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MORRE AOS 70 ANOS TANAJURA, O MAIOR ARTILHEIRO DA HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA JEQUIÉ (ADJ)

O bancário aposentado João Alberto Tanajura [completaria 70 anos em 12 de janeiro do próximo ano) faleceu na manhã desta segunda-feira, 16, em Salvador, no Hospital da Bahia. Ele foi submetido a uma cirurgia do fígado havia 15 dias. Tanajura era natural de Paramirim e veio jogar na região, na década de 1960, convidado então por Dilermando, para  jogar futebol na equipe do Independente de Ipiaú. Posteriormente foi trazido para Jequié, juntamente com o conterrâneo e anfitrião, Dilermando, [atualmente médico em Feira de Santana] por Maneca Sampaio, que presidia a equipe amadora do Clube Recreativo Jequié, chegando daí, à seleção de Jequié, campeã do Intermunicipal em 1969, de onde ascendeu ao futebol profissional formando a equipe profissional da Associação Desportiva Jequié-ADJ.

Em 1970 envergando a camisa da ADJ chegou à condição de artilheiro. Tanajura em Jequié ingressou nos quadros do extinto Baneb, tendo se casado em Jequié, com Sônia Pinto. Era pai do ex-zagueiro do Vitória e do Flamengo, Flávio Tanajura, atualmente no quadro de comentaristas esportivos da TV Educativa. O sepultamento aconteceu na tarde desta segunda, 16, às 16h30, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Fica a saudade de um estilo, de um jogador de futebol elegante, cavalheiro, cujos dribles e gols empolgavam a torcida de toda a região. Compunha, junto com Dilermando, Cardoso, Marquinho, Edmilson, Mac Donald, Dermival Lucena, Cléo, Humberto Cabeleira, Everaldo Galvão e tantos outros, os craques de uma época, admirados por uma geração privilegiada por assistir bons jogadores de futebol.

VALE A PENA REVER: RECORTES CULTURAIS DA BAHIA

Confira o talento do compositor e jinglista baiano Walter Queiroz Jr. numa de suas peças que marcaram época nos anos de 1970.

 

PÃO SÍRIO

Também chamado pão “pita”, delicia que complementa a coalhada seca no vidro de azeite de oliva. Delícias feitas por Sara e Lucinha e servidas acompanhadas de quibe cru e homus. Estilo Beatriz, aprendidas com detalhes, como verdadeiras “gringas/brasileiras”.

Para rememorar, a receita foi enviada por Nelsinho, o grande chef que não reluta em ensinar o que sabe. Valeu, primo.  Recomendo: vale a pena conferir.

MORRE EM SALVADOR DONA ARLETE MARON MAGALHÃES, VIÚVA DO EX-SENADOR ACM

Dona Arlete Maron Magalhães

Depois de ter sofrido um derrame hemorrágico, Dona Arlete  estava em coma, internada no Hospital Cardio-Pulmonar, na Avenida Garibaldi, em Salvador, onde veio a falecer agora há pouco, neste sábado (7), aos 86 anos, a viúva do ex-deputado, ex-prefeito de Salvador, ex-governador e ex-senador, Antônio Carlos Magalhães.

ACM noivo de D. Arlete. Foto: via jornalista Zé Américo Castro (acervo da família).

 

Dona Arlete Maron Magalhães teve quatro filhos com Antônio Carlos Magalhães: Antônio Carlos, Teresa, Ana Lúcia (falecida) e Luiz Eduardo (falecido). É avó do atual prefeito de Salvador, ACM Neto. Itabunense de família libanesa, sempre foi muito discreta, silenciosamente poderosa,  católica fervorosa e dedicada à família. Dizia que seu maior arrependimento era não ter desenvolvido uma atividade profissional, no entanto a sua dedicação às causas sociais, principalmente ligadas a igreja católica, sempre preencheram a sua vida. Gentil e atenciosa, dona Arlete deixa um legado de fidelidade aos amigos e muita tolerância com todos. 

Ainda não há informações sobre local e horário do sepultamento.

VEM AÍ… ANÉSIA CAUAÇU: LENDA E HISTÓRIA NO SERTÃO DE JEQUIÉ

Edições ALBA

Anésia Cauaçu: Relatos da histõria. Anésia guerreira ou cangaceira? Quantas famílias remanescentes daquele tempo ainda vivem em Jequié e outras cidades da região? Bandida ou fazendeira? Você saberá o que registra a história. Mais uma edição da ALBA. Confira. Lançamento em breve.

Anésia Cauaçu – Lenda e história no sertão de Jequié

“É a história como base da ficção e a ficção permeando a história, intercambiando os fatos reais, com uma narrativa lúdica, mítica, resultado das representações do imaginário popular e da criatividade”.

Wilson Midlej

 Capa e Mensagem: Lula Martins; Orelhas: Zé Américo Castro; Prefácio: Sergio Mattos Revisão: Dermival Rios, Jussara Midlej.

JEQUIÉ: ACADEMIA DE LETRAS DISCUTIU, EM MESA REDONDA, A OBRA DE WALY SALOMÃO

 

A iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura de Jequié, em parceria com a Academia de Letras de Jequié e outras entidades envolvidas, tem o reconhecimento do significativo público que tem acorrido todas as noites ao Museu Histórico.  Foi assim, também, na noite de ontem (21), quando foi dado prosseguimento, no salão da Academia de Letras, a mesa redonda que discutiu a obra de Waly Salomão. Os palestrantes convidados foram os professores Antônio Brito, Anísio Assis, Maurício Bastos e Lucas Ribeiro. O evento fez parte das atividades em homenagem ao poeta jequieense no Museu Histórico de Jequié, que se extende até o fim do mês. De parabéns o secretário de Cultura Alisson Andrade, o presidente da ALJ Júlio Lucas, o diretor de Cultura, Bené Sena, além dos representantes dos vários segmentos culturais da cidade que se irmanaram ao projeto.

Uma pena que mês de aniversário do poeta, escritor, compositor, produtor musical jequieense, quando a comunidade se reúne para discutir a sua obra e lembrar da data do seu nascimento, o seu irmão, Omar Salomão, se encontre no leito do hospital, em Salvador, acometido por uma crise cardíaca.

Mesmo abalada e orando pela recuperação do querido amigo, a sociedade continua celebrando as justas homenagens pela passagem do aniversário de nascimento de Waly.

Vale a pena conferir, até dia 30 de setembro, no Museu de Jequié a programação de homenagens à obra de Waly Salomão com apresentações teatrais, shows da Orquestra Municipal, espetáculos de dança, cordéis, saraus, mesas redondas e a esquete itinerante, que continuará rodando os coletivos e praças públicas do município. A homenagem a Waly Salomão será encerrada com um show musical com Rosy & Banda, com um repertório pinçado das composições criadas pelo artista.

Waly Salomão, era casado com Marta, pai de dois filhos, Omar e Khalid, irmão de Guilherne, Jorge, Omar, Kadija, Rilene e Samira, jequieense, filho de pai sírio e mãe sertaneja, foi um poeta que agitou o Rio de Janeiro nos anos 70, 80, 90 nasceu em 3 de setembro de 1943 e morreu precocemente em 2003, quando perdeu a luta contra um câncer. Foi também o compositor de canções como “Vapor Barato”, gravada por Jards Macalé, Gal Costa e O Rappa; “Mel”, sucesso gravado por Maria Bethânia e Caetano Veloso; e “Assaltaram a Gramática”, interpretada por Lulu Santos e Paralamas do Sucesso, entre muitos outros. A homenagem pública organizada pela Prefeitura de Jequié ganhará ainda exposições multimídias no Museu Histórico de Jequié João Carlos Borges, intituladas “Algaravias” e “Janela de Marinetti”, nomes de obras literárias do poeta.

Foi secretário nacional do Livro e Leitura, nasceu em 3 de setembro de 1943, em Jequié (BA), e notabilizou-se por escrever letras muito disputadas por cantores e cantoras nacionais.

Participou do movimento cultural Tropicália, na década de 60, protagonizado por Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Torquato Neto, Jards Macalé, Gal Costa e Maria Bethânia. A Tropicália misturava temáticas e termos americanos aos utilizados pela popular Bossa Nova, sofrendo crítica na época.

Espera-se que a comunidade cultural, não apenas de Jequié, mas de toda a região, prestigie com suas presenças as atividades que a gestão do prefeito Sergio da Gameleira promove em Jequié, em homenagem a este artista nacional e poeta extemporâneo.

VEREADOR JEAN KLEBER SOLICITA SESSÃO ESPECIAL PARA HOMENAGEAR PROFESSOR TATAI E CAPITÃO MILTON

           Vereador Jean Kleber (PT do B)

Por José Américo Castro

 

Uma Sessão Especial para prestar homenagem póstuma aos ex vereadores, professores e cidadãos ipiauense, Edvaldo Santiago e Milton Pinheiro dos Santos, foi requerida pelo vereador Jean Kleber da Silva Cunha (PT do B) ao Presidente da Câmara Municipal de Ipiaú, José Carlos Bispo dos Santos.

O requerente sugeriu que a homenagem aconteça no próximo mês de dezembro com ampla participação popular. “Teremos a honra de homenagear a vida de dois educadores, religiosos, políticos, homens de bem, que muito fizeram por Ipiaú e que nos deixaram um grande legado”, disse o vereador.

Jean prevê que essa Sessão Especial venha a ser emocionante e muito bonita, assim como foram as vidas dos homenageados. O parlamentar fundamentou seu pedido em um versículo bíblico (Romanos 13:7) que diz: “Dai honra a quem tem honra”.

Prof. Tatai e Prof. Milton

Os ex-vereadores Edvaldo Santiago e Milton Pinheiro dos Santos muito honram as prerrogativas que lhes atribuíram o povo de Ipiaú. Foram íntegros no cumprimento dos seus mandatos políticos, cargos públicos e no pleno exercício da cidadania, referências para várias gerações.

*José Américo da Matta Castro é jornalista e Assessor de Comunicação da Cãmara Municipal de Ipiaú

DE MARCAS E RESSONÂNCIAS…

Jussara Midlej*

Após a presente jornada de trabalho, eis que o nosso eterno professor Tatai retorna à pátria espiritual! Agora, a caminho de mais iluminação interior, as lembranças de suas valiosas marcas avivam reverberações e dizem-nos de sua experiência cumprida na cátedra docente, em especial: prosseguem a relembrar-nos de seu jeito apascentado e amorável, suas mediações geradoras de aprendizagens prazerosas, sua compreensão dos movimentos da vida, seus exemplos indeléveis de humanidade ampliada!

Não há como esquecer a sua expressiva estética professoral que se constituiu como força potencial para todos nós, seus alunos, borboletas amarelas recém-saídas dos casulos e cheias de possibilidades de construir conhecimentos, através de suas lições relacionadas à Língua Materna, à Psicologia da Educação, à Didática…

Preciosos são os retalhos de lembranças: em meados dos anos sessenta, seu olhar iluminava-se e fabulava um mundo extraordinário ao discorrer sobre Jean Piaget e suas recentes pesquisas, ao trazer as experiências, bem atuais, do educador escocês A. S. Neill, o lendário criador de Summerhill – uma escola democrática, pioneira, cuja inspiração filosófica impulsionava a travessia pela força dos afetos e da não repressão, na busca pela crescente construção de autonomia como elemento potencial para a criação, a aprendizagem inventiva… Com sua professoralidade vanguardista e recheada de sensibilidade, orientava as nossas lidas aprendentes, de modo singular, em experiências-encontros, intensivos. Um mundo novo sempre se anunciava, para nós, como campo de possíveis aberturas a movimentos de professoralização diferenciados.

Nesse tempo recente, as mazelas do corpo, desgastado, permitiu-lhe dobrar-se sobre si mesmo, voltar-se mais intensamente para seu interior. A longevidade, vivida no mais intenso aconchego da família, avivou sua potência de agir e deu-lhe renovadas possibilidades de vivenciar plenamente, com Wanda, o amor ágape – como gostava de referir-se aos movimentos amoráveis feitos de afetos sensíveis e sensações, crescentemente sutis. O tempo, a passar, nas convivências, deu-se como um grande privilégio e profunda demonstração do Amor Divino por quem soube auxiliá-Lo em sua Grandiosa Tarefa!

 Na luminosidade de nossas lembranças-imagens prosseguem a vicejar as ressonâncias de sua especial trajetória chamando-nos a compor sentidos novos para a vida. Surgem, a partir daqui outras linguagens que, entrelaçadas aos silêncios de saudade, convidam-nos a ativar as fissuras do infinito, em sentidos de compreender as forças intensivas do mundo espiritual.  Necessitamos apenas que a imortalidade, sempre acolhedora e ativa, se traduza em atos didáticos e criativos de interpretação da Vida a nos ensejar, a todos, traçados de diferentes planos de transcendências e reencontros…  

*Jussara Midlej é ex-aluna de Tatai e professora pesquisadora do DCHL da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.