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CONGRESSO ESPÍRITA DE GOIÁS: RESPOSTA DE DIVALDO FRANCO SOBRE IDEOLOGIA DE GÊNERO CAUSA REAÇÃO

PRÉ-CANDIDATA A PRESIDENTE PELO PCdoB CONCEDE ENTREVISTA

Precisamos ouvir as idéias e propostas dos partidos que pretendem lançar candidatos à presidência da República. Apresentamos a deputada Manuela D’Ávila e aproveitamos para Agradecer ao site Café com Política, aos dirigentes regionais do partido, em especial ao presidente do diretório municipal de Jequié, Gidásio Silva, por disponibilizar o link.

FEEB CONVIDA PARA O 17º CONGRESSO ESPÍRITA DA BAHIA

MINISTRA CÁRMEN LÚCIA PEDE QUE GILMAR SE MANIFESTE SOBRE PEDIDO DE SUSPEIÇÃO

Ministro concedeu habeas corpus e decretou medidas alternativas à prisão ao empresário Jacob Barata Filho e outros oito investigados na Operação Ponto Final

Ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, solicitou ao colega Gilmar Mendes que se manifeste sobre o pedido de impedimento em julgamentos que envolvem Jacob Barata Filho, um dos maiores empresários do setor de transporte coletivo do Rio de Janeiro. Barata e outros oito investigados na Operação Ponto Final tiveram habeas corpus e medidas alterativas à prisão concedidos por Gilmar, relator dos casos. Em viagem, o ministro só deve voltar ao Brasil em 7 de setembro. Não há, porém, prazo para que ele responda ao pedido da comandante da Corte.

Gilmar já declarou publicamente não se considerar suspeito para atuar no caso. De acordo com a Folha, Cármen Lúcia não descarta dar prosseguimento ao pedido.

Conforme a Procuradoria, Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário, Beatriz Barata, em 2013. O ministro do Supremo nega e diz que só acompanhou sua mulher, Guimar Mendes, ao evento — o noivo, Francisco Feitosa Filho, é sobrinho dela.

23 ANOS SEM A PRESENÇA FÍSICA DE ZENILDO DE PAULA TOURINHO

Foi em um dia como ontem, ao entardecer de uma terça feira, 31 de maio de 1994, há 23 anos, portanto, que o tribuno jequieense Zenildo de Paula Tourinho, conceituado advogado criminalista retornou à pátria espiritual em sua última apresentação, tendo como palco, o Salão do  Júri do Forum Bertino Passos, em Jequié, espaço em que mais se sentia à vontade. Como se fora para ressaltar a solenidade da partida, teve como cenário as galerias lotadas de admiradores, amigos, estudantes de direito e interessados no resultado do julgamento então em curso. A família do réu constituiu como advogado no processo, o dr. Virgilio de Paula Tourinho Neto, que contou com a presença, como coadjuvante “auxiliar” da defesa, o decano Dr. Zenildo Tourinho, seu pai.

O que aconteceu, antes mesmo dos jurados anunciarem o resultado do júri, foi tema para a minha crônica, publicada no jornal A Tarde o caderno de A Municípios em 7 de junho de 1994, pela gentileza e atenção do editor Sergio Matos, a qual, no intuito de voltar a homenageá-lo, reproduzo neste espaço, retomando um trecho das catilinárias, textos que contextualizava como ninguém.

Antes, porém eu e minha família, seus primos e amigos, associamo-nos aos sempre presentes sentimentos de pesar e saudade, de Maria das Graças, Zenildo Filho, Maria Isabella, Claudio, genros, noras, netos e sobrinhos, numa singela preito de louvação a este jequieense que deixou um legado de intransigência com o ilícito, amor incondicional aos filhos e total dedicação aos amigos.  

 

JERRY ADRIANI (1947-2017)

DETERMINAÇÃO JUDICIAL FAZ VEREADOR PEDIR DESCULPAS DA TRIBUNA DA CÂMARA

A sessão desta terça-feira (14/03) na Câmara de Vereadores de Jequié foi no mínimo inusitada. Por determinação judicial o vereador Soldado Gilvan teve que pedir desculpas a primeira-dama do Estado, Aline Peixoto. A mesma fez questão de comparecer à sessão para ouvir a retratação de Gilvan. Na presença de uma grande platéia que lotou as dependências da Casa de Leis, o edil cumpriu o que determinou a lei, desculpou-se não apenas com a primeira-dama Aline Peixoto, bem como com o governador Rui Costa. A causa do ocorrido deu-se devido a denúncias infundadas e ofensas ao casal durante o período eleitoral de 2016. Mais informações no Blog de Zenilton Meira.

A INFLUÊNCIA DA CULTURA NA MUDANÇA DE PARADIGMAS

O projeto cultural, em todas as suas vertentes, representa um poderoso instrumento de mudança de hábitos e comportamento, para uma melhor percepção do mundo.

O conceito de cultura mais recorrente é um complexo conjunto que inclui conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como integrante da sociedade humana.

Dependendo da sua escala evolutiva o indivíduo sofre influências culturais seja na chamada cultura popular ou no conjunto de conhecimentos acadêmicos, eruditos. A principal característica da cultura é a capacidade de responder ao meio de acordo com os níveis de assimilação e das mudanças sutilmente sugeridas pelas manifestações culturais.

É através da cultura ou da guerra que se constitui a identidade de um povo, os procedimentos repetidos por gerações, empiricamente, também pode moldar a natureza coletiva de uma comunidade.

Nesse sentido, a cultura com atividade fim, como órgão específico, permite que  o gestor público possa contribuir enormemente para a construção de um caminho seguro para o âmago da sociedade, através as ações que cheguem ao coração e à sensibilidade do indivíduo. Desde que criou a sua Secretaria de Cultura Jequié tem sido um exemplo de sucesso na área.

A música é um forte elemento de construção de novos sentimentos, percepção da realidade política e registro de marcantes fatos históricos; já as artes plásticas marcam indelevelmente as expressões percebidas em cada época e definem as tendências de uma geração. Assim como o teatro, o cinema, a poesia, muitas outras vertentes são fatores contributivos de um novo paradigma para a humanidade.

Que bom que alguém que se proponha a dirigir uma cidade tenha em mente a importância do ato de esparzir cultura para todas as pessoas, independentemente de nível econômico, social ou a que etnia pertença.

Sim, porque a cultura tem a diversidade como alvo. Distribui conhecimento a esmo, ao tempo em que consolida as convicções dos agentes culturais. Como a cultura é também um mecanismo cumulativo, as modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, revestidas do doce e inocente papel do entretenimento. De modo que os elementos culturais se transformam perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.

É importante perceber que dentre os planos de um prefeito ou de uma prefeita, eivado de empreendimentos concretos e de maior visibilidade, possamos vislumbrar a priorização de projetos culturais como fator de desenvolvimento humano das nossas cidades.

Gil e Hildebrando em Ipiaú

Gil e Hildebrando em Ipiaú

Mas, as mudanças culturais acarretam, quase sempre, alguma resistência. No passado, ali pelos anos sessenta, ipiauenses ilustres que não tinham ainda a solidez acadêmica e a estrutura econômica e profissional de um Euclides Neto, Salvador da Matta, Protógenes Jaqueira, tiveram que migrar para outras paragens para se afirmar como fator de transformação do mundo. Foi assim como o artista plástico, compositor, ator e cineasta ipiauense Lula Martins, premiado na 9ª Bienal de Artes Plásticas de São Paulo, com seu filme Meteorango Kid aplaudido em Cannes e sua música Rock Mary em primeiro lugar nas paradas de sucesso da época; foi assim com Dicinho, autor de cenários deslumbrantes de shows musicais de Gal Costa e Caetano Veloso, hoje artista plástico de renome nacional; foi assim com a intelectual Regina Matta, o líder político de esquerda Rui Patterson, a educadora Jussara Midlej, o senador Waldeck Ornellas. Entre tantos outros: a mola propulsora das suas trajetórias vitoriosas foi a cultura em todos os seus aspectos. Em Jequié não foi diferente, Wali Salomão, Bené Sena, César Zama, Rogério Duarte, Ednisio… Todos precisaram mudar-se para São Paulo em função da privação cultural.

O hino de Ipiaú, composto pelo poeta e odontólogo ipiauense Manoel Pinto, o Mappin em parceria com o jornalista Jairo Simões é uma peça cultural que marcou toda uma geração. Através dele, os ipiauenses sentem um incômodo nó na garganta ao tempo em que também sentem o peito encher-se de orgulho e ufanismo pela identidade cultural da sua cidade.

Portanto, a mudança de culturas representa obstáculo significativo, uma vez que influências religiosas, conceitos familiares, ideologia política ou simplesmente, privação cultural, às vezes impedem o trânsito da riqueza das manifestações culturais, conhecimento e a absorção de fontes de informação responsável pela aquisição da capacidade de lançar um novo olhar sobre o universo e perceber Mozart, Brecht, Da Vinci, Shakespeare. Ou Ariano Suassuna, Euclides Neto, Luiz Gonzaga, Jorge Amado, Waly ou Tatai.

O avanço cultural da sociedade permite ao cidadão encarar o mundo tanto por contingências ambientais quanto por transformações da consciência social.

Na verdade a Cultura é ferramenta para incentivar desenvolvimento econômico. A cultura pode ser usada para incentivar o desenvolvimento econômico justo e sustentável de uma cidade, de um país. As atividades culturais são estratégicas e geram trabalho, emprego e renda, além de promover a inclusão social, especialmente entre jovens.

Feliz do gestor ou gestora que deixe indelevelmente marcado na história do povo cujos destinos conduziu, um legado de identidade cultural, de equipamentos onde trafeguem a cultura e a consequente sutileza na percepção dos valores essenciais do ser humano. Certamente, a linguagem cultural, de todas as artes, é o idioma preferido por Deus.

 

 

MARCELO ODEBRECHT FECHA ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA E DEVE COMPROMETER MUITA GENTE

Todos os partidos investigados no esquema de corrupção da Petrobras — PT, PMDB, PSDB e PP — podem ser implicados na delação da Odebrecht.

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O empresário Marcelo Odebrecht assinou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF) na última quarta-feira (25) e já começou a prestar depoimentos aos investigadores da Operação Lava-Jato.

A informação foi confirmada pelo jornal “Valor Econômico”. Além de Marcelo, outros executivos da Odebrecht fariam delação. O pai de Marcelo, Emilio Odebrecht, também prestará depoimentos, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal. A negociação da delação havia sido antecipada pela “Folha de S.Paulo” na edição desta terça-feira.

Todos os partidos investigados no esquema de corrupção da Petrobras — PT, PMDB, PSDB e PP — podem ser implicados na delação da Odebrecht. Na 26ª fase da Lava-Jato, deflagrada em março, os investigadores da Polícia Federal apreenderam uma planilha com listas de doações feitas pelo Grupo Odebrecht a mais de 300 políticos do país, de mais de dez partidos. O material era de posse de Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como “BJ”, presidente da Odebrecht Infraestrutura e um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht na alocação de recursos a campanhas políticas.

O juiz Sergio Moro, depois, decretou sigilo sobre o processo ao qual as planilhas foram anexadas. As planilhas relacionam políticos de diversos partidos do país a valores pagos pela Odebrecht, vários deles com foro privilegiado, como o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, além de senadores e deputados federais.

A inclusão delas no inquérito em curso contra o publicitário João Santana, marqueteiro do PT, pode fazer com que a denúncia tenha de ser encaminhada para apreciação do Supremo Tribunal Federal, retirando a decisão do juiz Sérgio Moro. Até agora não foram identificados quais os valores relacionados a políticos são doações legais de campanha, se foram de fato pagos e se podem ser relacionados a esquemas de propinas. Além das planilhas também foram apreendidos documentos que citam obras feitas pela Odebrecht em diversos estados e municípios.

Fonte: Jornal O Globo

DITADURAS SÃO ESTÚPIDAS

Por Rodrigo da Silva*

“Eu entendo que você sinta tanta raiva por um deputado federal homenagear um coronel da ditadura, Jean Wyllys. Ditaduras são sempre estúpidas. E já nascem tortas.

“Ditar” não é apenas pronunciar um texto em voz alta, mas impor ideias e condutas. E é daí que nasce a expressão. Quem, em sã consciência, gostaria de ter suas particularidades ditadas por uma organização central? Quem é que torce para os vilões nos livros distópicos?

O problema, Jean, é quando a gente perde a linha com as defesas passionais de ditaduras de direita, cuspindo por aí, mas faz vista grossa com as de esquerda. Fica feio. Quando a gente se escandaliza com uma homenagem ao coronel Ustra, mas acha normal a mesma cena a um terrorista como Carlos Marighella, fica parecendo que a gente sofre de indignação seletiva. Soa cínico.

E isso pra não falar daquela sua homenagem ao carnicero de la cabaña. Sim, Jean. Cá entre nós: você sabe melhor do que ninguém que tudo aquilo que os reaças falam sobre o Che Guevara é verdade. Dói, eu sei. Che é a representação do revolucionário, do mártir, do rebelde que larga tudo pra combater as mazelas do mundo. A esquerda adora esses tipos. Mas você sabe perfeitamente que as coisas feitas por ele são moralmente indefensáveis. Não dá pra fazer poréns. Não dá pra justificar.

O mesmo vale para o regime venezuelano, que o seu partido vive defendendo. Maduro não é apenas um bufão latino americano. É um ditador da pior espécie. E você sabe tanto disso que já criticou o seu próprio partido por defendê-lo. Mas sempre como um lorde, Jean. Sempre através da escrita. Nunca vi você cuspir na cara da Luciana Genro por ela dar suporte a um líder homofóbico militarista latino americano. E é daí que nasce a estranheza da indignação seletiva.

Também nunca vi uma representação sua contra o recebimento de dinheiro público a partidos que defendem abertamente ditaduras de esquerda – como o PCO, o PCB e o PSTU; partidos que não raramente acusam o PSOL de possuir uma moralidade burguesa. De tempos em tempos a gente vê esses caras defendendo as mesmas pautas violentas na televisão, e com o nosso dinheiro. Soa estranho que tudo seja permitido a um lado e condenado ao outro, não?

A verdade, Jean, é que por mais que a gente se indigne com as defesas de coronéis da ditadura, não dá pra fazer vista grossa – se a gente fosse sair por aí cuspindo em todo mundo que defende pautas e regimes ditatoriais, parte considerável da esquerda se transformaria numa grande bola de cuspe.”

*Rodrigo da Silva é jornalista e editor da Revista SPOTNIKS