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HISTÓRIAS DA POLÍTICA: A INFLUÊNCIA DE LUÍS EDUARDO
Paulo Souto conta em seu Blog:
Terceiro governo de ACM. Rodolfo Tourinho, secretário da Fazenda, organizou as finanças do Estado e ACM pôde fazer os projetos que sonhava. Waldeck tocava o projeto do Pelourinho e Raimundo Brito, a Linha Verde. ACM defendia o projeto da estrada coladinha a praia. Mais bonito. Eu era da Indústria e Comércio e a Bahiatursa, dirigida por Paulo Gaudenzi, pertencia a Secretaria. Paulo me convenceu: a estrada teria de ser mais afastada da linha de praia. Não haveria investimentos com uma estrada entre os empreendimentos e o mar. Só barracas. Rodolfo, Raimundo, Waldeck, todos apoiaram a idéia. Faltava dobrar ACM que resistia, inclusive porque precisava mudar o projeto e o tempo era curto. Alguém lembrou: vamos convencer Luís Eduardo para nos ajudar. Tiro e queda. ACM entendeu e a Bahia ganhou comisso.
Ninguém tira esse mérito de ACM: no Brasil não se falava em “responsabilidade fiscal” e ele colocou a Bahia nesse caminho. Adorava fazer obras. Mas tinha que ter a “grana” primeiro. Pelourinho, Linha Verde, Adutora do Feijão, tudo com recursos próprios do Estado.
MÁXIMA DE ACM: “EM POLÍTICA NÃO EXISTE ADVERSÁRIO QUE EU NÃO POSSA RECONCILIAR NEM ALIADO QUE EU NÃO POSSA ROMPER”
Já era tempo de o deputado ACM Neto assumir o patrimônio político do seu avô. Com o slogan “A Bahia do presente sente falta de ACM”, o Neto resgata, num artigo publicado hoje (20), no jornal A Tarde, a posição adotada nas eleições passadas, provavelmente sugerida por algum marqueteiro iluminado que, entre outras atitudes, passava a impressão de que sua coordenação evitava a vinculação do seu nome ao carlismo. Chegaram mesmo a grafar o nome do candidato a deputado federal com o acm em tamanho minúsculo e o NETO em letras garrafais.
Apesar de reconhecer no velho ACM atitudes que beiravam à tirania, ninguém pode negar a importância dele para a Bahia do seu tempo, a solidariedade e cuidado pessoal com os amigos, a comprovada fidelidade à sua baianidade e à sua intransigência na conquista dos benefícios para a Bahia. Seus métodos, pouco ortodoxos para o gosto da maioria, até mesmo de alguns aliados e seguidores, refletiam a determinação de manter a hegemonia do grupo e o poder individual sobre todas as regras porventura existentes.
Assim, a figura controvertida de ACM, amado e odiado na mesma intensidade, sempre contribuirá para a consolidação de um estilo de fazer política. Talvez por mais uma ou duas gerações de políticos o seu nome, uma griffe em passado recente, ainda será lembrado e terá significativo número de seguidores. ACM morto, o carlismo morto ou não, ainda elegem candidatos em todas as esferas. Aqueles a quem ACM beneficiou nunca o esquecerão. Foram mais de quatro décadas de comando quase absoluto das ações políticas da Bahia. É muito tempo, gente!
PADRE É UM PERIGO
Políticos da Bahia contam uma velha história do interior, ocorrida nos anos 50, quando adversários de um padre candidato a prefeito o ameaçaram de revelar a lista dos filhos que ele fez nas redondezas, caso mantivesse a candidatura. Confessor das mulheres dos adversários, ele respondeu:
- Meus adversários podem até dizer quem são meus filhos na cidade, mas eu entrego os nomes de todos os que não são filhos deles…
Manteve a candidatura e foi eleito (Da coluna do jornalista Cláudio Humberto)
TUDO INDICA QUE CESAR SAI VITORIOSO NA LUTA COM O PT
Apesar de parecer uma provocação fazendo este trocadilho com o nome do ex-genro de ACM, com o atual quadro de indefinições na sucessão estadual, surgem várias piadinhas políticas. As últimas: César mata Pires; Waldir Pires quer tirar os votos carlistas que Wagner está conseguindo, ao tentar tirar César Borges do jogo; Tudo indica que César ganha a queda de braço com os petistas que torcem o nariz para o que Wagner considera reforço para a chapa majoritária. Dizem também que para a chapa de Wagner ficar puro sangue, só falta ACM Neto sair para vice. Enquanto isso, ninguém agüenta mais as perguntas: César Borges vai com Wagner? Será que Otto vai? Só se tem certeza de que Pires foi a nocaute. Extraído e editado de Ricardo Luzbel do BN
POLÍTICOS E FOLCLORE
Walter Sampaio, deputado estadual, à época, ligado ao governo e muito querido em Jequié, sua terra natal, foi ao complexo policial local em companhia do delegado, uma das suas muitas indicações para os cargos regionais, atender ao pedido de uma mãe desesperada por saber o seu filho preso por causa de uma briga.
No pátio da custódia, que dá acesso aos cárceres, Waltinho perguntou ao delegado se o motivo pelos quais as pessoas que ali se encontravam, eram de gravidade. O capitão informou então que os que estavam ali foram presos para averiguações, bebedeiras etc. Nada grave. Eleições se aproximando, depois de combinar com o delegado, o deputado, que também era carinhosamente chamado pelos amigos com o apelido de “Boca”, gritou em plenos pulmões: “Meus irmãos jequieenses não dormem presos por bobagens. Tá todo mundo solto. Vamos embora e não quero que voltem mais aqui…vamos proceder, hein?” determinou.
Todos gritaram agradecendo a Waltinho e ao delegado e foram saindo, felizes!
Da última cela, ouviu-se uma voz rouca, de alguém embriagado: “Ô Boca, deixa uma orde aí, que amanhã eu saio, hoje não aguento andar, não. Tô cumeno água… as foia pôde que tomei me pegou”…










