Arquivo para ‘Política e Políticos’ Categoria

OPOSIÇÃO ESTUDA AÇÃO DE IMPROBIDADE CONTRA GOVERNO POR PATROCÍNIO A EVENTO PRIVADO NO VALOR DE R$700 MIL

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, analisa dar entrada em uma ação de improbidade administrativa contra o governador Rui Costa (PT) por patrocinar evento privado, com dispensa de licitação, no valor de R$700 mil. O governo do estado, através da Superintendência de Fomento do Turismo do Estado (Bahiatursa), determinou a cota de patrocínio para a realização da turnê de Paul McCartney, que acontece hoje (20/10), na Arena Fonte Nova, com ingressos nos valores de R$ 95 a R$750. O contrato do govern com a Time for Fun Mídia foi publicado com assinatura, na data de ontem 19/10/17, com vigência de 90 dias.

“É um absurdo que em um estado com tantas necessidades, inclusive com um Hospital em Itaparica, hoje, fechado por falta de pagamento dos salários aos médicos, o governo faça um contrato sem licitação no valor de R$700 mil, em apoio a um evento privado.Estamos investigando e analisando a possibilidade de entrarmos com uma ação, já que se trata de um claro desvio de prioridades no uso do dinheiro público”, afirmou o líder da Bancada, deputado Leur Lomanto Jr (PMDB).

CORONEL VIAJA NESTA QUINTA E PASSA PRESIDÊNCIA DA ASSEMBLEIA A LUIS AUGUSTO

Presidente da Assembleia, deputado Angelo Coronel – Foto Alba – Divulgação

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Angelo Coronel (PSD), viaja nesta quinta-feira, cumprindo roteiro que passa, inclusive, por visita à China. Como ele ficará fora até o dia 12 de novembro, embora a viagem tenha caráter particular, Coronel passará o comando do Legislativo baiano ao primeiro-vice, o deputado estadual Luis Augusto, do PP, que presidirá o Poder por 25 dias.

NA SURDINA, DEPUTADOS ABANDONAM PSL E SE FILIAM AO PROS, INFORMA BLOG

Reunião entre membros do PSL com Angelo Coronel: Reinaldo Braga, Alan Castro, Euclides Fernandes, Nelson Leal, Jurandy Oliveira e Manasses. Foto: Sandra Travassos/ Alba

Sem holofotes, os deputados estaduais Manásses, Alan Castro e Jurandy Oliveira abandonaram o PSL, que é comandado pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) Marcelo Nilo, e se filiaram ao Pros. O ato foi publicado no Diário Oficial do Legislativo no dia 20 setembro e confirmado por Manassés ao bahia.ba.

“Sou agora deputado do Pros”, afirmou, ao ratificar a filiação também de Castro e Jurandy. Segundo ele, não houve divulgação porque a legenda irá realizar uma convenção em novembro a fim de anunciar os novos membros e estrutura partidária.

Manassés não quis detalhar, mas informou que mais dois deputados podem migrar para o Pros. O parlamentar confirmou ainda ter recebido um convite do presidente da AL-BA, Ângelo Coronel, para se filiar ao PSD. “Houve o convite, mas ele não sabia que a gente está fazendo essa articulação política com o Pros”, pontuou.

O Pros e o PSL formam um bloco no Legislativo baiano cujo líder é o deputado Alan Castro. A articulação para o fortalecimento do Pros é atribuída ao deputado federal Ronaldo Carletto (PP), que negou a possibilidade de também ir para legenda. 

Fonte: bahia.ba

EM CONFERÊNCIA MUNICIPAL, PCDOB DE JEQUIÉ ELEGE NOVA COMISSÃO EXECUTIVA

Mesa Diretora da Conferência do PCdoB de Jequié

Como etapa de seu 14° Congresso Nacional, aconteceu no último domingo, 8 de outubro, a Conferência Municipal do PCdoB de Jequié. Após a solenidade de abertura, Rita Rodrigues, Nilton Vasconcelos e Gidasio Silva, fizeram pronunciamentos de avaliação do atual momento político sob os pontos de vista do partido. Em seguida, a presidente da Comissão Eleitoral, Rita Rodrigues deu início à eleição. Em chapa única, foi eleita a Comissão Executiva com o professor Gidasio Silva  eleito para a presidência municipal do Partido, Rita Rodrigues como vice presidente, Ana Angélica para a secretaria de mulheres, Dilma Santana para a secretaria de finanças e Diran Lima eleito para a secretaria de formação.

Já o Comitê Municipal, com definição de tarefas, foi formado pelos seguintes nomes: Silvino Rodrigues, Valdir Manoel, André Bomfim, Neide Sampaio, Juraci Novato, Noé Macedo.

Depois das discussões onde foram abordados algumas análises e posicionamentos da política nacional e estadual, e antes da proclamação dos resultados da eleição, coube ao professor Gidasio Santos, ainda como Secretário Municipal de Organização do PCdoB, apresentar o ponto da pauta sobre a situação municipal e a realidade do Partido. Para o plenário, Gidasio fez a exposição do Documento-Base que informa a importante participação política do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no cenário municipal desde 1985.

Por sugestão da Comissão Eleitoral, foram também eleitos como delegados à Conferência Estadual os militantes Gidasio Silva e Dilma Santana, respectivamente como titular e suplente.  

No final do evento, Rita Rodrigues firmou o compromisso da nova direção municipal, agradeceu a presença de todos os delegados e convidados, bem a representação do Comitê Estadual, na pessoa de Nilton Vasconcelos, e também a Élvia Magalhães, da Comissão Estadual de Organização, que deram grandes contribuições para o êxito da Conferência.    

Foto: Gicult divulgação.

IBIRATAIA: MORRE EM SALVADOR JULIO LEAL, ESPOSO DA PREFEITA DE IBIRATAIA E EX-GESTOR DO MUNICÍPIO

Júlio ao lado da esposa e prefeita de Ibirataia, Ana Cléia Leal.

Faleceu por volta das 22h no Hospital do Subúrbio em Salvador, o ibirataense Julio Cesar Santos Leal, ex-prefeito de Ibirataia e esposo da prefeita atual Ana Cleia Leal. A morte foi confirmada à imprensa por familiares e amigos. Julio Leal estava internado no Hospital Geral Prado Valadares e foi transferido na tarde desta quinta-feira (12) por uma UTI aérea para o Hospital do Subúrbio em Salvador.

Julio sofreu um grave acidente na tarde desta quarta-feira (11), na rodovia BA-120, entre o distrito de Algodão e Ibirataia. Atualmente Júlio exercia o cargo de secretário de administração do município. Foi prefeito de Ibirataia entre os anos 2001 e 2004, e nas eleições de 2016 conseguiu eleger sua esposa, Ana Cléia, prefeita.  No acidente, que ocorreu em local próximo a antiga Serraria Sempre Viva, o ibirataense sofreu corte e pancada na cabeça, fratura do fêmur, costelas, perna e escoriações pelo corpo. Julio Leal foi transferido e segundo informações o estado de Saúde dele era considerado instável, gravíssimo e não resistiu.

A comunidade ibirataiense lamenta a perda de um dos líderes políticos de maior influência na história do município. Nesta sexta-feira a família deve informar detalhes sobre o velório e sepultamento de Júlio Leal. 

Informações: Giro em Ipiaú

CORONEL: “SE O DESTINO CONSPIRAR A FAVOR, ESTAREI À DISPOSIÇÃO”

Eleito presidente da Assembleia Legislativa da Bahia com o apoio do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), via articulação do seu vice, Bruno Reis (PMDB), o deputado estadual Ângelo Coronel (PSD) tenta se viabilizar como um dos integrantes da chapa à reeleição do governador Rui Costa (PT) em 2018.

Se antes o discurso era inflamado contra o Palácio de Ondina, agora a sua presença nos eventos oficiais do Estado é cada vez mais frequente.

Nesta segunda-feira (9), em Itabuna, durante a cerimônia de assinatura do contrato para duplicação da BR- 415, o parlamentar foi interpelado pelo site bahia.ba sobre a possibilidade de compor a majoritária ao lado do petista. Novamente, ele não refutou a hipótese, a qual atribuiu ao acaso.

“Eu sou uma pessoa de partido. Se o partido achar, lá na frente, que o nome de Ângelo Coronel dá para compor alguma vaga na majoritária, estarei à disposição. E, caso não venha a acontecer, também ficarei junto com o senador Otto Alencar, apoiando qualquer nome dentro do nosso partido. Agora, é evidente que o nosso partido é grande, um partido forte na Bahia, e que acredito que nenhum candidato vai deixar de querer um membro do nosso partido compondo a chapa majoritária, mas vamos esperar. Está muito longe ainda e isso é conspiração do destino. Se o destino conspirar a favor da gente, o meu nome estará à disposição. Se conspirar negativamente, estarei à disposição do mesmo jeito”, prometeu.

Uma das atitudes recentes de Coronel, de entregar uma sala da AL-BA à então desabrigada União dos Vereadores da Bahia (UVB), para ele não foi uma forma de fortalecer o seu nome nas bases, mas um gesto de “compaixão”. “Eu sou uma pessoa que tenho um coração. Os vereadores estavam meio largados, meio abandonados. […] O vereador não pode servir somente na hora da eleição”, analisou.

O deputado garante que não será postulante ao parlamento e, portanto, não disputará a renovação do comando da AL-BA em 2019. Ou seja, só vai botar o nome na urna para vice-governador ou senador, postos ocupados nos últimos oito anos pelo seu principal líder e presidente estadual do PSD, o senador Otto Alencar.

Fonte: www.bahia.ba.com.br

COM ATRAÇÃO DA UNIÃO DE VEREADORES DA BAHIA, ÂNGELO CORONEL FORTALECE SEU NOME

Desde que articulou sem a ajuda do Palácio de Ondina a candidatura à presidência da Assembleia Legislativa, o deputado Ângelo Coronel (PSD) vem demonstrando que é do tipo que “não dá ponto sem nó”.

O pessedista, que ora é aliado do governador Rui Costa, ora se coloca como independente e não muito raro é visto como oposição, com tendência numa remota hipótese apoiar ACM Neto (DEM) para o governo em 2018, conseguiu com a cessão de três salas na Assembleia Legislativa para abrigar a União dos Vereadores da Bahia (UVB) atrair para si a atenção dos quase cinco mil vereadores espalhados pelo Estado.

Em conversa com o site Bocão News, Coronel reconheceu que a atração da UVB foi uma jogada de mestre. “Sem dúvidas que faz com que o nome Coronel interiorize mais”. Mas não descartou o discurso de valorização do legislativo, além de ter negado que poderá com isso vitaminar o quociente eleitoral do filho, Diego Coronel, que vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. “Nada a ver com Diego esse fortalecimento da UVB. O foco é valorizar o parlamento em todos os níveis (municipal/estadual/federal)”.

Informações: Bocão News

JORGE PORTUGAL DEIXA SECULT ALEGANDO QUE NÃO SABE FAZER GESTÃO

foto Lucas Rosario

O professor Jorge Portugal deixa o comando da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) na tarde desta segunda-feira (2) e em seu discurso de despedida do ele admitiu, em tom de brincadeira, que não possuía todas as características necessárias para assumir o cargo. “A coisa que eu menos sei fazer é gestão”, declarou pouco antes da posse da sua sucessora, Arany Santana. Portugal acrescentou ainda que o governador Rui Costa foi maluco em ter feito o convite para ele. Em um breve balanço do seu período como secretário, Portugal avaliou seu trabalho como satisfatório, destacando que deu “alguns pontapés iniciais”. Ele citou projetos realizados pela sua gestão, como o Concha Negra, e lembrou que foi o primeiro negro a assumir o comando da Secult em mais de 400 anos. Por outro lado, ele ressaltou que “não deu pra fazer tudo que eu tencionava fazer”.

Nos bastidores da política corre rumores de que o secretário demissionário não teve condições foi de gerir as demandas advindas do deputado Rosemberg Pinto, o todo-poderoso da pasta. Outros comentários dão conta de que Portugal ainda foi muito elegante ao aceitar sair com o estigma de mau gestor. Aliás, por falar em cultura, convoquemos Shakespeare: “Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia”. Pode-se aplicar, secretário?

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Por Caca Diegues*

 

 

via Aninha Franco**

Eu também já amei muito Luiz Inácio Lula da Silva. Quem não o amou, em algum momento de sua vida, neste país? Em 2003, assisti pela televisão à sua posse em Brasília, sem perder um só segundo daquela festa possivelmente seminal, lágrimas nos olhos por tão bela e radical transformação pacífica pela qual passava o Brasil. Quando Fernando Henrique lhe entregou com gosto a faixa presidencial, me senti vivendo a realização de um sonho de juventude, a inteligência reconhecida dando cidadania à vitória do povo pobre.

Apesar de alguns conflitos genéricos, causados pelos rumos que estava tomando a administração da cultura pelo Estado, minha primeira grande e estranha surpresa veio, claro, com o mensalão.

Como todo mundo, fiquei chocado, sem saber o que pensar diante das revelações provocadas pela denúncia de Roberto Jefferson, um precursor da delação premiada. Mas, como todo mundo, acreditei no que Lula então disse publicamente, que não sabia de nada, que tinha sido traído por colaboradores em que havia confiado. Entre outras coisas, o silêncio de José Dirceu, uma antiga admiração pessoal, me fez acreditar nessa versão e, em 2006, não vacilei em votar pela reeleição, contra a pinta de Opus Dei de Geraldo Alckmin (e lá vem ele outra vez!).

Acho que comecei a desconfiar de meu herói quando li uma declaração sua, dizendo se sentir melhor agora, vestido de terno e gravata, do que na época em que usava um macacão de operário. Por mais que essa sinceridade pudesse fazer sentido material, não era aceitável que um líder popular daquela envergadura avacalhasse tanto os valores simbólicos de sua origem. E, pior ainda, quando Lula começou a abrir o jogo de seu desprezo pela cultura, pelos livros e pelo conhecimento, como se devesse seu sucesso à ignorância a que tinha sido condenado por sua situação de classe. Um ressentimento agressivo, um rancor mal disfarçado em declarações de subestimação do estudo e da inteligência.

Não sei quando começou a tragédia que vivemos hoje no Brasil. Ela vem possivelmente de longa data, passando certamente pelos oito anos do governo Lula, para se agravar no de Dilma Rousseff. Ao sofrer o impeachment, a então presidente já tinha jogado 11,5 milhões de brasileiros no desemprego e consolidado, segundo Thomas Piketty, o famoso neomarxista francês, a desigualdade em nosso país. “É deprimente”, diz o ensaísta, “ver que décadas de democracia foram incapazes de promover mudanças no Brasil”. Era nessas mudanças que estavam nossas esperanças; mas elas se resumiram a políticas assistencialistas, dignas de aplauso mas nada dinâmicas, incapazes de promover qualquer ascensão social. E muito menos uma revolução.

Lula deixou de ser “o cara”, o líder popular mais atualizado que o Brasil poderia ter tido, para se tornar um chefe populista, como qualquer outro dessa maldita tradição latino-americana alimentada pelo patrimonialismo, o instrumento das oligarquias que ele tentou mimetizar. No extremo populismo latino-americano, religioso e sebastianista, os partidos se tornam seitas e seus chefes divindades que não erram. A política se desmaterializa em crenças e superstições estimuladas pelos apóstolos do chefe redentor.

Caímos na mais velha arapuca de nosso subdesenvolvimento, a proclamação da necessidade de indivíduos indispensáveis, santos vivos responsáveis por nós. Mesmo que reconheçamos a clareza de presentes, palestras, sítios, apartamentos, prédios, recibos falsos, a honestidade autoproclamada, temos certeza que só de sua redenção pode surgir nossa salvação como povo e como país. Numa época em que, segundo Steve Coll, professor de Columbia, os algoritmos e seus programadores são uma nova fonte de poder, ainda estamos entregues ao populismo de cordel.

O oposto de Lula não é o nariz empinado de FHC e suas aves de estimação. Bolsonaro ou o general Mourão, também não. Nem, por óbvio, Eduardo Cunha, Aécio, Geddel, Cabral. Não devemos querer sermos governados, a partir de 2019, pelos iguais dos que já nos desgovernam (não há nada de novo em Dória ou Alckmin). O contrário deles é o contrário de seu contrário e assim sucessivamente, até que possamos desembocar em alguma coisa que nos traga de volta a esperança de 2002, fragilmente representada nas ruas em 2013.

Em sua carta patética à direção do PT, Antonio Palocci tem um momento de iluminação: “Minha geração talvez tenha errado mais que acertado. Ela está esgotada. É nossa obrigação abrir espaço a novas lideranças, reconhecendo nossas graves falhas e enfrentado a verdade”. Eu sei que não posso mais ter meu amor de volta; mas que pelo menos a esperança do amor não morra.

*Cacá Diegues é cineasta

**Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, crítica, advogada e ativista cultural.

PROFESSORA, EX-DIRETORA DO ILÊ AIYÊ, ARANY SANTANA, É A NOVA SECRETÁRIA ESTADUAL DE CULTURA

Professora Arany Santana

O governador Rui Costa informou na tarde desta sexta-feira (29) que a Secretaria de Cultura do Estado será comandada por Arany Santana, ex-diretora do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI). A cerimônia de posse será na próxima segunda-feira (1º), às 14h, no Salão de Atos da Governadoria.

Arany ocupa a vaga deixada por Jorge Portugal, que entregou carta ao governador para pedir exoneração do cargo na última quinta (28).

Professora, atriz e ex-diretora do Ilê Aiyê, Arany Santana diz que dar continuidade ao trabalho implementado na gestão é motivo de honra. “A cultura teve avanços na Bahia principalmente com o projeto de interiorização, com as Escolas Culturais. Como educadora, acho um dos projetos mais importantes junto às escolas públicas. Vamos continuar garantindo um trabalho de qualidade junto a artistas e grupos sociais”, declarou a nova secretária.