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23 ANOS SEM A PRESENÇA FÍSICA DE ZENILDO DE PAULA TOURINHO

Foi em um dia como ontem, ao entardecer de uma terça feira, 31 de maio de 1994, há 23 anos, portanto, que o tribuno jequieense Zenildo de Paula Tourinho, conceituado advogado criminalista retornou à pátria espiritual em sua última apresentação, tendo como palco, o Salão do  Júri do Forum Bertino Passos, em Jequié, espaço em que mais se sentia à vontade. Como se fora para ressaltar a solenidade da partida, teve como cenário as galerias lotadas de admiradores, amigos, estudantes de direito e interessados no resultado do julgamento então em curso. A família do réu constituiu como advogado no processo, o dr. Virgilio de Paula Tourinho Neto, que contou com a presença, como coadjuvante “auxiliar” da defesa, o decano Dr. Zenildo Tourinho, seu pai.

O que aconteceu, antes mesmo dos jurados anunciarem o resultado do júri, foi tema para a minha crônica, publicada no jornal A Tarde o caderno de A Municípios em 7 de junho de 1994, pela gentileza e atenção do editor Sergio Matos, a qual, no intuito de voltar a homenageá-lo, reproduzo neste espaço, retomando um trecho das catilinárias, textos que contextualizava como ninguém.

Antes, porém eu e minha família, seus primos e amigos, associamo-nos aos sempre presentes sentimentos de pesar e saudade, de Maria das Graças, Zenildo Filho, Maria Isabella, Claudio, genros, noras, netos e sobrinhos, numa singela preito de louvação a este jequieense que deixou um legado de intransigência com o ilícito, amor incondicional aos filhos e total dedicação aos amigos.  

 

JERRY ADRIANI (1947-2017)

DETERMINAÇÃO JUDICIAL FAZ VEREADOR PEDIR DESCULPAS DA TRIBUNA DA CÂMARA

A sessão desta terça-feira (14/03) na Câmara de Vereadores de Jequié foi no mínimo inusitada. Por determinação judicial o vereador Soldado Gilvan teve que pedir desculpas a primeira-dama do Estado, Aline Peixoto. A mesma fez questão de comparecer à sessão para ouvir a retratação de Gilvan. Na presença de uma grande platéia que lotou as dependências da Casa de Leis, o edil cumpriu o que determinou a lei, desculpou-se não apenas com a primeira-dama Aline Peixoto, bem como com o governador Rui Costa. A causa do ocorrido deu-se devido a denúncias infundadas e ofensas ao casal durante o período eleitoral de 2016. Mais informações no Blog de Zenilton Meira.

A INFLUÊNCIA DA CULTURA NA MUDANÇA DE PARADIGMAS

O projeto cultural, em todas as suas vertentes, representa um poderoso instrumento de mudança de hábitos e comportamento, para uma melhor percepção do mundo.

O conceito de cultura mais recorrente é um complexo conjunto que inclui conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como integrante da sociedade humana.

Dependendo da sua escala evolutiva o indivíduo sofre influências culturais seja na chamada cultura popular ou no conjunto de conhecimentos acadêmicos, eruditos. A principal característica da cultura é a capacidade de responder ao meio de acordo com os níveis de assimilação e das mudanças sutilmente sugeridas pelas manifestações culturais.

É através da cultura ou da guerra que se constitui a identidade de um povo, os procedimentos repetidos por gerações, empiricamente, também pode moldar a natureza coletiva de uma comunidade.

Nesse sentido, a cultura com atividade fim, como órgão específico, permite que  o gestor público possa contribuir enormemente para a construção de um caminho seguro para o âmago da sociedade, através as ações que cheguem ao coração e à sensibilidade do indivíduo. Desde que criou a sua Secretaria de Cultura Jequié tem sido um exemplo de sucesso na área.

A música é um forte elemento de construção de novos sentimentos, percepção da realidade política e registro de marcantes fatos históricos; já as artes plásticas marcam indelevelmente as expressões percebidas em cada época e definem as tendências de uma geração. Assim como o teatro, o cinema, a poesia, muitas outras vertentes são fatores contributivos de um novo paradigma para a humanidade.

Que bom que alguém que se proponha a dirigir uma cidade tenha em mente a importância do ato de esparzir cultura para todas as pessoas, independentemente de nível econômico, social ou a que etnia pertença.

Sim, porque a cultura tem a diversidade como alvo. Distribui conhecimento a esmo, ao tempo em que consolida as convicções dos agentes culturais. Como a cultura é também um mecanismo cumulativo, as modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, revestidas do doce e inocente papel do entretenimento. De modo que os elementos culturais se transformam perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.

É importante perceber que dentre os planos de um prefeito ou de uma prefeita, eivado de empreendimentos concretos e de maior visibilidade, possamos vislumbrar a priorização de projetos culturais como fator de desenvolvimento humano das nossas cidades.

Gil e Hildebrando em Ipiaú

Gil e Hildebrando em Ipiaú

Mas, as mudanças culturais acarretam, quase sempre, alguma resistência. No passado, ali pelos anos sessenta, ipiauenses ilustres que não tinham ainda a solidez acadêmica e a estrutura econômica e profissional de um Euclides Neto, Salvador da Matta, Protógenes Jaqueira, tiveram que migrar para outras paragens para se afirmar como fator de transformação do mundo. Foi assim como o artista plástico, compositor, ator e cineasta ipiauense Lula Martins, premiado na 9ª Bienal de Artes Plásticas de São Paulo, com seu filme Meteorango Kid aplaudido em Cannes e sua música Rock Mary em primeiro lugar nas paradas de sucesso da época; foi assim com Dicinho, autor de cenários deslumbrantes de shows musicais de Gal Costa e Caetano Veloso, hoje artista plástico de renome nacional; foi assim com a intelectual Regina Matta, o líder político de esquerda Rui Patterson, a educadora Jussara Midlej, o senador Waldeck Ornellas. Entre tantos outros: a mola propulsora das suas trajetórias vitoriosas foi a cultura em todos os seus aspectos. Em Jequié não foi diferente, Wali Salomão, Bené Sena, César Zama, Rogério Duarte, Ednisio… Todos precisaram mudar-se para São Paulo em função da privação cultural.

O hino de Ipiaú, composto pelo poeta e odontólogo ipiauense Manoel Pinto, o Mappin em parceria com o jornalista Jairo Simões é uma peça cultural que marcou toda uma geração. Através dele, os ipiauenses sentem um incômodo nó na garganta ao tempo em que também sentem o peito encher-se de orgulho e ufanismo pela identidade cultural da sua cidade.

Portanto, a mudança de culturas representa obstáculo significativo, uma vez que influências religiosas, conceitos familiares, ideologia política ou simplesmente, privação cultural, às vezes impedem o trânsito da riqueza das manifestações culturais, conhecimento e a absorção de fontes de informação responsável pela aquisição da capacidade de lançar um novo olhar sobre o universo e perceber Mozart, Brecht, Da Vinci, Shakespeare. Ou Ariano Suassuna, Euclides Neto, Luiz Gonzaga, Jorge Amado, Waly ou Tatai.

O avanço cultural da sociedade permite ao cidadão encarar o mundo tanto por contingências ambientais quanto por transformações da consciência social.

Na verdade a Cultura é ferramenta para incentivar desenvolvimento econômico. A cultura pode ser usada para incentivar o desenvolvimento econômico justo e sustentável de uma cidade, de um país. As atividades culturais são estratégicas e geram trabalho, emprego e renda, além de promover a inclusão social, especialmente entre jovens.

Feliz do gestor ou gestora que deixe indelevelmente marcado na história do povo cujos destinos conduziu, um legado de identidade cultural, de equipamentos onde trafeguem a cultura e a consequente sutileza na percepção dos valores essenciais do ser humano. Certamente, a linguagem cultural, de todas as artes, é o idioma preferido por Deus.

 

 

MARCELO ODEBRECHT FECHA ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA E DEVE COMPROMETER MUITA GENTE

Todos os partidos investigados no esquema de corrupção da Petrobras — PT, PMDB, PSDB e PP — podem ser implicados na delação da Odebrecht.

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O empresário Marcelo Odebrecht assinou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF) na última quarta-feira (25) e já começou a prestar depoimentos aos investigadores da Operação Lava-Jato.

A informação foi confirmada pelo jornal “Valor Econômico”. Além de Marcelo, outros executivos da Odebrecht fariam delação. O pai de Marcelo, Emilio Odebrecht, também prestará depoimentos, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal. A negociação da delação havia sido antecipada pela “Folha de S.Paulo” na edição desta terça-feira.

Todos os partidos investigados no esquema de corrupção da Petrobras — PT, PMDB, PSDB e PP — podem ser implicados na delação da Odebrecht. Na 26ª fase da Lava-Jato, deflagrada em março, os investigadores da Polícia Federal apreenderam uma planilha com listas de doações feitas pelo Grupo Odebrecht a mais de 300 políticos do país, de mais de dez partidos. O material era de posse de Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como “BJ”, presidente da Odebrecht Infraestrutura e um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht na alocação de recursos a campanhas políticas.

O juiz Sergio Moro, depois, decretou sigilo sobre o processo ao qual as planilhas foram anexadas. As planilhas relacionam políticos de diversos partidos do país a valores pagos pela Odebrecht, vários deles com foro privilegiado, como o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, além de senadores e deputados federais.

A inclusão delas no inquérito em curso contra o publicitário João Santana, marqueteiro do PT, pode fazer com que a denúncia tenha de ser encaminhada para apreciação do Supremo Tribunal Federal, retirando a decisão do juiz Sérgio Moro. Até agora não foram identificados quais os valores relacionados a políticos são doações legais de campanha, se foram de fato pagos e se podem ser relacionados a esquemas de propinas. Além das planilhas também foram apreendidos documentos que citam obras feitas pela Odebrecht em diversos estados e municípios.

Fonte: Jornal O Globo

DITADURAS SÃO ESTÚPIDAS

Por Rodrigo da Silva*

“Eu entendo que você sinta tanta raiva por um deputado federal homenagear um coronel da ditadura, Jean Wyllys. Ditaduras são sempre estúpidas. E já nascem tortas.

“Ditar” não é apenas pronunciar um texto em voz alta, mas impor ideias e condutas. E é daí que nasce a expressão. Quem, em sã consciência, gostaria de ter suas particularidades ditadas por uma organização central? Quem é que torce para os vilões nos livros distópicos?

O problema, Jean, é quando a gente perde a linha com as defesas passionais de ditaduras de direita, cuspindo por aí, mas faz vista grossa com as de esquerda. Fica feio. Quando a gente se escandaliza com uma homenagem ao coronel Ustra, mas acha normal a mesma cena a um terrorista como Carlos Marighella, fica parecendo que a gente sofre de indignação seletiva. Soa cínico.

E isso pra não falar daquela sua homenagem ao carnicero de la cabaña. Sim, Jean. Cá entre nós: você sabe melhor do que ninguém que tudo aquilo que os reaças falam sobre o Che Guevara é verdade. Dói, eu sei. Che é a representação do revolucionário, do mártir, do rebelde que larga tudo pra combater as mazelas do mundo. A esquerda adora esses tipos. Mas você sabe perfeitamente que as coisas feitas por ele são moralmente indefensáveis. Não dá pra fazer poréns. Não dá pra justificar.

O mesmo vale para o regime venezuelano, que o seu partido vive defendendo. Maduro não é apenas um bufão latino americano. É um ditador da pior espécie. E você sabe tanto disso que já criticou o seu próprio partido por defendê-lo. Mas sempre como um lorde, Jean. Sempre através da escrita. Nunca vi você cuspir na cara da Luciana Genro por ela dar suporte a um líder homofóbico militarista latino americano. E é daí que nasce a estranheza da indignação seletiva.

Também nunca vi uma representação sua contra o recebimento de dinheiro público a partidos que defendem abertamente ditaduras de esquerda – como o PCO, o PCB e o PSTU; partidos que não raramente acusam o PSOL de possuir uma moralidade burguesa. De tempos em tempos a gente vê esses caras defendendo as mesmas pautas violentas na televisão, e com o nosso dinheiro. Soa estranho que tudo seja permitido a um lado e condenado ao outro, não?

A verdade, Jean, é que por mais que a gente se indigne com as defesas de coronéis da ditadura, não dá pra fazer vista grossa – se a gente fosse sair por aí cuspindo em todo mundo que defende pautas e regimes ditatoriais, parte considerável da esquerda se transformaria numa grande bola de cuspe.”

*Rodrigo da Silva é jornalista e editor da Revista SPOTNIKS

MISSA DE SÉTIMO DIA EM MEMÓRIA DE CARLOS ALMEIDA

Carlos-AlmeidaO Dr. Bruno Ferraro de Almeida, em nome da família de Carlos Roberto Machado Almeida, falecido em unidade de saúde em Salvador e sepultado na manhã de terça-feira (9/2) em Jequié, comunica e convida parentes e amigos para a missa de 7º dia em sua memória, que será celebrada na segunda-feira (15/2), às 18h, na Catedral de Santo Antônio.

Carlos Almeida, 68 anos, conhecido popularmente por Carlinhos Manteiga era figura muito conceituada em Jequié, tanto nos meios acadêmicos, como professor de estatística, como nos meios empresariais e políticos, tendo sido candidato a vice-prefeito de Jequié, companheiro de chapa de Jonas Almeida. Ao longo da sua existência, em Jequié, Carlinhos exerceu vários cargos públicos no executivo e legislativo em várias gestões, tendo sempre se destacado como hábil articulador político, gestor competente e estrategista em campanhas eleitorais.

FAMÍLIA DE CARLOS ALMEIDA INFORMA

Segundo informações obtidas junto à fonte fidedigna a família de Carlos Almeida comunica aos amigos que o seu corpo estará sendo velado no espaço da PAX nas imediações do Colégio Social e o sepultamento acontecerá amanhã, terça feira, às 9:00h no cemitério São João Batista, em Jequié.

RECESSO

Ficaremos fora do ar por uns dias.

CELEBRAÇÃO DO NATAL – Elvis Christmas Album

Veja o vídeo