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8 DE DEZEMBRO: FESTA EM COMEMORAÇÃO A N.S. DA CONCEIÇÃO DA PRAIA, TRISTEZA POR 37 ANOS SEM JOHN LENNON E 23 ANOS SEM TOM JOBIM

8 de dezembro nos remete à perda de dois privilegiados talentos que expressavam sua genialidade através das músicas que compunham. Suas letras, bem como as melodias, se destinaram à mesma eternização alcançada por Mozart, Chopin, Bach, Villa Lobos,.. O mundo reverencia a data e lembra dos dois com pesar.

A data de 8 de dezembro ficou definitivamente marcada pela morte repentina de dois dos maiores músicos do século 20: John Lennon, assassinado a tiros numa noite fria, em frente ao edifício onde morava; e Tom Jobim que, assim como o ex-Beatle, tornou-se lenda em vida. Morreu em consequência de uma parada cardíaca, dois dias depois de ser operado, por causa de um câncer na bexiga. As duas estrelas desapareceram com uma diferença de 14 anos uma da outra. John tinha 40 anos quando tombou e Tom ia fazer 68.

Um integrou a banda de rock mais famosa e influente de todos os tempos. O outro é considerado um dos inventores da bossa nova. Em comum, a data e o local da morte. Tom Jobim e John Lennon morreram em um 8 de dezembro, em Nova York, nos Estados Unidos.

Encontrei no site entretenimento.r7.com esse artigo sobre as coincidências entre as mortes dos dois músicos, em Nova York:

“Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia”. J.Lennon

John Lennon nos deixou há 34 anos. A notícia, mesmo na era anterior à Internet, correu feito um jato pelo mundo: o cantor, compositor e músico britânico foi assassinado em frente ao Dakota, edifício em que morava, em Nova York.

Mark Davis Chapman, um fã obcecado por Lennon, havia conseguido um autógrafo do músico na manhã daquele mesmo dia, fato que foi registrado por um fotógrafo. Quem poderia imaginar que, horas depois, o mesmo cidadão faria tamanha loucura?

O mundo ficou rapidamente de luto. As homenagens ao ex-Beatle se espalharam pelos quatro cantos do planeta, frequentemente acompanhadas por pessoas cantando as músicas de Lennon, especialmente o hino pacifista, Imagine.

“Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz”. Tom Jobim

Quatorze anos depois, foi a vez de Tom Jobim tornar essa data motivo de luto. Na época, o cantor, compositor e músico carioca vivia uma fase das mais produtivas em sua carreira.

Seu CD Antonio Brasileiro havia acabado de sair, com participações especiais de Dorival Caymmi e Sting. Um trabalho com alta qualidade artística, no qual Jobim se mostrava mais inspirado do que nunca.

Um câncer na bexiga, em estágio já adiantado, foi diagnosticado no músico em um exame rotineiro, dias antes. Tom foi operado, mas dois dias depois, morreu de parada cardíaca, no hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994.

Lennon amava Nova York e Tom Jobim também se deu muito bem por lá, sendo presença constante na cidade americana.

Outro fato em comum entre eles é que seus legados continuam sendo apreciados e cultuados por fãs nos quatro cantos do mundo, além de gerar novos produtos.

No caso de Lennon, os discos dos Beatles mereceram um relançamento luxuoso em 2009, além do lançamento do game Beatles Rock Band, um sucesso de vendas.

Tom Jobim é tema de dois documentários dirigidos pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos: A Música Segundo Tom e A Luz do Tom. Veja o primeiro, em versão completa, aqui:

 

ANÉSIA CAUAÇU, LENDA E HISTÓRIA NO SERTÃO DE JEQUIÉ SERÁ LANÇADO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA

Depois do lançamento em Jequié e Ipiaú, o livro que conta a história e as lendas sobre personagens históricos da região de Jequié, episódios que culminaram com a emancipação política do município, antes vinculado a Maracás, será agora lançado em Salvador, mais precisamente, no Saguão Deputado Nestor Duarte da Assembleia Legislativa da Bahia, a partir das 15h30 do dia 19 de dezembro. Além das autoridades convidadas pelo Cerimonial da ALBA, também estão convidados os jequieense que moram em Salvador e os que se interessam pelas histórias de Jequié, Maracás, Ituaçu, Tanhaçu, Ipiaú, Itagibá e Boa Nova,  palcos dos episódios que envolveram as lutas entre facções políticas. A narrativa aborda acontecimentos ocorridos a partir de 1896 a 1917, acrescidos de anotações da imprensa da época, além de relatos ficcionais.

O livro, editado e produzido pela ALBA CULTURAL, através dos editores Paulo Bina e Délio Pinheiro, com projeto gráfico e execução de Bira Paim e capa de Lula Martins, será adquirido mediante doação de produtos de higiene pessoal que serão cedidos à campanha natalina do Instituto Assembleia de Carinho, presidida por Eleusa Coronel. Cerca de 400 exemplares foram disponibilizados para este fim.

DONA DETINHA LOMANTO. MISSA DE 7º DIA

A família Lomanto, ainda consternada com o falecimento de sua expressiva e amorável matriarca, convida para a missa de sétimo dia em sufrágio pela alma de Hildete Britto Lomanto. A todos agradece pelo ato de solidariedade e fé cristã.

EUCLIDES FERNANDES APRESENTA MOÇÃO DE PESAR PELO FALECIMENTO DE DONA DETINHA LOMANTO

O deputado estadual Euclides Fernandes (PDT), fez inserir na ata dos trabalhos da Assembleia Legislativa da Bahia, na Sessão Ordinária de hoje, 24 de novembro de 2017, uma Moção de Pesar pelo falecimento de Dona Detinha Lomanto, ocorrido na última quarta feira (22), solidarizando-se com a família enlutada, particularmente ao neto da querida nonagenária jequieense, deputado Leur Lomanto Júnior.

Muito ligado à família, especialmente ao ex-deputado federal Leur Lomanto, Euclides Fernandes compareceu ao sepultamento e teve oportunidade de apresentar as condolências ao seu amigo de longas datas, bem como aos demais membros da família. Veja o documento na íntegra:

 

 MOÇÃO

            A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DA BAHIA faz inserir na Ata de seus trabalhos uma MOÇÃO DE PESAR pelo falecimento de D. Hildete Brito Lomanto neste último dia 22 e solidariza-se  com seus familiares, particularmente seu neto o deputado Leur Lomanto Júnior,  e amigos neste momento de dor e sofrimento.

            Aos 93 anos faleceu D. Detinha Lomanto deixando literalmente orfãos todos os filhos de Jequié, por quem ela tinha um amor profundo e sempre que seu esposo, o ex-governador Lomanto Júnior, esteve à frente de um poder Executivo, não mediu esforços para atender às inúmeras demandas que chegavam ao seu conhecimento. Natural de Jequié, dona Detinha, como era chamada, se destacou pelos trabalhos sociais que desenvolveu ao lado do esposo, no interior, na capital baiana e em Brasília. Enquanto primeira-dama, dona Detinha foi presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA), órgão que deu origem às Voluntárias Sociais.

             Dona Detinha teve a sua vida marcada pelos trabalhos sociais que desenvolveu quando Dr. Lomanto Júnior foi governador do Estado e nas duas vezes em que dirigiu a Prefeitura de Jequié, além de ter buscado melhorias para as classes menos favorecidas através também do período que o seu esposo foi Senador da República, São filhos do casal, Antonio Lomanto Neto, o ex-deputado federal Leur Lomanto, Tadeu Antonio, Marco Antonio e Lilian Lomanto e, na relação de 10 netos, dando continuidade à vida pública eleitoral, o deputado estadual Leur Lomanto Júnior e mais 12 bisnetos.

            O seu sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Jequié  nesta sexta-feira (24), dois anos após o falecimento do seu esposo.

            Após a tramitação que seja dado conhecimento desta Moção de Pesar  aos seus familiares e amigos de Jequié, através do deputado Leur Lomanto Júnior, titular desta Casa e do presidente da Câmara Municipal de Jequié.

           Sala das Sessões, 24 de novembro de 2017

                Deputado Euclides Fernandes/PDT

MORRE EM SALVADOR, AOS 93 ANOS, DONA HILDETE LOMANTO

O casal Detinha e Lomanto com seus cinco filhos.

Faleceu, na noite de quarta-feira (22), em Salvador, aos 93 anos, a Sra. Hildete de Britto Lomanto, conhecida pelos baianos como Dona Detinha Lomanto. Ela morreu justamente no dia em que completa dois anos do falecimento o seu esposo e companheiro, o  ex-governador da Bahia, Antonio Lomanto Júnior.

Dona Detinha foi sempre uma presença marcante em toda a vitoriosa trajetória de Lomanto Júnior, desde que o seu jovem marido, então odontólogo recém-formado, se elegeu vereador na cidade natal de ambos, Jequié, mandato exercido de 1947 a 1950.

Primeira-dama da Bahia entre os anos de 1963 e 1967, Dona Detinha teve a sua vida marcada pelos trabalhos sociais que desenvolveu como presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA) na Bahia, que, posteriormente, deu origem às Voluntárias Sociais, e pela grande legião de amigos que conquistou ao longo da vida.  São filhos do casal, Antonio Lomanto Neto, o ex-deputado federal Leur Lomanto, Tadeu Antonio, Marco Antonio e Lilian Lomanto. Entre os 10 netos, eis que surge a liderança de Leur Lomanto Júnior para prosseguir na tradição de homens públicos da família, mantendo as lições absorvidas do seu pai e seu avô, de honradez, dedicação e lealdade aos princípios democráticos da família, que a partir do tronco, já conta com 12 bisnetos.

O velório acontece no Velatório Pax Internacional, em Jequié, de onde seguirá para sepultamento às 10h de sexta-feira (24) .

“CAMPO DE AVIAÇÃO” DE JEQUIÉ COMPLETA 63 ANOS NESTE DOMINGO

19 de novembro de 1954, data do primeiro pouso de um avião de escala comercial, no aeroporto Vicente Grillo em Jequié

Ao centro, de roupa branca e cabelos grisalhos, o grande benemérito de Jequié, Vicente Grillo.

Multidão acorreu ao “Campo de Aviação” para assistir a aterrissagem e decolagem do Douglas DC-3 da Nacional Linhas Aéreas.

A Jodan foi a primeira agência de passagens e de representação da Nacional

Fotos e textos extraídos de publicação de Messias Memória (Jequié-Bahia).

Hoje, 19 de novembro de 2017, o “Campo de Aviação” de Jequié, transformado em Aeroporto Vicente Grillo, não conta com a infraestrutura correspondente à evolução da aviação comercial brasileira. Não dispõe de sistema de radares, há equipamentos para decolagem e pouso por instrumentos, inexiste conforto para os passageiros e tripulantes das raras aeronaves de pequeno porte que fazem escala por aqui. A economia e a cultura sofrem muito com esta carência, já que a carência de rapidez e segurança, alcançadas pela modalidade de deslocamento em outros centros, inibem a presença constante de investidores, agentes culturais, sem falar das urgências e emergências supridas por estes equipamentos numa sociedade em pleno crescimento demográfico.

Muito já se falou a respeito da modernização e funcionamento do aeroporto Vicente Grillo, inclusive a hipótese de construir-se um novo aeroporto, desta vez regional, para atender a demanda de cerca de 23 municípios. Falou-se em instalações no grande platô natural que existe no entrocamento de Jaguaquara, mas… Entra prefeito, sai prefeito, governadores, senadores e outros figurões que deveriam estar peermanentemente ligado a tais providencias, mas, infelizmente, pelo que se percebe, precisaria que um novo Vicente Grillo renascesse por aqui. Como sou reecarnacionista, não acho impossível tal solução. 

De qualquer maneira, deveríamos comemorar o fato de que há 63 anos atrás podíamos nos deslocar do bairro do jequiezinho para o Rio de Janeiro, Salvador, e, por que não, para o resto do mundo.

 

 

MORREU ONTEM EM SALVADOR PAULO BOSCHETTI

É com grande pesar que noticiamos o falecimento de Paulo Boschetti, ocorrido neste domingo no COT do bairro do Canela em Salvador. Radicado em Jequié desde os fins da década de 1970, Paulo Boschetti nasceu no município de Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Em Jequié constituiu família, casando-se com a professora Valda tendo com quem teve três filhos: Paulo Filho, Graziela e Poliana.

Trabalhou no Curtume Aliança e na Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro) atuando durante muitos anos no setor de compra e venda de couros e mamona. Culto, desportista, torcedor fervoroso do Internacional, além de extremamente educado, Paulo Boschetti construiu muitas amizades em Jequié. Residia na Travessa Otávio Mangabeira, bairro Mandacaru, onde convivendo nos últimos anos com grave enfermidade se dedicava à leitura, sendo assíduo ouvinte dos programas de radiojornalismo da cidade, nos quais, emitia suas opiniões sobre assuntos diversos, maioria das vezes, por telefone, fora do ar.

Paulo Boschetti, assíduo frequentador dos babas do CEMS nos anos 1980, fazendo dupla de defesa com o seu amigo Waldeck, teve o seu corpo cremado neste domingo (12) no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Fonte: Blog de Zenilton Meira e Jequié Repórter

POR FALAR EM LIVROS, EM MODELO E EM REALIZAÇÃO…

Sábado, 11 de novembro, Euclides Teixeira Neto estaria inaugurando nova idade. Ainda de ressaca pela grande festa de lançamento do meu novo livro, “Anésia Cauaçu – Lenda e História no Sertão de Jequié”, justamente em Ipiaú, recebi este texto, publicado por sua filha, Denise Mendonça Teixeira, que, por oportuno e à guisa de homenagem a Euclides, referência de toda uma geração de leitores e escritores, transcrevo neste espaço:

Euclides Neto

EUCLIDES JOSÉ TEIXEIRA NETO

 

90 ANOS (11/11/1925 – 2015)

O que escreveria aos 90?

 

SESSENTÃO

 

Vamos pelo caminho e, de repente, chegamos aos sessenta anos. Jamais diria sexagenário. De logo, respondo que não me sinto velho. Ou digo isso para não parecer tal? Sei não. Afirmo que as ideias continuam vibrantes como aos dezoito anos! Os sonhos andam como aos dezesseis. E a sofreguidão de viver como aos dez. O resto – que pena- não posso contar vantagens.

Feliz? Sem dúvida, Desde menino não sei quem tenha colhido mais afeto e afago. Meu primeiro irmão chegou quando eu andava na casa dos cinco. Até aí fui o centro de todo mimo. Vivemos por esse tempo em casa de palha e taipa. Minha mãe dormia de pistola à mão com medo dos malfeitores que fuçavam as matas. Meu pai na estrada, tocando seus burros. Depois ele adoeceu gravemente: bexiga da peste, tratada pelas mãos experientes de um tropeiro, com folhas de bananeiras e álcool canforado. Passei pelos aprendizados da vida.

Morei na roça, de onde partia madrugadinha para vender dez litros de leite a duzentos reis e frequentar a escola de uma santa e batista fessora leiga. Servi ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Ganhei estrelinhas, sim senhor.

Fui interno em Colégio Jesuíta. Servi de empregado doméstico na pensão do Pe. Torrend, em Salvador, e tomava conta de um sítio para retiros espirituais, em Mar Grande, tendo, para isso, de atravessar a Baía de Todos os Santos, semanalmente, a fim de fiscalizá-lo. Também era sacristão. Por onde andei fiz amigos, saboreei a vida. Aprendi. No fundo, um místico. Socialista? Sim. Pleno de amor. Por tudo. Sou capaz de amar a quem me queira mal. Fiz do perdão uma prática de vida, ou como dizia Gandhi: nem tenho a quem perdoar. Pratico a tolerância e a arte de ser livre. Aprendi a liberdade com meu pai. O perdão, com minha mãe. Aprendi a conter a frustração, pelo que não sofro. Jamais pensei ter o impossíve1.

Certamente possuo mais do que necessito e mereço. Tenho recebido mais do que já dei. Deveria fazer doação do que possuo, para que retornasse como cheguei. Gostaria de viver exclusivamente do meu trabalho. Ideologia? Certamente. Para completar a felicidade (ou a vaidade?), ficarei satisfeito se ainda escrever um bom livro. Espero chegar lá. Fascina-me esta ideia, que me acompanha desde os quinze anos. Não mudaria a minha vereda. Se ficasse no Rio de Janeiro, quando lá estive, aos vinte anos, com o Mestre Graciliano Ramos, não teria encontrado tudo de bom que achei por onde meus passos me levaram. Foi melhor ter me fixado em Ipiaú. Sempre gostei da terra, da advocacia e de escrever. Lá, talvez só fosse escritor. Aqui, sempre estive com os mais necessitados.

Nunca advoguei para os bancos, agiotas e exportadores multinacionais. Jamais acusei. Logo cedo, no começo da minha carreira, descobri que os trabalhadores tem sempre razão: direta ou indiretamente. Aqui me casei com a esposa que encheu a minha vida de venturas. Tivemos filhos sadios. Adoráveis. O pouco que construí tenho a quem legar, sabendo guardado em mãos melhores que as minhas. Não enriqueci porque não quis. Felizmente a riqueza não me empanturrou. Ninguém tem melhores amigos que eu. Amo-os profundamente. Sinto-me útil aos meus de sangue. A alguns dos meus quatorze irmãos dediquei, por força da caminhada, cuidados de pai. Multipliquei os meus filhos, pois. Sinto-me de alforges arrumados, tranquilo, para continuar a viagem. Sinto-me, igualmente, sadio e equilibrado nos transtornos que os órgãos e tecidos vão apresentando. Tudo vai bem. Se fosse proferir o nome de cada filho, talvez a emoção me transbordasse em lágrimas.

Com minha mãe vive a fonte, sinto-me criança: o mesmo menino das manhãs de chuva e sol, carneiro e armadilha, quando procurava a mata em busca de caça miúda. Até a saudade de meu pai continua muito terna. Do trabalho, das dificuldades, sempre colhi o sabor da vitória. Gostaria que meus netos fossem como meus filhos. E gostaria que estes lhes ensinassem a mansidão com altivez. A bondade para com todos. A lealdade. O respeito ao trabalho próprio e ao dos outros. Ensinem uma profissão que não careça assalariar a outrem: engenheiro ou carpina, advogado ou pedreiro. O trabalho insubstituível para o espírito e para o corpo. Diga-lhes que o maior segredo da felicidade é encontrar a profissão que seja exercida como um lazer. Evitem a fortuna, que escraviza. Fujam do luxo e da ostentação, que ridicularizam. Do conforto excessivo, que embrutece. Do orgulho que frustra e infelicita. Descobri muito cedo que o dar não deve ser com o fim de receber, mas que, adiante, colhem-se recompensas.

Pode-se ficar contra o homem probo, mas nele se confia. Pior que a ingratidão é exigir a gratidão. Fazer o bem é dever e não virtude. A caridade também não o é: fazê-la é quitar o muito que recebemos dos demais. Podendo, seja religioso. Caso contrário, respeite todos os credos, sem escapar dos políticos e filosóficos. Seja tolerante: a sua verdade pode não ser a verdadeira, por mais evidente que pareça. Mas acredite nela, fervorosamente. Sem deixar de aceitar a alheia, quando julgá-la provada. Busque a felicidade, até onde não comprometa a do outro, lembrando-se que ela é uma festa: ninguém a faz sozinho.

Ainda teremos muito tempo para estar juntos. Espero chegar às oitenta primaveras, quando rememoraremos juntos esta carta com a mesma paixão pela vida. Até lá: minha mãe, minha esposa, meus filhos, netos, irmãos, genros, noras, cunhados, meus queridos amigos!

Euclides Neto

Ipiaú, 11.11 .85

SERÁ NO CASARÃO DE ZÉ AMÉRICO O LANÇAMENTO DO LIVRO ANÉSIA CAUAÇU – LENDA E HISTÓRIA NO SERTÃO DE JEQUIÉ

É do Coletivo Cultural de Ipiaú e da Diretoria Municipal de Cultura a iniciativa do lançamento do livro do jornalista Wilson Midlej, Anésia Cauaçu – Lenda e História no Sertão de Jequié. A narrativa ressalta a região, palco dos episódios da lendária personagem Anésia Cauaçu, no período que compreende os anos de 1911 a 1917. Jornais, testemunhas e registros históricos demonstram os fatos históricos abordados pelo autor, embricada com uma cenas e fatos de ficcão, dos acontecimentos ocorridos desde o Portoalegre, distrito de Maracás, Ituaçu, portal da Chapada Diamantina, Jequié, Rapa Tição, Barra do Rocha, Dois Irmãos… enfim, uma grande faixa ente a Caatinga e a Mata foram roteiro das andanças dessa mulher-mãe-guerreira, líder de jagunços a serviço da vingança de sua família. 

O evento contempla ainda a amostra do artista plástico Jackson Alves, que ilustra a noite de cultura com algumas obras da sua coleção 2018 – Novo Olhar e a harmonização do ambiente com o som de um conjunto de cordas com repertório clássico, tornando a noite um momento de elegância, estética e harmonia. Vale a pena conferir.
Com participação especial de Reinaldo Pinheiro.

 

NOVEMBRO LEMBRA ZUMBI, O LÍDER NEGRO QUE LUTOU CONTRA A ESCRAVIDÃO E A EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA DE TODAS AS ETNIAS

A celebração durante todo o mês, relembra a importância de refletir sobre a posição dos negros na sociedade. Afinal, as gerações que sucederam a época de escravidão sofreram e ainda sofrem diversos níveis de preconceito.
Daí a necessidade de perenizar a reflexão, educar para mudar a postura dos opressores e dos oprimidos. Essa é uma das formas de lembrar a importância de valorizar um povo que contribuiu para o desenvolvimento da cultura brasileira.
Vale a pena conferir as palavras fortes do texto de Sonia Freitas neste vídeo: