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MORRE AOS 70 ANOS TANAJURA, O MAIOR ARTILHEIRO DA HISTÓRIA DA ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA JEQUIÉ (ADJ)

O bancário aposentado João Alberto Tanajura [completaria 70 anos em 12 de janeiro do próximo ano) faleceu na manhã desta segunda-feira, 16, em Salvador, no Hospital da Bahia. Ele foi submetido a uma cirurgia do fígado havia 15 dias. Tanajura era natural de Paramirim e veio jogar na região, na década de 1960, convidado então por Dilermando, para  jogar futebol na equipe do Independente de Ipiaú. Posteriormente foi trazido para Jequié, juntamente com o conterrâneo e anfitrião, Dilermando, [atualmente médico em Feira de Santana] por Maneca Sampaio, que presidia a equipe amadora do Clube Recreativo Jequié, chegando daí, à seleção de Jequié, campeã do Intermunicipal em 1969, de onde ascendeu ao futebol profissional formando a equipe profissional da Associação Desportiva Jequié-ADJ.

Em 1970 envergando a camisa da ADJ chegou à condição de artilheiro. Tanajura em Jequié ingressou nos quadros do extinto Baneb, tendo se casado em Jequié, com Sônia Pinto. Era pai do ex-zagueiro do Vitória e do Flamengo, Flávio Tanajura, atualmente no quadro de comentaristas esportivos da TV Educativa. O sepultamento aconteceu na tarde desta segunda, 16, às 16h30, no Cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Fica a saudade de um estilo, de um jogador de futebol elegante, cavalheiro, cujos dribles e gols empolgavam a torcida de toda a região. Compunha, junto com Dilermando, Cardoso, Marquinho, Edmilson, Mac Donald, Dermival Lucena, Cléo, Humberto Cabeleira, Everaldo Galvão e tantos outros, os craques de uma época, admirados por uma geração privilegiada por assistir bons jogadores de futebol.

VALE A PENA REVER: RECORTES CULTURAIS DA BAHIA

Confira o talento do compositor e jinglista baiano Walter Queiroz Jr. numa de suas peças que marcaram época nos anos de 1970.

 

DEUS SEGUNDO SPINOZA*

Para pensar e refletir…

Einstein quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.

“Pára de ficar rezando e batendo o peito! O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.
Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.
Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.
Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias. Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.
Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau. O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.
Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.
Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo. Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho… Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?
Pára de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.
Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz… Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.
Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?
Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?
Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?
Que tipo de Deus pode fazer isso?
Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.
A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.
Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.
Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.
Eu te fiz absolutamente livre.
Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro. Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.
Vive como se não o houvesse.
Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.
Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei. E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.
Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste… Do que mais gostaste? O que aprendeste?
Pára de crer em mim – crer é supor, adivinhar, imaginar.
Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.
Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.
Pára de louvar-me!
Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja? Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.
Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.
Te sentes olhado, surpreendido?… Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.
Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.
A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.
Para que precisas de mais milagres?
Para que tantas explicações?
Não me procures fora!
Não me acharás.
Procura-me dentro… aí é que estou, batendo em ti.

*Baruch Espinoza – nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do criticismo bíblico moderno. Acredite, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII.

DIA DA CRIANÇA!

Por Oscar Vitorino*

 

“A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.” (Oscar Wilde)

 

 

Em 1923, nasceu a ideia de existir uma data para celebrar as crianças. Essa idéia ganhou corpo, e tornou-se projeto de lei depois que o Rio de Janeiro sediou o 3º Congresso Sul-Americano da Criança. Apesar de aprovado e oficializado pelo então presidente da república, Artur Bernardes, o dia 12 de outubro, como data comemorativa, só foi vingar em 1955, por questões comerciais. Por coincidência, a data é a mesma do Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, sendo então um feriado nacional.

Mas criança é criança a qualquer hora, em qualquer lugar, não importa o tempo!

        Criança! Símbolo da inocência e da ternura! Sorriso de anjo, feito de doçura e de meiguices! Botão, que se contempla no mistério de sua essência. A cada criança que nasce, vale a pergunta que os vizinhos de Zacarias e Isabel fizeram quando nasceu João Batista: “o que virá a ser essa criança?” (Lc 1, 66)

        Tudo numa criança é feito de luz: luz auroral, luz nascente, luz fulgurante, que se espalha na suavidade de um sorriso! E quanto mais tenra, mais bela na grandeza do que será, quando crescer! E se nos estende os bracinhos rechonchudos, tal como os braços dos anjos, ninguém há que não se sinta, nesse pedido mudo e significativo, levado a ampará-la, como se retirasse do berço uma flor, tal a doçura do gesto que vem dessa criança.

        Semana da criança! Sete dias a ela consagrados. Sete dias destinados muito mais a condensar todos os benefícios para aquelas que não sentiram, nos primeiros anos da existência, o calor do colo materno, a ternura do abraço de um pai, o amparo dos que lhes trouxeram à vida. Elas necessitam receber todo o apoio, toda a ternura, todo o carinho dos bons corações, porque nada pode confortar mais as almas bem formadas do que servir às crianças – almas ainda um botão, a desabrochar nas primaveras da existência, nesse constante desenrolar de gerações, que se vão formando em alas que se enfileiram e alongam-se no tempo, para subirem os degraus do presente e descerem, no futuro, as ladeiras da outra encosta da montanha, quando chegam os ocasos da vida!

        Mas, as crianças são como as auroras. Nelas há somente luz e esplendor, num contínuo espetáculo de claridade! Do berço ao manifestar-se; dos primeiros passos aos monossílabos; dos monossílabos às palavras mal pronunciadas; daí aos Jardins de Infância até à aprendizagem da leitura e da escrita. Cânticos alegres, e recreios inocentes.  A vida da criança, que é amparada, é sempre rodeada de alegrias. Não há maldade na criança, salvo se, desamparada; nesse caso, ela cai no ‘inferno’ do vício. Cabe-nos, quanto possível, evitar que isso aconteça. E sabe Deus quanta vocação, quanta inteligência, quanta grandeza se perde naquelas pobres criaturas que, abandonadas, transviadas, lançam-se à própria sorte! Sorte?! Que sorte?

        Não! E não! As crianças não podem e não devem ser destinadas a sinas tão cruéis. Ampará-las, educá-las, encaminhá-las deve ser a preocupação de todos em todas as nações. As crianças são os nossos sucessores naturais. Cuidemos das crianças, hoje, para que tenhamos um mundo melhor, mais humano, mais fraterno, no qual seja banida a guerra, o trabalho escravo, a droga. O mundo só será melhor quando for povoado por pessoas melhores; e a paz só reflorescerá em impressionante beleza primaveril, se decidirmos, hoje, preparar em cada lar, em cada escola, em cada fábrica, em cada grupo social, familiar ou religioso, uma geração nova, com valores imutáveis e inegociáveis.

“Só é possível ensinar uma criança a amar, amando-a” (Johann Goethe)

*Oscar Vitorino Moreira Mendes é Médico Veterinário, professor aposentado da UESB e presidente da AMVEJ

REPROVADA, AUTORA DO IMPEACHMENT VÊ PERSEGUIÇÃO NA USP

Janaína Paschoal

Reprovada no concurso para professora titular da Universidade de São Paulo (USP), uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Janaina Paschoal, vê “perseguição” no processo. Ela leciona na Faculdade de Direito desde 2003 e concorreu com três colegas a duas vagas de titularidade– último degrau da carreira acadêmica – e ficou em quarto lugar. Janaina entrou com recurso no qual pede a anulação da disputa e diz que o primeiro colocado apresentou um trabalho sem originalidade, um requisito para a aprovação. “Não tenho como negar a perseguição, não é só política. É maior do que isso, é de valores mesmo”, afirmou Janaina. “Eu já sabia que não teria a menor chance de ganhar pelas questões políticas, eu já esperava ser reprovada. Eles me veem como uma conservadora”, disse a docente. A direção da faculdade, no entanto, negou quaisquer irregularidades no concurso. O resultado da disputa saiu em setembro e a professora, à época, disse em sua conta no Twitter que “ganhou em último”. Janaina recebeu as notas mais baixas dentre os professores avaliados, entre 3,5 e 6 – de dez pontos possíveis. No microblog, ela afirmou que não iria recorrer, mas, depois de receber ligações de antigos professores da instituição alertando, segundo ela, para a estranheza das notas tão baixas, procurou se “informar mais”. Janaina apresentou uma petição ao diretor da faculdade, José Rogério Cruz e Tucci, para que ele analisasse o que ela chamou de “inverdades”. A professora alegou que tem 28 livros publicados e que a banca examinadora – formada por cinco professores – não reconheceu sua produção. A professora também recebeu notas menores às dos outros concorrentes quanto à prestação de serviços à comunidade. “Fui presidente do Conselho de Entorpecentes de São Paulo, estou na segunda gestão como membro do Conselho Seccional da OAB-SP, tudo de graça. Dá um Google no meu nome, vê o tanto de entrevista que dei sobre assuntos de interesse à comunidade. Como podem afirmar que não presto serviços? ” Na petição, Janaina solicitou que as “inverdades” nos pareceres da banca fossem corrigidas, a instauração de uma comissão isenta para apurar as irregularidades que apontou e ainda requereu falar à Congregação – órgão colegiado que homologa concursos. Após o pedido ser indeferido, ela apresentou um recurso na quinta-feira passada – dessa vez, pedindo a anulação do concurso. Se não for aceito, disse que vai judicializar.

Informações: jornal O Estado de São Paulo

PÃO SÍRIO

Também chamado pão “pita”, delicia que complementa a coalhada seca no vidro de azeite de oliva. Delícias feitas por Sara e Lucinha e servidas acompanhadas de quibe cru e homus. Estilo Beatriz, aprendidas com detalhes, como verdadeiras “gringas/brasileiras”.

Para rememorar, a receita foi enviada por Nelsinho, o grande chef que não reluta em ensinar o que sabe. Valeu, primo.  Recomendo: vale a pena conferir.

NOVO PROJETO FM DA RADIO POVO JEQUIÉ DIVULGADO NO PROGRAMA DE MARIO KERTESZ EM SALVADOR

Como parte das novidades, o jornalista Wilson Novaes Júnior, agora integrando a equipe da nova FM de Jequié, a Radio Povo 91.5, discorreu sobre o projeto que vem sendo desenvolvido pelo Sistema Pazzi de Comunicação, no programa de Mario Kertesz, na Radio Metrópole FM de Salvador, na manhã da última segunda feira (2), durante o tradicional programa Jornal da Bahia no Ar.

A nova estratégia de Roberto Pazzi inclui, além da migração da Rádio Povo de Jequié, de AM para FM, a ampliação do quadro de profissionais da emissora. Para isso contratou recentemente os profissionais de rádio Edher Ramos e Wilson Novaes Júnior. Este último estará apresentando o programa Bahia Ponto a Ponto, na Povo, a partir de 16 de outubro corrente,

Em função da parceria da Metrópole com a Povo, Wilson Novaes Júnior obteve visibilidade estadual através do programa que abrange uma extensa rede de emissoras em todo o estado.

Mário Kertézs registrou o encontro ao lado de Wilson Novaes e Zé Eduardo (Bocão)

Mario Kertézs, que durante a entrevista contou com as participações dos jornalistas Luana Montargil, Zé Eduardo (Bocão) e do radialista jequieense Abraão Brito, integrantes da sua equipe de comunicadores, foi muito receptivo ao projeto que considerou “de grande importância para o fortalecimento da comunicação social da Bahia integrando ainda mais a população da capital com a do interior do estado”.  Durante a entrevista que se estendeu por quase todo o programa (das 8h às 9h), Wilson Novaes respondeu a questionamentos dos apresentadores do programa sobre o desenvolvimento de Jequié, administração pública e o cenário político local.

Wilson Novaes Júnior começou sua carreira de radialista na Radio Cidade Sol 94.9 FM, nos idos de 1985, esteve por um longo tempo na 93.3 FM e agora, depois de receber o convite do Sistema Pazzi de Comunicação, resolveu emprestar toda a sua experiência e credibilidade no jornalismo da Rádio Povo, que, diga-se de passagem, já contava com bons profissionais como Fabio Silva, Sergio Monteiro, Jussiara Oliveira e Silvio Júnior.

JORGE PORTUGAL DEIXA SECULT ALEGANDO QUE NÃO SABE FAZER GESTÃO

foto Lucas Rosario

O professor Jorge Portugal deixa o comando da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) na tarde desta segunda-feira (2) e em seu discurso de despedida do ele admitiu, em tom de brincadeira, que não possuía todas as características necessárias para assumir o cargo. “A coisa que eu menos sei fazer é gestão”, declarou pouco antes da posse da sua sucessora, Arany Santana. Portugal acrescentou ainda que o governador Rui Costa foi maluco em ter feito o convite para ele. Em um breve balanço do seu período como secretário, Portugal avaliou seu trabalho como satisfatório, destacando que deu “alguns pontapés iniciais”. Ele citou projetos realizados pela sua gestão, como o Concha Negra, e lembrou que foi o primeiro negro a assumir o comando da Secult em mais de 400 anos. Por outro lado, ele ressaltou que “não deu pra fazer tudo que eu tencionava fazer”.

Nos bastidores da política corre rumores de que o secretário demissionário não teve condições foi de gerir as demandas advindas do deputado Rosemberg Pinto, o todo-poderoso da pasta. Outros comentários dão conta de que Portugal ainda foi muito elegante ao aceitar sair com o estigma de mau gestor. Aliás, por falar em cultura, convoquemos Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”. Pode-se aplicar, secretário?

VEM AÍ… ANÉSIA CAUAÇU: LENDA E HISTÓRIA NO SERTÃO DE JEQUIÉ

Edições ALBA

Anésia Cauaçu: Relatos da histõria. Anésia guerreira ou cangaceira? Quantas famílias remanescentes daquele tempo ainda vivem em Jequié e outras cidades da região? Bandida ou fazendeira? Você saberá o que registra a história. Mais uma edição da ALBA. Confira. Lançamento em breve.

Anésia Cauaçu – Lenda e história no sertão de Jequié

“É a história como base da ficção e a ficção permeando a história, intercambiando os fatos reais, com uma narrativa lúdica, mítica, resultado das representações do imaginário popular e da criatividade”.

Wilson Midlej

 Capa e Mensagem: Lula Martins; Orelhas: Zé Américo Castro; Prefácio: Sergio Mattos Revisão: Dermival Rios, Jussara Midlej.

CARTA ABERTA AO GOVERNADOR RUI COSTA

Senhor governador.

Eu o conheci ainda num cantinho lá no último andar da governadoria, uma espécie de sótão, onde o senhor, ainda se preparando para assumir a secretaria de relações institucionais. Na equipe, desempenhou as missões com equilíbrio e competência tornando-se autoridade, assessor imprescindível e sucessor do governador. Introspectivo, de poucas palavras, com a fisionomia meio amuada, revelou-se um executivo sério e objetivo.

Depois, candidato a deputado federal, circulou por Jequié em companhia do meu amigo Euclides, buscando angariar os votos necessários à conquista do mandato. Mais adiante, candidato à sucessão de Wagner, saiu vitorioso em uma eleição que eu já dava como certa a vitória de Paulo Souto. As informações que me chegavam até as vésperas do pleito davam conta de uma acachapante derrota do PT. 46% Paulo Souto, contra 24% de Rui Costa e 6% Lídice. Como vimos, os prognósticos e análises de profissionais de notório saber, não se concretizaram e o senhor foi eleito com 54.53% contra 37.39% de Paulo Souto. O resultado de Lídice permaneceu inalterado com 6.62%. Resultado surpreendente, convenhamos.

Pois bem, por absoluta falta de provas, não considerei os argumentos e acusações ouvidas, e procurei encarar o eleito como o governador de todos os baianos. E pus-me a observar.

Nesse ínterim, confesso que tive gratas surpresas com o seu comportamento como autoridade maior do nosso estado e passei a escrever as matérias dando relevância à primeira dama, jequieense, simpática e proativa, bem como relativas às andanças do governador pela Bahia. Enfocava a sua figura com mais tolerância, chegando mesmo a algum entusiasmo com a sua correria, sua simplicidade, determinação, uma certa ojeriza a aplausos e elogios gratuitos. Tudo isso fez com que, aos poucos eu fosse narrando os seus feitos, encontros e reuniões de trabalho com esperança e otimismo na quebra de paradigmas há muito arraigados entre os políticos brasileiros.

Cheguei a considerar a possibilidade de uma reeleição, caso o senhor se desvencilhasse do partido dos trabalhadores, hoje encardido pelas sucessivas acusações de desvios de conduta e variados maus feitos de membros de todos os escalões. Claro que eu não cria que o senhor abandonasse os seus companheiros para ingressar em outra sigla. Foi só especulação minha, mesmo.

Passei a vê-lo, desde aí como um espécime raro, capaz de descartar os oportunistas e aproveitadores numa suposta campanha eleitoral.

Entretanto, logo em seguida, já começaram a brotar ações infelizes por parte do seu governo, seja na área da educação pública superior, na área da saúde, na segurança e nos transportes.

E para sepultar de vez as minhas esperanças, recebo não apenas como analista e repórter, mas como beneficiário, as informações advindas dos médicos e clínicas de que o Planserv estabeleceu um sistema de cotas mensais, penalizando direta e perversamente o associado do Plano de Saúde dos Servidores do Estado.

Com o título “PLANSERV 503 mil associados submetidos a cota nos consultórios médicos” em outra oportunidade escrevi sobre o tema e replico aqui:

“Contrapondo-se ao anúncio que está sendo veiculado na mídia, o plano de saúde dos funcionários do governo do estado da Bahia PLANSERV, sucessor do IAPSEB, dono de uma respeitável carteira de 503 mil associados, com inadimplência zero, já que a contribuição é debitada em folha de pagamento do servidor, acaba de decidir que cada consultório médico ou clínicas estarão sujeitas ao regime de cotas. Ou seja, um determinado número de atendimentos por mês.

Ora, se um associado do PLANSERV, cujos valores que desembolsa  tem significativa representação em seu orçamento, precisa de um atendimento médico em momento de crise alérgica, de otorrino laringologia, cefaleia intensa, desarranjo intestinal, febre renitente, ou seja lá que doença em estado agudo se apresente, ao tentar marcar o seu médico para um atendimento ou procedimento, tem que se submeter à demanda de marcações na data, pois a cota estabelecida, não tem critérios atuariais e pode esgotar-se ainda nos primeiros dias do mês.

Aí, caso o paciente insista em ser atendido, é preciso desembolsar, no mínimo,R$ 250,00 reais por uma consulta, sem contar o procedimento a que precisará ser submetido.

Para a professora que prefere não se identificar, “É verdadeiramente uma decisão infeliz dos governantes do Estado. Muitas vezes a população se submete aos salários humilhantes pela compensação de um bom serviço conquistado ao longo do tempo, através dos planos de saúde…”.

A propaganda ressalta que deve-se “Espalhar a verdade. O Planserv é o melhor plano de saúde da Bahia e o melhor do Nordeste”, garantindo ainda, que não será privatizado. Que os quase 1 milhão de associados terá o atendimento garantido, sem suspensão ou descredenciamento. Que só no primeiro semestre foram 2 milhões de atendimentos a mais do que no primeiro semestre do ano passado. Finaliza dizendo que o Planserv está sempre ao lado do servidor e da servidora…

Ao lado de quem, cara-pálida? O leitor que em crise, com febre alta, procurou o médico hoje pela manhã, foi informado que a cota terminou desde o dia 10. Tenham paciência, senhores. E o Rui, que estava indo bem, beneficiando a população, cuidando da Bahia e dos servidores estaduais, como fica agora? Seria exagero publicar o que o servidor expressou quanto às saudades do PFL? É lamentável. Qualquer gestão responsável ofereceria serviços de extrema qualidade com a receita de 503 mil associados e inadimplência zero. Onde estão estes recursos? Fica a pergunta e fica também a dúvida do servidor doente: onde ir, já que o SUS também faliu? Socorro!!!!”

Pois é Governador, imagino que Vossa Excelência tenha lá os seus motivos, o amplo quadro de fornecedores e prestadores de serviços requer uma gestão pontual e firme, com fiscalização constante. Insista nisto, portanto, e mantenha o nosso PLANSERV a funcionar, fora das especulações dos burocratas. Preserve a saúde e o certo conforto que os servidores do estado gozavam, até então. Amplie as possibilidades assistenciais do Plano e invista em sua gestão de modos seguro e eficaz evitando ações extremas de quem merece e precisa ter de volta as condições que fazem o servidor público estadual se orgulhar de ser Planserv. Finalmente, evite que uma horda de desassistidos saiam às ruas, antes, durante e após o período eleitoral, substituindo o fora Temer, por fora Rui.

Enquanto isso, mesmo indignado, ainda mantenho os meus pontos de vista de admiração, esperança e respeito por sua atuação.

Wilson Midlej

Jornalista e membro do Instituto Pensar Jequié