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8 DE DEZEMBRO: FESTA EM COMEMORAÇÃO A N.S. DA CONCEIÇÃO DA PRAIA, TRISTEZA POR 37 ANOS SEM JOHN LENNON E 23 ANOS SEM TOM JOBIM

8 de dezembro nos remete à perda de dois privilegiados talentos que expressavam sua genialidade através das músicas que compunham. Suas letras, bem como as melodias, se destinaram à mesma eternização alcançada por Mozart, Chopin, Bach, Villa Lobos,.. O mundo reverencia a data e lembra dos dois com pesar.

A data de 8 de dezembro ficou definitivamente marcada pela morte repentina de dois dos maiores músicos do século 20: John Lennon, assassinado a tiros numa noite fria, em frente ao edifício onde morava; e Tom Jobim que, assim como o ex-Beatle, tornou-se lenda em vida. Morreu em consequência de uma parada cardíaca, dois dias depois de ser operado, por causa de um câncer na bexiga. As duas estrelas desapareceram com uma diferença de 14 anos uma da outra. John tinha 40 anos quando tombou e Tom ia fazer 68.

Um integrou a banda de rock mais famosa e influente de todos os tempos. O outro é considerado um dos inventores da bossa nova. Em comum, a data e o local da morte. Tom Jobim e John Lennon morreram em um 8 de dezembro, em Nova York, nos Estados Unidos.

Encontrei no site entretenimento.r7.com esse artigo sobre as coincidências entre as mortes dos dois músicos, em Nova York:

“Vivemos num mundo onde nos escondemos para fazer amor! Enquanto a violência é praticada em plena luz do dia”. J.Lennon

John Lennon nos deixou há 34 anos. A notícia, mesmo na era anterior à Internet, correu feito um jato pelo mundo: o cantor, compositor e músico britânico foi assassinado em frente ao Dakota, edifício em que morava, em Nova York.

Mark Davis Chapman, um fã obcecado por Lennon, havia conseguido um autógrafo do músico na manhã daquele mesmo dia, fato que foi registrado por um fotógrafo. Quem poderia imaginar que, horas depois, o mesmo cidadão faria tamanha loucura?

O mundo ficou rapidamente de luto. As homenagens ao ex-Beatle se espalharam pelos quatro cantos do planeta, frequentemente acompanhadas por pessoas cantando as músicas de Lennon, especialmente o hino pacifista, Imagine.

“Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz”. Tom Jobim

Quatorze anos depois, foi a vez de Tom Jobim tornar essa data motivo de luto. Na época, o cantor, compositor e músico carioca vivia uma fase das mais produtivas em sua carreira.

Seu CD Antonio Brasileiro havia acabado de sair, com participações especiais de Dorival Caymmi e Sting. Um trabalho com alta qualidade artística, no qual Jobim se mostrava mais inspirado do que nunca.

Um câncer na bexiga, em estágio já adiantado, foi diagnosticado no músico em um exame rotineiro, dias antes. Tom foi operado, mas dois dias depois, morreu de parada cardíaca, no hospital Mount Sinai, em Nova York, em 8 de dezembro de 1994.

Lennon amava Nova York e Tom Jobim também se deu muito bem por lá, sendo presença constante na cidade americana.

Outro fato em comum entre eles é que seus legados continuam sendo apreciados e cultuados por fãs nos quatro cantos do mundo, além de gerar novos produtos.

No caso de Lennon, os discos dos Beatles mereceram um relançamento luxuoso em 2009, além do lançamento do game Beatles Rock Band, um sucesso de vendas.

Tom Jobim é tema de dois documentários dirigidos pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos: A Música Segundo Tom e A Luz do Tom. Veja o primeiro, em versão completa, aqui:

 

ASSIM VENCEM OS TIRANOS

 Por Carlos Eden*

 

 

 

 

Não sendo nenhum versado em História, muito menos em Filosofia ou coisas semelhantes, mas, tendo aprendido um pouco ao longo da minha vida, lendo sobre o passado histórico da Humanidade e vivendo alguns momentos importantes da História Contemporânea, os quais, desde a infância, marcaram minha formação de cidadão, vi rolarem diante dos meus olhos, acontecimentos políticos mais ou menos traumáticos, (é claro, já que a maior parte deles eu soube através da imprensa), e que o Brasil felizmente, nunca sofreu um ataque tipo Hiroshima, nem foi invadido por nenhum Hitler e seus asseclas. Entretanto, tivemos ditaduras cruéis, uma delas imposta pela famigerada “guerra fria”, gerada pelo capitalismo imperialista dos EUA e de seus adversários, representada também, pelo expansionismo comunista da URSS. Eu era apenas um adolescente quando deram o golpe de 1964 para “moralizar” o País.

Entretanto, a falência dos valores democrático/republicanos, a decadência institucional e ideológica da esquerda, todas contaminadas pela corrupção que o poder lhes proporciona, causando promiscuidade entre o crime organizado e os poderes da República (no nosso caso), levaram enorme parte das pessoas a perder o respeito pelas instituições ditas livres, o que consequentemente, poderia levar ao caos institucional, à violência absoluta, à busca pela justiça pelas próprias mãos. Seria uma “Revolução Francesa” reeditada.

Porém, grupos radicais de direita já se preparam para “salvar a pátria”, usando suas oportunas razões, para, justificando a incompetência ou conveniência dos nossos políticos, porem em prática uma operação, cujo objetivo seria usar com irrestrito apoio da classe média, grupos radicais violentos, dos quais são alvos os políticos corruptos, os assaltantes, os sequestradores, os cruéis bandidos assassinos cada vez mais odiados pela população, o que para muitos se justifica, já que tais indivíduos visam apenas enriquecer, pouco importa os meios cruéis usados para alcançar seus objetivos.

Infelizmente, não somente os bandidos, mas, equivocadamente ou por questões ideológicas, também os homossexuais, negros, índios, intelectuais e artistas, ou quaisquer outras minorias consideradas por eles como “indesejáveis”, são, injustamente alvos desses novos “salvadores da pátria”, podendo surgir desse meio, um novo tirano. Isto ocorreu na Alemanha, pós-Primeira Guerra Mundial, o que resultou naquele horror de Adolf Hitler, o holocausto dos judeus, e na carnificina indescritível gerada durante a Segunda Guerra Mundial. Tenho ouvido de pessoas cultas, conscientes dos horrores acima citados, mas que, assombradas com a violência urbana, com a corrupção crescente e com a falta de alternativas, ainda acham necessárias as intervenções do totalitarismo (de esquerda ou de direita, conforme a ideologia de cada uma delas), para deter o galopante avanço do crime organizado aliado aos hipócritas, larápios insensíveis, criminosos safados, que abusam da democracia para se posicionarem como “representantes do povo”, nas câmaras e assembléias que ocupam. Isto é terrivelmente preocupante.

*Carlos Éden Meira é jornalista e cartunista

FIM DA PALAVRA ‘GOLPE’

Por Ruy Castro*, via Aninha Franco**

 

 

 

 

Rio de Janeiro – No infantilismo político que nos domina, em que só se admite adesão total a este ou àquele lado e a menor restrição a um é tomada como apoio ao outro, o debate racional já pediu o boné. Amigos deixaram de se ver e, se por acaso se encontram, evitam falar de política, em nome do tempo em que suas discordâncias se limitavam ao futebol.

Ou se é de “direita” ou de “esquerda”, não há meios-tons. E, nessa divisão esquemática e burra, até a história leva a breca.

Um jovem conhecido meu, de “esquerda”, empolgado com os cem anos da Revolução Russa, admira por igual Lênin, Trotski e Stálin. Não acreditou quando lhe contei que, morto Lênin em 1924, Stalin não sossegou enquanto não expulsou Trotski da URSS, em 1929 —e que, inclusive no Brasil, os comunistas eram proibidos de falar com trotskistas e tinham de mudar de calçada à aproximação de um deles. Stalin poderia fazer acordo com o próprio Hitler —o que ele fez, em 1939—, mas não com Trotski, que finalmente matou em 1940. O garoto não sabia de nada disso. Só sabia que era de “esquerda”.

A política obriga a ideologia aos piores contorcionismos. Há dias, para surpresa de ninguém, o PT eliminou a palavra “golpe” de seus palanques e declarou “perdoados” os algozes de Dilma. Está certo. Não fica bem insultar os odiados inimigos de véspera com quem se quer fazer espertas alianças eleitorais. Só que, ao ver Lula de novo aos beijos com Renan Calheiros, como ficam as pessoas que levaram os últimos anos se destratando e cortando relações?

Há uma terceira via, que permite manter a coerência pessoal e desagradar os dois lados. Em 1983, perguntei a Millôr Fernandes o porquê de seu atrito permanente tanto com a esquerda como com a direita. Ele respondeu: “Com a direita, por ser de direita. E, com a esquerda, por ser de direita”.

*Ruy Castro é jornalista, biógrafo e escritor.    

*Aninha Franco é escritora, pensadora, poeta, dramaturga, crítica, advogada e ativista cultural.

MORRE EM SALVADOR, AOS 93 ANOS, DONA HILDETE LOMANTO

O casal Detinha e Lomanto com seus cinco filhos.

Faleceu, na noite de quarta-feira (22), em Salvador, aos 93 anos, a Sra. Hildete de Britto Lomanto, conhecida pelos baianos como Dona Detinha Lomanto. Ela morreu justamente no dia em que completa dois anos do falecimento o seu esposo e companheiro, o  ex-governador da Bahia, Antonio Lomanto Júnior.

Dona Detinha foi sempre uma presença marcante em toda a vitoriosa trajetória de Lomanto Júnior, desde que o seu jovem marido, então odontólogo recém-formado, se elegeu vereador na cidade natal de ambos, Jequié, mandato exercido de 1947 a 1950.

Primeira-dama da Bahia entre os anos de 1963 e 1967, Dona Detinha teve a sua vida marcada pelos trabalhos sociais que desenvolveu como presidente da Legião Brasileira de Assistência (LBA) na Bahia, que, posteriormente, deu origem às Voluntárias Sociais, e pela grande legião de amigos que conquistou ao longo da vida.  São filhos do casal, Antonio Lomanto Neto, o ex-deputado federal Leur Lomanto, Tadeu Antonio, Marco Antonio e Lilian Lomanto. Entre os 10 netos, eis que surge a liderança de Leur Lomanto Júnior para prosseguir na tradição de homens públicos da família, mantendo as lições absorvidas do seu pai e seu avô, de honradez, dedicação e lealdade aos princípios democráticos da família, que a partir do tronco, já conta com 12 bisnetos.

O velório acontece no Velatório Pax Internacional, em Jequié, de onde seguirá para sepultamento às 10h de sexta-feira (24) .

MARLUCE QUADROS V. LIMA, MÃE DE GEDDEL E LÚCIO, ATRIBUI “INVERDADES” A JOB

A mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima e do deputado Lúcio Vieira Lima, ambos do PMDB da Bahia, atribuiu, por meio de sua defesa, ‘inverdades’ ao ex-assessor Job Ribeiro Brandão, que trabalhava para o parlamentar. A mãe dos peemedebistas, de 80 anos, se colocou à disposição da Justiça.

Em depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, Job afirmou que dinheiro em espécie era guardado em malas e caixas no closet de Marluce Vieira Lima. Segundo o ex-assessor, a família “possuía muito dinheiro guardado no apartamento de Marluce Vieira Lima”, em Salvador. O dinheiro, relatou Job, ficou guardado no closet do quarto da mãe em caixas e malas até o início de 2016.

Após as declarações de Job, a defesa da mãe de Geddel e Lúcio enviou manifestação ao Supremo Tribunal Federal. Segundo o advogado Gamil Föppel, que defende a família Vieira Lima, Marluce ‘está à disposição’ da Corte máxima, do Ministério Público e da Polícia Federal ‘para prestar todo e qualquer esclarecimento necessário, assim como fornecer documentos e/ou equipamentos’. “A peticionária (Marluce Vieira Lima) teve ciência, através da imprensa, da veiculação de diversas inverdades no bojo do depoimento de Job Ribeiro Brandão. Destarte, em vista do que fora exaustivamente veiculado pela imprensa, a peticionária informa ter interesse em prestar todos os esclarecimentos eventualmente necessários, a fim de estabelecer a verdade”, afirmou Marluce, por meio de sua defesa. Anexos à manifestação, a mãe de Geddel e Lúcio entregou ao Supremo relatórios médicos. “Cabe pontuar, entretanto, que a peticionária é idosa, já contando com oitenta anos de idade, sendo portadora de enfermidade que lhe dificulta sobremaneira a locomoção, razão porque pede que qualquer intimação que eventualmente lhe seja dirigida, guarde a antecedência necessária face à dificuldade de locomoção que acomete a peticionária, conforme atestados médicos”, relatou a defesa.

Geddel está preso desde setembro quando a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em malas e caixas, dentro de um apartamento ligado a ele e ao irmão. Job Brandão tem intenção de fazer um acordo de colaboração premiada. Ele virou alvo da Tesouro Perdido após a PF identificar suas digitais em parte dos R$ 51 milhões. O ex-ministro e o deputado Lúcio são investigados pelo crime de lavagem de dinheiro.

Informações: Política Livre

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO RIO ATACA TAÍS ARAÚJO: “IDIOTICE RACIAL”

No dia da Consciência Negra, o Secretário Municipal de Educação do Rio, César Benjamin, escreveu em seu perfil no Facebook que o racismo é uma “criação dos Estados Unidos”. Ele fez ainda duras críticas a Taís Araújo. Isso porque a atriz disse , durante uma palestra no evento TEDXSão Paulo, que “a cor do meu filho faz com que as pessoas mudem de calçada”.

“Qualquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso”.

Veja a postagem de César Benjamim*, na íntegra.

*César de Queiroz Benjamim é um cientista político, jornalista, editor e político brasileiro. Durante a ditadura militar brasileira (1964-1985), participou da luta armada contra o regime, foi perseguido e exilado. Co-fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), foi também filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), tendo se desligado dos dois partidos. Atualmente, César Benjamin é o editor da Contraponto Editora, colunista da Folha de S.Paulo e Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: Brasil 247 e Revista Veja

Por alguns considerarem a imagem da postagem ilegível, reproduzo através do word:

 

 

Pessoal, sei que fui derrotado, sei que sou minoria, sei que vou apanhar de novo. Mas continuo detestando a racialização do Brasil, uma criação – eu vi – do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Nossa maior conquista – o conceito de povo brasileiro – desapareceu entre os bem-pensantes. Quaisquer idiotice racial prospera. A última delas é uma linda e cheirosa atriz global dizer que as pessoas mudam de calçada quando enxergam o filho dela, que também deve ser lindo e cheiroso.

Vocês replicam essa idiotice.

Se os brasileiros mudassem de calçada quando vissem uma pessoa morena ou negra, viveriam em eterno zigue-zague. Nunca chegariam a lugar nenhum.

Por sorte, o conceito de povo brasileiro ainda não desapareceu ali onde importa ao nosso próprio povo.

Luto para preservá-lo. Contra a grande maioria de vocês. Quero que as raças se fodam.

Assim é.

P.S. Me poupem de dizer que os “negros estão nas prisões” isso vale para falar bonito para a classe média. Vivi bastante tempo no meio da massa carcerária de Bangu, como preso comum. Os brancos, como eu, eram pequena minoria. Os negros também eram pequena minoria. A grande maioria era de gente morena, com todas as gradações do nosso povo. As cores dos presos na galeria em que fiquei, e nas demais, e as cores que vejo nas ruas são exatamente as mesmas.

PROCURADORIA SE MANIFESTA A FAVOR DA MANUTENÇÃO DA PRISÃO DE GEDDEL

Ex-ministro Geddel Vieira Lima

A Procuradoria Geral da República (PGR) se manifestou a favor da manutenção da prisão preventiva de Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Michel Temer.

Em documento encaminhado ao ministro Edson Fachin, do STF Supremo Tribunal Federal (STF), na sexta-feira (17), o vice-procurador-geral Luciano Maia afirmou que uma eventual concessão de liberdade a Geddel “coloca em grave risco a ordem pública e vulnera a garantia da aplicação da lei penal”. Maia ressalta que o ex-ministro é suspeito de ter ocultado quase R$ 52 milhões em um apartamento, que, quando descoberto, “constituiu a maior apreensão de dinheiro vivo da história criminal brasileira”.

O procurador destaca informações apresentadas por Job Ribeiro Brandão, ex-assessor de Geddel e de seu irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). As digitais de Job foram identificadas no dinheiro que estava no imóvel.

No documento, Maia afirma que Job disse à Polícia Federal que destruiu anotações, agendas e documentos a pedido de Geddel, de Lúcio e de Marluce, a mãe deles, enquanto o ex-ministro cumpria prisão domiciliar, entre julho e setembro deste ano, em Salvador.

Os documentos destruídos, de acordo com Job, foram “colocados em sacos de lixo e descartados”, e “picotados e colocados na descarga do vaso sanitário”.

O procurador destaca que existe a suspeita de que os irmãos tenham cometido o crime de peculato, pois Job disse que devolvia cerca de 80% do salário como assessor parlamentar (R$ 8.000) aos políticos.

Job disse ter sido contratado como assessor parlamentar, mas que prestava serviços pessoais à família, para a qual trabalhou durante 28 anos. “Tal suposta prática de peculato do patrimônio da União teria perdurado até Job ser sido exonerado da função pública, em 27/10/2017, por efeito desta investigação”, escreveu o procurador. Mais adiante ele conclui: “Ao que tudo indica, portanto, uma relação criminosa de trato sucessivo, levada a efeito também por Geddel, subsistiu à sua prisão domiciliar e à atual prisão preventiva em Brasília/DF –decretada em 17/10/2017”, afirmou.

Maia também destaca que o corretor de valores Lúcio Funaro disse que sua mulher foi procurada por Geddel, que queria evitar que ele fizesse acordo de delação premiada com a Lava Jato.

Geddel foi preso em 5 de setembro, após a PF apreender mais de R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador.

O caso era investigado na primeira instância, mas foi deslocado para o STF depois que surgiram indícios de participação do deputado federal Lúcio Vieira Lima.

Informações Bocão News e Folhapress

CULTURA: HOJE TEM SARAU DO POETA EM IPIAÚ

Jackson Costa em um momento do espetáculo que tem a participação de Zé Américo e o sanfoneiro Celo Costa.

O “Sarau do Poeta” com o ator Jackson Costa e convidados, acontece na noite desta sexta-feira, 17 de novembro, no Colégio Santo Agostinho, às 21 horas. Neste espetáculo a palavra conduz a música por inexploradas cadências e resgata a musicalidade e os versos da Bahia eternizada nas obras de Dorival Caymmi, Jorge Amado, Gregório de Mattos e Castro Alves. Tem ainda poemas de João Cabral de Melo Neto e Fernando Pessoa.

A poesia grapiuna será representada nos versos de Sosígenes Costa, Ramon Vane e José Delmo.

Acompanhando Jackson e trazendo clássicos do cancioneiro nordestino e brasileiro estarão os músicos Joaquim Carvalho (violão e voz); Dinho Santana (violão e violino) e Sidney Argolo ( percussão). Também tem a participação especial do sanfoneiro Celo Costa.

O Ator

Jackson Costa, o ator, tem mais de 30 anos no teatro, cinema e televisão, com peças que foram sucesso de critica e formadora de publico no teatro baiano a exemplo de Los Catedrásticos, Dona Flor e Seus Dois Maridos, Vixe Maria, Deus e o Diabo na Bahia. Ele foi um dos primeiros atores baianos a fazer atuações expressivas na TV Globo. Trabalhou em novelas e minisséries de sucesso como Renascer, Pedra Sobre Pedra, Duas Caras, Gabriela, Paraíso, Verdades Secretas, A Pedra do Reino, Dalva e Herivelto- Uma Canção de Amor e Tocaia Grande.

Culto, com boa presença cênica, Costa também foi apresentador do programa “Aprovado” transmitido nas manhãs de sábado pela TV Bahia. No cinema atuou nos filmes “Estranhos”, “Revoada”, “Lua Nova”, “O Vestido”, “Darcy”, “Bela Donna”, “Jenipapo” e “O Dono do Mar”, dentre outros. É um dos poucos atores do Brasil a desenvolver um trabalho de interpretação de poemas, explorando-os nas suas diversas maneiras, aproximando a poesia do povo, a ponto de ser chamado, por muitos, de poeta.

A convite de Jackson Costa participam do Sarau os poetas José Inácio Vieira de Melo e José Américo Castro.

POR FALAR EM LIVROS, EM MODELO E EM REALIZAÇÃO…

Sábado, 11 de novembro, Euclides Teixeira Neto estaria inaugurando nova idade. Ainda de ressaca pela grande festa de lançamento do meu novo livro, “Anésia Cauaçu – Lenda e História no Sertão de Jequié”, justamente em Ipiaú, recebi este texto, publicado por sua filha, Denise Mendonça Teixeira, que, por oportuno e à guisa de homenagem a Euclides, referência de toda uma geração de leitores e escritores, transcrevo neste espaço:

Euclides Neto

EUCLIDES JOSÉ TEIXEIRA NETO

 

90 ANOS (11/11/1925 – 2015)

O que escreveria aos 90?

 

SESSENTÃO

 

Vamos pelo caminho e, de repente, chegamos aos sessenta anos. Jamais diria sexagenário. De logo, respondo que não me sinto velho. Ou digo isso para não parecer tal? Sei não. Afirmo que as ideias continuam vibrantes como aos dezoito anos! Os sonhos andam como aos dezesseis. E a sofreguidão de viver como aos dez. O resto – que pena- não posso contar vantagens.

Feliz? Sem dúvida, Desde menino não sei quem tenha colhido mais afeto e afago. Meu primeiro irmão chegou quando eu andava na casa dos cinco. Até aí fui o centro de todo mimo. Vivemos por esse tempo em casa de palha e taipa. Minha mãe dormia de pistola à mão com medo dos malfeitores que fuçavam as matas. Meu pai na estrada, tocando seus burros. Depois ele adoeceu gravemente: bexiga da peste, tratada pelas mãos experientes de um tropeiro, com folhas de bananeiras e álcool canforado. Passei pelos aprendizados da vida.

Morei na roça, de onde partia madrugadinha para vender dez litros de leite a duzentos reis e frequentar a escola de uma santa e batista fessora leiga. Servi ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Ganhei estrelinhas, sim senhor.

Fui interno em Colégio Jesuíta. Servi de empregado doméstico na pensão do Pe. Torrend, em Salvador, e tomava conta de um sítio para retiros espirituais, em Mar Grande, tendo, para isso, de atravessar a Baía de Todos os Santos, semanalmente, a fim de fiscalizá-lo. Também era sacristão. Por onde andei fiz amigos, saboreei a vida. Aprendi. No fundo, um místico. Socialista? Sim. Pleno de amor. Por tudo. Sou capaz de amar a quem me queira mal. Fiz do perdão uma prática de vida, ou como dizia Gandhi: nem tenho a quem perdoar. Pratico a tolerância e a arte de ser livre. Aprendi a liberdade com meu pai. O perdão, com minha mãe. Aprendi a conter a frustração, pelo que não sofro. Jamais pensei ter o impossíve1.

Certamente possuo mais do que necessito e mereço. Tenho recebido mais do que já dei. Deveria fazer doação do que possuo, para que retornasse como cheguei. Gostaria de viver exclusivamente do meu trabalho. Ideologia? Certamente. Para completar a felicidade (ou a vaidade?), ficarei satisfeito se ainda escrever um bom livro. Espero chegar lá. Fascina-me esta ideia, que me acompanha desde os quinze anos. Não mudaria a minha vereda. Se ficasse no Rio de Janeiro, quando lá estive, aos vinte anos, com o Mestre Graciliano Ramos, não teria encontrado tudo de bom que achei por onde meus passos me levaram. Foi melhor ter me fixado em Ipiaú. Sempre gostei da terra, da advocacia e de escrever. Lá, talvez só fosse escritor. Aqui, sempre estive com os mais necessitados.

Nunca advoguei para os bancos, agiotas e exportadores multinacionais. Jamais acusei. Logo cedo, no começo da minha carreira, descobri que os trabalhadores tem sempre razão: direta ou indiretamente. Aqui me casei com a esposa que encheu a minha vida de venturas. Tivemos filhos sadios. Adoráveis. O pouco que construí tenho a quem legar, sabendo guardado em mãos melhores que as minhas. Não enriqueci porque não quis. Felizmente a riqueza não me empanturrou. Ninguém tem melhores amigos que eu. Amo-os profundamente. Sinto-me útil aos meus de sangue. A alguns dos meus quatorze irmãos dediquei, por força da caminhada, cuidados de pai. Multipliquei os meus filhos, pois. Sinto-me de alforges arrumados, tranquilo, para continuar a viagem. Sinto-me, igualmente, sadio e equilibrado nos transtornos que os órgãos e tecidos vão apresentando. Tudo vai bem. Se fosse proferir o nome de cada filho, talvez a emoção me transbordasse em lágrimas.

Com minha mãe vive a fonte, sinto-me criança: o mesmo menino das manhãs de chuva e sol, carneiro e armadilha, quando procurava a mata em busca de caça miúda. Até a saudade de meu pai continua muito terna. Do trabalho, das dificuldades, sempre colhi o sabor da vitória. Gostaria que meus netos fossem como meus filhos. E gostaria que estes lhes ensinassem a mansidão com altivez. A bondade para com todos. A lealdade. O respeito ao trabalho próprio e ao dos outros. Ensinem uma profissão que não careça assalariar a outrem: engenheiro ou carpina, advogado ou pedreiro. O trabalho insubstituível para o espírito e para o corpo. Diga-lhes que o maior segredo da felicidade é encontrar a profissão que seja exercida como um lazer. Evitem a fortuna, que escraviza. Fujam do luxo e da ostentação, que ridicularizam. Do conforto excessivo, que embrutece. Do orgulho que frustra e infelicita. Descobri muito cedo que o dar não deve ser com o fim de receber, mas que, adiante, colhem-se recompensas.

Pode-se ficar contra o homem probo, mas nele se confia. Pior que a ingratidão é exigir a gratidão. Fazer o bem é dever e não virtude. A caridade também não o é: fazê-la é quitar o muito que recebemos dos demais. Podendo, seja religioso. Caso contrário, respeite todos os credos, sem escapar dos políticos e filosóficos. Seja tolerante: a sua verdade pode não ser a verdadeira, por mais evidente que pareça. Mas acredite nela, fervorosamente. Sem deixar de aceitar a alheia, quando julgá-la provada. Busque a felicidade, até onde não comprometa a do outro, lembrando-se que ela é uma festa: ninguém a faz sozinho.

Ainda teremos muito tempo para estar juntos. Espero chegar às oitenta primaveras, quando rememoraremos juntos esta carta com a mesma paixão pela vida. Até lá: minha mãe, minha esposa, meus filhos, netos, irmãos, genros, noras, cunhados, meus queridos amigos!

Euclides Neto

Ipiaú, 11.11 .85

COLETIVO DE POLICIAIS BAIANOS PUBLICA MANIFESTO CONTRA JAIR BOLSONARO

Alguns oficiais, cabos e soldados  da Policia Militar do Estado da Bahia, representando um movimento interno, considerado  democrático divulgaram um manifesto nesta quarta-feira (8), declarando o seu repúdio ao deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato à Presidência da República do Brasil em 2018. No texto, os representantes do grupo de Policiais Baianos Progressistas e Pela Democracia, trazem à reflexão a importância da garantia dos direitos humanos e a valorização da vida em sociedade.

Em trechos, os policiais afirmam que a profissão que escolheram tem como objetivo proteger as pessoas, entre elas, familiares, vizinhos, cidadãos do estado, e a atuação faz parte do zelo com o ser humano, com a intenção de acabar com o medo e não aumentá-lo. “Entendemos que não é abolindo ou desrespeitando os direitos humanos, como pedem alguns demagogos, que vamos reduzir a violência em sociedade; muito pelo contrário” afirmam.

Confira:

PORQUE REJEITAMOS E SOMOS CONTRA BOLSONARO

O coletivo de Policiais Baianos Progressistas e Pela Democracia é um grupo informal de Policiais que se inspira e se associa às ideias do Movimento Policiais Antifascismo e no Agentes da Lei Contra a Proibição, e acredita numa política de segurança pública que tenha os direitos humanos e a dignidade da pessoa humana como fundamento. Escolhemos essa profissão para proteger as pessoas — nossas famílias, nossos vizinhos, os cidadãos e as cidadãs do nosso estado —, para cuidar dos outros, para acabar com o medo e não para provocá-lo, para garantir a paz social e não para fazer a guerra. Entendemos que não é abolindo ou desrespeitando os direitos humanos, como pedem alguns demagogos, que vamos reduzir a violência na sociedade; muito pelo contrário.

Num contexto de profunda crise social, econômica, política, moral e educacional, o aumento da violência, em suas diversas formas, é perfeitamente compreensível que as pessoas queiram um governante forte e capaz de mudar isso. E esses anseios populares têm servido como desculpa para discursos que clamam por mais violência para enfrentar a violência, mais armas para enfrentar os tiros, menos direitos para proteger os direitos ameaçados pela criminalidade, penas mais duras que chegam tarde e não mudam nada, mais guerra para reduzir os danos de uma guerra que não deu certo. Respostas contraditórias, sem dúvida ineficazes, comprovadamente ruins em todos os países que as adotaram, porém, sedutoras, porque recorrem ao medo e ao desespero das maiorias para vender uma receita mágica, simplista, mas que não deu certo em lugar nenhum.

Diante desse quadro, não poderia haver alguém pior que Bolsonaro para resolvê-lo. Ele demonstra total despreparo teórico e prático pra enfrentar essa crise e governar um país tão grande, diverso e complexo como Brasil. Não tem formação e nem experiência de gestão pública. Não entende nada de Economia. É totalmente ignorante sobre Relações Internacionais e Política Internacional. Desconhece os problemas do país e, assim, também desconhece as soluções. Consequentemente não tem qualquer projeto de governo e de políticas públicas para saúde, educação, moradia, mobilidade urbana, geração de emprego e renda, e assistência social.

Nem mesmo para área de segurança pública tem propostas sérias, consistentes e que possam trazer algo de bom para o país. Embora, quando fala desse tema, pareça saber o que diz, é um completo incompetente, um político incapaz. Suas propostas para área se resumem a dar carta branca (sic) para policiais matarem e a liberação geral da posse e porte de armas de fogo. Como se já não ostentássemos as assustadoras estatísticas de mortes violentas intencionais – 61,5 mil assassinatos registrados em 2016 e mais de 3 mil mortes decorrentes de ações policiais.

O pior é que é mais que isso. Bolsonaro surgiu no cenário político nacional bradando contra a corrupção e em defesa da ordem. Contudo, ironicamente sua carreira política se iniciou a partir de atos de desordem, indisciplina e deslealdade perante o Exército Brasileiro. Após dar uma entrevista e escrever um artigo para a revista Veja, reclamando dos salários dos militares, foi punido administrativamente, e, por isso, planejou colocar bombas numa adutora da Companhia de Águas do Rio de Janeiro e na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, a fim de provocar uma desestabilidade política e a queda do Ministro do Exército.

Quanto à corrupção, apesar do discurso moralista e da autodeclaração de homem honesto, não explicou o aumento do patrimônio incompatível com os vencimentos. Além de ter recebido dinheiro da Friboi em sua campanha eleitoral e de fazer parte da “Lista de Furnas”. Seu silêncio em relação às acusações contra Temer, Aécio e outras figuras do PMDB, PSDB e DEMO chama bastante atenção sobre sua hipocrisia no que tange ao assunto.

Após a conspiração terrorista de 1987 denunciada pela revista Veja, acima citada, deixou o Exército e no ano seguinte elegeu-se vereador pelo município do Rio de Janeiro, onde se especializou em defender mamatas. De lá para cá, elegeu-se e reelegeu-se diversas vezes deputado federal, empanturrando-se nas benevolentes tetas do Estado, ganhando como legislador, mas sem quase nunca legislar. Ao longo desses quase 30 anos como parlamentar, só apenas duas vezes ele conseguiu convencer seus colegas de que o que estava propondo merecia se tornar lei. Sua atuação parlamentar se resumiu a ser um advogado de causa própria. Os projetos de lei que apresentou diziam respeito a questões corporativas, que visavam aumentar os benefícios de sua própria classe profissional, a dos membros das Força Armadas. A exemplo de um projeto de lei que, caso fosse aprovado, obrigaria o Estado a pagar parte das mensalidades escolares de filhos dos militares federais (incluindo os filhos dos militares da reserva, como ele).

Se por um lado, sempre se mostrou desinteressado, incompetente e ineficaz em apresentar propostas que viessem a impactar positivamente a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, por outro, se mostrou bastante alinhado ao governo corrupto e golpista de Michel Temer. Tendo votado a favor da extinção de direitos trabalhistas. Inclusive, declarou em uma palestra (?) nos EUA que o brasileiro tem que decidir entre ter trabalho (precarizado, claro) ou ter direitos trabalhistas. Pois, como se percebe, não passa pela cabeça dele a possibilidade de o empresário diminuir um pouco os altos lucros e o trabalhador ter direitos e emprego. Tendo ainda votado na Lei que amplia a terceirização e precarização do trabalho. Além de ter também votado a favor da chamada “PEC do Fim do Mundo”, a Emenda Constitucional nº 95 que congela gastos em saúde, educação, segurança, assistência social e os investimentos públicos por 20 anos.

Também se mostrou bastante eficiente em ser um político boquirroto. Especializou-se no discurso de ódio. Sempre proferindo coisas que ninguém julgava possíveis de serem proferidas em público. Atacando mulheres, gays, negros, refugiados, sobretudo quando pobres. Chegou a dizer que Quilombolas “não deveriam procriar”, que os refugiados sírios e haitianos eram escórias, que mulheres deveriam receber salários menores, que preferia ver um filho morto a se declarar gay e que a ditadura militar matou pouco. Enfim, passou três décadas agredindo militantes de esquerda, ativistas de direitos humanos, gays, mulheres, negros. Além de fazer apologia à tortura, ao estupro e ao assassinato. Desta forma, ganhou notoriedade não pelo que produziu como parlamentar – praticamente nada –, mas pelo discurso de ódio contra as minorias.

Como vemos, tudo o que ele tem a oferecer é mais violência, medo e ódio. É mais rancor, mais frustração, mais retaliação, mais tiro, mais sangue. Mais morte, mais homicídios. Tudo isso para compensar o desemprego, a precarização do trabalho, a precariedade dos serviços públicos de saúde, educação e assistência social, a falta de moradia, a desigualdade socioeconômica. Isso que ele está prometendo e tem a oferecer para o povo brasileiro é o inferno para nós policiais honestos e bons servidores, que acabamos sendo vítimas de assassinatos, muitos desses gerados por essa lógica belicista e de culto ao ódio (o Brasil é também campeão mundial em mortes de policiais). Tudo isso é o contrário do que precisamos.

Enfim, por todo o exposto e por defendermos a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; que possa garantir o desenvolvimento nacional, a erradicação da pobreza e da marginalização, a redução das desigualdades sociais e regionais, e que promova o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade, orientação sexual e quaisquer outras formas de discriminação, é que rejeitamos a candidatura do deputado Jair Bolsonaro à presidência da República.

Quem são os policiais:
Cap PM George de Matos Santos- Corregedoria
Cap PM Rogério de Oliveira Barbosa- 6ª CIPM
Cap PM Ricardo Penalva da Silva- 62ª CIPM
Cap PM André Francisco Campos- CPRC/ Atlântico
Cap PM Claudemir Cardoso Mota- Corregedoria
SubTen PM Misael de Souza Santos- CBMBA
Sub Ten Nelia de Souza Amorim Gomes – Corregedoria
1° Sgt PM Paulo César de Oliveira- RR
Cb PM Alexsandro dos Santos Moreira- 27ª CIPM
Cb PM Laércio Neres Brito- 56ª CIPM
Cb PM Angelo Márcio Santos da Silva- 6ªCIPM
Cb PM Gustavo Souza- CBMBA
Cb PM Carla Maia- 56ª CIPM
Sd PM Ricardo de Matos Santos- 97ª CIPM
Sd PM Gilmar Carvalho Figueiredo- 4° BPM
Sd PM Ewerton Santana Monteiro- EsqpMont/Fsa
Sd PM Diego Roberto de Almeida Adorno- 6ª CIPM
Sd PM Jean Carlos Ferreira Dourado- 38ª CIPM
Sd PM Luís de Oliveira Ferreira Júnior- 51ª CIPM
Sd PM Gabriel Matos- Departamento de Comunicação Social.