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CRÔNICA SOBRE JOSÉ DIRCEU:

Por Luiz Carlos Nemetz*

 

 

 

A cabeça da serpente. Inteligente, frio, calculista, meticuloso, disciplinado, culto, treinado, discreto, articulado, organizado, vaidoso, ambicioso. O mais importante, lúcido e preparado líder do PT vai preso definitivamente. 30 anos.

Ele, mais do que qualquer outro, é o mentor intelectual e executor do plano detalhadamente planejado de aparelhar o Estado brasileiro e usurpá-lo para construir uma fina e capilarizada estrutura de poder para implantar uma doutrina radical de esquerda na América Latina a partir do Brasil. Foi pego e derrubado no último degrau da escada que construiu milímetro a milímetro.

Nunca omitiu seus ideais ideológicos. É um guerreiro que não transige nas suas ideias e não tem limites para alcançar seus objetivos. Não teve escrúpulos para tentar implantar a revolução na qual acredita, pelo meio mais torpe e vil que lhe sobrou: o aparelhamento do Estado para roubar. Muitos dos seus seguidores, e outros ingênuos e bobos alegres, seguiram-lhe os passos para encher as burras. Dirceu não roubou só para si. Roubou para corromper outros. É o eixo de todo o mal que está aí e que movimenta muitas engrenagens marginais que ainda vão aparecer. Coisas muito sérias ainda precisam vir e virão à tona. Armas…Drogas…

Sua prisão definitiva é muito mais significativa e importante que a prisão de Lula. José Dirceu é o “capo”. Ele é o verdadeiro líder. O comandante em chefe. Sua saída de cena desestrutura a pior esquerda que existe: aquela que não mede esforços, nem consequências para tentar dominar. Não há – e nunca houve – outra inteligência sequer comparável à de Dirceu na esquerda brasileira. Zé Dirceu representa o que há de mais sofisticado na esquerda e o que há de pior para o país. Por mais duro que – humanamente isso possa parecer – foi mandado para o lugar certo. Não por ser comunista radical. Eu tenho respeito pela sua clareza ideológica! Mas por ser um ladrão perigoso, atrevido e reincidente. E isso eu não posso respeitar! E, por mais doloroso que seja admitir, o Roberto Jeferson tinha razão…

* Sócio fundador da Banca Nemetz & Kuhnen Advocacia – Bacharel em Direito pela Universidade Regional de Blumenau, turma 1983. Especialista em Economia e da Empresa (pós graduação) pela Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, 1997. Habilitação para Docência. Professor concursado de Direito Processual Civil e Direito Econômico da Universidade Regional de Blumenau, FURB, onde atuou por 17 anos. Professor das cadeiras de Direito das Coisas e Direito Processual Civil, Execuções, pela Faculdade Bom Jesus de Blumenau, FAE, ano 2009.

 

SOLENIDADE DE ABERTURA DA 39ª EXPO JEQUIÉ

Foto Júnior Mascote

Produtores rurais, representantes da sociedade civil, políticos e militares estiveram ontem na abertura da 39ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial de Jequié. O evento, cujas  atividade se extenderão até o dia 27 de maio, contou com expressivo público oriundo dos diversos segmentos da sociedade regional, convidados para a cerimônia de abertura no Parque de Exposições Luiz Braga.

Diante da mesa diretora dos trabalhos, composta pelo prefeito e vice-prefeito de Jequié, respectivamente Sergio Suzart Almeida e Hassam Yoursef, este representando também o deputado Antônio Brito, Comandantes do 19º BPM, do 8º GBM, Colégio Militar e da CIPE Central, respectivamente Ten Cel Itamar Gondim, Ten. Cel. Carlos Miguel de Almeida Filho, representado pelo Major Alex Ricardo, Ten Cel José Silvério e o Major Fábio Rodrigo de Melo Oliveira, gerentes do Banco do Brasil e do Banco do Nordeste, além de outras autoridades representadas, o presidente do Sindicato Rural de Jequié, Ivo Silva Santos, Coronel da Reserva Remunerada da Policia Militar do Estado da Bahia, conclamou a todos, indistintamente, “(…) a seu unirem em favor do fortalecimento de eventos como este, que não se caracteriza como um acontecimento ou realização do Sindicato Rural de Jequié, mas, um patrimônio da cidade, da população de Jequié”.

No decorrer da solenidade, vários oradores usaram discorreram sobre a importância da Exposição Agropecuária de Jequié, sua contribuição para os atuais valores do Produto Interno Bruto do estado. O prefeito Sérgio da Gameleira, falou da parceria com o SRJ, além do esforço envidado para cuidar, junto com o Governo do Estado, da infraestrutura do parque, da implantação do espaço que contempla produtos do agronegócio e da agricultura familiar; o deputado estadual Euclides Fernandes; o vice-prefeito Hassan Yoursef, o diretor da ACIJ, Evandro Lopes, o presidente do CDL Antônio Trifino Júnior, estiveram presentes.

O presidente do Sindicato Rural de Jequié Coronel Ivo Silva Santos, considerado um baluarte na realização deste importante evento, que impulsiona a economia jequieense convidou a todos a compartilharem o sonho de transformar o aprazível local em atrativo de lazer, entretenimento e atividades físicas, Consolidando o espaço do Parque de Exposições Luiz Carlos Braga como o ansiado Parque da Cidade de Jequié, principalmente por se tratar de uma área privilegiada dentro da cidade de Jequié, com segurança para as crianças, amplo espaço de estacionamento, possibilidade de implantação de um pesque-pague, quem sabe uma churrascaria, ou várias outras atividades voltadas para o bem estar da população.

Na oportunidade o presidente do Sindicato Rural de Jequié homenageou postumamente o ex-presidente Luiz Braga,  o comerciante Ibrahim Iossef proprietário da Loja Amazonas, o empresário e produtor rural Renato Clicio Maia, além do locutor conquistense Moacir Siqueira, falecido recentemente e que há 51 anos foi a voz dos parques de exposição da maioria dos eventos afins em todo o Nordeste e alguns países do cone sul. Emocionado, o presidente Ivo Silva Santos lembrou das palavras de Moacir na 38ª Expo de Jequié, no ano passado, asseverando que, provavelmente, ele não estaria presente nesta data, na abertura que ora se realiza.

Concomitantemente com a 39ª Expo-Jequié, em 2018 se realiza, também, a 16ª Expo-Nacional que permite aos expositores negociar com produtores de outras regiões do Brasil. Além das negociações comerciais e industriais os participantes terão acesso a comercialização de ovinos, caprinos, equinos, suínos, asininos e muares.

Ex-presidentes

Ex-presidentes do Sindicato Rural de Jequié, Helio Ribeiro e Ewerton Almeida

Dois dos ex-presidentes estiveram presentes à abertura da 39ª Exposição Agropecuária de Jequié, Hélio Ribeiro e Ewerton Almeida. Ambos desempenharam suas funções com destaque e resultados favoráveis, considerando as condições de cada época. O ex-bancário e agropecuarista Helio Ribeiro, por exemplo, foi o responsável pela inclusão da Expo Jequié no calendário nacional. Já Ewerton Almeida, odontólogo, cacauicultor, ex-vereador, ex-deputado estadual, entre outras tantas atividades públicas, que neste evento representou o deputado estadual Sandro Régis, foi presidente do SRJ no final da década de setenta, e, em seguida presidente do Conselho Nacional dos Produtores de Cacau. Foi responsável, juntamente com operosa equipe, pelas mais movimentadas e concorridas Expo Jequié, considerando, inclusive, os fatores econômicos e políticos favoráveis à época, quando o agronegócio era financiado pelo sistema financeiro brasileiro com juros de 7% ao ano e três anos de carência para começar a pagar cada contrato. Claro que tais condições não diminuem o seu enorme senso de organização e empreendedorismo ao tornar inesquecíveis os encontros da comunidade rural de então.  

LAVA JATO E A CULTURA DA BAHIA

Por Lula Martins*

 

 

 

 

Grande parte dos artistas e produtores culturais da Bahia anda assustada com a real possibilidade de ser envolvida nas investigações da Lava jato. As investigações logo irão revelar os esquemas fraudulentos de superfaturamento e privilégios a serviço de figuras representativas da elite cultural baiana.

O que assistimos há mais de uma década é o declínio, desestímulo e claro impedimento das produções que não estejam atreladas aos ideais da esquerda. Está na hora de virar esse quadro injusto e excludente abrindo espaço para uma cultura artística ética e livre que dê apoio e oportunidade aos novos talentos.

Quando deixaremos de ser uma província povoada pela mentalidade ideológica rançosa?

Talento e caráter nem sempre andam juntos. Essa pretensa consciência superior e humanismo altruísta da esquerda bolivariana tem sido nestes treze anos de mentiras políticas, fonte de recursos para artistas e produtores encherem as burras de grana superfaturadas e prestações de contas fraudulentas. Quem não pertence ao esquema tem ficado de fora da possibilidade de ter o seu projeto aprovado.

Já nos anos sessenta Ernst Fischer em A Necessidade da Arte, faz uma reflexão marxista sobre o labor artístico que deu margem a polêmicas acaloradas sobre a arte socialista e a arte pela arte. Eu já amava os Beatles e os Rolling Stones, Hoodstock e a libertária arte pop, sem o condicionamento ideológico repressor da esquerda. A reviravolta da história mostra hoje, que os verdadeiros alienados são os comunistas amantes de ditaduras escravizantes.

Atenção espertos afanadores do erário. Lava jato vem aí.

A Máscara da Tragédia

 

*Antônio Luis Martins é cineasta, escritor, roteirista, compositor, artista plástico, design gráfico e ator do filme “Meteorango Kid, Herói Intergalático”

 

VOLTA, MÃE…

Por Reinaldo Pinheiro*

 

 

 

 

 

Vem dar vida

A minha alma

Colocar jarros 

Nas minhas janelas

Atrair borboletas e beija flores

Não deixes esse poço de amor secar…

 

*Reinaldo Moura Pinheiro é pedagogo, músico, poeta e ex-prefeito de Jequié.

 

O CENTRO DA CIDADE?

Por Aninha Franco*

 

Li um texto escandaloso — aliás, que homem escandaloso!!! – de Milton Santos no livro “Pelo Pelô” (Edufba, 1995), organizado por Marco Gomes, e me perguntei em que lugar está o Centro de Salvador hoje, tema da tese de mestrado de Milton, “O Centro da Cidade do Salvador”, publicado em 1959. Em que Centro está o centro da primeira capital do Brasil que está tão descentrada?

Uma cidade precisa ter seu Zocalo, sua Praça Maior, sua Ágora. Precisa ter a cabeça que lhe pense, ainda que tenha nascido com duas cabeças, como a cobra, com veneno, a cabeça da Praça Tomé de Souza com o poder militar de Tomé de Souza, palácio, prisão, alfândega. E a cabeça do Terreiro de Jesus na Escola, no Centro Educativo da Companhia de Jesus, controlando e adestrando o pensamento brasileiro em formação, com os Jesuítas aos quais o governador Mém de Sá devotava obediência absoluta e não fazia nada sem consulta e aprovação.

Em 1760, os jesuítas saíram do Brasil porque o Marquês de Pombal, o português poderoso do momento, pretendeu modernizar as colônias do Reino sem suas companhias, que prepararam centenas de gerações brasileiras para a felicidade e o prazer no outro mundo, depois da libertação do corpo. Com isso, a Colônia não se tornou laica porque a Igreja Católica é quase invencível e estava instalada na Bahia com centenas de ordens, mas a Praça Tomé de Souza fortaleceu-se com a expulsão dos melhores pensadores da Igreja, os jesuítas, que voltaram ao poder através de Francisco, o papa hippie que está aí, mostrando o Vaticano comandado por um humano infalível que tem dúvidas e fez o voto de pobreza. Pensar é fazer a coisa no momento que a coisa precisa!

Até os anos 1970 nada alterou a força da primeira Ágora, do primeiro Zocalo, do Centro inicial alterado — que ironia!!! — por um shopping, uma casa de passagem criada pelos franceses e multiplicada pelos estadunidenses, o Shopping Iguatemi instalado em 1975 numa região distante do Centro original, que se mudou para o seu novo Zocalo aos poucos, os escritórios comerciais e jurídicos, a vida financeira, o centro administrativo espalhados nos arredores do novo bairro, nomeado Iguatemi como o Shopping.

Enquanto viveu, ACM concentrou todos os centros da cidade e todos os seus poderes em si, às vezes despachando pelos três. Depois dele, o Centro, a Ágora, o Zocalo se multiplicou como Smith em Matrix.

Defronte do Shopping Iguatemi que perdeu o nome que nomeou o bairro, existe um templo da Igreja Universal do Reino de Deus. É lá a Ágora da Cidade da Baía? Está lá o poder do sucessor de Tomé de Souza, Rui Costa? Está no Iguatemi, no Palácio de Ondina ou no Centro Administrativo? E a Praça Thomé de Souza onde está o Palácio do Prefeito e a Câmara de Vereadores que durante a colônia era tão poderosa com seus Homens Bons e Honestos decidindo todas as questões, da exportação de açúcar à liberação de água ardente aos escravizados? Se Milton Santos estivesse vivo, e retomasse sua tese sobre o Centro da Cidade da Baía que, atualmente, tem tantos centros que centro avistaria? Curiosa!

*Aninha Franco é pensadora, escritora, poeta, advogada, dramaturga, crítica, cronista e ativista cultural.

INSTALADO EM JEQUIÉ, NEOJIBÁ DISPONIBILIZA VAGAS PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Maestro Gustavo Laporte com Bené Sena, diretor de Promoções Culturais  da Secretaria da Cultura de Jequié em entrevista concedida hoje aos jornalistas Wilson Novaes e Éder Ramos, na Rádio Povo de Jequié.

O velho sonho do músico e ex-secretário municipal de Cultura de Jequié, e atual diretor de Promoções Culturais, Bené Sena, parece que vai concretizar-se. Já se encontra em Jequié, oriundo de Belo Horizonte, o maestro mineiro Gustavo Laporte, designado pelo Núcleo de Prática Musical como coordenador dos trabalhos na região.

Desde algum tempo Bené Sena vem se empenhando para a implantação de atividades culturais, em especial a intimidade com instrumentos musicais, que envolvam a juventude com o objetivo de formar músicos qualificados e socializar os resultados entre os alunos da rede municipal de Educação, de Jequié. Suas aspirações eram a de um dia montar uma orquestra musical que despertasse a sensibilidade dos ouvintes. Já se constata o início daquele projeto, aparentemente utópico.

O NEOJIBA – Núcleos Estaduais Juvenis e Infantis da Bahia) estará com inscrições gratuitas no Museu Histórico João Carlos Borges, em Jequié, nos dias 14 e 15 de maio, para crianças entre 8 e 18 anos. Ao todo são 50 vagas para violino, viola, violoncelo e canto coral. O atendimento aos interessados de ambos os sexos, por ordem de chegada será das 9h às 12h e das 14h às 17h. Os responsáveis precisam levar os seguintes documentos: Cópias de RG e CPF da criança ou adolescente e também do responsável, comprovante de endereço, comprovante de matrícula ou boletim escolar, número do NIS/CadÚnico, Cartão SUS e foto 3×4.

O NEOJIBA promoveu o encontro de 40 jovens de projetos musicais e filarmônicas membros da Rede de Projetos Orquestrais da Bahia durante o I Seminário Pedagógico, em Salvador. entre os dias 23 e 27 de abril de 2018 Foto: Taylla de Paula

Criado em 2007 como um dos programas prioritários do Governo do Estado da Bahia, o NEOJIBA tem por objetivo alcançar a integração social por meio da prática coletiva e de excelência da música. No Brasil, o NEOJIBA é o primeiro programa governamental inspirado no aclamado “El Sistema”, programa venezuelano criado em 1975. O NEOJIBA é uma ação da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social e sua gestão de atividades em Jequié fazem parte do Núcleo de Prática Musical do programa que já está em funcionamento em parceria com a Prefeitura Municipal de Jequié, funcionando provisoriamente nas dependências do Museu e, posteriormente, irá funcionar no bairro Mandacaru. O diretor fundador do NEOJIBA é o maestro e pianista conquistense Ricardo Castro. O NEOJIBA beneficia mais de 4.600 crianças, adolescentes e jovens em seus Núcleos de Prática Orquestral e Coral e através de ações de extensão,

Os Núcleos de Prática Musical são ambientes de formação musical e convivência coletiva do NEOJIBA. Através dos desafios pedagógicos e artísticos propostos, crianças, adolescentes e jovens se desenvolvem num ambiente de aprendizagem coletiva. Os Núcleos funcionam diariamente de segunda a sexta e oferecem aulas de prática orquestral, instrumental, canto coral e linguagem musical. Também promovem atividades para formação de jovens líderes e de intercâmbio com artistas, outros Núcleos do NEOJIBA, instituições e projetos sociais parceiros. Uma equipe especializada realiza acompanhamento social, escolar e de saúde para os integrantes e suas famílias.

Os interessados devem ter a seguinte disponibilidade para as atividades: Violino, viola e violoncelo: De segunda a quinta das 14h às 17h (Não é necessário possuir o instrumento)

Coral Infantil: Quartas e sextas de 14h às 15h15

Coral Juvenil: Quartas e sextas de 16h às 17h30

50 vagas para o Núcleo de Prática Musical em Jequié

15 vagas para cordas friccionadas (violino, viola e violoncelo)

Faixa etária: 12 aos 16 anos

10 vagas para Canto Coral Infantil

Faixa etária: 8 aos 12 anos

25 vagas para Canto Coral Juvenil

Faixa etária: 13 aos 18 anos

GEDDEL, LÚCIO VIEIRA LIMA E MÃE DA DUPLA VIRAM RÉUS EM CASO DO BUNKER

BRASÍLIA – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu nesta terça-feira (8), denúncia contra o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso preventivamente há oito meses no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Ele responderá por lavagem de dinheiro e associação criminosa como réu em uma ação penal. O caso veio à tona quando foi descoberto, em um apartamento em Salvador, R$ 51 milhões em dinheiro. A posse dos recursos foi atribuída ao ex-parlamentar.

Também foram transformados em réus o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel; a mãe deles, Marluce Vieira Lima; o ex-assessor Job Ribeiro Brandão; e o empresário Luiz Fernando Machado da Costa Filho. O ex-chefe da Defesa Civil de Salvador Gustavo Pedreira do Couto Ferraz também foi denunciado no mesmo esquema, pelo transporte das quantias. Mas o caso dele foi arquivado por falta de provas de que ele tinha conhecimento da ilegalidade da operação.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os R$ 51 milhões são resultado da prática de crimes. Ainda segundo os investigadores, há provas de que a família Vieira Lima lavava dinheiro por meio do mercado imobiliário.

Com o início da ação penal, será iniciada uma nova fase das investigações. Ao fim, será decidido se os réus são culpados ou inocentes. Além da perda dos R$ 51 milhões, a PGR pediu que, em caso de condenação, os réus paguem indenização por danos morais coletivos no mesmo valor. Solicitou, ainda, a perda de função pública. No caso de Lúcio Vieira Lima, isso significa que, caso condenado, ele perde o mandato de deputado.

Também por unanimidade, a Segunda Turma decidiu manter Geddel preso por tempo indeterminado. Os ministros levaram em consideração o risco de o ex-deputado voltar a cometer crimes se for libertado. Eles lembraram que o dinheiro foi encontrado no apartamento em Salvador quando Geddel estava em prisão domiciliar. Além disso, foi lembrado que, em depoimento, Job Brandão contou que nessa mesma época houve destruição de provas.

O que dizem alguns ministros

“Há consistente lastro indiciário, concreto, suficiente, factível, a sugerir reiteração delituosa do agravante. A afronta à ordem pública está apta a uma medida drástica, a da segregação cautelar”, disse o ministro Fachin.

“Creio que existem indicações nos autos que indicam risco de reiteração delituosa”, concordou o ministro Lewandowski.

“Durante a prisão domiciliar, houve a destruição de agendas e documentos. Foram picotados e colocados na descarga do vaso sanitário. Isso mostra o grave risco que há manter Geddel em estado de liberdade”, encerrou o ministro Celso de Mello.

EX-MINISTRO JOAQUIM BARBOSA VOLTA A “JOGAR A TOALHA”

Fotos originais: Agência Brasil

Depois daquela inexplicável antecipação de aposentadoria como ministro do Supremo Tribunal Federal, em 2014, aos 59 anos, Joaquim Barbosa anunciou sua desistência em disputar a presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro.

O anúncio foi feito através das redes sociais, o jornal O Globo, o mesmo que publicou naquela oportunidade, no episódio da renúncia ao STF, em manchete, que “Ameaças levaram Barbosa a antecipar aposentadoria”, traz hoje a notícia de que o ex-ministro Joaquim Barbosa comunicou ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, a sua desistência em concorrer como candidato à presidência da República.

Apesar de ter desapontado significativa parte da sociedade, que viu nele durante o julgamento da AP 470, também conhecida como Mensalão, o anjo negro da nação, o herói e paladino da justiça, como candidato Joaquim Barbosa chegou a empolgar bom número de eleitores brasileiros, saturados com políticos profissionais que visam prioritariamente os seus interesses pessoais e dos partidos a que pertencem.

Como se espera de um anuncio como este, foi grande a repercussão na imprensa. A revista Veja disse que o governador de São Paulo, Márcio França, considerou uma “decisão de um homem sábio” a desistência de Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República:

 “ Ele já vinha dando sinais, não sentia nele a disposição de viver a atividade política nas vezes em que estivemos juntos. É preciso respeitar a vocação das pessoas e o tempo de cada um. Ele foi um homem sábio de entender que não era o momento, é necessária uma vivência eleitoral e política antes de almejar um cargo como a Presidência da República. ”

Já na opinião da emissora de TV por assinatura Globo News, “Não surpreendeu, as coisas sempre foram muito claras e chegou a um ponto que depois seria mais difícil desistir. ”

Mais uma vez o ex-ministro, que já foi taxado por alguns dos seus ex-colegas de “inseguro”, desiste de prosseguir projetos anunciados com entusiasmo.

As desistências do ex-ministro, nos remete à imagem do treinador de  lutas de boxe que ao ver a fragilidade do seu pupilo diante do adversário, simplesmente joga a toalha, gesto universal de desistência da competição.

 

 

JÔ SOARES ALERTA SOBRE DITADURA E SUPOSTA INTERVENÇÃO MILITAR

Diante de tantas manifestações, alguma espontâneas e outras nem tanto, começamos a desconfiar que foi deflagrada uma sistemática campanha nascida nas esquerdas brasileiras, a fim de demonizar os militares, o juiz Moro além dos cidadãos que sonham em viver e trabalhar sossegado neste país, que um dia não pertencia ao crime organizado e tampouco desorganizado, porque o Brasil era nosso. Das famílias, dos amantes da noite e dos boêmios que transitavam na madrugada.

As coisas pioraram de tal modo, que não mais se cultiva a esperança de uma mudança política para se vislumbrar dias melhores. Hoje, não temos notícias de alguma candidatura que empolgue a população esclarecida, ou sequer a população sem esclarecimentos, mas, desconfiada. Na Bahia, se Rui Costa não pertencesse ao PT, seria o candidato de todos. Agora nasce uma possibilidade em Feira de Santana. Quem sabe, Zé Ronaldo?

No Brasil, há uma carência efetiva de candidatos confiáveis. Falam-se nos poucos conhecidos Amoêdo e Flavio Rocha. Outros cultivam o nome de Álvaro Dias. De certo modo, também uma incógnita. Tá difícil. Mas, vamos ao Jô e sua manifestação que revela o medo de uma ditadura.

Como eu já me decepcionei com certos amigos, parentes e figuras de relevância intelectual do meu tempo; como eu já me surpreendi e me indignei com a posição de Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso, Gilberto Gil, entre muitos outros, a ressurreição de Jô Soares produzindo fatos em programa de TV é um fato sem relevância. Ele é apena mais um. Pode ver que por trás desta verborreia toda, essa defesa do PT deve ter uma estratégia de marketing orquestrada pelos esquerdopatas. De vez em quando eles soltam uma palavra de ordem, um mote, um tema central, para ser repetido entre eles mesmos. E olhe que hoje os militantes já são muito poucos.

O governo militar cometeu erros, houve truculência, abuso de poder, mas… eles conseguiram barrar a ditadura do operariado. Conseguiram interromper o avanço de uma enorme onda de barbaridades, à luz dos golpes de Mao Tse Tung, Stalin, Hitler, sucedidos pelo modelo da Albânia, tal como ocorreu com Cuba de Fidel Castro e o seu ex-amigo, o sanguinário assassino, médico argentino, Ernesto Guevara de la Serna, conhecido como “Che” Guevara. Quando me lembro que vestir uma camisa com a cara do “Che”, pintada, era sinal de engajamento, de elevado nível intelectual, etc. Argh!

Ainda bem que o que eles chamam de golpe militar, barrou a marcha contra o Brasil, para implantar o regime comunista, agora desmascarado em todo o mundo. O regime, agora cognominado bolivariano, tem infernizado a vida da população da Venezuela e demais países da America Latina, pelo menos aqueles inspirados em Simon Bolívar. Ficou claro, nestes quase 14 anos de poder, dado sequência por um aliado de todas as horas, na condição de vice, – hoje o nome que mais temem – que o que importa para os ladrões condenados é o acúmulo da fortuna do capitalismo que eles tanto combatem, as chamadas elites. Nada melhorou, até piorou: vejamos o Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST). O exército do Stédile não conquistou um hectare de terra sequer, quanto mais a implantação da decantada reforma agrária. Os sem tetos são alvos de extorsão pelo seus líderes, como foi confirmado no episódio recente, do incêndio do Largo do Paissandu, em São Paulo… Esse tempo todo, o que houve foi a derrocada do Estado, a extinção de empregos, o empobrecimento do país, o script Fora Temer! Lula Livre” e, mentiras. Muitas mentiras.

Determinado a argumentar, como os demais “intelectuais” que adotaram, como se fora um deus, o brilhante pensador “Lula da Silva”, Jô Soares volta às câmeras, através do programa de TV apresentado por Sergio Grossman na Globo, para ressaltar o velho mantra de que o que estar por vir é uma nova e sangrenta ditadura, com direito a participação do CCC, que, segundo o gordo, pintou de vermelho sua sala, indicando sangue e morte.

Ditaduras, não servem. Nenhuma delas. Entretanto, os acontecimentos demonstraram que, entre 1964 e 1984 éramos felizes e não sabíamos. Naquele tempo, quando o sistema de transporte da capital baiana deixava de funcionar à meia noite, ía a pé, do Campo da Pólvora ao Matatu de Brotas, em Salvador, às 3 horas da manhã, sem ser importunado por ninguém e ainda cumprimentado, solenemente, pelo guarda noturno do trecho.

Durante aquele período, nas cidades do interior, antes do jornal televisivo, as famílias sentavam-se à porta de casa para conversar e usufruir das agradáveis noites estreladas da Bahia…

Parafraseando os textos do marketing da campanha eleitoral em que Lula saiu vitorioso em 2002, eu digo, se você acha que no tempo dos militares tinha violência desenfreada, se você acha que naqueles vinte anos, você não podia sair à rua à noite… Se você acha que Lula, Zé Dirceu, Palocci, Dilma, viriam acabar com a corrupção, mesmo a ainda incipiente corrupção no Detran… Se emocionou com a imagem da bandeira brasileira arrastada pelas ratazanas pra sua toca, no filmete veiculado no horário eleitoral… então… “Se histórias como essa sensibilizam você… é porque no fundo, no fundo… você também é PT”…

Mas, tudo indica que hoje, a grande maioria dos brasileiros abomina o PT. Pelo menos, o lado apodrecido do PT. O povo brasileiro já reage contra a corrupção desde a era Sarney, Maluf e assemelhados. Infelizmente, também estas figuras, investigadas e complicadas com a justiça, estão alinhadas ao PT hoje.

De lá pra cá, alguma coisa mudou para melhor? Só convidando o Jô Soares para enumerar tais mudanças. Claro que ele vai omitir os volumosos desvios de dinheiro, a corrupção epidêmica que dizem assolar a maioria dos órgãos públicos e afins de todo o Brasil.

Por favor, Jô. Mande um beijo do gordo e vá pra casa fazer pilates. Ainda que seja um homem inteligente, os brasileiros pedem que fique de fora. Deixe o Brasil seguir com a sua luta contra os ladrões, já presos, ou na iminência de serem.

AQUELE MOMENTO FATAL

Por Nelson Motta* – via Aninha Franco**

 

 

A meia hora fatal em que Lula e Dilma se trancaram em uma sala, e ela saiu candidata à reeleição, mudou o rumo do Brasil

Com a participação de todas as suas correntes internas na discussão dos programas do partido e na ocupação de cargos de governo, com suas assembleias intermináveis, o PT sempre se orgulhou de sua democracia interna, de ser um partido sem caciques — embora comandado por Lula e José Dirceu. Lula sempre mandou no partido, nas executivas, nos diretórios, nas assembleias, em Dirceu, mas reinava principalmente nos comícios, insuperável com sua inteligência, seu histrionismo, sua malandragem política e suas bravatas que incendiavam a militância. Que partido não gostaria de ter um líder com o carisma e a personalidade de Lula?

O lado ruim de ter um líder carismático absoluto, cultuado e incontestável é depender de suas decisões pessoais, de acordo com as suas conveniências de momento.

Ao indicar no “dedaço” Dilma Rousseff para presidenta, enfrentando profundas e fundadas resistências no partido, afinal o DNA dela era brizolista, assumiu o seu maior risco — e conquistou a sua maior vitória. Depois, para eleger Fernando Haddad prefeito de São Paulo, chegou a fazer uma aliança e posar ao lado de Maluf, para estupor dos petistas de todas as correntes. E, cheio de orgulho e certeza, cunhou uma de suas grandes frases: “De poste em poste vamos iluminando o Brasil”.

Se houvesse democracia interna no PT, com convenções para escolher candidaturas, em 2014 Lula teria sido aclamado pelo partido para a sucessão de Dilma e massacraria Aécio Neves. Mas, assim como a havia escolhido imperialmente, Lula teria que discutir com a rainha, só com ela, a sua sucessão.

Aquela meia hora decisiva em que os dois se trancaram em uma sala, e Lula saiu abatido e Dilma candidata à reeleição, mudou o rumo do PT e a História do Brasil. No momento em que sua força, sua experiencia e sua inteligência foram mais necessários, Lula piscou. E Dilma ganhou no grito, rompendo o acordo de o poste devolver-lhe o trono depois de quatro anos.

O resto é história, com as consequências funestas que teve para o Brasil, para o PT e para Lula, porque um grande líder popular quase religioso e infalível falhou num momento fatal.

Aquele momento fatal!

* Nelson Motta é jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical, teatrólogo e letrista brasileiro – Publicado no site O Globo

**Aninha Franco é pensadora, escritora, poeta, advogada, dramaturga, crítica, cronista e ativista cultural.