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INDIGNADO, PALESTRANTE ESPÍRITA SAI EM DEFESA DE DIVALDO FRANCO

O advogado e palestrante espírita Jefferson Rodrigues Bellomo gravou um vídeo em que manifesta sua indignação pela tentativa de desqualificação e desrespeito aos conhecimentos doutrinários e filosóficos do médium baiano Divaldo Franco.

Você pode conferir a resposta de Divaldo a um jovem congressista sobre a Ideologia de Gênero na matéria abaixo, abordando o Congresso Espírita de Goiás. Lá é possível conferir o episódio que teve como palco do Congresso goiano e que para alguns espíritas indica não apenas a possibilidade de rachar o sesquicentenário movimento, como considera que, enfim, foi revelada a penetração da política petista, que idolatra Lula e eleva Marx a condição de iluminado, no seio do espiritismo nacional.

Os espíritas, cujas características principais são, a absoluta independência de manifestação do pensamento, da visão política, da ausência de hierarquia e manifestamente democrática, não pode e nem deve sofrer o patrulhamento sistemático que se instalou no movimento na última década. A caridade, o conhecimento e a ética são fundamentos inalienáveis preconizados pelos que abraçam, como verdade, os princípios da codificação em movimento religioso-cultural agregador, cuja militância peregrina, tem no incansável Divaldo, vivenciando a doutrina espírita na maior parte dos seus 91 anos, em torno de grande número das nações de vários continentes, o seu divulgador incansável e referência maior.

O que lemos, em alguns comentários, são além de desrespeitosos, uma demonstração inequívoca do fanatismo político de alguns espíritas que infelizmente sucumbiram diante do convite a eterna luta pelo privilégio da farra do poder e perderam a lucidez e a percepção ao não enxergar a corrupção entranhada na maioria dos líderes dos partidos a que estão ligados, e a destruição da moral, da ética e da família, defendida desde lá atrás no manifesto comunista em que Karl Marx propunha a revolução operária e, sutilmente, a destruição da família, para que o proletariado chegasse ao poder.

Pois bem, os partidários da tese chegaram ao poder. Entretanto, antes de proporcionar propriedades rurais para os “Sem-Terra”, moradas dignas construídas sem corrupção, para os “Sem-Teto”, emprego e previdência plenos, mais uma longa lista de carências em que foi prometido providências, nada disso aconteceu em mais de uma década no poder, preferiram chafurdar na lama da propina e desvios, de acordo com os processos transitados em julgados, que tiveram como alvo e condenados os dirigentes e militantes. É inimaginável tamanha polêmica envolvendo espíritas que tanto contribuem para a formação da cidadania e o aperfeiçoamento moral.

TSE VAI JULGAR VALIDADE DE BUSCA E APREENSÃO DE INVESTIGAÇÕES CONTRA MARCELO NILO E A BABESP

Um recurso especial foi movido pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE-BA) para garantir as medidas de busca e apreensão executadas em uma operação que envolve o deputado estadual Marcelo Nilo, por crime eleitoral.

A operação foi deflagrada em setembro do ano passado para investigar crime eleitoral de falsidade ideológica, através da prática de “caixa 2”. Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Em dezembro, os atos foram anulados pelo mesmo tribunal.

A Procuradoria afirma que, quando o TRE autorizou as medidas, foi levado em consideração elementos colhidos em quase dois anos de investigações, que apuravam a prática do delito de falsidade ideológica eleitoral, caracterizado pelo uso do chamado “caixa 2”. No curso da investigação, foram ouvidas testemunhas e reunidos documentos, inclusive por meio da quebra do sigilo bancário, fiscal e de telecomunicações dos investigados, material que levou à expedição dos mandados. Além de Marcelo Nilo, a operação investiga Marcelo Dantas Veiga e sócios da empresa Leiaute Comunicação e Propaganda Ltda. Os envolvidos, segundo a PRE, se valiam da empresa Bahia pesquisa e estatística Ltda – Babesp, também conhecida nos meios políticos como “Data Nilo” administrada por pessoas vinculadas a Nilo, para captação de recursos a título de supostos pagamentos por pesquisas eleitorais. Os valores possivelmente tiveram outro destino, como a campanha de Marcelo ao cargo de deputado estadual nas eleições de 2014. O recurso é assinado pelo procurador Regional Eleitoral Cláudio Gusmão e pelo procurador auxiliar Ovídio Machado.

As provas são necessárias para o órgão oferecer a denúncia por crime eleitoral, dando início ao processo judicial que pode resultar na condenação dos envolvidos. O recurso será analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

JEQUIÉ DEFLAGRA CAMPANHA PARA DUPLICAR PISTAS NA EXTENSÃO DA SERRA DO MUTUM

Cartazes estão sendo distribuídos pelas redes sociais e locais fixos grande visibilidade

O trecho localizado entre os municípios de Jaguaquara e Jequié, na BR-116 tem revelado, ao longo do tempo, como uma das maiores concentrações de acidentes graves da região, inclusive com incidência de mortes trágicas. 

Muitas vidas foram ceifadas no percurso da fatídica serra, nos dois sentidos. A longa extensão da ladeira, cerca de 8 km, bem como o traçado do trecho, com cortes em volumosas pedras e o número de precipícios em ambos os lados, têm contribuído para o aumento significativo do índice de acidentes no trecho.

Cada vez que acontece um acidente grave, em grandes proporções, que geram vítimas originárias de vários estados, ou mesmo de habitantes da região, tem causado dor e comoção aos moradores de Jequié e de outras cidades da região.

Quando do processo licitatório para privatização do trecho da BR-116 compreendido entre a divisa de Minas Gerais com o estado da Bahia até a cidade de Feira de Santana, na Bahia, o vencedor, a empresa Via Bahia, concessionária que administra a rodovia, se comprometeu em breve espaço de tempo, a duplicar o trecho concedido, em toda sua extensão. Para tanto, instalou imediatamente grande quantidade de postos de pedágio para arrecadação, representando significativo volume de receita para começar a cobrir os investimentos acordados.

Pois bem. Até agora, somente o trecho de 70 km entre Feira e a ponte sobre o Rio Paraguassu sofreu alguma intervenção, ainda assim, de forma lenta e precária.

Apesar da lentidão, a arrecadação prosseguiu no mesmo ritmo em que o fluxo de automóveis e caminhões vem sendo incrementado no trecho. Pelo cronograma, a duplicação de importante quantidade de quilômetros da rodovia sob a responsabilidade da Via Bahia já deveria ter sido resolvida e muitas vidas poupadas, se a administradora deste trecho da BR já tivesse concluído a obra de duplicação combinada.

 Audiências públicas promovidas por políticos de Jequié chagaram a acontecer na Câmara de vereadores, mas a duplicação não saiu do papel, enquanto isso, são recorrentes os acidentes fatais, em sua maioria.

Circularam notícias, infelizmente não confirmadas, que teria havido uma reunião entre o Superintendente da Policia Rodoviária Federal, Virgílio de Paula Tourinho Neto, representantes do Ministério público, representantes da concessionária Via Bahia e de segmentos da sociedade regional. Não se sabe se houve realmente o encontro ou o que ficou resolvido acerca do problema que já tem contornos de tragédia em Jequié e em toda a região.

Cansados de esperar, o vereador Gutinha e mais um grande número de jequieenses,  lançaram uma campanha nas redes sociais a fim de chamar a atenção das autoridades para a necessidade da obra de duplicação da BR-116 no trecho Jaguaquara/Jequié em caráter de urgência.

Nesse sentido, também os poetas se manifestaram em suas várias linguagens culturais. Destacamos um trecho do poema/protesto do poeta e artista plástico Dimas Lélis, para ilustrar o tema.

Serra do Mutum

Por Dimas Lélis (08.02.2018)

Serra de dentes afiados

Que cortam vidas e sonhos

Serra do Mutum

Serrote velho de fio novo

Que ceifa árvores de frutos bons

Serra do Mutum:

Lá corta

Lá Serra

Lá Mata

Serra do Mutum: Cerca de oito quilômetros de grande incidência de acidentes com vítimas fatais

NA LAVA JATO, 13 RÉUS JÁ TIVERAM PENAS EM SEGUNDO GRAU EXECUTADAS

O primeiro foi Luiz Argolo (PP/BA) – Foto: Gustavo Lima – Câmara dos Deputados.

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que condenou em segundo grau o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 24 de janeiro, determinou desde o início da Operação Lava Jato o envio dos processos para Curitiba para execução das penas de 13 réus condenados pelo juiz federal Sérgio Moro, que recorreram à Corte. O primeiro político da Lava Jato a ter sua pena executada foi o ex-deputado Luiz Argôlo (ex-PP-BA) – atualmente preso na Bahia. Dos 13 réus que tiveram suas penas executadas em segunda instância, quatro estavam soltos no momento em que Moro determinou o cumprimento da sentença do Tribunal e remeteu o caso para a 12.ª Vara Federal, responsável pelos processos de execução da pena. Foram presos o executivo Agenor Medeiros, da OAS, o ‘laranja’ Waldomiro de Oliveira, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, o empresário Marcio Bonilho e o agente afastado da Polícia Federal Jayme Alves de Oliveira Filho. A 8.ª Turma Penal do TRF-4, de Porto Alegre, julgou desde 2014 – início da Lava Jato – 24 apelações contra sentenças do magistrado da primeira instância, em Curitiba. Até o momento, 110 réus, alguns alvos de mais de um processo, foram julgados pelo Tribunal. Um total de 14 apelações estão pendentes de julgamento de recursos finais – embargos de declaração ou infringentes. A última apelação analisada pela Corte condenou por unanimidade o ex-presidente Lula no caso tríplex do Guarujá (SP). O Tribunal aumentou a pena do petista para 12 anos e 1 mês de prisão em regime fechado (veja aqui). O revés por 3 votos a 0 permitiu ao petista o direito a apenas um recurso na segunda instância, os embargos de declaração. A defesa do ex-presidente poderá entrar com o recurso em até 12 dias depois da publicação do acórdão do julgamento – o que ainda não ocorreu. Quando os recursos de Lula se esgotarem perante a Corte, o juiz Moro, responsável por ordenar a execução penal, poderá determinar a prisão do petista. Desde fevereiro de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) admite a execução da pena em 2.ª instância. Em um julgamento que terminou com o placar de 7 votos a 4, os ministros decidiram que o réu condenado pode ser preso depois de confirmada a sentença do juiz de primeiro grau por um Tribunal. Antes desta decisão, os condenados tinham o direito de recorrer da sentença em liberdade até que não houvesse possibilidade de novo recurso. O mesmo entendimento está consolidado na Súmula 122, publicada pelo Tribunal da 4.ª Região em 16 de dezembro de 2016. Na ocasião, a Corte analisou um processo sobre tráfico internacional de drogas e previu que condenados pelo segundo grau judicial, independentemente de eventuais recursos aos tribunais superiores, poderiam ir para a cadeia. “Encerrada a jurisdição criminal de segundo grau, deve ter início a execução da pena imposta ao réu, independentemente da eventual interposição de recurso especial ou extraordinário”, prevê a 122 desde então. A Lava Jato teve sua primeira fase deflagrada em 17 de março de 2014. Dois anos e meio depois, em 12 de julho de 2016, Sérgio Moro ordenava ‘a imediata execução provisória’ de dois réus, o traficante Renê Luiz Pereira e o operador financeiro Carlos Habib Chater. Na época, ambos já estavam presos cautelarmente. O juiz Sérgio Moro ainda mandou executar as penas do ex-presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro – que já estava preso -, do ex-executivo da empreiteira José Breghirolli (regime semiaberto), de Juliana Cordeiro de Moura, Cleverson Coelho de Oliveira, Rinaldo Gonçalves de Carvalho, e do ex-assessor do PP Ivan Vernon (regime semiaberto). Um total de 105 decisões de Moro – um condenado por ter mais de uma sentença – foram analisadas pelo TRF-4 nas 24 apelações. Foram absolvidos o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto (duas vezes), os executivos da empreiteira OAS Mateus Coutinho de Sá Oliveira e Fernando Augusto Stremel Andrade, o operador André Catão de Miranda e também Maria Dirce Penasso, mãe da operadora Nelma Kodama. A pena imposta ao ex-presidente Lula foi uma das 33 aumentadas pelo Tribunal. A Corte manteve 22 penas e diminuiu 18. (Bahia Notícias).