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AMERICA LATINA SUSPENDE DIREITOS POLÍTICOS DA VENEZUELA NO MERCOSUL POR ROMPER A DEMOCRACIA

“Não importa o que se perca de comércio. O que estamos a dizer aqui é: você não pode matar seu povo, não pode cassar direito”, afirmou o chanceler argentino Jorge Faurie.

Suspensa do exercício de membro do Mercosul desde dezembro por descumprir obrigações com as quais se comprometeu em 2012, a Venezuela agora recebeu uma nova sanção por “ruptura da ordem democrática”.

A decisão foi aprovada por unanimidade de dirigentes da America Latina e anunciada neste sábado (5), após uma reunião em São Paulo, da qual participaram representantes do Brasil, da Argentina, do Uruguai e do Paraguai, os quatro países fundadores do bloco.

Com a medida, a reintegração da Venezuela fica mais complicada. Mesmo que passe a cumprir todos os acordos de 2012, o Mercosul só voltará a incorporar o país depois de “restaurada a ordem democrática”, afirmou o documento da reunião.

“Desde que o governo venezuelano enveredou por um caminho que o levou a se afastar cada vez mais da democracia, nossos países, em diversas instâncias, manifestaram preocupação”, afirmou o chanceler brasileiro Aloysio Nunes.

A decisão foi baseada na cláusula do Protocolo de Ushuaia, assinado em 1996, que afirma que os países do bloco devem respeitar a democracia para fazer parte.

A medida coloca o governo de Nicolás Maduro em uma situação ainda mais isolada em relação aos seus pares latino-americanos.

O comunicado não prevê sanções comerciais, mas cada país pode decidir por retaliações próprias conforme seus acordos bilaterais.

Segundo Nunes, o Brasil não suspenderá a exportação de alimentos para a Venezuela, porque agravaria a crise humanitária. O protocolo de Ushuaia não prevê a expulsão de um membro do Mercosul.

“Queremos que a Venezuela volte. Esse é o objetivo. Queremos que ela se reencontre com a democracia”, afirmou o chanceler brasileiro.


 

Declaração de Maduro

Em pronunciamento à Rádio Rebelde da Argentina, Maduro afirmou que “nunca vão tirar a Venezuela do Mercosul”. “Somos Mercosul de alma, coração e vida. Algumas oligarquias golpistas, como a do Brasil, ou miseráveis, como a que governa a Argentina, poderão tentar mil vezes, mas sempre estaremos aí”, disse.

Ele também acusou o presidente argentino Mauricio Macri de estimular um bloqueio comercial e político contra seu país.

“O Macri não só destrói o povo e agride a classe trabalhadora argentina (…), mas também é a ponta de lança da agressão e agora o porta-bandeira da busca por um bloqueio econômico, financeiro, comercial e político como o que fizeram a Cuba nos anos 60”, afirmou.

TENTATIVA DE EXPLICAR O FANATISMO QUE ENVOLVE A FIGURA MÍTICA DE LULA

É recorrente, na imprensa brasileira, a tentativa de explicar a insistência de alguns em sonhar com o retorno de Lula às disputas eleitorais de 2018. O pessoal que se diz militante do petismo se esforçam em redobrar as forças no sentido de reconquistar o governo e a hegemonia política perdidas. 

Vai ser, vai ser, vai ter de ser, vai ser faca amolada / O brilho cego de paixão e fé, faca amolada / A fé, a fé, paixão e fé, a fé, faca amolada

A jornalista paulista Vera Magalhâes, do Estadão, se inspirou na música de Milton Nascimento para definir os habituias militantes e defensores do ex-presidente Lula. Oportuna a simbologia da fé e da faca amolada!

FÉ CEGA, FACA AMOLADA

Por Vera Magalhães*

 

O ex-presidente Lula cada vez mais prega apenas aos que estão cegos pela fé

16 Julho 2017 | 05h00

 

“Um brilho cego de paixão e fé, faca amolada.” Diante da cena de um líder cansado, roufenho, enumerando fantasias diante de uma plateia reduzida, anestesiada aos fatos, aplaudindo bovinamente nas pausas pré-fabricadas e entoando cantos religiosos, só me vinham à cabeça os versos de Milton Nascimento.

Lula deixou o terreno da política e está operando na seara do messianismo. Na quinta-feira passada, ao se defender da condenação a 9 anos e 6 meses de prisão, parecia mais um pastor de igreja neopentecostal do que um ex-presidente da República.

Ao desenhar um diabo, no caso Sérgio Moro, contra o qual os fiéis devem lutar; ao prometer o reino do céu a quem der seu dízimo e sua energia pela igreja-partido; e, sobretudo, ao atribuir os infortúnios a causas metafísicas, ele mostrou mais do que nunca o fenômeno que acompanha sua imagem desde o início, mas que agora se acentuou: o lulismo nada mais é do que uma expressão de messianismo.

A novidade pós-petrolão é que, diante dos fatos, ele se despiu do que já teve de significado histórico, político ou sociológico. O “messias” hoje se aproxima mais de figuras como Antonio Conselheiro ou Jim Jones, liderando poucos e fanáticos, que de outros líderes carismáticos da política a quem Lula sempre foi comparado.

E quando uma questão política se reveste de fé cega entra em campo a faca amolada, que mostra seu fio autoritário em falas como as vistas desde que Lula recebeu sua sentença.

O PT diz que não vai reconhecer (!) as eleições se Lula não puder disputar (será que o fará caso ele dispute e perca, uma hipótese bastante possível?), o partido promete “parar o País” em protesto contra a decisão de Moro, a igreja conclama seus fiéis a lincharem publicamente as instituições, um seguidor da seita apresenta uma emenda para impedir prisão oito meses antes das eleições, entre outras demonstrações de perigoso fanatismo político-religioso.

Como nos rituais que buscam o transe dos fiéis, o PT repete à exaustão que não há “uma única prova” contra Lula. Caso descessem do altar e fossem à sentença, achariam o encadeamento de todos os fatos e documentos que demonstram que Lula: 1) negociou o triplex do Guarujá; 2) fez chegar à OAS que seria bem visto que ela assumisse a obra quando a Bancoop ficou mal das pernas; 3) continuou a negociação do imóvel com seu chapa Léo Pinheiro, agraciado com lautos contratos por seu governo; 4) pediu, aprovou e vistoriou as reformas do apartamento.

Quem diz não é um delator vítima de semitortura, como Lula descreveu em um de seus recursos às “fake news” na quinta-feira passada. É um depoente que também foi condenado, cujo relato foi corroborado por vários outros.

Uma demonstração de que a fé cega prescinde de lógica ou coerência é que os documentos cuja existência os petistas negam foram periciados. A título de comparação, eles já aceitavam como verdade absoluta a gravação da conversa de Michel Temer com Joesley Batista antes mesmo da perícia.

No caso de Lula, os fiéis dizem que a prova de que o apartamento não era dele é que não está em seu nome. Mas, no de Temer, pouco importa se os R$ 500 mil de Rocha Loures chegaram ou não ao presidente. A corrupção passiva de um é diferente da do outro.

Também escapa aos fiéis o fato de que foi seu pastor quem indicou o “demônio” Temer. Não haveria o atual governo sem os de Lula e Dilma.

Assim, reduzido à figura de um missionário das próprias mentiras, Lula vai correr o Brasil repetindo sua ladainha cada vez mais delirante. A essa altura pouco importa se estará preso ou não em 2018: o mito foi exposto à luz e à própria mesquinhez. Cada vez mais prega apenas aos que estão cegos pela fé.

*Vera Magalhães é jornalista especializada na cobertura de política e economia, colunista do jornal O Estado de São Paulo

MAIORIA APROVA LULA CONDENADO, DIZ PESQUISA

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas mostra que 65,5% dos entrevistados consideram justa a sentença de nove anos e meio de prisão dada pelo juiz Sérgio Moro para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 32,4% não concordaram com a decisão, e 2,1% não souberam dizer ou preferiram não opinar. A pesquisa ouviu 2.330 pessoas, de forma online, entre os dias 12 e 13 de julho. A maior concordância foi na faixa de 16 a 24 anos (74,7%). A região que menos apoiou a sentença aplicada por Moro foi o Nordeste, com 44,6%.

Com informações do jornal Estado de São Paulo.

ATAQUE DURANTE PLEBISCITO DEIXA 2 MORTOS EM CARACAS

Informação foi divulgada pelo chefe de campanha do plebiscito e prefeito do município de Sucre, Carlos Ocariz, em sua conta pessoal do Twitter.

Duas pessoas morreram e outras quatro ficaram gravemente feridas no oeste de Caracas neste domingo (16/07). O incidente ocorreu após um grupo de homens armados atirar contra venezuelanos durante a realização da consulta popular promovida pela oposição sobre o processo da Constituinte defendido pelo governo de Nicolás Maduro.

A informação foi divulgada pelo chefe de campanha do plebiscito e prefeito do município de Sucre, Carlos Ocariz, em seu perfil no Twitter. “Há pouco, um incidente em Catia. Paramilitares dispararam. Há 4 feridos gravemente e 2 mortos”, escreveu o governante no Twitter.

Eleitor exibe seu voto antes de depositá-lo em urna, durante plebiscito não-oficial organizado contra o presidente Nicolás Maduro – 16/07/2017 (Federico Parra/AFP)

O plebiscito extraoficial que visa desafiar o presidente Nicolás Maduro e seus planos para reescrever a Constituição. Os defensores do plebiscito dizem que Maduro está buscando consolidar uma ditadura no país e deve ser impedido antes que a escassez de alimentos e medicamentos essenciais piore.

A votação simbólica foi projetada para elevar a pressão e evitar que as eleições chamadas por Maduro para 30 de julho convoquem uma Assembleia Constituinte, que poderá reescrever a Constituição e dissolver as instituições do Estado.

O voto não vinculante, convocado pela Assembleia Nacional, órgão legislativo controlado pela oposição, pergunta aos venezuelanos três questões: se eles rejeitam a Assembleia Constituinte, se desejam que as Forças Armadas defendam a atual Constituição e se querem eleições antes do final do mandato de Maduro.

Com informações da agência Reuters e EFE

GEDDEL CUMPRE PRISÃO DOMICILIAR EM SALVADOR

O ex-ministro Geddel Vieira Lima deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, na noite desta quinta-feira (13). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, afirma o G1. O peemedebista foi transferido para Salvador, onde cumprirá prisão domiciliar.

Desembargador manda soltar Geddel mesmo sem tornozeleira eletrônica – Ao conceder a prisão preventiva, Ney Bello determinou que Geddel não pode ter contato com outros investigados e deverá utilizar tornozeleira eletrônica para deixar a Papuda.  Após ser informado sobre a falta de tornozeleiras eletrônicas no Distrito Federar, o que impediria a transferência de Geddel para Salvador (BA), onde o ex-ministro mora, o desembargador determinou que o peemedebista fosse solto mesmo sem a tornozeleira e que o equipamento fosse colocado quando Geddel chegasse à capital baiana. 

 O desembargador Ney Belo, em sua sentença, escreveu: “O fato do processo penal não poder se prestar à ineficácia e à morosidade não autoriza a Justiça a trabalhar por ficção. Ofende a língua portuguesa decretar prisão ‘preventiva’ por atos de 2012 a 2015″, escreveu o desembargador.

Prisão – Geddel Vieira Lima foi preso no dia 3 de julho pela Polícia Federal. O peemedebista, apontado pelo delator Joesley Batista como interlocutor de Temer após a prisão do ex-deputado Eduardo Cunha, foi preso em uma ação deflagrada no âmbito da Operação Cui Bono, que investiga desvios na Caixa Econômica Federal.

Em sua delação, Joesley afirmou que vinha recebendo sinais claros “de que era importante manter financeiramente as famílias” de Cunha e Funaro. Os sinais teriam vindo “inicialmente através de Geddel”, em referência ao ex-ministro chefe da Secretaria de Governo. O Dono da JBS decidiu então procurar Temer diretamente a partir do momento em que Geddel passou a ser investigado por tentar influenciar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero a liberar uma obra de seu interesse pessoal em Salvador

 

 

ALGUÉM PRECISA CHAMAR A EMPRESA NOVO HORIZONTE À RESPONSABILIDADE

A empresa de ônibus Novo Horizonte volta a ser alvo de críticas pelo péssimo serviço prestado à população. É recorrente a falta de cumprimento dos horários, os ônibus com manutenção precária, atendimento de má qualidade e constantes interrupções das viagens, compõem o cenário que acaba por explicar os frequentes acidentes desta empresa, que tem sede em Conquista. Não por acaso, a reincidência dos acidentes envolvendo transportes de passageiros, aparentemente por falta de manutenção adequada, recai, justamente, sobre a Novo Horizonte.                   

Há muito que a imprensa vem registrando as imperfeições na qualidade do serviço prestado pela referida empresa. Tais comportamentos já culminaram numa grita geral por parte dos passageiros, tendo como consequência a suspensão da concessão da venda de passagens, talvez pela supressão da linha Jequié-Salvador, o mesmo estando para acontecer entre os usuários de Brumado, que, recentemente precisaram dormir na estrada, nas imediações de Simões Filho, porque o ônibus em que viajavam, da Novo Horizonte, quebrou e o socorro só viria no dia seguinte. Segmentos da população do Sudoeste da Bahia, usuários dos ônibus da empresa, já a adotaram um codinome: Horrorizonte! 

É incompreensível os sinais aparentes de complacência ou, ainda, de conivência por parte dos fiscais da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia – AGERBA, permitindo, por exemplo, que em trecho longo, como o de Vitória da Conquista a Barreiras, não conte com ônibus leito, ou sequer, semileito, para viagens noturnas. Isso sem falar que alguns carros, como o que saiu de Conquista para Barreiras, neste sábado, não possui o equipamento “Cinto de Segurança” nas poltronas, obrigando a todos ao risco de, em caso de acidente, ser arremessado para fora do assento. A Agência do Governo da Bahia, ao que parece não conhece os níveis de reclamação que tem como alvo a famigerada Novo Horizonte. No caso de dificuldade de identificar tais erros, a imprensa volta a colaborar:

Neste sábado, dia 8/7, o ônibus convencional, já que a linha não possui carro leito ou semi-leito, que deveria sair às 21:30h de Vitória da Conquista com chegada prevista à Barreiras, pelas 8 horas da manhã, só partiu da Estação Rodoviária às 00:30h pelo fato de, segundo informações de um preposto que não quis se identificar, “por motivo de defeito mecânico no carro do horário”.

Passageiros sob intenso frio, entre estes, idosos e crianças, tiveram que esperar das 21h30m até mais de meia noite, pela necessidade de consertar o referido veículo, pasmem, a própria Estação Rodoviária, numa atitude de extremo desrespeito e humilhação aos usuários dessa empresa, cuja  administração caótica é um atentado à vida dos seus empregados e dos seus passageiros. A viagem, que teve início já na madrugada do dia 9, domingo, transcorreu em clima de expectativa, já que o ônibus, precariamente recuperado, parecia mais uma lata velha, e só chegou ao destino, às 12h15min, isso em poltronas que não reclinam, ônibus barulhento, tornando a viagem um verdadeiro inferno para os que precisam viajar no trecho e não têm alternativas.

A auto Viação Novo Horizonte, pelo menos no que se refere à linha Vitória da Conquista/Barreiras, transformou-se no fatídico expresso da meia noite, dos filmes de espionagem europeus. É incompreensível que as autoridades competentes não cobrem responsabilidade desta empresa, exigindo carros novos, cumprimento de horários, gentileza dos funcionários e, finalmente, segurança para os passageiros.

Esperamos que a AGERBA tome providências. Vamos continuar cobrando eficácia da Horrorizonte. As fontes que se manifestaram serão preservadas.

GEDDEL CHORA AO OUVIR, DURANTE DEPOIMENTO, QUE PERMANECE NA PRISÃO

                                                     Geddel Vieira Lima

Ao final do depoimento de 1h23 minutos que deu ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, Geddel Vieira Lima caiu no choro ao ouvir que vai permanecer na prisão por tempo indeterminado.

Conhecido pela postura rígida, ele negou ainda a aplicação de medidas alternativas pedidas pela defesa de Geddel. Entre os apelos, os advogados solicitaram a prisão domiciliar e o uso de tornozeleira eletrônica. Anunciando que vai analisar o pedido de soltura novamente na próxima semana. Afirmou que o ex-ministro irá permanecer encarcerado por tempo indeterminado.

Os advogados de defesa insistiram: “Se a vossa excelência quiser colocá-lo em prisão domiciliar sem celular assim como já foi feito, pode ser feito desde agora”, argumentou o advogado Gamill Föppel. De acordo com o juiz Vallisney, é necessário periciar o telefone de Geddel e ouvir a esposa do doleiro Lúcio Bolonha Funaro, Raquel Funaro, que teria trocado mensagens com Geddel. A defesa de Geddel também questionou por qual motivo a Justiça Federal não teria ouvido Raquel Funaro antes, tendo em vista o importante papel da ligação para a prisão do ex-ministro. “A defesa impugna nesse momento que somente agora se resolva ouvir a senhora Raquel [a esposa de Funaro]. Fato que, inclusive, será objeto de impugnação”, contestou Föppel. Valisnney afirmou que, para tomar uma decisão se poderá soltar ou não Geddel, teria que analisar o depoimento de Raquel Funaro e por isso determinou os três dias para perícia da Polícia Federal e mais um dia para o posicionamento do Ministério Público. O ex-ministro foi preso na última segunda (3) acusado de obstrução de justiça.-

Ex-ministro dos governos Lula e Temer, Geddel foi preso em caráter preventivo na última segunda-feira (3), acusado de obstrução de justiça. Ele é suspeito de atrapalhar investigações da Operação “Cui Bono?”, que apura supostos esquemas de fraudes na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal.

OPINIÃO

Por Erick Brêtas*

“Se você analisa as delações da JBS, as da Odebrecht e as das demais empreiteiras, a conclusão é mais ou menos a seguinte:

O Brasil foi dividido entre cinco grandes quadrilhas nas últimas duas décadas.

A maior e mais perigosa, diferentemente do que diz o Joesley, era a do PT: mais estruturada, mais agressiva, mais eficiente e com os planos mais sólidos de perpetuação no poder. Comandava a Petrobras, os maiores fundos de pensão e dividia o poder com as quadrilhas do PMDB nos bancos públicos. Sua maior aliada econômica (mas não a única) foi a Odebrecht. O chefão supremo, o cappo di tutti i cappi, era o Lula. Palocci e Mantega, os operadores econômicos. José Dirceu, até ser defenestrado, o consigliere. Politicamente equivalia ao Comando Vermelho: pra se manter na presidência era capaz de fazer o Diabo.

A segunda maior era a do PMDB da Câmara. Seus principais chefões eram Temer e Eduardo Cunha. Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e Henrique Eduardo Alves eram os subchefes. Lúcio Funaro era o operador financeiro. Mandava no FI-FGTS, em diretorias da Caixa Econômica, em fundos de pensão e no ministério da Agricultura. Por causa do controle desse último órgão, tinha tanta influência na JBS. Era o ADA dos políticos — ou seja, mais entranhada nos esquemas do poder tradicional e mais disposta a acordos e partilhas.

A terceira era o PMDB do Senado. Seu chefão era Renan Calheiros. Seu guru e presidente honorário, José Sarney. Edison Lobão, Jader Barbalho e Eunício Oliveira eram outras figuras de proa. Mandava nas empresas da área de energia e tinha influência nos fundos de pensão e empreiteiras que atuavam no setor. Por divergências sobre o rateio da propina, vivia às turras com a quadrilha do PMDB na Câmara, que era maior e mais organizada. Esta facção tem ainda a simbólica figura de Romero Jucá, que circula entre todos os grupos listados nesse texto como uma espécie de cimento que os une e protege (“delimita tudo como está, estanca a sangria.”).

A quarta era o PSDB paulista, cuja figura de maior expressão era o Serra. Tinha grande independência das quadrilhas de PT e PMDB porque o governo de São Paulo era terreno fértil em licitações e obras. A empresa mais próxima do grupo era a Andrade Gutierrez, mas também foi financiada por esquemas com Alstom e Odebrecht.

A quinta e última era o PSDB de Minas — ou, para ser mas preciso, o PSDB do Aécio. Era uma quadrilha paroquial, com raio de ação mais restrito, mas ainda assim mandava em Furnas e usava a Cemig como operadora de esquemas nacionais, como o consórcio da hidrelétrica do Rio Madeira.

Em torno dessas “big five” flutuavam bandos menores, mas nem por isso menos agressivos em sua rapinagem — como o PR, que dava as cartas no setor de Transportes, o PSD do Kassab, que controlou o ministério das Cidades no governo Dilma, o PP, que compartilhava a Petrobras com o PT, e o consórcio PRB-Igreja Universal, que tinha interesses na área de Esportes.

Havia também os bandos regionais, que atuavam com maior ou menor grau de independência. O PMDB do Rio e seu inacreditável comandante Sérgio Cabral, por exemplo, chegaram a ser mais poderosos que os grupos nacionais. Fernando Pimentel liderava uma subquadrilha petista em Minas. O PT baiano também tinha voo próprio, embora muito conectado ao esquema nacional. Os grupos locais se diferenciavam das quadrilhas tucanas pelas aspirações e influência mais restritas aos territórios que governavam.

Por fim, vinham parlamentares e outros políticos do Centrão, negociados de maneira transacional no varejo: uma emenda aqui, um caixa 2 ali, uma secretaria acolá. Esses grupos se acoplavam ao poderoso de turno e a suas ideologias: de FHC a Lula, de Dilma a Temer. O neoliberal de anteontem era o nacionalista de ontem, o reformista de hoje e o que estiver na moda amanhã.

Digo tudo isso não para reduzir a importância do PT e o protagonismo do Lula nos crimes que foram cometidos contra o Brasil. Lula tem de ser preso e o PT tem que ser reduzido ao tamanho de um PSTU.

Mas ninguém pode dizer que é contra a corrupção se tolerar as quadrilhas do PMDB ou do PSDB em nome da “estabilidade”, “das reformas” ou de qualquer outra tábua de salvação que esses bandidos jogam para si mesmos.

E que ninguém superestime as rivalidades existentes entre esses cinco grupos. Em nome da própria sobrevivência eles são capazes de qualquer tipo de acordo ou acomodação e farão de tudo para obstruir a Lava Jato.”

* Diretor de mídias digitais da Globo: via Aninha Franco em página do Facebook

POLICIA FEDERAL ENVIA AO MPF INQUÉRITO SOBRE EMPRESA DE PALESTRAS DE LULA

Lula palestrabte

SÃO PAULO — O Ministério Público Federal (MPF) apertou o cerco nas investigações relacionadas ao ex-presidente Lula na Operação Lava-Jato. Empresas, bancos e entidades de classe que fizeram pagamentos à L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações – aberta em 2011, após deixar o governo – estão sendo oficiadas a apresentar comprovantes dos pagamentos e da realização das palestras proferidas pelo ex-presidente.

A Polícia Federal encaminhou para a força-tarefa do Ministério Público Federal o inquérito que apura crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro supostamente praticados pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva através desta empresa.

As suspeitas são que os pagamentos feitos por palestras realizadas pelo petista, no Brasil e em países das Américas Latina e Central e África possam ter ocultado propinas. Na quinta-feira, 8, o delegado Dante Pegoraro Lemos assumiu o inquérito e o encaminhou para os procuradores da Lava Jato, em Curitiba. O procedimento criminal será acrescido das delações premiadas do executivos da Odebrecht, uma das empreiteiras do cartel que fatiava obras na Petrobrás que pagou pelas palestras de Lula. O inquérito era conduzido pelo delegado Márcio Anselmo, que iniciou as apurações da Lava Jato, e que no início do ano foi transferido para Vitória, no Espírito Santo. No dia 23 de março, ao deixar a condução do inquérito, o delegado escreveu em despacho que as investigações foram instauradas para apurar possíveis crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, apís quebra de sigilo fiscal bancário, que “aponta recebimento de valores das empresas investigadas no âmbito da Operação Lavajato (Odebrecht, Camargp Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS) por parte da empresa LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda. em valores que alcançam R$ 9.338.658,75”. Criada para que o ex-presidente pudesse dar palestras, a LILS movimentou entre 2011 e 2015 um total de R$ 52,3 milhões. Foram R$ 27 milhõesrecebidos, a maior parte de empreiteiras e grandes empresas, e R$ 25,2 milhões em débitos. Na ocasião, Anselmo sugeriu que o novo responsável pelo inquérito aguardasse “as informações prestadas pelos colaboradores relacionados aos fatos sob investigação” ou que fosse solicitado ao Supremo Tribunal Federal o “compartilhamento das informações” da mega delação da Odebrecht homologada em janeiro.

Leia mais  https://oglobo.globo.com/brasil/mpf-exige-de-empresas-provas-de-que-lula-deu-palestras 18763467#ixzz4jthUFHy4

CIPE CENTRAL AGORA TEM TORRE DE TREINAMENTO EM SUA SEDE

Ambientação da torre de treinamento da CIPE concluída neste sábado, 03

A sede da CIPE CENTRAL localizada no bairro Jequiezinho, passou a contar a partir deste sábado, 3, de uma torre destinado à preparação da tropa para abordagens verticais e trabalhos em altura. Em mensagem postada nas redes sociais, o Major PM Fábio Rodrigo, comandante da unidade destaca que o equipamento além de sua utilidade prática passa a representar um marco na identificação visual corporação militar.

Tráfico de drogas

Em ação no distrito de Itajuru, município de Jequié, uma guarnição da CIPE CENTRAL recebeu informe através do app Whatsapp de que um ex-presidiário conhecido pela alcunha de “Ipiaú”,  estava traficando drogas naquela localidade rural. Ao chegarem no local, os policiais identificaram e abordaram Elivelton Rodrigues Moreira, 34 anos, que indicou uma casa de sua propriedade na Rua Dois de Julho, onde foram encontradas, 37 balas de maconha, pesando cerca de 150 g, 02 tabletes prensados com 675,40g de maconha, 80g de crack , 12,40g de cocaína,  05 sacos de maconha in natura, 01 balança de precisão, R$ 114,50 em espécie, 01 corrente prateada, 01 canivete e 01 par de óculos pretos marca Chillibeans. O suspeito e o material apreendido foram apresentados na Delegacia de Policia de Jequié.

Veja o vídeo