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LUTO EM VITÓRIA DA CONQUISTA: MORRE DE INFARTO O EX-DEPUTADO CORIOLANO SALLES

A cidade de Vitória da Conquista está de luto pela morte de um dos políticos mais destacados de sua história. O ex-deputado Coriolano Sales faleceu hoje às 18:20 no hospital SAMUR em Vitória da Conquista, quando foi submetido a uma cirurgia cardíaca e não resistiu à operação.

Coriolano completaria 75 anos de idade no dia 1 de agosto. Cori, como era chamado pelos conquistenses, foi o terceiro deputado de Vitória da Conquista a assumir a Presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, em 1989, também foi presidente da Assembleia Constituinte baiana, como deputado, foi considerado pelo jornal Folha de São Paulo como deputado federal nota 10, foi também na sua trajetória exitosa, Presidente do PDT estadual, presidente do PMDB em Vitória da Conquista

Coriolano Sales, nasceu em santa Terezinha-Ba, estudou Direito na Universidade Federal da Bahia, como também na Universidade Federal do Ceará. Advogado do Banco do Nordeste, veio para Vitória da Conquista nos anos 70. Em 1982, com o aval do então líder José Pedral Sampaio, disputou uma vaga para à Assembleia Legislativa da Bahia, e foi eleito por Vitória da Conquista, fato que se repetiu mais duas vezes, em 1994, resolveu se candidatar a deputado federal, sendo eleito três vezes consecutivas. Político determinado, sempre buscou benefícios significativos para Vitória da Conquista. É um dos responsáveis por trazer para a cidade uma sub-seção da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), entidade que dirigiu duas vezes, consecutivamente. Participou do Lions, da Maçonaria e foi presidente da Comissão Diocesana de Justiça e Paz da Diocese de Vitória da Conquista, 1981 a 1982.

Como deputado federal, lutou fortemente para a construção do Anel Rodoviário em Conquista, a implantação do curso de medicina na UESB de Conquista, a atração de empresas como o Café Maratá, entre outros empreendimentos, o que possibilitou a expansão ordenada da cidade em quatro regiões.

Cori foi candidato a prefeito de Vitória da Conquista (56.732) pelo PFL, passando a maior parte do tempo em vantagem nas pesquisas eleitorais, tendo sido derrotado pelo prefeito José Raimundo (70.759) que disputava a reeleição, numa espetacular virada no último mês de campanha.

O corpo de Cori será velado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Conquista, na Rua Rotary Clube, a partir das 07h desta terça-feira (22).

O prefeito Herzem Gusmão decretou luto oficial de 3 dias.

VOLTA, MÃE…

Por Reinaldo Pinheiro*

 

 

 

 

 

Vem dar vida

A minha alma

Colocar jarros 

Nas minhas janelas

Atrair borboletas e beija flores

Não deixes esse poço de amor secar…

 

*Reinaldo Moura Pinheiro é pedagogo, músico, poeta e ex-prefeito de Jequié.

 

COM CONVOCAÇÃO INTELIGENTE, JEQUIENSE PRODUZ CLIP PARA A “FESTA DE ARROMBA”

 

Rafael Vieira Júnior, que há tempos saiu de Jequié, mas Jequié nunca saiu do seu coração, pedagogo, poeta, compositor, jinglista, publicitário e pensador, captou o clima de festa dos  7.960 membros  do grupo FALA, JEQUIÉ  juntou fatos e fotos, que são postados em profusão naquela página do Facebook, administrada pela  incansável Duda Tourinho e brindou a todos com o CLIP lindíssimo JEQUIETERNOS, cuja letra inteligente e melodia harmoniosa, não apenas convoca a geração Cotoxós espalhada por toda parte, para convergirem para Jequié na noite do próximo 15  de junho, reviver momentos de felicidade plena com a festa temática dos anos sessenta, no JTC, mas, também, para rever amigos, abraçar antigos colegas, reconciliar-se com algum antigo e superficial desafeto, ouvir e emocionar-se com a música da Jovem Guarda, Bossa Nova, Beatles, intérpretes e remanescentes de bandas regionais como Bossa Seis, Os Extranhos, Capítulo 5º, Quinta Dimensão, Os Ímpares,  numa grande festa animada pelo Embalo 4.

Os organizadores, Adilson Britto, Duda Tourinho e Gilberto Lapa, anunciam que, das duzentas mesas disponibilizadas, ainda têm 16 à venda. Informam também que já concluíram as providências logísticas e de infraestrutura, para assegurar o sucesso do que está sendo considerada a festa de todos os tempos, a festa de arromba!

Reinaldo Pinheiro, convocado para colaborar e ele próprio ex-integrante de Os Extranhos e dos Ímpares, já assegurou a presença dos lendários músicos jequienses Bené Sena, Kleber Roriz, Valfredo Dórea, Humberto Meira, Gilberto Lapa, Aroldo Vieira, Pedrinho Neto, Joezin da Bahia, Carlos Éden, Charles Meira, e quem mais chegar… De Brasília virá o excelente guitarrista Antônio Paulo, com repertório selecionado, numa apresentação primorosa com o instrumento que domina.

Rafael Vieira Júnior

Vale a pena conferir a mensagem enviada pelo criativo Rafael Vieira Júnior, através do facebook, aos jequienses e em especial, aos membros do grupo FALA, JEQUIÉ!

“Amigos e amigas do Grupo Fala Jequié. Aproxima-se o dia da Festa de Arromba e resolvi fazer uma pequena homenagem, editando este vídeo a partir de fotos publicadas aqui no grupo. Gostaria de ter usado todas, mas são muitas. Assim, as demais ficam representadas nas que aparecem no vídeo. Esta música eu fiz para homenagear um outro encontro, mas ela é dedicada a todos os eternos amigos e amigas JEQUIETERNOS”.

A CAMINHO DA MÚSICA UNIVERSAL

Por Carlos Eden*

 

 

 

 

Na manhã do dia sete de maio, recebi a triste notícia da partida de um velho amigo, companheiro de jornadas musicais ao longo de mais de cinquenta anos.  Paulo Roberto Figueiredo Vieira (Paulo Krupa) nos deixa aos setenta anos de idade, num momento em que ele vinha buscando “dar a volta por cima” após longos anos, afastado da música por motivos de saúde. Criativo, inteligente e bom instrumentista, Paulo influenciou uma nova geração de jovens músicos, principalmente guitarristas e violonistas, já que sua música, mesmo sendo de estilo eclético, era mais voltada para o rock e ritmos relacionados.

Estava recuperando o tempo perdido, compondo, cantando em clips bem produzidos, sendo acompanhado por ótimos jovens músicos, buscando aperfeiçoar o trabalho vocal, já que algumas deficiências auditivas vinham prejudicando um pouco sua performance. Mas em sua incrível força de vontade continuou forçando sua persistência ao extremo, minando assim seu estado de saúde, interrompendo-lhe a trajetória de vida. Agora, sua música está incorporada à Música Universal das Forças do Bem Absoluto.

Juntamente com outro saudoso amigo e companheiro na música, o baixista Cesar Almeida, (a quem quero prestar aqui também, uma homenagem e à sua família), fiz parte de grupos musicais com Paulo na guitarra e ao microfone. Não sendo eu pessoa espiritualmente forte o suficiente para lidar com a dor cruel da perda, forço minha natureza ansiosa para conseguir escrever estas minhas sentidas homenagens, e palavras de conforto aos familiares de Paulo: seu filho Pablo, a ex-esposa Conceição, os irmãos Aroldo, Francisney e Gleyde, e demais membros da família. Descanse em paz, amigo.

*Carlos Éden Meira é jornalista, cartunista, DRT 1161

VÁ PARA DENTRO

Por Edvaldo Santiago* Via Isabel Santiago

Texto produzido em 06.01.2015

 

 

 

Bom encontrar pérolas soltas numa gaveta qualquer… Tatai nos deixou um enorme legado cultural e ainda brinda as filhas queridas com essas surpresas agradáveis. Agradecido por compartilhar…

Sala de leitura do professor Tatai – Foto Vicente Andrade – Blog Bote Fé.

Ou vá para fora. Trata-se mais que uma opção, uma alternativa, uma escolha. É uma decisão de vida, da existência plena. Brevíssimo comentário de uma das mais belas palestras de Osho, verdadeiro sábio oriental, autor de centenas de palestras, transformadas em livros.

Extraída de sua palestra “Siga sua natureza”, as expressões acima, são lições de amor, de verdade de vida, lições que Jesus Cristo tanto nos ensina todo dia.

Vá para dentro,

Temos sido dirigidos, encaminhados, mormente nessa era de globalização a ir para fora, as sensações, os prazeres, as ilusões são mais convidativas e fáceis de serem seguidas. Mesmo antes do nascimento, somos inconscientes de quem realmente somos. Em tudo, somos dirigidos de fora. Influências do lar, da escola, da sociedade e, da cultura. O ego é o portão de visita, necessário em sociedade. Todavia, sem a nossa natureza, nada sabemos, individualmente, sobre nós mesmos. Necessidade premente de seguirmos nossa natureza, o que só acontece, no caminho da existência, com o passar dos anos.

A natureza é o nosso coração, a nossa consciência, o nosso verdadeiro ser. A identidade dada por Deus, ao nos criar a sua imagem e semelhança. E Ele está dentro de cada um de nós e Sua voz encontra-se no mais recôndito da alma, no centro vital das suas criaturas. Então, vá para dentro, reflita o momento presente, consulte seu coração, ouça a voz interior, a voz do Mestre interior e viva, trabalhe, cante, sorria, chore, dance, brinque. Assim, viverá, plenamente, a vida dará valor a tudo o que tem tudo que faz tudo que é. Com certeza, em tudo o que fizer, dará sempre o melhor de si mesmo. Vá para dentro!

Conscientize-se. Saiba quem você é. Saibamos quem somos. Isso é autoconhecimento. Em silêncio, reflita, medite, deixe de lado o passado, não pense, esqueça da mente e se entregue ao Inacessível, ao Desconhecido. De modo total. E ouvirá, e ouviremos a Voz do Altíssimo, indicando o caminho da verdade, do amor, da felicidade. Todo tempo é tempo. Vá para dentro!

Wanda Santiago e as filhas queridas de Tatai e Wanda Santiago (Foto Rosário Santiago)

*Edvaldo Santiago, Tatai, (1926-2017) foi alfaiate, craque de futebol, professor, Licenciado em Filosofia, advogado, Diretor do Colégio Agrícola, um dos fundadores do Independente Esporte e Cultura, do Rotary Clube de Ipiaú e da Loja Maçônica Rionovense, Vereador por oito mandatos consecutivos, presidente da Câmara

FALA, JEQUIÉ EM NOVO ENCONTRO NA PRAÇA

A MÚSICA QUE MARCOU TODA UMA GERAÇÃO: FESTA DE ARROMBA NO JTC

 

IPIAÚ: VERAS TERIA COMPLETADO NESTE 20 DE ABRIL, 78 ANOS DE BOEMIA, EXAGEROS E POESIA

Recebido com nobreza nos palácios… Ou na solidão de um quarto no beco… Veras era um lord que exibia sua majestade…

Os anos 1960 do século passado foram, efetivamente, decisivos na mudança de paradigmas na história contemporânea brasileira. Os costumes cultivados a partir do século XIX, transmitidos de pais para filhos à luz dos fundamentos da religião católica foram subvertidos acintosamente, pela implantação de um conceito no vestir-se, comportar-se, na linguagem e no jeito dos cabelos, no relacionamento interpessoal, novos olhares para as escolhas e atividades sexuais, no ideal de vida, na cultura do transcendental, na onda das drogas e hábitos de consumo de álcool e fumo. Muito fumo.

Era um tempo onde os jornais tratavam seguidamente de estudante morto no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, jornalistas e escritores presos, passeata de intelectuais e religiosos, tropa de choque, cavalarianos de sabre em riste, carros blindados, gás lacrimogêneo, tiros, jatos de água, paus, pedras, o fim de um caminho… Mas, também eram tempos de intensa criatividade, de surgimento de novos talentos, de músicas inteligentes, peças teatrais que se tornaram clássicos, de filmes inesquecíves…

Foi nesse clima, nesse ambiente que Divaldo Angelim Veras, nascido em Recife, tendo, aos 18 anos de idade, migrado para o Rio de Janeiro para ser paraquedista, onde ficou por um tempo.  Um dia aportou em Salvador, estabelecendo-se como comerciante, um dos proprietários da famosa boate Anjo Azul, bem ali na rua do Cabeça, ligação da Rua Carlos Gomes com o Largo Dois de Julho.

Criativo, simpático, talentoso, Veras era mesmo um artista plástico, poliglota, detentor de ampla cultura geral, que enveredou por um negócio lucrativo que atraía, além da clientela socialite, grupos integrantes de várias linguagens artísticas e culturais. Quando o conheci foi logo me oferecendo, como cortesia da casa, o famoso drink de entrada batizado por ele como xixi de anjo. Uma delícia.

Pois bem, como se pode ver no documentário abaixo, Veras acabou herdeiro de uma das maiores fortunas da Bahia, senão entre as maiores do Brasil. Apesar de usufruir de todas as benesses que o dinheiro proporciona, nunca deixou de cultivar a essência verdadeira das coisas e das pessoas.

 

Místico, filósofo, gourmet, poeta, o monge dos dez quartos valorizava o que tinha valor e louvava o que devia ser louvado. Adormecia entre lençóis de cetim e despertava sobre colchões de lã de barriguda, onde dava vazão aos seus sonhos e continuava, talvez por isso mesmo, preservando a sua sólida e bem construída escala de valores. Viveu em palácios, como príncipe e nas ruas, como personagem do filme O Ébrio, no mais rasteiro nível de enquadramento do homem, como ser social. Mas, ele não se tornou um pária no sentido de subordinação social. Veras era um rebelde. Viveu na sarjeta e manteve a dignidade de quem nunca desceu um degrau dos altos níveis de glória e abundância. Educado e elegante, era realmente um ser especial.

Passados os anos sessenta, finalizado os tempos de bonança e fortuna, encontrei-o, sem programação prévia, preparando o almoço na fazenda dos meus primos Betinho/Leão/Big/Brai. Não fiquei pra almoçar, mas estupefato e silenciosamente, rendi minha homenagem àquele ser paradoxal. Intimamente lembrei-me de uma obra de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier em 1938 – “A caminho da Luz”: nesta, há descrições de almas rebeldes vindas do Sistema planetário Capela. Descreve o autor que seres rebeldes e endividados com a Lei Divina reencarnaram na Terra como “exilados”; e, embora preparados intelectualmente, deixavam a desejar nos aspectos comportamentais: de seus atos transpareciam marcas de tormentas internas e transgressões, rebeldias e genialidades intelectuais… Teria sido Veras um capelino?!

Se entre nós ainda estivesse, Veras teria completado neste 20 de abril, 78 anos de boemia, exageros, poesia e, de algum modo, de buscas de esclarecimento e quiçá de iluminação.

Documentário: DEVERAS – “A vida e a história de Divaldo Angelin Veras” de Paulo Thiago (2008) www.youtube.com/watch?v=ZtrLnZv7_og

Participação especial do sobrinho de Veras, o fazendeiro, Leão Elias Midlej, do jornalista José Américo Castro, da cunhada e fazendeira Zui Muniz Ferreira, do professor-doutor Victor Hugo Martins, da Universidade do Estado da Bahia-UNEB e da Historiadora Sandra Regina Mendes.

Divaldo Angelim Veras
20.4.1940 – Recife-PE

29.8.2006 – Ipiaú-BA

SESSÃO ESPECIAL NA ALBA MARCA SAUDADE DE 20 ANOS DA MORTE DE LUÍS EDUARDO MAGALHÃES

Através de proposta do deputado Adolfo Viana, a Assembleia Legislativa da Bahia homenageou líder baiano morto em 1998.

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, ALBA, Ângelo Coronel, comandou nesta quarta (18), a Sessão Especial post mortem em memória do deputado Luís Eduardo Maron de Magalhães, desaparecido precocemente, aos 43 anos, em 21 de abril de 1998, por volta das 20h – cerca de sete horas depois de sofrer um infarto do miocárdio, no Hospital Santa Lúcia, em Brasília. A iniciativa partiu do deputado Adolfo Viana (PSDB) para lembrar esse hiato de 20 anos e celebrar a trajetória política de um jovem líder da política baiana.

Filho do presidente do Senado à época, Antônio Carlos Magalhães, Luís Eduardo era pré-candidato ao Governo da Bahia nas eleições de outubro daquele ano e apontado como um dos principais concorrentes à Presidência da República nas eleições de 2002. Foi deputado estadual, de 1979 a 1987, e deputado federal de 1987 até a sua morte, sendo presidente da ALBA entre 1983 e 1985, e da Câmara dos Deputados durante o biênio 1995-1997.

Construtor de Pontes

A tônica da homenagem, através dos discursos de Adolfo Viana, proponente da Sessão, de Luís Eduardo Maron de Magalhães Filho, Duquinho, filho do homenageado, do presidente da ALBA, Ângelo Coronel, e dos depoimentos colhidos entre os participantes, era de que Luís Eduardo era um “Construtor de Pontes”… “Era um parlamentar com forte liderança, que transcendia partidos e, sobretudo, que construía pontes e buscava intercessões… Com este perfil, ele poderia ter alterado a história e construído outros caminhos que levassem o Brasil a uma posição melhor do que a atual”, destacou Luís Eduardo Filho.

“Fui adversário ferrenho do pai dele, o senador ACM, mas com Luís Eduardo mantinha uma relação de grande admiração e respeito. Era líder da Oposição na ALBA quando Luís Eduardo e Otto Alencar me pediram para apoiar a candidatura do então deputado Antônio Honorato para a Presidência da Casa. E o fiz, porque estava tratando com homens que cumpriam as suas palavras. Luís Eduardo era um desses, um grande e autêntico líder”, elogiou Coronel.

Adolfo Viana, o deputado que requereu a homenagem, destacou o diálogo como a marca registrada de Luís Eduardo. “Luís possuía uma visão claramente liberal, entretanto ele nunca deixou de dialogar com aqueles que tinham uma visão oposta, buscando sempre o caminho da composição e do entendimento, para evitar que as disputas políticas interferissem no desenvolvimento do País. Por isso, era querido e respeitado por todos, principalmente pelos seus adversários”, disse Viana. 

Para Antônio Honorato, conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios – e então presidente da ALBA, onde o corpo de Luís Eduardo Magalhães foi velado – não há dúvidas de que Luís Eduardo levaria o Brasil a rumos diferentes. “Ele tinha uma visão dialética do Brasil. Na despedida dele da Presidência da Câmara dos Deputados, todas as lideranças, da extrema-esquerda à extrema-direita, reconheceram a liderança de Luís. Ele foi como um cometa, que ficou pouco tempo entre nós, mas deixou um rastro de luz intensa”, destacou Honorato, emocionado ao “rememorar, na cabeça, um bonito filme de longuíssima metragem”.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Marcus Presídio, foi à tribuna e deu um depoimento emocionado sobre a sua amizade com Luís Eduardo, iniciada quando ele começou a trabalhar na Assembleia, como office-boy, aos 15 anos. “Em um determinado momento, ele recebeu pessoas em audiência, mas não tinha ninguém para servir o café e a água. Tomei a iniciativa e fui eu mesmo. Ele me olhou surpreso e depois avisou que queria falar comigo. Como ele ficava até tarde na ALBA, só entrei na sala dele, tremendo de medo, por volta de 23h, e fui logo pedindo desculpas. Ele disse: ‘desculpas por que? Seu gesto me orgulhou e nunca se desculpe por nada que você faz com o coração’”, rememorou Presídio, lembrando do apoio incondicional que Luís Eduardo Magalhães deu à família quando o conselheiro ficou órfão de pai.       

Saudade ininterrupta

Luís Eduardo Maron de Magalhães Filho, o Duquinho, disse que a saudade do seu pai é ininterrupta. “Tivemos a convivência com nosso pai interrompida pelo destino, de modo que, como família, ficou um vácuo durante esses 20 anos, mas que soubemos suprir sempre com condescendência uns pelos outros. Por causa dele, nossa relação se fez mais forte. E após duas décadas, a história provou que seus ideais estavam certos. Muitas das suas bandeiras ainda são discutidas no plano político nacional”, disse Duquinho.

Duquinho discursou em nome da família e recebeu a homenagem proposta por Adolfo Viana como “um conforto e, ao mesmo tempo, com um orgulho muito grande, por saber que no nosso seio familiar tivemos um exemplo que hoje serve de estímulo para que jovens ingressem na política e possam transformar nosso Brasil, que tanto necessita de mudanças”.

O proponente da Sessão rememorou a história de vida do amigo Luís Eduardo, que, segundo ele, “fala por si só”. “Foi um grande homem público, que deixou imensa saudade, mas também grandes exemplos, principalmente para a nossa geração de políticos. É referência para todos nós e prestou inestimáveis serviços à Bahia, servindo, também de maneira grandiosa, ao nosso país. Toda homenagem é mais do que justa, porque Luís foi o grande político de sua geração”, destacou Viana.

Adolfo Viana relembrou que Luís Eduardo deixou grande saudade entre os servidores da ALBA “Os funcionários da Casa, até hoje, só têm coisas positivas a lembrar, não do político que se elegeu deputado estadual aos 23 anos de idade, mas do colega que conviveu com todos com muita simplicidade, com muita humildade, elegância e generosidade. Ele teve uma carreira política brilhante, passando pela presidência da ALBA e da Câmara Federal, tornando-se rapidamente um dos políticos mais influentes do país”, disse Viana.

A sessão especial em homenagem a Luís Eduardo Magalhães foi aberta pelo presidente Ângelo Coronel e contou com as presenças de familiares, dos filhos Luís Eduardo, Carolina e Paula, da viúva Michele Marie, do irmão Antônio Carlos Magalhães Jr., de representantes dos Tribunais de Contas do Estado e Município, políticos com mandato e ex-deputados. O sobrinho do homenageado e prefeito de Salvador, ACM Neto, se fez representar pelo chefe da Casa Civil, Luiz Carreira. As homenagens começaram com a execução do Hino Nacional e terminaram com o Hino da Bahia.

Fonte: Assembleia Legislativa da Bahia – Assessoria da Presidência – 71 3115-0966/3115-0953

FESTA DE ARROMBA: JEQUIÉ REVIVE MOMENTOS FELIZES DOS ANOS SESSENTA

Tudo começou com o movimento entre internautas jequieenses, atuais moradores ou não, que engarrafaram o trânsito do aplicativo Facebook, postando e vibrando com a exposição de fotos antigas, personagens e causos de Jequié em épocas distintas. Contemporâneos se encontravam virtualmente, episódios eram relembrados… O certo é que famílias inteiras foram atraídas para o bate papo nas redes sociais e os jovens de então, hoje homens e mulheres maduros, retomavam antigas simpatias e até mesmo, pequenas rusgas e pirraças, como se tivessem regredido no tempo. Foram realmente momentos onde os fatos e as fotos retomavam lugar de destaque na memória de representantes de várias gerações.

Graças ao entusiasmo de alguns, o encontro virtual evoluiu para encontros reais, especialmente entre os jequieenses residentes em Salvador, que confraternizaram em hotéis e restaurantes, num grande congraçamento como se fora os Cotoxós dos anos sessenta.

Dessa interação surgiu um elegante e bem impresso livro “Sol, História e Encantos” que contou com a participação de cerca de cinquenta coautores, contribuindo para uma obra bastante interessante, cujas vendas, depois do resultado apurado, foram distribuídos para obras de filantropia e caridade de Jequié.

Vibrando na mesma sintonia, novos membros se associam à iniciativa do jequieense Telmo Carvalho, pediatra no Rio de Janeiro que não esquece a sua terra, para produzir um interessante documentário, sempre com registros históricos e homenagens à Cidade Sol. Outro grupo vem se reunindo na organização de um grande baile no Jequié  Tênis Clube, a “Festa de Arromba”, que certamente levará os convidados a vivenciar os anos dourados, as festas de luzes, a Bossa Nova, Ie Ie Ie, e muito Rock And R’oll, numa noite, que, promete, inesquecível.

O novo evento do grupo iniciado como “We Love Jequié”, hoje bem maior, mais eclético e mais democrático, garante que será mais uma oportunidade para repetir a mobilização dos jequieenses de todos os cantos para mais um ponto de encontro de velhos amigos.

As reviravoltas da vida distanciaram pessoas, amores fortuitos foram esquecidos, filhos cresceram, netos surgiram, até que um grupo de abnegados, envolvidos no sentimento de amor e solidariedade, resolve juntar as antigas bandas, os antigos personagens, sem descartar Jequié como protagonista de momentos tão marcantes.

Para Duda Tourinho, uma das organizadoras desde o primeiro evento, haverá um grande empenho para que os convidados adotem o tema da jovem guarda em suas roupas, gestos e entusiasmo, para que cada um leve na memória os momentos marcantes vividos na adolescência.  Já para o professor Reinaldo Pinheiro, convidado para contribuir como intermediador dos talentos que se apresentarão, solicitada algumas impressões, disparou poeticamente “Pra mim, já valeu! A festa já começou! Contatos, contratos, contraltos! Já valeu, porque Adil(son), Gil(berto), Duda dá liga! Ora, quem segura aquele que fez por amor? Gatinha toca, Extranhos, não são estranhos, são simples como um raio de sol! Pra mim, já deu certo! Mazinho é um mar de luz e som! Arco íris em pleno junho…há agosto! Haja Mércia! Comida e bebida boas! Ah! Vai ser bom! Bom? Já está! Bom demais! Bom dá paz! Só falta você, menina! Só falta você, rapaz! Chega, mais! Chega em paz!”

A festa terá a participação da banda Embalo Quatro, o som de Mazinho e a apresentação de músicos que marcaram época em Jequié, como Tonhe Gatinha, Reinaldo Pinheiro, Bené Sena, Humberto Meira, Carlos Éden, Aroldo Vieira, Roque Lui, Kleber Roriz, Valfredo Dória… e quem mais chegar.  Vale anunciar que o repertório será o mesmo de Os Extranhos, Bossa Seis, Os Ímpares, Quinta Dimensão, Capítulo V… 

Reserve já a sua mesa. Vale a pena reviver momentos tão felizes!