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OLHA A FEDERAL!…

Por Carlos Eden*

 

 

 

Um já falecido jornalista jequieense gostava de contar um caso interessante, que teria acontecido aqui em Jequié há muito tempo atrás, numa época em que a administração municipal estava sendo acusada de corrupção, falcatruas, trambicagens, desvio de verbas e outras malandragens administrativas, havendo inclusive o comentário de que a Polícia Federal faria uma “visita” de surpresa à cidade, para apurar tais fatos. Não sei se a história a seguir era uma piada de domínio público, ou se era criação do citado jornalista gozador, entretanto, era assunto tido por alguns, como fato verdadeiro.

O caso interessante contado pelo jornalista era o seguinte: numa bela e ensolarada tarde, em pleno horário de expediente na Prefeitura Municipal, cochichava-se pelos cantos sobre as denúncias da Imprensa a respeito das referidas falcatruas, criando-se assim um clima tenso e de suspense, em todo o ambiente. Qualquer comentário, barulho, ou movimento fora da rotina gerava boatos e ameaçava criar pânico generalizado. Eis que de repente, ouviu-se uma voz ecoando pelos corredores, em alto e bom som: “olha a Federal!… olha a Federal”!…

 Aí o caos tomou conta do ambiente. Foi um “salve-se quem puder” terrível com gente esvaziando gavetas e arquivos, carregando montes de pastas, enchendo porta-malas de veículos e tomando rumos desconhecidos, um desespero total. Falava-se nervosamente, que a Polícia Federal tinha chegado e que a coisa ia ficar preta pra muita “gente fina” por ali, nesse “pega-pra- capar”. A coisa só veio a se acalmar muito mais tarde, quando ficou esclarecido que tudo não passou de um equívoco, pois, alguém descobriu que o alarme fora provocado pelos gritos de um senhor, antigo vendedor de bilhetes da Loteria Federal, que entrara pelo prédio da Prefeitura adentro, na esperança de vender uns bilhetinhos e anunciava gritando: “Olha a Federal!… Olha a Federal”!… Então, esclarecido o assunto, tudo voltou ao “normal”. Fora apenas um susto provocando pânico em quem certamente “tinha culpa no cartório”, ficando assim, realmente provado que quem não deve, não teme.

Mesmo não sendo verídicos em parte, os fatos aqui narrados, o que acredito que ninguém pode confirmar ou não, acho que não é nada recomendável passar na porta de certos órgãos públicos gritando “olha a Federal”, se não quiser ser acusado de criar pânico generalizado.

*Carlos Eden Meira Magalhães é jornalista e chargista

ASSIM VENCEM OS TIRANOS

 Por Carlos Eden*

 

 

 

 

Não sendo nenhum versado em História, muito menos em Filosofia ou coisas semelhantes, mas, tendo aprendido um pouco ao longo da minha vida, lendo sobre o passado histórico da Humanidade e vivendo alguns momentos importantes da História Contemporânea, os quais, desde a infância, marcaram minha formação de cidadão, vi rolarem diante dos meus olhos, acontecimentos políticos mais ou menos traumáticos, (é claro, já que a maior parte deles eu soube através da imprensa), e que o Brasil felizmente, nunca sofreu um ataque tipo Hiroshima, nem foi invadido por nenhum Hitler e seus asseclas. Entretanto, tivemos ditaduras cruéis, uma delas imposta pela famigerada “guerra fria”, gerada pelo capitalismo imperialista dos EUA e de seus adversários, representada também, pelo expansionismo comunista da URSS. Eu era apenas um adolescente quando deram o golpe de 1964 para “moralizar” o País.

Entretanto, a falência dos valores democrático/republicanos, a decadência institucional e ideológica da esquerda, todas contaminadas pela corrupção que o poder lhes proporciona, causando promiscuidade entre o crime organizado e os poderes da República (no nosso caso), levaram enorme parte das pessoas a perder o respeito pelas instituições ditas livres, o que consequentemente, poderia levar ao caos institucional, à violência absoluta, à busca pela justiça pelas próprias mãos. Seria uma “Revolução Francesa” reeditada.

Porém, grupos radicais de direita já se preparam para “salvar a pátria”, usando suas oportunas razões, para, justificando a incompetência ou conveniência dos nossos políticos, porem em prática uma operação, cujo objetivo seria usar com irrestrito apoio da classe média, grupos radicais violentos, dos quais são alvos os políticos corruptos, os assaltantes, os sequestradores, os cruéis bandidos assassinos cada vez mais odiados pela população, o que para muitos se justifica, já que tais indivíduos visam apenas enriquecer, pouco importa os meios cruéis usados para alcançar seus objetivos.

Infelizmente, não somente os bandidos, mas, equivocadamente ou por questões ideológicas, também os homossexuais, negros, índios, intelectuais e artistas, ou quaisquer outras minorias consideradas por eles como “indesejáveis”, são, injustamente alvos desses novos “salvadores da pátria”, podendo surgir desse meio, um novo tirano. Isto ocorreu na Alemanha, pós-Primeira Guerra Mundial, o que resultou naquele horror de Adolf Hitler, o holocausto dos judeus, e na carnificina indescritível gerada durante a Segunda Guerra Mundial. Tenho ouvido de pessoas cultas, conscientes dos horrores acima citados, mas que, assombradas com a violência urbana, com a corrupção crescente e com a falta de alternativas, ainda acham necessárias as intervenções do totalitarismo (de esquerda ou de direita, conforme a ideologia de cada uma delas), para deter o galopante avanço do crime organizado aliado aos hipócritas, larápios insensíveis, criminosos safados, que abusam da democracia para se posicionarem como “representantes do povo”, nas câmaras e assembléias que ocupam. Isto é terrivelmente preocupante.

*Carlos Éden Meira é jornalista e cartunista

FIM DA PALAVRA ‘GOLPE’

Por Ruy Castro*, via Aninha Franco**

 

 

 

 

Rio de Janeiro – No infantilismo político que nos domina, em que só se admite adesão total a este ou àquele lado e a menor restrição a um é tomada como apoio ao outro, o debate racional já pediu o boné. Amigos deixaram de se ver e, se por acaso se encontram, evitam falar de política, em nome do tempo em que suas discordâncias se limitavam ao futebol.

Ou se é de “direita” ou de “esquerda”, não há meios-tons. E, nessa divisão esquemática e burra, até a história leva a breca.

Um jovem conhecido meu, de “esquerda”, empolgado com os cem anos da Revolução Russa, admira por igual Lênin, Trotski e Stálin. Não acreditou quando lhe contei que, morto Lênin em 1924, Stalin não sossegou enquanto não expulsou Trotski da URSS, em 1929 —e que, inclusive no Brasil, os comunistas eram proibidos de falar com trotskistas e tinham de mudar de calçada à aproximação de um deles. Stalin poderia fazer acordo com o próprio Hitler —o que ele fez, em 1939—, mas não com Trotski, que finalmente matou em 1940. O garoto não sabia de nada disso. Só sabia que era de “esquerda”.

A política obriga a ideologia aos piores contorcionismos. Há dias, para surpresa de ninguém, o PT eliminou a palavra “golpe” de seus palanques e declarou “perdoados” os algozes de Dilma. Está certo. Não fica bem insultar os odiados inimigos de véspera com quem se quer fazer espertas alianças eleitorais. Só que, ao ver Lula de novo aos beijos com Renan Calheiros, como ficam as pessoas que levaram os últimos anos se destratando e cortando relações?

Há uma terceira via, que permite manter a coerência pessoal e desagradar os dois lados. Em 1983, perguntei a Millôr Fernandes o porquê de seu atrito permanente tanto com a esquerda como com a direita. Ele respondeu: “Com a direita, por ser de direita. E, com a esquerda, por ser de direita”.

*Ruy Castro é jornalista, biógrafo e escritor.    

*Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, crítica, advogada e ativista cultural.

“SARAU DO POETA” EM IPIAÚ: UMA NOITE DE CULTURA E EMOÇÃO

Jackson Costa declama Drummond

Zé Américo interpreta o seu poema “Dez Quartos” sob o olhar de Jackson Costa

Mais uma atividade cultural de qualidade atraiu grande público na noite de sexta feira (17), com o “Sarau do Poeta”, que aconteceu no amplo espaço do Colégio Santo Agostinho, em Ipiaú. Parafraseando o professor Reinaldo Pinheiro, novas peças culturais foram lançadas ao ar: em músicas, poesias, declamação de textos, lembranças e encantos!

O enorme talento do versátil ator e polivalente artista Jackson Costa, preencheu com poesia e interpretação a noite já iluminada pelo vozeirão afinado de Celo, acompanhado por um violão impecável, trazendo clássicos do cancioneiro nordestino e brasileiros dos músicos Joaquim Carvalho (violão e voz); Dinho Santana (violão e violino) e Sidney Argolo (percussão). É preciso ressaltar a participação especial do também sanfoneiro Celo Costa.

Culto, com boa presença cênica, Jackson Costa e suas palavras, sua poesia, conduziu a música, a cena, a plateia. Como disse alguém, sobre o show, inexploradas cadências resgataram a musicalidade e os versos da Bahia eternizados nas obras de Dorival Caymmi, Jorge Amado, Gregório de Mattos e Castro Alves e arrematado pelos textos de João Cabral de Melo Neto e Fernando Pessoa.

Como grapiúna de boa cepa, Jackson Costa declamou os poetas da sua terra, Sosígenes Costa, Ramon Vane e José Delmo.

Para um ambiente lotado, público surpreendentemente numeroso e atento, mesmo com uma impecável iluminação tecnicamente contida, pensada para o cenário, a noite do Santo Agostinho foi uma noite de luz. Não fosse apenas as emoções dos textos de Cecília Meireles e Vinicius de Morais, ainda mais emocionante foi quando o poeta ipiauense, Zé Américo Castro, convidado dos artistas visitantes, foi ao palco e, depois de declamar algumas peças de sua lavra, atendeu ao pedido do público e declamou o poema, uma de suas obras primas, “Dez Quartos”. A obra demonstra a dura realidade de um dos prostíbulos da década de 1950/1960, que misturava prazer e fome; amor, dor e flor… De parabéns a UDV pela iniciativa. Que venham outros eventos para esparzir cultura em toda a região.

POR FALAR EM LIVROS, EM MODELO E EM REALIZAÇÃO…

Sábado, 11 de novembro, Euclides Teixeira Neto estaria inaugurando nova idade. Ainda de ressaca pela grande festa de lançamento do meu novo livro, “Anésia Cauaçu – Lenda e História no Sertão de Jequié”, justamente em Ipiaú, recebi este texto, publicado por sua filha, Denise Mendonça Teixeira, que, por oportuno e à guisa de homenagem a Euclides, referência de toda uma geração de leitores e escritores, transcrevo neste espaço:

Euclides Neto

EUCLIDES JOSÉ TEIXEIRA NETO

 

90 ANOS (11/11/1925 – 2015)

O que escreveria aos 90?

 

SESSENTÃO

 

Vamos pelo caminho e, de repente, chegamos aos sessenta anos. Jamais diria sexagenário. De logo, respondo que não me sinto velho. Ou digo isso para não parecer tal? Sei não. Afirmo que as ideias continuam vibrantes como aos dezoito anos! Os sonhos andam como aos dezesseis. E a sofreguidão de viver como aos dez. O resto – que pena- não posso contar vantagens.

Feliz? Sem dúvida, Desde menino não sei quem tenha colhido mais afeto e afago. Meu primeiro irmão chegou quando eu andava na casa dos cinco. Até aí fui o centro de todo mimo. Vivemos por esse tempo em casa de palha e taipa. Minha mãe dormia de pistola à mão com medo dos malfeitores que fuçavam as matas. Meu pai na estrada, tocando seus burros. Depois ele adoeceu gravemente: bexiga da peste, tratada pelas mãos experientes de um tropeiro, com folhas de bananeiras e álcool canforado. Passei pelos aprendizados da vida.

Morei na roça, de onde partia madrugadinha para vender dez litros de leite a duzentos reis e frequentar a escola de uma santa e batista fessora leiga. Servi ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Ganhei estrelinhas, sim senhor.

Fui interno em Colégio Jesuíta. Servi de empregado doméstico na pensão do Pe. Torrend, em Salvador, e tomava conta de um sítio para retiros espirituais, em Mar Grande, tendo, para isso, de atravessar a Baía de Todos os Santos, semanalmente, a fim de fiscalizá-lo. Também era sacristão. Por onde andei fiz amigos, saboreei a vida. Aprendi. No fundo, um místico. Socialista? Sim. Pleno de amor. Por tudo. Sou capaz de amar a quem me queira mal. Fiz do perdão uma prática de vida, ou como dizia Gandhi: nem tenho a quem perdoar. Pratico a tolerância e a arte de ser livre. Aprendi a liberdade com meu pai. O perdão, com minha mãe. Aprendi a conter a frustração, pelo que não sofro. Jamais pensei ter o impossíve1.

Certamente possuo mais do que necessito e mereço. Tenho recebido mais do que já dei. Deveria fazer doação do que possuo, para que retornasse como cheguei. Gostaria de viver exclusivamente do meu trabalho. Ideologia? Certamente. Para completar a felicidade (ou a vaidade?), ficarei satisfeito se ainda escrever um bom livro. Espero chegar lá. Fascina-me esta ideia, que me acompanha desde os quinze anos. Não mudaria a minha vereda. Se ficasse no Rio de Janeiro, quando lá estive, aos vinte anos, com o Mestre Graciliano Ramos, não teria encontrado tudo de bom que achei por onde meus passos me levaram. Foi melhor ter me fixado em Ipiaú. Sempre gostei da terra, da advocacia e de escrever. Lá, talvez só fosse escritor. Aqui, sempre estive com os mais necessitados.

Nunca advoguei para os bancos, agiotas e exportadores multinacionais. Jamais acusei. Logo cedo, no começo da minha carreira, descobri que os trabalhadores tem sempre razão: direta ou indiretamente. Aqui me casei com a esposa que encheu a minha vida de venturas. Tivemos filhos sadios. Adoráveis. O pouco que construí tenho a quem legar, sabendo guardado em mãos melhores que as minhas. Não enriqueci porque não quis. Felizmente a riqueza não me empanturrou. Ninguém tem melhores amigos que eu. Amo-os profundamente. Sinto-me útil aos meus de sangue. A alguns dos meus quatorze irmãos dediquei, por força da caminhada, cuidados de pai. Multipliquei os meus filhos, pois. Sinto-me de alforges arrumados, tranquilo, para continuar a viagem. Sinto-me, igualmente, sadio e equilibrado nos transtornos que os órgãos e tecidos vão apresentando. Tudo vai bem. Se fosse proferir o nome de cada filho, talvez a emoção me transbordasse em lágrimas.

Com minha mãe vive a fonte, sinto-me criança: o mesmo menino das manhãs de chuva e sol, carneiro e armadilha, quando procurava a mata em busca de caça miúda. Até a saudade de meu pai continua muito terna. Do trabalho, das dificuldades, sempre colhi o sabor da vitória. Gostaria que meus netos fossem como meus filhos. E gostaria que estes lhes ensinassem a mansidão com altivez. A bondade para com todos. A lealdade. O respeito ao trabalho próprio e ao dos outros. Ensinem uma profissão que não careça assalariar a outrem: engenheiro ou carpina, advogado ou pedreiro. O trabalho insubstituível para o espírito e para o corpo. Diga-lhes que o maior segredo da felicidade é encontrar a profissão que seja exercida como um lazer. Evitem a fortuna, que escraviza. Fujam do luxo e da ostentação, que ridicularizam. Do conforto excessivo, que embrutece. Do orgulho que frustra e infelicita. Descobri muito cedo que o dar não deve ser com o fim de receber, mas que, adiante, colhem-se recompensas.

Pode-se ficar contra o homem probo, mas nele se confia. Pior que a ingratidão é exigir a gratidão. Fazer o bem é dever e não virtude. A caridade também não o é: fazê-la é quitar o muito que recebemos dos demais. Podendo, seja religioso. Caso contrário, respeite todos os credos, sem escapar dos políticos e filosóficos. Seja tolerante: a sua verdade pode não ser a verdadeira, por mais evidente que pareça. Mas acredite nela, fervorosamente. Sem deixar de aceitar a alheia, quando julgá-la provada. Busque a felicidade, até onde não comprometa a do outro, lembrando-se que ela é uma festa: ninguém a faz sozinho.

Ainda teremos muito tempo para estar juntos. Espero chegar às oitenta primaveras, quando rememoraremos juntos esta carta com a mesma paixão pela vida. Até lá: minha mãe, minha esposa, meus filhos, netos, irmãos, genros, noras, cunhados, meus queridos amigos!

Euclides Neto

Ipiaú, 11.11 .85

IPIAÚ: NOITE CULTURAL NO CASARÃO DE ZÉ AMÉRICO

Por Liz Midlej

 

 

 

Tem momentos que são assim: dignos de serem colocados em moldura bem estilosa e deixar ali, em destaque, enfeitando nosso álbum de memórias de vida.

O lançamento de Anésia Cauaçu na noite de sexta (10), em Ipiaú-Ba, foi um desses momentos inesquecíveis.

Não sei bem definir se foi a doce brisa da noite, o cheiro de grama, misturado com o perfume inebriante do jasmim, não sei se foi o clássico Vivaldi tocado com delicadeza pelo violino do Quarteto de Cordas, não sei se foi a pintura quase poética dos quadros de Jackson Alves, em sua exposição “Novo Olhar”, nem se foram os carros antigos expostos pelo grupo Lendas, não sei se foi o show de música que o mestre Reinaldo Pinheiro nos presenteou ou a cordialidade do anfitrião Zé Américo.

No fim da noite, a convite de Reinaldo, João Araújo, Fernando Castro e Humberto Cabeleira acrescentaram o repertório com músicas dos anos 50/60, intercalando as apresentações com harmonia e competência. Bom de ver e ouvir!

Mas a energia desses ingredientes juntos, deram a receita de uma noite muito agradável, com a presença de pessoas especiais, surpresas inusitadas em forma de canções, discursos, poemas, homenagens e emoções. São momentos-presentes que a vida nos oferece quando se planta semente de boa lavra. Desejo que a história de Anésia, eternizada com mestria por Wilson Midlej floresça em cada leitura que acontece.

Sinceros agradecimentos a todos que compareceram trazendo o abraço caloroso; gratidão a José Américo Castro, que nos cedeu seu belíssimo espaço; ao movimento Coletivo Cultural; à Diretoria de cultura de Ipiaú; à Prefeitura Municipal de Ipiaú  e a todos que direta ou indiretamente, tornaram possível esse acontecimento.

SERÁ NO CASARÃO DE ZÉ AMÉRICO O LANÇAMENTO DO LIVRO ANÉSIA CAUAÇU – LENDA E HISTÓRIA NO SERTÃO DE JEQUIÉ

É do Coletivo Cultural de Ipiaú e da Diretoria Municipal de Cultura a iniciativa do lançamento do livro do jornalista Wilson Midlej, Anésia Cauaçu – Lenda e História no Sertão de Jequié. A narrativa ressalta a região, palco dos episódios da lendária personagem Anésia Cauaçu, no período que compreende os anos de 1911 a 1917. Jornais, testemunhas e registros históricos demonstram os fatos históricos abordados pelo autor, embricada com uma cenas e fatos de ficcão, dos acontecimentos ocorridos desde o Portoalegre, distrito de Maracás, Ituaçu, portal da Chapada Diamantina, Jequié, Rapa Tição, Barra do Rocha, Dois Irmãos… enfim, uma grande faixa ente a Caatinga e a Mata foram roteiro das andanças dessa mulher-mãe-guerreira, líder de jagunços a serviço da vingança de sua família. 

O evento contempla ainda a amostra do artista plástico Jackson Alves, que ilustra a noite de cultura com algumas obras da sua coleção 2018 – Novo Olhar e a harmonização do ambiente com o som de um conjunto de cordas com repertório clássico, tornando a noite um momento de elegância, estética e harmonia. Vale a pena conferir.
Com participação especial de Reinaldo Pinheiro.

 

NOVEMBRO LEMBRA ZUMBI, O LÍDER NEGRO QUE LUTOU CONTRA A ESCRAVIDÃO E A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA DE TODAS AS ETNIAS

A celebração durante todo o mês, relembra a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade. Afinal, as gerações que sucederam a época de escravidão sofreram e ainda sofrem diversos níveis de preconceito.
Daí a necessidade de perenizar a reflexão, educar para mudar a postura dos opressores e dos oprimidos. Essa é uma das formas de lembrar a importância de valorizar um povo que contribuiu para o desenvolvimento da cultura brasileira.
Vale a pena conferir as palavras fortes do texto de Sonia Freitas neste vídeo:

ANTONIO RIBEIRO ABORDA EM LIVRO A CORRUPÇÃO BRASILEIRA EM TRÊS PERÍODOS DA HISTÓRIA

Nenhum texto alternativo automático disponível.

ANÉSIA CAUAÇU RETRATADA EM LIVRO COM FUNDAMENTAÇÃO HISTÓRICA

Por Zé Américo*

 

 

Será neste sábado, 28, no Centro Cultural de Jequié, às 19 horas, o lançamento do livro “Anésia Cauaçu( Lenda e Historia no Sertão de Jequié).

O autor é o competente jornalista Wilson Midlej, cidadão honorário de Ipiaú e membro do Coletivo Cultural.

O jornalista, escritor e doutor em comunicação, Sérgio Mattos define o novo livro de Wilson Midlej como “Um Romance Histórico”.

-Em Anésia Cauaçu, o jornalista e ficcionista Wilson Midlej reconstrói acontecimentos, costumes e personagens históricos, descrevendo com minúcias aspectos antropológicos, axiológicos, culturais, jurídicos e sociológicos que caracterizam as guerras e lutas empreendidas pelos coronéis na disputa pelo poder político, principalmente no período de 1909 e 1916-.

Sérgio Mattos acrescenta que a historia do banditismo, do cangaço e da colonização italiana na região é narrada e entremeada com as atrocidades cometidas pelas forças oficiais enviadas pelo governo para manter a ordem.

“A narrativa, embasada no roteiro do filme sobre Anésia Cauaçu, figura lendária e personagem central do romance, descreve as ações dessa mulher –guerreira, mulher-bandida, capoerista e boa de mira com arma de fogo.

Ela foi cantada por cordelistas nas feiras e ruas da região como sendo a Musa do Gangaço”.

“Ao ler este romance histórico, o leitor é transportado para o cenário das batalhas, narradas com detalhes que estimulam a visão dos acontecimentos como se lá estivesse presente ou como se assistisse a um filme”, conclui Sergio Mattos.

Vale explicar que este livro de Wilson Midlej decorre do roteiro de um filme de longa metragem concebido por ele e o artista multimidiático Lula Martins, no decorrer do ano de 2001.

*José Américo da Matta Castro é jornalista, poeta e escritor.