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RODOVIÁRIOS AMEAÇAM PARAR ATIVIDADES APÓS REUNIÃO SEM CONSENSO COM EMPRESÁRIOS

Foto Bocão News

Terminou sem acordo a reunião entre rodoviários de Salvador e os empresários de ônibus sobre a inclusão do benefício da integração com o metrô no vale-transporte dos trabalhadores. O encontro aconteceu na segunda-feira (20).

De acordo com o vice-presidente do sindicato da categoria, Fábio Primo, os rodoviários não possuem o benefício da integração com o metrô nos cartões de transporte.

Uma nova reunião com os representantes dos consórcios de transportes, o governo do Estado e a prefeitura deve acontecer na próxima semana. Segundo o dirigente, a possibilidade de paralisação não está descartada. “Se não tiver um consenso, infelizmente vamos ter que parar”, afirmou ao BNews.

“CAMPO DE AVIAÇÃO” DE JEQUIÉ COMPLETA 63 ANOS NESTE DOMINGO

19 de novembro de 1954, data do primeiro pouso de um avião de escala comercial, no aeroporto Vicente Grillo em Jequié

Ao centro, de roupa branca e cabelos grisalhos, o grande benemérito de Jequié, Vicente Grillo.

Multidão acorreu ao “Campo de Aviação” para assistir a aterrissagem e decolagem do Douglas DC-3 da Nacional Linhas Aéreas.

A Jodan foi a primeira agência de passagens e de representação da Nacional

Fotos e textos extraídos de publicação de Messias Memória (Jequié-Bahia).

Hoje, 19 de novembro de 2017, o “Campo de Aviação” de Jequié, transformado em Aeroporto Vicente Grillo, não conta com a infraestrutura correspondente à evolução da aviação comercial brasileira. Não dispõe de sistema de radares, há equipamentos para decolagem e pouso por instrumentos, inexiste conforto para os passageiros e tripulantes das raras aeronaves de pequeno porte que fazem escala por aqui. A economia e a cultura sofrem muito com esta carência, já que a carência de rapidez e segurança, alcançadas pela modalidade de deslocamento em outros centros, inibem a presença constante de investidores, agentes culturais, sem falar das urgências e emergências supridas por estes equipamentos numa sociedade em pleno crescimento demográfico.

Muito já se falou a respeito da modernização e funcionamento do aeroporto Vicente Grillo, inclusive a hipótese de construir-se um novo aeroporto, desta vez regional, para atender a demanda de cerca de 23 municípios. Falou-se em instalações no grande platô natural que existe no entrocamento de Jaguaquara, mas… Entra prefeito, sai prefeito, governadores, senadores e outros figurões que deveriam estar peermanentemente ligado a tais providencias, mas, infelizmente, pelo que se percebe, precisaria que um novo Vicente Grillo renascesse por aqui. Como sou reecarnacionista, não acho impossível tal solução. 

De qualquer maneira, deveríamos comemorar o fato de que há 63 anos atrás podíamos nos deslocar do bairro do jequiezinho para o Rio de Janeiro, Salvador, e, por que não, para o resto do mundo.

 

 

CORONEL VISITA A CHINA EM BUSCA DE NOVOS INVESTIMENTOS

Coronel e Eleusa na China.

Em sua visita a China, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, Angelo Coronel, tem como os alvos principais do roteiro as indústrias dos segmentos eletro-eletrônicos, de lâmpadas LED, placas fotovoltaicas e veículos especiais.

Acompanhado de sua esposa, Eleusa, Coronel realiza uma visita não-oficial ao país que é uma das duas maiores potências econômicas mundiais.

“É uma viagem particular, mas não deixo de pensar no desenvolvimento de minha terra. Por isso, estou visitando diversas indústrias, em busca de novos investimentos industriais para a Bahia”, explica Coronel.

O presidente da ALBA diz que acalenta o sonho de ver o estado da Bahia mais desenvolvido. “E só vamos alcançar isso com mais indústrias e mais empresas de serviços. Precisamos  gerar mais empregos para a população, para sermos de fato independentes e com uma melhor distribuição da riqueza”, diz o presidente da ALBA.

Encantado com a China, Coronel diz que o Brasil tem muito a aprender com o país que se tornou uma das duas maiores potências mundiais, com população estimada em mais de 1,4 bilhões de pessoas.

Segundo Coronel, o modelo socialista/capitalista dos chineses parece contraditório, mas dá muito certo. “A presença do Estado é muito forte, mas a competitividade capitalista está presente em tudo”, diz Coronel.

ANTONIO RIBEIRO ABORDA EM LIVRO A CORRUPÇÃO BRASILEIRA EM TRÊS PERÍODOS DA HISTÓRIA

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COMITIVA DA BAHIA NO SALÃO DO CHOCOLATE EM PARIS

Secretários estaduais participam de evento ao lado de produtores de cacau e chocolate em Paris

Consolidar o chocolate como foco de exportação para os produtores de cacau, bem como atrair novos investimentos para a Bahia, foi o objetivo precípuo que a comitiva baiana se deslocou à França, acompanhando a missão do governador Rui Costa.

O secretário do Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues e o subsecretário estadual do Turismo, Benedito Braga se reuniram com empresários da indústria do chocolate e da área do turismo, no último sábado, 28, em Paris, na França. A agenda incluiu visita ao Salon du Chocolat, principal evento mundial do setor, e do qual participam 500 expositores da França e mais de 50 países.  Em sua 23ª edição, o Salon du Chocolat Paris abriu a programação  em uma área de 20 mil metros quadrados do Porte de Versailles.

O evento reúne, até 1º de novembro, chocolatiers, chefes pasticeiros, confeiteiros, designers e especialistas. No estande da Bahia, produtores de cacau e chocolate expõem seus produtos para um público ávido por novidades.

A Associação dos Produtores de Cacau e Chocolate do Médio Rio de Contas – APROC, está representada no evento pelo secretário municipal da Agricultura de Ipiaú e ex-presidente da entidade, Valney Pestana, médico e produtor de cacau no município de Ipiaú. A expectativa dos organizadores do evento é de atrair público estimado em 100 mil visitantes em cinco dias. O coordenador do estande da Bahia no Salon du Chocolat, o produtor de cacau e chocolate Marco Lessa disse que os produtores buscam a utilização de mais tecnologia e divulgação. “A meta é tornar a Bahia referência internacional na produção de chocolates finos”.

O projeto de produção de chocolates de qualidade para exportação e consumo interno, tal como aconteceu em Ilhéus e outras regiões da Bahia, foi idealizado no Território Médio Rio das Contas por Valney Pestana em conjunto com outros produtores de Ipiaú e região, visando agregar valor ao cacau vendido em amêndoas, comercializando também o chocolate fino, com 85% de cacau puro, para o mercado interno e, principalmente no exterior. Aliás, o então presidente da  O resultado pode vir a ser um importante fator de recuperação da lavoura cacaueira, combalida desde a instalação, criminosa para alguns, da praga Vassoura de Bruxa, que dizimou toda a outrora pujante região do cacau.

SUDENE: ENCONTRO DEBATE CONTROLE NA GESTÃO PÚBLICA

Evento promovido pela Sudene, no último dia 18, em Recife, reuniu representantes de órgãos de controle.

Prof. Antônio Ribeiro abordou o tema que foi objeto de estudo na sua tese de doutoramento

A Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentaram palestras, respectivamente, sobre “Gestão de Riscos e Controles Internos no Setor Público” e “Referencial de Combate a Fraude e Corrupção”. O evento foi marcado pela explanação do diretor de Administração da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste, Antônio Ribeiro, que discorreu sobre sua tese de doutorado intitulada “Do Autoritarismo à Democracia: continuidades e mudanças da corrupção política no Brasil após a redemocratização” – aprovada pela Universidade de Lisboa e que deu origem ao livro de mesmo nome.

Segundo o gestor, o trabalho avalia a corrupção e política no Brasil entre 1954 e 2015, dividindo a análise em três períodos, que compreendem o regime militar (1964/1985), 1ª etapa da redemocratização (1985/2002) e 2ª etapa da redemocratização (2003/2014). As principais variáveis comparativas foram política, econômica, intensidade da corrupção, organizações envolvidas (públicas e privadas), atores envolvidos e modus operandi.

Foram levantados causas e efeitos, destacando as diferenças dos fatores determinantes, características e favorecidos nos três períodos destacados. Com relação às características, por exemplo, Antônio Ribeiro enfatizou que havia uma concentração no sistema financeiro durante o regime militar, ficando dispersa no segundo período e tornando-se generalizada/sistêmica na segunda etapa da redemocratização. O estudo traz uma análise comparativa entre as atuações dos setores público e privado e dos partidos políticos, mostrando, ainda, os índices de corrupção no Brasil, que ficou em 79º entre 176 países investigados (ranking 2016).

Ribeiro informou que, segundo a FIESP, o Brasil responde por, no mínimo, 26% de todo o dinheiro da corrupção mundial, percentual que, “na pior hipótese, pode chegar a 43%”. Ele enfatizou que eliminar a corrupção aumentaria em 47% o número de matrículas no ensino fundamental da rede pública e em 89% na quantidade de leitos para internação em hospitais. O superintendente da Sudene, Marcelo Neves, ressaltou a importância do controle para “tornar a administração pública mais eficiente, voltada efetivamente para o cidadão”.

Órgãos de controle

O auditor federal de Finanças e Controle da CGU, Isvaldo Lima Filho, defendeu a implantação de uma política de gestão de riscos nas instituições públicas, “um dos pilares da governança, possibilitando uma eficácia maior aos controles internos”. Ele explicou que dessa forma é possível identificar os eventos que podem ocorrer, dificultando e comprometendo o alcance dos objetivos. O passo seguinte é analisar causas e consequências, elegendo um tratamento para os riscos.

Isvaldo destacou que é necessário “voltar, cada vez mais, nosso olhar para os resultados” e afirmou que a gestão de riscos aumenta a probabilidade de atingir os objetivos, encoraja uma gestão proativa, melhora a identificação de oportunidades e ameaças, melhora os controles, minimiza perdas e aumenta a resiliência das organizações, entre outras vantagens.

O secretário de Controle Externo do TCU, Lincol Lemos Maciel, destacou os principais pontos do “Referencial de Combate a Fraude e Corrupção”, elaborado pelo Tribunal de Contas da União e voltado para órgãos e entidades da administração pública. A publicação aborda, entre outros pontos, os mecanismos de combate a fraude e a corrupção; a prevenção – através da ética e integridade, controle preventivos e transparência/accountability; e formas de detecção, investigação, correção e monitoramento.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social e Marketing Institucional – Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste

PARA REFLEXÃO

Roberto Ampuero por *

 

 

Via Antônio S. Magalhães Ribeiro

 

“A experiência do Chile de Pinochet, da Cuba dos Castro e da escrita deste romance me ensinaram algo mais: não há nada que se pareça mais com uma ditadura de direita do que uma ditadura de esquerda… nada mais parecido com o hitlerismo do que o stalinismo…

Para aquele que aguarda o interrogatório em uma célula de segurança do Estado, dá na mesma se seu torturador é de esquerda ou de direita, se é religioso ou ateu, se acredita no comunismo ou na segurança nacional… O terror e a dor, a angústia e o sofrimento, a impotência e a arbitrariedade que experimentará nesses calabouços serão simplesmente uma afronta à espécie humana. Nesse instante, todas as ditaduras são uma e a mesma, e toda dor que o ser humano sente diz respeito à humanidade em seu conjunto, não importa quais sejam suas convicções políticas.

Enquanto releio este manuscrito, pergunto-me o que leva o ser humano, ou melhor dizendo, o que leva tantos seres humanos a condenar uma ditadura de direita e a celebrar ao mesmo tempo uma ditadura de esquerda. Que retorcido mecanismo mental os conduz a denunciar o abuso, a tortura, a marginalização, o escárnio, o exílio, a repressão e o assassinato daqueles que pensam de modo diferente sob uma ditadura de direita, mas os faz justificar essas mesmas medidas contra aqueles que se opõem a uma ditadura de esquerda?

O que leva uma pessoa a condenar um general que dirige durante dezessete anos um país andino com mão de ferro e a elogiar em contrapartida um comandante que há 50 anos comanda de igual modo uma ilha? Será que isso se deve à ignorância, à hipocrisia ou ao oportunismo, ou a uma lealdade mal entendida em relação a bandeiras ideológicas, à postergação da realidade diante da utopia e do indivíduo em relação à massa, ou simplesmente à exacerbação extrema da falta de humanidade de nossos dias”?

*Roberto Ampuero, escritor chileno, foi membro da juventude comunista do Chile e, após o golpe de Pinochet, se exilou na RDA e, posteriormente, em Cuba, por alguns anos.

AMPUERO, R. Nossos anos verde-oliva. São Paulo: Editora Saraiva/Benvirá, 2012, p. 481-482.