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TURISTA MINEIRA É RESGATADA POR HELICÓPTERO APÓS ACIDENTE EM TRILHA NA CHAPADA DIAMANTINA

Jovem de 28 anos foi encontrada em mata fechada. Foto: SSP/BA

Uma turista mineira que se feriu após acidente na trilha do Pati, local que fica próximo a Cachoeira do Calixto, na Chapada Diamantina, Bahia, precisou ser resgatada por um helicóptero do Grupamento Aéreo da Polícia Militar (Graer), na tarde da última quarta-feira (11). Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), Nathalia Guimarães Oliveira, de 28 anos, foi levada até o aeroporto de Lençóis, onde uma ambulância do Hospital Itaquera já aguardava. O estado de saúde da turista e as circunstâncias do acidente não foram informados. Ainda de acordo com a SSP-BA, Guarnições do 11° Grupamento de Bombeiro Militar (GBM/Itaberaba) foram comunicadas da situação da turista e, por saberem do difícil acesso ao local, solicitaram o acionamento do Graer. A turista estava em um vale com mata densa, às margens de um córrego. Através do guincho, um tripulante operacional do Graer foi lançado até o chão. Em seguida a jovem foi estabilizada na prancha e retirada. (Giro).

REPROVADA, AUTORA DO IMPEACHMENT VÊ PERSEGUIÇÃO NA USP

Janaína Paschoal

Reprovada no concurso para professora titular da Universidade de São Paulo (USP), uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, Janaina Paschoal, vê “perseguição” no processo. Ela leciona na Faculdade de Direito desde 2003 e concorreu com três colegas a duas vagas de titularidade– último degrau da carreira acadêmica – e ficou em quarto lugar. Janaina entrou com recurso no qual pede a anulação da disputa e diz que o primeiro colocado apresentou um trabalho sem originalidade, um requisito para a aprovação. “Não tenho como negar a perseguição, não é só política. É maior do que isso, é de valores mesmo”, afirmou Janaina. “Eu já sabia que não teria a menor chance de ganhar pelas questões políticas, eu já esperava ser reprovada. Eles me veem como uma conservadora”, disse a docente. A direção da faculdade, no entanto, negou quaisquer irregularidades no concurso. O resultado da disputa saiu em setembro e a professora, à época, disse em sua conta no Twitter que “ganhou em último”. Janaina recebeu as notas mais baixas dentre os professores avaliados, entre 3,5 e 6 – de dez pontos possíveis. No microblog, ela afirmou que não iria recorrer, mas, depois de receber ligações de antigos professores da instituição alertando, segundo ela, para a estranheza das notas tão baixas, procurou se “informar mais”. Janaina apresentou uma petição ao diretor da faculdade, José Rogério Cruz e Tucci, para que ele analisasse o que ela chamou de “inverdades”. A professora alegou que tem 28 livros publicados e que a banca examinadora – formada por cinco professores – não reconheceu sua produção. A professora também recebeu notas menores às dos outros concorrentes quanto à prestação de serviços à comunidade. “Fui presidente do Conselho de Entorpecentes de São Paulo, estou na segunda gestão como membro do Conselho Seccional da OAB-SP, tudo de graça. Dá um Google no meu nome, vê o tanto de entrevista que dei sobre assuntos de interesse à comunidade. Como podem afirmar que não presto serviços? ” Na petição, Janaina solicitou que as “inverdades” nos pareceres da banca fossem corrigidas, a instauração de uma comissão isenta para apurar as irregularidades que apontou e ainda requereu falar à Congregação – órgão colegiado que homologa concursos. Após o pedido ser indeferido, ela apresentou um recurso na quinta-feira passada – dessa vez, pedindo a anulação do concurso. Se não for aceito, disse que vai judicializar.

Informações: jornal O Estado de São Paulo

IPIAÚ: SECRETÁRIO MUNICIPAL DE AGRICULTURA PARTICIPARÁ DO SALÃO DO CHOCOLATE DE PARIS

Dr. Valnei Pestana

O secretário de agricultura de Ipiaú, Valnei Pestana, foi convidado para compor a caravana do governador Rui Costa, participando no próximo dia 26 do Salon du Chocolat, maior exposição da cultura chocolateira do mundo, em Paris, França.

O conhecimento do médico urologista a respeito do processo de fabricação do chocolate, bem como seu empenho em tornar realidade a fabricação do produto na região de Ipiaú, foram vitais para que o governador o convidasse para integrar o grupo.

Produtor de cacau e pesquisador do segmento, Valnei Pestana construiu significativo acervo de informações e experiências nas constantes visitas a pequenos e médios produtores de chocolates especiais na Itália, mantendo contatos, examinando a técnica de produção, o processo de distribuição e, principalmente, a qualidade obtida a partir dos frutos  considerados inferiores em relação ao cacau brasileiro, cujo potencial de produtividade e valores nutritivos, superam em muito o que foi observado em alguns lugares do mundo.

Ao assistir algumas de suas palestras pode-se depreender a existência de real possibilidade de transformar a região que já teve expressiva produção de cacau, num polo de produção de chocolate, em regime de cooperativa, a ser exportado para o mercado interno e, sobretudo, para o mercado internacional. Isto significa agregar valores a menores quantidades do produto, antes vendido sob o regime de comodities, com resultados vinculados ao volume entregue aos armazéns dos compradores.

Com a técnica, o fazendeiro de cacau passa a produzir não apenas cacau-moeda, mas um dos mais nutritivos alimentos do planeta, comercializando sua produção de chocolates de qualidade, o que permite a obtenção de resultados semelhantes às vendas dos grandes volumes do passado, podendo representar o retorno aos tempos áureos desta região. Daí a grande importância do trabalho de pesquisas desenvolvido por Dr. Valnei, resgatando uma fonte de divisas onde o cacauicultor regional detém efetivo expertise, com conhecimento experienciado, ao longo de mais de cem anos, absorvidos dos ancestrais.

Nasce na região, a esperança de retornar aos bons tempos de grande produção de cacau, agora pulverizada entre inúmeros proprietários de pequenas áreas rurais, aplicando o aprendizado, imposto pela natureza, da divisão absoluta das riquezas do solo e da aplicação da logística em cooperativa, rateando, inteligentemente, os custos decorrentes.

 

ALVO DA PF, EMPRESÁRIO FEZ TOUR EM NOVAS INSTALAÇÕES DA XPAND

Alvo da Polícia Federal nesta segunda-feira (9), Ricardo Peixoto, dono da XPand Nutrition, costuma ostentar nas redes sociais. Com textos motivacionais, o empresário divulga seus produtos que, de acordo com a Policia Federal, eram adquiridos de forma clandestina. As fotos mostram também sua lancha, como divulgada pela corporação.

Na sua última publicação, há dois dias, ele mostra um vídeo em que ele fez um tour pela sede da empresa, com três andares. “A XPand Melhorando cada vez mais, aumentando suas instalações. Agora com sala de reuniões sendo montada. Vários setores. Tudo em obra. Salas novas, banheiros sendo feitos”, diz no documentário.

A investigação, que culminou na Operação Hedonikos, começou há cerca de três meses com o objetivo inicial de apurar fraudes cometidas contra a Caixa Econômica Federal (CEF), por causa da abertura de contas bancárias e obtenção de empréstimos fraudulentos por meio de documentos falsos.

De acordo com a PF, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Feira de Santana e Salvador; um de prisão preventiva, três de condução coercitiva, além de seis de sequestros de bens e bloqueio de valores em contas bancárias, todos expedidos pela 3ª Vara Federal de Feira de Santana.

 

OPERAÇÃO HEDONIKOS, DA POLÍCIA FEDERAL DESCOBRE FABRICAÇÃO CLANDESTINA DE SUPLEMENTOS ALIMENTARES

Uma fábrica clandestina de suplementos alimentares distribuídos em vários municípios do Nordeste, foi autuada na manhã desta segunda-feira, 9, na cidade de Feira de Santana, pela Polícia Federal, com o apoio da Vigilância Sanitária e Ambiental do Estado (Divisa). Foi deflagrada a Operação Hedonikos, que visa coibir crimes praticados por um empresário que, entre outros ilícitos, atuava na fabricação clandestina de suplementos alimentares. Durante as investigações descobriu-se também que diversas empresas constituídas pelo investigado com a utilização de “laranjas” atuavam na fabricação e comercialização clandestina de suplementos alimentares, que eram produzidos sem qualquer autorização dos órgãos de vigilância sanitária competentes e distribuídos através de sua rede de lojas em Feira de Santana e Salvador, além das demais lojas do ramo em todo o Nordeste brasileiro.

A investigação começou há cerca de três meses com o objetivo inicial de apurar fraudes cometidas pelo empresário contra a Caixa Econômica Federal, mediante a abertura de contas bancárias e obtenção de empréstimos fraudulentos com a utilização de documentos falsos. Ainda de acordo com a polícia, constatou-se que o empresário obteve a alteração de seu nome em virtude de decisão judicial de reconhecimento de paternidade, e passou a utilizar o seu nome antigo para o cometimento de uma gama variada de fraudes, desde abertura de contas bancárias em instituições financeiras à constituição de empresas, tudo com o nome, CPF e RG já inativos, tendo como consequência a inadimplência perante os bancos e não pagamento de tributos das empresas. A polícia detalha que o débito só com a Caixa Econômica Federal ultrapassa a cifra de seis milhões e meio de reais. A partir desses negócios ilícitos, o empresário conseguiu constituir um patrimônio significativo, com a aquisição de imóveis, veículos de alto padrão e até mesmo uma lancha, os quais não eram declarados às autoridades fazendárias por estarem registrados em seu antigo nome ou em nome de terceiros.

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Por Caca Diegues*

 

 

via Aninha Franco**

Eu também já amei muito Luiz Inácio Lula da Silva. Quem não o amou, em algum momento de sua vida, neste país? Em 2003, assisti pela televisão à sua posse em Brasília, sem perder um só segundo daquela festa possivelmente seminal, lágrimas nos olhos por tão bela e radical transformação pacífica pela qual passava o Brasil. Quando Fernando Henrique lhe entregou com gosto a faixa presidencial, me senti vivendo a realização de um sonho de juventude, a inteligência reconhecida dando cidadania à vitória do povo pobre.

Apesar de alguns conflitos genéricos, causados pelos rumos que estava tomando a administração da cultura pelo Estado, minha primeira grande e estranha surpresa veio, claro, com o mensalão.

Como todo mundo, fiquei chocado, sem saber o que pensar diante das revelações provocadas pela denúncia de Roberto Jefferson, um precursor da delação premiada. Mas, como todo mundo, acreditei no que Lula então disse publicamente, que não sabia de nada, que tinha sido traído por colaboradores em que havia confiado. Entre outras coisas, o silêncio de José Dirceu, uma antiga admiração pessoal, me fez acreditar nessa versão e, em 2006, não vacilei em votar pela reeleição, contra a pinta de Opus Dei de Geraldo Alckmin (e lá vem ele outra vez!).

Acho que comecei a desconfiar de meu herói quando li uma declaração sua, dizendo se sentir melhor agora, vestido de terno e gravata, do que na época em que usava um macacão de operário. Por mais que essa sinceridade pudesse fazer sentido material, não era aceitável que um líder popular daquela envergadura avacalhasse tanto os valores simbólicos de sua origem. E, pior ainda, quando Lula começou a abrir o jogo de seu desprezo pela cultura, pelos livros e pelo conhecimento, como se devesse seu sucesso à ignorância a que tinha sido condenado por sua situação de classe. Um ressentimento agressivo, um rancor mal disfarçado em declarações de subestimação do estudo e da inteligência.

Não sei quando começou a tragédia que vivemos hoje no Brasil. Ela vem possivelmente de longa data, passando certamente pelos oito anos do governo Lula, para se agravar no de Dilma Rousseff. Ao sofrer o impeachment, a então presidente já tinha jogado 11,5 milhões de brasileiros no desemprego e consolidado, segundo Thomas Piketty, o famoso neomarxista francês, a desigualdade em nosso país. “É deprimente”, diz o ensaísta, “ver que décadas de democracia foram incapazes de promover mudanças no Brasil”. Era nessas mudanças que estavam nossas esperanças; mas elas se resumiram a políticas assistencialistas, dignas de aplauso mas nada dinâmicas, incapazes de promover qualquer ascensão social. E muito menos uma revolução.

Lula deixou de ser “o cara”, o líder popular mais atualizado que o Brasil poderia ter tido, para se tornar um chefe populista, como qualquer outro dessa maldita tradição latino-americana alimentada pelo patrimonialismo, o instrumento das oligarquias que ele tentou mimetizar. No extremo populismo latino-americano, religioso e sebastianista, os partidos se tornam seitas e seus chefes divindades que não erram. A política se desmaterializa em crenças e superstições estimuladas pelos apóstolos do chefe redentor.

Caímos na mais velha arapuca de nosso subdesenvolvimento, a proclamação da necessidade de indivíduos indispensáveis, santos vivos responsáveis por nós. Mesmo que reconheçamos a clareza de presentes, palestras, sítios, apartamentos, prédios, recibos falsos, a honestidade autoproclamada, temos certeza que só de sua redenção pode surgir nossa salvação como povo e como país. Numa época em que, segundo Steve Coll, professor de Columbia, os algoritmos e seus programadores são uma nova fonte de poder, ainda estamos entregues ao populismo de cordel.

O oposto de Lula não é o nariz empinado de FHC e suas aves de estimação. Bolsonaro ou o general Mourão, também não. Nem, por óbvio, Eduardo Cunha, Aécio, Geddel, Cabral. Não devemos querer sermos governados, a partir de 2019, pelos iguais dos que já nos desgovernam (não há nada de novo em Dória ou Alckmin). O contrário deles é o contrário de seu contrário e assim sucessivamente, até que possamos desembocar em alguma coisa que nos traga de volta a esperança de 2002, fragilmente representada nas ruas em 2013.

Em sua carta patética à direção do PT, Antonio Palocci tem um momento de iluminação: “Minha geração talvez tenha errado mais que acertado. Ela está esgotada. É nossa obrigação abrir espaço a novas lideranças, reconhecendo nossas graves falhas e enfrentado a verdade”. Eu sei que não posso mais ter meu amor de volta; mas que pelo menos a esperança do amor não morra.

*Cacá Diegues é cineasta

**Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, crítica, advogada e ativista cultural.

GLAUCOS PEDE A MORO QUE INTIME HOSPITAL A APRESENTAR REGISTROS DE VISITAS DE CONTADOR

Juiz Federal Sergio Moro

A defesa de Glaucos da Costamarques pediu ao juiz federal Sérgio Moro que intime o hospital Sírio Libanês para que entregue registros de visitas do advogado do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira, e do contador João Muniz Leite. Primo de José Carlos Bumlai, amigo de Lula, Glaucos é apontado como ‘laranja’ do petista no suposto recebimento de imóveis pela Odebrecht como forma de propinas. Para a força-tarefa da Lava Jato, a Odebrecht custeou a compra do apartamento, em nome de Glaucos da Costamarques, primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente. Na mesma ação, ele responde por também ter supostamente recebido da empreiteira terreno onde seria sediado o Instituto Lula, no valor de R$ 12,5 milhões. A denúncia da Procuradoria da República sobre o apartamento 121, no edifício Hill House -vizinho à residência de Lula, em São Bernardo do Campo – ainda aponta que propinas pagas pela Odebrecht, no esquema que seria liderado pelo ex-presidente, chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a Petrobrás. A Lava Jato afirma que não houve pagamento de aluguel entre fevereiro de 2011 e pelo menos novembro de 2015. Nesta segunda-feira, 25, a defesa do ex-presidente apresentou documentos que contestam a versão dos procuradores. Em petição ao juiz federal Sérgio Moro, a defesa de Glaucos reiterou o que ele já havia dito em seu interrogatório no último dia 6. Ele disse ter sido procurado por José Carlos Bumlai ‘no sentido de adquirir um imóvel em um edifício em São Bernardo do Campo – SP, em seu nome, uma vez que não contava com recursos necessários para fazê-lo pessoalmente’. “Como razão primordial, informou a GLAUCOS que precisava atender a um pedido da Sra. Marisa Letícia Lula da Silva, preocupada com o fato de alguém poder interessar-se pelo imóvel, que era localizado no mesmo andar, e em frente, ao apartamento que servia de residência ao ex-presidente e sua esposa, cuja privacidade poderia ser comprometida”

Informações: Estadão e Política Livre

SERÁ ENTRE 5 e 8 DE OUTUBRO, A FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE CACHOEIRA – FLICA 2017

A Festa Literária Internacional de Cachoeira já se tornou tradição no calendário de eventos literários do Brasil. A sétima edição, entre os dias 5 e 8 de outubro, segue trazendo para o Recôncavo Baiano influentes nomes da literatura nacional e internacional, com programação para adultos e crianças. Em 2017, como nas edições anteriores, estão programados debates literários, lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contações de histórias e saraus.

Este ano, Ruy Espinheira Filho será o homenageado. Autor de mais de 20 livros, recebeu diversos prêmios, como o Nacional de Poesia Cruz e Sousa,  Nestlé, Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores, de Poesia da Academia Brasileira de Letras, Portugal Telecom, Rio de Literatura, além de ganhar o Jabuti. Tem contos e poemas em diversas antologias publicadas no Brasil e no exterior (Portugal, Itália, França, Espanha e Estados Unidos).

A Editora Galinha Pulando vai estar presente durante a programação. A escritora Rita Pinheiro e o poeta Valdeck Almeida de Jesus estarão no estande.

Entre os títulos que a Editora vai comercializar, durante o evento, está o “Memorial do Inferno”, de Valdeck Almeida de Jesus, que conta a história da família Almeida, natural de Jequié, que passou fome por mais de 25 anos e que conseguiu se estabelecer, apesar das adversidades. Valdeck Almeida também apresenta “Gayroto de Programa: 5000 mil tons de sexo”, que é o relato da vida nada romântica de um homossexual nascido na pequena Upabuçu, cidade da região de Lagedo do Tabocal, no Vale do Jequiriçá e emociona pela crueza e beleza da luta de um gay interiorano que tenta, a seu modo, ser aceito e conquistar um amor;

Já Rita Pinheiro estará autografando “Os poemas que eu não gostaria de escrever e nem você de ler”. A professora Rita Pinheiro faz poemas que cortam, dilaceram, sangram. A obra é forte, dura, incisiva, luta contra todo tipo de injustiça, principalmente contra a violência contra a mulher. Emocionante e pleno de afetividade, este livro marca um lugar na história da poesia da Bahia.

Na Feira há sempre espaço para as crianças. Livros e brincadeiras criam um universo lúdico para a Fliquinha, um espaço literário direcionado aos pequenos. A curadoria é de Lília Gramacho e Mira Silva, que já estão no posto há cinco anos.

Aos amantes da literatura de todas as idades e gostos, a Flica é um espaço para contemplar o mundo das letras, sendo um dos maiores eventos literários do país.  As mesas de debate ocorrem, desde a primeira edição, no já mencionado Claustro, enquanto a Fliquinha tem lugar no Cine-Theatro Cachoeirano, outro prédio tombado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Parte da programação acontece no Espaço Educar para Transformar, localizado em frente à Câmara Municipal de Cachoeira. Lá, o público pode participar de diferentes atividades, como lançamento de livros, exposições, apresentações artísticas, contação de histórias e saraus.

O Governo do Estado da Bahia apresenta a Flica 2017. O projeto é realizado pela Cali e Icontent e tem patrocínio do Governo do Estado, por meio do Fazcultura, e apoio do Hiperideal, da Prefeitura Municipal de Cachoeira e da Coelba.

O EFEITO CASCATA DA MENTIRA QUE VEM DA ALTA POLÍTICA

 Por Francisco Daudt* via Aninha Franco*

“É tudo mentira. Ele é um simulador, frio, calculista, ele é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade.”

Pois é. Eu estava bem feliz de tratar de assuntos conceituais da natureza humana, de não ter que falar de política, desde que Madame retornou à insignificância de onde nunca deveria ter saído, mas essas frases acima…. Nas palavras de Michael Corleone, “eu quero sair, mas eles me puxam de volta!”

Para minha sorte, elas se referem a uma condição humana pouco entendida: a sociopatia. O sociopata é um psicopata que opera no atacado. Não se contenta em ser um assassino em série, um pequeno trapaceiro, um malfeitor de voo curto. Como o psicopata, ele não tem barreiras morais que se interponham a seus propósitos criminosos. Não há remorso, não há reconhecimento de erro, não há humildade. Ao contrário, há megalomania: a convicção de superioridade, de estar acima do bem e do mal, de ser possuidor de uma clareza mental assassina que transforma todos os demais em imbecis. E um gozo infinito em fazê-los de imbecis. Não poderia dar explicação melhor de como funciona um psicopata do que aquelas frases do início: a simulação fria do que for necessário para seus propósitos. Fazer-se de vítima? Ele será a maior vítima do mundo. Mentir descaradamente? Ele fará a mentira soar como a maior das verdades. Ignorar o que disse ontem e dizer o justo oposto? Foi você que ouviu mal, ele sempre pensou assim. Compromisso com a verdade, com a dignidade, com a honestidade? Zero. Mas se a aparência disso lhe for útil, ele se dirá a pessoa mais honesta do Brasil.

Manipulação? É fascinante assistir a ela. Televisionado na presença de um juiz, ele o usará como palanque para falar com seus seguidores, e dar-lhes argumentos –ainda que rudimentares– que mantenham sua crença nele.

Não existem psicopatas burros. O despudor, o cinismo e a leviandade retiraram-lhes as travas mentais que nos restringem. Dizem que os psicopatas não têm superego. Não é isso, pois tudo o que fazem é direcionado justamente contra aquilo que o superego manda. Eles são obcecados pela quebra das leis e da ética. É uma vida devotada à transgressão e à trapaça: seu maior gozo é chutar o superego para o alto.

O sociopata descobriu a mais eficiente das armas para manipular multidões: o sentimento de culpa. “Eu fui ferrado na vida, e os culpados são ‘eles’, e agora eu falo em nome de todos os ferrados, para nos vingar ‘deles’.” Como pastor do coitadismo, tudo lhe é desculpado, a culpa é dos outros. Não é à toa que sentir-se ofendido e culpar os outros virou uma praga em que o politicamente correto tomou carona.

O que nos leva à cascata. Quando Pedro Aleixo recusou-se a assinar o AI-5, perguntaram-lhe se ele temia que o presidente fizesse mal uso dele. “Não temo o presidente”, respondeu, “mas quando o autoritarismo se instala no alto da cadeia de comando, desce em cascata até o guarda da esquina. E este eu temo”.

É a cascata o pior legado do sociopata e seus asseclas: a corrupção moral do país, o coitadismo, a incompetência abençoada são ainda mais graves que os horrores que têm aparecido.

 

*Francisco Daudt é psicanalista, médico e colunista da Folha de São Paulo

**Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, crítica, advogada e ativista cultural.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DENÚNCIA CONTRA TEMER: VEJA COMO VOTOU CADA DEPUTADO FEDERAL DA BANCADA DA BAHIA

Voto dos deputados baianos a favor e contra Michel Temer na primeira denuncia.