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PROFESSOR JOSÉ PACHECO FOI O CONFERENCISTA DA JORNADA PEDAGÓGICA MUNICIPAL DE JEQUIÉ

Foto Jequié Repórter

A Prefeitura de Jequié, através da Secretaria de Educação, realizou a cerimônia de abertura da Jornada Pedagógica 2018 no Centro de Cultura Antônio Carlos Magalhães. O Professor José Pacheco, criador da Escola da Ponte e do Projeto Âncora, em Portugal, conduziu a palestra Magna da Jornada Pedagógica em Jequié na noite de quarta-feira (7).

Com o auditório completamente lotado o professor discorreu sobre o projeto Escola da Ponte na localidade portuguesa de Vila dos Pássaros, modelo que tem encantado a Europa, e ensejando forte influência no Brasil, por envolver capacitação e qualificação dos professores, gestores e alunos. O renomado educador, reconhecido na comunidade internacional por sua contribuição à Educação discorreu sobre o tema, “As Pontes Possíveis e Necessárias Para Uma Educação de Qualidade”. O palestrante interagiu com a plateia, respondendo a questionamentos sobre as demandas da Educação, apontando sugestões e reflexões acerca da pedagogia educacional tradicional implantada no ambiente escolar: “A escola não é um edifício e nem salas de aulas. A escola são as pessoas e são nelas que o sistema de educação deve focar”.  

O educador português relatou suas experiências com inúmeros exemplos vivenciados pela instituição, conversou com a comunidade sobre as novas práticas de aprendizagem, dissecando o modelo adotado na Escola da Ponte e no Projeto Âncora.

Com a presença do prefeito de Jequié, Sérgio da Gameleira, do vice-prefeito, Hassan Iossef, do secretário de Educação, professor doutor Roberto Gondim e sua equipe auxiliar, secretários municipais, representantes dos conselhos de Educação e entidades, membros do Poder Legislativo, bem como gestores escolares, professores da rede municipal e de outras instituições, o evento despertou o interesse de docentes e discentes das universidades em Jequié instaladas.

O Secretário de Educação de Jequié, Roberto Gondim, em seu pronunciamento, discorreu sobre os avanços verificados na educação no período em que sua equipe desempenhou a tarefa de reconstruir a educação no município: “Caminhamos um ano até chegarmos neste instante, onde a comunidade escolar, os gestores, professores e, principalmente, os alunos, já começam a perceber as mudanças que vêm sendo feitas. O que antes era um cenário caótico e cheio de problemas, hoje nos acena um campo de efetivas possibilidades. Escolas sendo reformadas, professores bastante motivados, novas escolas e as unidades escolares sendo estruturadas”.

“Momento ímpar esse que estamos vivendo, com diversos avanços na Educação em Jequié. E esse progresso se reflete no aumento de matrículas da rede, o que nos dá a exata noção de que estamos no caminho certo. Mas faremos muito mais, com as modificações e estruturações dentro do ambiente escolar, teremos o salto qualitativo tão desejado por todos nós. A melhoria da qualidade da Educação no município não é mais um sonho, estamos transformando em realidade”.

Em determinado momento, ao se desfazer a mesa que comandou a abertura dos trabalhos, o cerimonial referiu-se à professora mestra Maria das Graças Silva Bispo, ex-secretária da Educação do município de Jequié e integrante da equipe do atual gestor, convidando-a, juntamente com o secretário Roberto Gondim e o palestrante José Pacheco para compor a mesa que ora se instalara.

Ao final da Jornada Pedagógica 2018, o secretário de Educação do município de Jequié anunciou que trará o professor José Pacheco e toda sua equipe para implementar seu projeto na rede de ensino de educação do município, inicialmente em duas escolas piloto. O Primeiro encontro do Professor José Pacheco com as duas escolas que serão beneficiadas pelo projeto já acontecerá nesta quinta-feira, 8.

PÁGINA VIRADA

Por Emerson Pinto de Araújo*

 

 

Já virei muitas páginas na vida. E ainda tenho muitas a virar. Quantas? Não sei. Agora mesmo venho de virar a última página do romance histórico de Wilson Midlej retratando a saga de Anésia Cauaçu, figura singular de bandoleira que chamou a si a responsabilidade de vingar a morte de parentes, comandando 20 jagunços, ou mais, na luta contra os capangas do poderosíssimo Marcionílio de Souza.

Apesar de tratar-se de uma obra de ficção, Wilson Midlej se comportou com muita dignidade, não omitindo as fontes e não esquecendo as aspas que alicerçaram-lhe o imaginário. O que não causou surpresa, levando-se em conta seus trabalhos anteriores como jornalista e cronista. Por tudo isso, o romance de Wilson enriquece sobremaneira obras anteriores de outros autores, pondo em relevo a personalidade forte e injustiçada de Anésia Cauaçu. Coincidentemente, a guerreira do sertão de Jequié, guardadas as devidas e necessárias proporções, chega a lembrar Diadorim, de Guimarães Rosa, no excelente romance “Grande Sertão: Veredas”, um clássico na moderna literatura brasileira.

Comecei a lecionar ainda jovem. No turno matutino, os discípulos tratavam-me como um irmão mais velho. No turno da noite, destinado aos comerciários, bancários e outros profissionais que trabalhavam durante o dia, alguns deles já casados, a situação já se invertia com discípulos mais idosos do que este escriba. Não obstante, minha convivência com alunos jovens e idosos sempre foi excelente. Aprendemos muito. Devo aos meus discípulos o incentivo para que escrevesse a história de Jequié e sua região, partindo praticamente do nada. Paralelamente como as pesquisas feitas na Cidade-Sol, um município quase sem memória, no período de férias, quando ia a Salvador, andei vasculhando dados no Arquivo Público do Estado, o Instituto Geográfico e Histórico, na Biblioteca Central, no Gabinete Português de Leitura e outras instituições, possibilitando-me escrever três livros sobre Jequié e circunvizinhanças, a partir de sua origem e formação. Ao debruçar-me sobre o banditismo que assolava o Sul e o Sudoeste baianos, uma figura extraordinária de mulher que fugia aos padrões convencionais, chamou-me a atenção apesar de rejeitada por uma historiografia elitista e preconceituosa. Como de hábito, escritores da época não tinham pejo de zurzir nos costados dos que, sem opção, tornavam-se bandoleiros, após serem expulsos de suas propriedades pelos jagunços dos coronéis. O cinema norte-americano sabe dourar a pílula da maioria dos filmes que tratam da ocupação das terras pelos migrantes da Inglaterra. Capricha no enredo, a ponto do espectador comum encarar com naturalidade o massacre das tribos indígenas viventes na região.

Em artigos que datam da década de 1960, estribado em nova visão sociológica, tirei Anésia Cauaçu do limbo. Wilson Midlej e Antônio Luís Martins projetaram um filme sobre Anésia, que não chegou a ser concluído. Novas pesquisas, mais didáticas e com mais apuro, realizadas por outros autores, resultaram em livros, aos quais tive a oportunidade de me referir em artigos anteriores. A eles, juntamente com agora o excelente romance de Wilson Midlej, tendo como título “Anésia Cauaçu. Lenda e História do Sertão de Jequié”.

Melhor ficar por aqui e virar mais uma página na longevidade da existência.

Fonte: Revista Cotoxó, edição nº LXXVI  Dez/2017

*Emerson Pinto de Araújo é professor, historiador, escritor, cronista. Foi vereador de Jequié, presidente da Câmara Municipal, Professor de História da Educação e Sociologia Educacional na Escola Normal de Jequié. Fundador da Associação Cultural Dante Alighieri, do Conselho Comunitário, da Associação Jequieense de Imprensa, Integrante do Comitê Cidades Irmãs Jequié – Takoma Park, da Academia de Letras de Jequié. Venerável da Loja Maçônica União Beneficente, presidente do Rotary Clube do Jequié. Em 1977 ingressou no Rotary Clube da Bahia. Governador do Distrito 455, 1990-1991. Secretário de Governo Prefeitura Municipal de Jequié. Chefe de Gabinete do secretário de Educação do Estado da Bahia, 1983-1987. Redator do Jornal A Tarde, assessor e chefe de Gabinete do Conselho Estadual de Educação e da Secretaria Estadual de Educação e Cultura.

 

CONTEÚDO, MEU REI!

Por Aninha Franco*

 

 

Você está pobre agora, mas pode ganhar na mega sena da virada e será milionário na próxima semana. Você está desempoderado agora, mas se descobrir um discurso político, um “pior não fica” de Tiririca ou um “nóis contra eles” de Lula, chegará ao Poder sem a menor condição de ser político e se aproveitará disso longamente. Você só não pode ganhar conteúdo na mega sena ou inventar que tem conteúdo sem ter, o patrimônio mais sólido de um humano porque nunca desmancha no ar.

Ok que no Brasil quem tem conteúdo e depende dele pra sobreviver está frito. Mas isso define a situação do Brasil. Só num país sem conteúdo um condenado por corrupção faz campanha para voltar ao Poder que o condenou e um presidente da República continua no cargo depois de duas denúncias concretas por corrupção. O Brasil sabe o que significa corrupção, definição que se guarda se há conteúdo, patrimônio construído ao longo de décadas de humanização, a partir da infância? Poucos brasileiros. A humanização, conhecimento das criações humanas em outros momentos e culturas, desde que os Sumérios criaram o alfabeto para registrar a contabilidade, e registraram o poema Gilgamesh, é rala no Brasil.

Constrói-se conteúdo conhecendo a poesia de Homero e as obras da Filosofia e Dramaturgia gregas, Platão, Aristóteles, Sófocles, Eurípedes. Como pensar empoderamento feminino sem ter lido Antígona e Medeia algumas vezes? Como desfrutar hedonisticamente do prazer desconhecendo Petrônio e Cícero? Lendo Os 120 Dias de Sodoma de Sade, aos 19 anos, recebi uma aula precisa sobre a espécie humana. E como ter conteúdo não basta, e é preciso saber usá-lo, lembro que disse ao meu professor francês, na Maison de France, nos Anos 1970, que ele falava demais de Napoleão Bonaparte, mas do Marquês de Sade, mais interessante, ele jamais falava, e fui expulsa da sua sala de aula para sempre. – Pour toujours! Lembro dele gritando.

Fui embora da Maison de France e continuei construindo conteúdo noutras plagas. Li os sete volumes de Em Busca do Tempo Perdido de Proust e quase tudo de Huxley nas aulas de Direito da UFBA. E como era difícil ter esses livros na época! Quando comecei a ler Hannah Arendt n’As Origens do Totalitarismo, a edição em três volumes da Ed. Documentário, de 1975, ainda, e encontrei a continuadora dos gregos no século 20, fui atrás de tudo que ela escreveu.

O conteúdo, construção diária e pessoal que ninguém pode fazer por ninguém, fortalece o coletivo, por isso o conteúdo é combatido com veemência pelos colonizadores. E por aqueles que não o têm. Porque quem tem, tem, quem não tem, nunca terá. E as diferenças entre os que têm e não têm são gritantes. Daí os ataques. Milhares de pessoas morreram para proteger o conteúdo. Na Rússia, o conteúdo produzido para denunciar Stálin foi memorizado nos cérebros, porque nenhuns outros lugares eram seguros. O romance O Mestre e Margarina de Mikhail Bulgakov foi guardado no cérebro do autor até o dia da revelação.

A qualidade depende do conteúdo. A qualidade da democracia ou do cardápio de um restaurante dependem do conteúdo. Sem ele, um político ou um Chef podem ter qualidade, mas seus resultados serão sempre naifs. Ou inúteis. Ignoro quando o Brasil, um país sem conteúdo e alheio à Memória, à Arte e à Política mudará sua construção, mas é o que lhe desejo em todas as translações do Planeta Terra: Em 2018, Conteúdo, meu rei!

*Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, crítica, advogada e ativista cultural.

TV ALBA REPERCUTE LANÇAMENTO DE ANÉSIA CAUAÇU EM SALVADOR

“Anésia Cauaçu” Lendas e Histórias no Sertão de Jequié. Esse é o título do mais novo livro lançado pelo Programa Cultural da Assembleia Legislativa da Bahia. A obra foi escrita por Wilson Midlej e conta lendas sobre personagens da história do município de Jequié, no sudoeste da Bahia.

 

Com depoimentos do presidente da Academia de Letras de Jequié, o poeta e escritor Julio Lucas, do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Angelo Coronel e do próprio autor, a TV ALBA repercutiu o lançamento, na última terça feira, do livro Anésia Cauaçu – Lenda, História no Sertão de Jequié. A obra, que retrata a trajetória da lendária personagem que circulou na Bahia, desde o Sertão da Ressaca, no  portal Sul da Chapada Diamantina, prosseguindo ao longo das margens do Rio de Contas e estendendo suas ações até Ilhéus e Itabuna e grande parte das matas grapiúna, iniciada em 1896 até o ano de 1917, no século passado. Anésia, sua família e jagunços contratados enfrentaram a pujança das forças dos coronéis, apoiados pelas volantes policiais da Bahia, em defesa do patrimônio e da honra da sua família. Tudo isso embasado no relato histórico do professor Emerson Pinto de Araújo em seus livros História de Jequié e Capítulos da História de Jequié, bem como na dissertação de mestrado da professora Márcia do Couto Auad. O tema despertou a atenção do cineasta Lula Martins que, juntamente com o autor, promoveu minuciosa pesquisa oral e documental para a realização de um filme, até agora aguardando condições técnicas para sua realização. Enquanto isso, os acontecimentos foram reunidos no livro ora publicado, em consonância com os fatos históricos, mas, com algumas pitadas de narrativas ficcionais do autor.

EUCLIDES NETO, CRONISTA

Por Vitor Hugo Martins*

 

 

Crônica tem tudo a ver com tempo. Isso está no próprio signo verbal, está embutido nele: Kronus, deus grego sabidamente filicida, que assim agia exatamente por temer se tornar um dia vítima de parricídio. Coisas essas para cultores da mitologia helênica e para Freud, Jung, Lacan e outros menos dotados.

Crônica, hoje, para nós, dos tempos pós-modernos, é uma espécie literária do gênero épico ou narrativo que, em obediência à etimologia, fala, como já vimos, do tempo. Seja este o passado, o presente ou o futuro. Talvez fale também do lugar em que está o cronista, que é um apaixonado por seu tempoespaço. Assim mesmo, senhor micreiro, senhor revisor.

Cronista, e maior, é Euclides Neto, que eu não tive o prazer de conhecer em vida. Menos mal que o conheço por sua obra fascinante, em especial a cronística. Relendo agora – e quantas vezes já o fiz, meu Deus?! – esta lindeza que é “Jaca”, escrita em 22/04/1993, do livro de crônicas O menino traquino (1ª ed., 1994, 2ª ed., 2014), sinto-me alumbrado de tanta Literatura. E Literatura, vejam bem, que informa e que deleita, simultaneamente. Essa crônica euclidiana põe por terra a teoria daqueles que veem a Arte sem função alguma para os homens. Arte sem função é puro narcisismo, que leva à morte, é apenas arte; Arte comprometida com algo fora de si é exercício de cidadania, de solidariedade. Nesse sentido, sou mais aristotélico que platônico, amigo e filósofo Giorgio Gonçalves Ferreira. Reparem que não estou falando de panfletagem nem de sectarismo. Falo, sim, de Arte de que só o homem é capaz de criar para o bem de outro homem. Como a do cronista Euclides Neto, voltando-se, como de praxe, para a Natureza, para a terra, e extraindo dela o dulcíssimo sabor da fruta pela palavra.

Sua “Jaca”, cronista, recorda-me bem as jacas da minha infância e da minha juventude, e sem nenhum pejo ou constrangimento. Ainda hoje estou preso ao visgo de seu perfume e ao mel de seus bagos, especialmente os da jaca mole ou manteiga, como dizíamos lá atrás, no tempo em que havia casas com jaqueiras em lugar de arranha-céus na Cidade Maravilhosa.

Tenho também comigo estes dois inveterados hábitos: de ser leitor e de ser um papa-jaca, Euclides Neto!

*Vitor Hugo F. Martins é professor titular do curso de Letras, da Universidade do Estado da Bahia, Câmpus XXI, Ipiaú. Poeta, cronista e contista. Autor de CONTOS CARDIAIS (Vitória da Conquista: Editora da UESB, 2006, contos), CRONICÁLIA (Ibicaraí: Via Litterarum, 2015, crônicas) e PEPÊ PERGUNTADOR (Ibicaraí: Via Litterarum, 2016, narrativa infantojuvenil).

  

COM MAIS DE 80 MIL INSCRITOS, CONCURSO PARA PROFESSOR TEM INSCRIÇÕES PRORROGADAS

Foto BNews

O secretário de Administração do Estado da Bahia, Edelvino Góes, e o governador Rui Costa anunciaram, nesta terça-feira (12), que as inscrições do concurso para professor e coordenador pedagógico da rede estadual de ensino foram prorrogadas. Com mais de 80 mil inscritos até esta terça, quando encerraria o prazo, o certame receberá inscrições agora até a próxima sexta (15).

De acordo com o governador, um dos motivos para a prorrogação foi o fato de aproximadamente 20 mil pessoas, dentre as 80 mil, ainda não terem pago o valor da inscrição.

Estão sendo ofertadas 3.760 vagas, sendo 3.096 para professores e 664 para coordenadores pedagógicos. As inscrições, no valor de R$ 100 para ambos os cargos, devem ser feitas exclusivamente via internet, por meio do site da Fundação Carlos Chagas, empresa responsável pela aplicação das provas.

Fonte: BNews. 

8 DE DEZEMBRO: FESTA EM COMEMORAÇÃO A N.S. DA CONCEIÇÃO DA PRAIA, TRISTEZA POR 37 ANOS SEM JOHN LENNON E 23 ANOS SEM TOM JOBIM

8 de dezembro nos remete à perda de dois privilegiados talentos que expressavam sua genialidade através das músicas que compunham. Suas letras, bem como as melodias, se destinaram à mesma eternização alcançada por Mozart, Chopin, Bach, Villa Lobos,.. O mundo reverencia a data e lembra dos dois com pesar.

A data de 8 de dezembro ficou definitivamente marcada pela morte repentina de dois dos maiores músicos do século 20: John Lennon, assassinado a tiros numa noite fria, em frente ao edifício onde morava; e Tom Jobim que, assim como o ex-Beatle, tornou-se lenda em vida. Morreu em consequência de uma parada cardíaca, dois dias depois de ser operado, por causa de um câncer na bexiga. As duas estrelas desapareceram com uma diferença de 14 anos uma da outra. John tinha 40 anos quando tombou e Tom ia fazer 68.

Um integrou a banda de rock mais famosa e influente de todos os tempos. O outro é considerado um dos inventores da bossa nova. Em comum, a data e o local da morte. Tom Jobim e John Lennon morreram em um 8 de dezembro, em Nova York, nos Estados Unidos.

Encontrei no site entretenimento.r7.com esse artigo sobre as coincidências entre as mortes dos dois músicos, em Nova York:

“Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia”. J.Lennon

John Lennon nos deixou há 34 anos. A notícia, mesmo na era anterior à Internet, correu feito um jato pelo mundo: o cantor, compositor e músico britânico foi assassinado em frente ao Dakota, edifício em que morava, em Nova York.

Mark Davis Chapman, um fã obcecado por Lennon, havia conseguido um autógrafo do músico na manhã daquele mesmo dia, fato que foi registrado por um fotógrafo. Quem poderia imaginar que, horas depois, o mesmo cidadão faria tamanha loucura?

O mundo ficou rapidamente de luto. As homenagens ao ex-Beatle se espalharam pelos quatro cantos do planeta, frequentemente acompanhadas por pessoas cantando as músicas de Lennon, especialmente o hino pacifista, Imagine.

“Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz”. Tom Jobim

Quatorze anos depois, foi a vez de Tom Jobim tornar essa data motivo de luto. Na época, o cantor, compositor e músico carioca vivia uma fase das mais produtivas em sua carreira.

Seu CD Antonio Brasileiro havia acabado de sair, com participações especiais de Dorival Caymmi e Sting. Um trabalho com alta qualidade artística, no qual Jobim se mostrava mais inspirado do que nunca.

Um câncer na bexiga, em estágio já adiantado, foi diagnosticado no músico em um exame rotineiro, dias antes. Tom foi operado, mas dois dias depois, morreu de parada cardíaca, no hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994.

Lennon amava Nova York e Tom Jobim também se deu muito bem por lá, sendo presença constante na cidade americana.

Outro fato em comum entre eles é que seus legados continuam sendo apreciados e cultuados por fãs nos quatro cantos do mundo, além de gerar novos produtos.

No caso de Lennon, os discos dos Beatles mereceram um relançamento luxuoso em 2009, além do lançamento do game Beatles Rock Band, um sucesso de vendas.

Tom Jobim é tema de dois documentários dirigidos pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos: A Música Segundo Tom e A Luz do Tom. Veja o primeiro, em versão completa, aqui:

 

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO RIO ATACA TAÍS ARAÚJO: “IDIOTICE RACIAL”

No dia da Consciência Negra, o Secretário Municipal de Educação do Rio, César Benjamin, escreveu em seu perfil no Facebook que o racismo é uma “criação dos Estados Unidos”. Ele fez ainda duras críticas a Taís Araújo. Isso porque a atriz disse , durante uma palestra no evento TEDXSão Paulo, que “a cor do meu filho faz com que as pessoas mudem de calçada”.

“Qualquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso”.

Veja a postagem de César Benjamim*, na íntegra.

*César de Queiroz Benjamim é um cientista político, jornalista, editor e político brasileiro. Durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), participou da luta armada contra o regime, foi perseguido e exilado. Co-fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), foi também filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tendo se desligado dos dois partidos. Atualmente, César Benjamin é o editor da Contraponto Editora, colunista da Folha de S.Paulo e Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Brasil 247 e Revista Veja

Por alguns considerarem a imagem da postagem ilegível, reproduzo através do word:

 

 

Pessoal, sei que fui derrotado, sei que sou minoria, sei que vou apanhar de novo. Mas continuo detestando a racialização do Brasil, uma criação – eu vi – do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Nossa maior conquista – o conceito de povo brasileiro – desapareceu entre os bem-pensantes. Quaisquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso.

Vocês replicam essa idiotice.

Se os brasileiros mudassem de calçada quando vissem uma pessoa morena ou negra, viveriam em eterno zigue-zague. Nunca chegariam a lugar nenhum.

Por sorte, o conceito de povo brasileiro ainda não desapareceu ali onde importa ao nosso próprio povo.

Luto para preservá-lo. Contra a grande maioria de vocês. Quero que as raças se fodam.

Assim é.

P.S. Me poupem de dizer que os “negros estão nas prisões” isso vale para falar bonito para a classe média. Vivi bastante tempo no meio da massa carcerária de Bangu, como preso comum. Os brancos, como eu, eram pequena minoria. Os negros também eram pequena minoria. A grande maioria era de gente morena, com todas as gradações do nosso povo. As cores dos presos na galeria em que fiquei, e nas demais, e as cores que vejo nas ruas são exatamente as mesmas.

“SARAU DO POETA” EM IPIAÚ: UMA NOITE DE CULTURA E EMOÇÃO

Jackson Costa declama Drummond

Zé Américo interpreta o seu poema “Dez Quartos” sob o olhar de Jackson Costa

Mais uma atividade cultural de qualidade atraiu grande público na noite de sexta feira (17), com o “Sarau do Poeta”, que aconteceu no amplo espaço do Colégio Santo Agostinho, em Ipiaú. Parafraseando o professor Reinaldo Pinheiro, novas peças culturais foram lançadas ao ar: em músicas, poesias, declamação de textos, lembranças e encantos!

O enorme talento do versátil ator e polivalente artista Jackson Costa, preencheu com poesia e interpretação a noite já iluminada pelo vozeirão afinado de Celo, acompanhado por um violão impecável, trazendo clássicos do cancioneiro nordestino e brasileiros dos músicos Joaquim Carvalho (violão e voz); Dinho Santana (violão e violino) e Sidney Argolo (percussão). É preciso ressaltar a participação especial do também sanfoneiro Celo Costa.

Culto, com boa presença cênica, Jackson Costa e suas palavras, sua poesia, conduziu a música, a cena, a plateia. Como disse alguém, sobre o show, inexploradas cadências resgataram a musicalidade e os versos da Bahia eternizados nas obras de Dorival Caymmi, Jorge Amado, Gregório de Mattos e Castro Alves e arrematado pelos textos de João Cabral de Melo Neto e Fernando Pessoa.

Como grapiúna de boa cepa, Jackson Costa declamou os poetas da sua terra, Sosígenes Costa, Ramon Vane e José Delmo.

Para um ambiente lotado, público surpreendentemente numeroso e atento, mesmo com uma impecável iluminação tecnicamente contida, pensada para o cenário, a noite do Santo Agostinho foi uma noite de luz. Não fosse apenas as emoções dos textos de Cecília Meireles e Vinicius de Morais, ainda mais emocionante foi quando o poeta ipiauense, Zé Américo Castro, convidado dos artistas visitantes, foi ao palco e, depois de declamar algumas peças de sua lavra, atendeu ao pedido do público e declamou o poema, uma de suas obras primas, “Dez Quartos”. A obra demonstra a dura realidade de um dos prostíbulos da década de 1950/1960, que misturava prazer e fome; amor, dor e flor… De parabéns a UDV pela iniciativa. Que venham outros eventos para esparzir cultura em toda a região.

SARA E PIPE: OLHAR DE AVÔ…

Tal como revela a música de Flávia Venceslau, a voz e o talento do pai amigo e a mãe singela a orientar, fizeram com que a poesia aflorasse sob o olhar do avô. Sara e Luis Felipe acolhem com benevolência o investimento musical de Mila e Luis. Eles fazem de conta que não trouxeram as tendências todas em sua bagagem espiritual. Pois sim: talentos de ontem, aprendizes de hoje, estrelas de amanhã. Parabéns Pipe e Sara. Não fora o futebol-arte que pratica desde os cinco anos, a flauta doce de Sarinha, os campeonatos de xadrez que ambos disputam sempre classificados nos primeiros lugares. Agora, vem a música na completude do ambiente de estudos e alegria. Parabéns aos quatro. Estamos esperando para o Natal.