pares latino-americanos.

O comunicado não prevê sanções comerciais, mas cada país pode decidir por retaliações próprias conforme seus acordos bilaterais.

Segundo Nunes, o Brasil não suspenderá a exportação de alimentos para a Venezuela, porque agravaria a crise humanitária. O protocolo de Ushuaia não prevê a expulsão de um membro do Mercosul.

“Queremos que a Venezuela volte. Esse é o objetivo. Queremos que ela se reencontre com a democracia”, afirmou o chanceler brasileiro.


 

Declaração de Maduro

Em pronunciamento à Rádio Rebelde da Argentina, Maduro afirmou que “nunca vão tirar a Venezuela do Mercosul”. “Somos Mercosul de alma, coração e vida. Algumas oligarquias golpistas, como a do Brasil, ou miseráveis, como a que governa a Argentina, poderão tentar mil vezes, mas sempre estaremos aí”, disse.

Ele também acusou o presidente argentino Mauricio Macri de estimular um bloqueio comercial e político contra seu país.

“O Macri não só destrói o povo e agride a classe trabalhadora argentina (…), mas também é a ponta de lança da agressão e agora o porta-bandeira da busca por um bloqueio econômico, financeiro, comercial e político como o que fizeram a Cuba nos anos 60”, afirmou.