Arquivos da Categoria ‘Poder’

PostHeaderIcon DILMA DECIDE TIRAR ORLANDO SILVA MAS QUER MANTER PCdoB NO MINISTÉRIO

Ministro Orlando Silva na marca do penalty
Ministro Orlando Silva na marca do penalty

A presidente da República, Dilma Rousseff, está tão preocupada com a crise do Ministério do Esporte que convocou uma reunião de emergência logo que chegou de Angola. Segundo o Estado de S. Paulo, ela já está certa de que o desgaste político de Orlando Silva é irreversível, e decidiu tirá-lo do comando da pasta. Mas a tendência é que o PC do B mantenha o controle do ministério.

De acordo com a matéria do Estadão, Dilma ouviu os relatos do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o andamento das investigações contra Orlando no Ministério Público e na Polícia Federal.

A pedido de Orlando, a Advocacia Geral da União entrou com uma queixa-crime contra o policial militar João Dias Ferreira e o motorista Célio Soares Pereira, que o acusam de desvio de recursos no programa Segundo Tempo.

“Nós temos de ter muita seriedade nessa hora porque não apareceu nenhuma prova contra o Orlando”, falou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, pouco antes de entrar na reunião emergencial com Dilma.

A saída de Orlando, porém, é considerada questão de tempo pelo Palácio do Planalto. Ainda segundo o Estadão, auxiliares de Dilma suspeitam de ações da Fifa e da CBF para desgastar o ministro. Fonte: Estadão

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PostHeaderIcon FAXINA DE DILMA DERRUBA O 5º MINISTRO

pedro e gastão

 

Mesmo esperneando, batendo o pé para permanecer no cargo enquanto responderia às denúncias de irregularidades na pasta o PMDB nacional retirou o seu apoio ao ex-ministro Pedro Novais, que acabou por pedir demissão. Por volta das 18h15 de ontem, Pedro Novais entregou sua carta de demissão do cargo de titular do Ministério do Turismo à presidente petista. Poucos minutos depois, a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, confirmou que Dilma aceitou o pedido. Estava consolidada a derrubada do quinto ministro em oito meses de governo. É a faxina moral funcionando.

Ainda ontem, mais cedo, líderes como Franco Moreira e o baiano Geddel Vieira Lima foram cotados pela imprensa nacional, como possíveis substitutos de Novais, mas, pouco antes da meia-noite a Secretaria de Comunicação Social confirmava a escolha do deputado federal Gastão Dias Vieira (PMDB-MA) pela presidente Dilma Rousseff para ocupar o cargo.

Dilma manteve conversa com o vice-presidente Michel Temer e com o próprio Gastão Vieira, em reunião que durou cerca de 40 minutos no Palácio do Planalto. Segundo o G1, a nomeação de Gastão Vieira deverá ser publicada nesta quinta (15) em edição extra do Diário Oficial da União, já com cerimônia de posse marcada para sexta-feira.

Demissão era questão de tempo

A situação do ex-ministro Pedro Novais se complicou depois que a Folha de São Paulo publicou denúncias de mau uso de dinheiro público. Segundo o jornal, Novais pagou durante sete anos o salário da governanta de sua casa com recursos da Câmara Federal, de onde ele se licenciou na atual legislatura para assumir o Ministério do Turismo. Outra denúncia contra o peemedebista é a de que sua esposa utiliza atualmente como motorista particular um funcionário do gabinete do deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), que não trabalha na Câmara.

Pedro Novais começou a ficar na mira da imprensa, na verdade, desde agosto passado, quando a Operação Voucher, da Polícia Federal, prendeu 37 pessoas no Ministério do Turismo, incluindo o então secretário-executivo da pasta, Frederico Costa. Outro assunto que veio à tona nesta semana foi publicação do jornal O Estado de São Paulo, em dezembro de 2010, logo após a nomeação de Novais ao cargo ainda no governo Lula, de que o ex-ministro usou R$ 2.156 da sua cota parlamentar (ainda era deputado) para pagar despesas de um motel em São Luís, no Maranhão, em junho do ano passado.

No mesmo mês, a Folha também mostrou que o peemedebista foi flagrado em escutas da Polícia Federal pedindo ao empresário Fernando Sarney que beneficiasse um aliado na Justiça Federal.

A oposição na Câmara promete acionar o Conselho de Ética da Casa com denúncias contra Novais e Francisco Escórcio por quebra de decoro parlamentar. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, já anunciou que o Ministério Público Federal vai investigar a denúncia de pagamento indevido à governanta. Fonte: G1, Folha e Tribuna

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PostHeaderIcon CRESCE APOIO A DILMA NA SUA LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO

dilma

O posicionamento da presidente Dilma Rousseff difere em tudo da postura do ex-presidente Lula. Dilma não usa analogias em seus discursos, não tem uma oratória eloqüente, pelo contrário, é tímida e fala lendo. No entanto, a presidente vem conquistando cada vez mais admiradores pelo rigor com que trata os, segundo sua própria definição, “mal feitos”. A imprensa local já começa a dar mostras do apoio irrestrito na cruzada da primeira mulher presidente da República do Brasil, contra a corrupção entre os integrantes do poder central. A imprensa internacional também aplaude as atitudes da brasileira.

 O jornal britânico Financial Times, por exemplo, demonstra, em sua publicação desta quarta-feira (31), apoio à presidente Dilma Rousseff na busca pelo fim da corrupção no Brasil. O editorial, intitulado “Vassoura nova de Dilma”, sugere que, além da substituição de ministros ligados a escândalos, deve haver diminuição da burocracia na reforma tributária. O texto elogia a postura firme de Dilma em relação às atitudes corruptas, diz que existe autoridade própria no governo herdado de Lula, e aponta a quebra de um modelo “relaxado” que, segundo o jornal, marcou os políticos brasileiros por muito tempo. Já a Jovem Pan online afirma que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, demonstrou nesta terça-feira seu apoio à presidente Dilma Rousseff na luta que a petista está realizando contra a corrupção em diversos ministérios, com uma verdadeira “faxina” nos Transportes, pasta em que foram exonerados mais de 20 servidores, incluindo membros da estatal Valec e do Dnit, órgãos ligado à pasta. Sem criticar o governo, ele lamentou as denúncias que estão tomando conta da Esplanada dos Ministérios

O senador Pedro Simon (PMDB/RS) lidera movimento contra pressões da base em reação à “faxina”. Nove senadores já se inscreveram para falar na sessão Plenária do Senado de segunda-feira, em apoio às ações da presidente da República, Dilma Rousseff, no combate à corrupção, que tem custado caro ao povo brasileiro: dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) são citados no editorial do jornal inglês, e apontam que a corrupção custa ao Brasil cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que corresponde a um valor entre R$ 50 bilhões e R$ 84 bilhões por ano. Segundo o jornal, a preparação para grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 é uma oportunidade para o aumento desses valores.  Os dados são da Agência Estado.

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PostHeaderIcon MINISTRO DAS CIDADES RECEBE JEQUIEENSES EM AUDIÊNCIA

O presidente da Câmara, Ednael Almeida entrega reivindicações ao Ministro das Cidades

Audiencia

Acompanhado dos vereadores José Simões de Carvalho Júnior (PP) e Deyvisson Errico Batista (PT), e do presidente da Câmara Municipal de Jequié, Ednael Almeida, o deputado federal Roberto Britto foi recebido hoje em audiência pelo Ministro das Cidades Mario Negromonte, em Brasilia. Os vereadores se deslocaram à capital federal para reivindicar obras para Jequié.

O vereador Ednael Almeida entregou ao ministro a solicitação da Câmara de Vereadores para execução do projeto de pavimentação de várias artérias da cidade. Além do projeto de calçamento que representa investimentos da ordem de R$ 1.182.171,30 os vereadores tiveram acesso à pauta para identificar todos os projetos direcionados a Jequié, em tramitação no Ministério das Cidades, envolvendo não apenas obras de infraestrutura, como também a questão do financiamento do sistema de transportes.

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PostHeaderIcon BANCADA DO PP SE UNE PELA MANUTENÇÃO DE NEGROMONTE NO MINISTÉRIO

O deputado Roberto Britto foi um dos articuladores do encontro havido hoje (24), pela manhã, em Brasilía, entre os integrantes da bancada do PP no Congresso Nacional. Dos 41 integrantes da bancada do PP,  o grupo do qual faz parte o deputado Roberto Britto era composto de  19 deputados, que antes era minoria, tendo inclusive perdido a indicação do líder da bancada. Agora com o fato de ter conseguido reunir 21 deputados a maioria foi consolidada. Diante da iminência da crise no Ministério das Cidades, um acordo foi celebrado  com os demais colegas no sentido da manutenção do Ministro Mario Negromonte à frente da pasta. O acordo saiu após inúmeros argumentos e negociações, tendo o deputado jequieense exercido papel fundamental nos entendimentos.

Para o vereador José Simões de Carvalho Júnior, com essa nova configuração do bloco na Câmara,  tudo indica que o seus integrantes  retomem a prerrogativa de indicação do líder da bancada.

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PostHeaderIcon DEPUTADO DO PMDB GAUCHO SERÁ O NOVO MINISTRO DA AGRICULTURA

Mendes Ribeiro vai substituir Wagner Rossi no Ministério da Agricultura. Novo ministro diz que vai conversar com antecessor sobre a pasta

Mendes Ribeiro é o novo ministro

Mendes Ribeiro é o novo ministro

Após ter oficializada a indicação para comandar o Ministério da Agricultura, o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) afirmou nesta quinta-feira (18) que pretende “aprender” antes de adotar medidas. Ele disse que irá conversar com o ex-ministro da pasta Wagner Rossi, que pediu demissão após denúncias de irregularidades.

Segundo ele, o ex-ministro fez um “extraordinário trabalho” na pasta. “Quem faz as coisas com pressa acaba tendo que fazer de novo. Eu pretendo primeiro aprender muito para depois poder ajudar. [...] Vou conversar com o Wagner. Ele fez um extraordinário trabalho”, disse Mendes no Planalto.

Sobre as investigações em curso no Ministério da Agricultura, Ribeiro disse que apuração cabe aos órgãos de controle da administração federal. “Quem faz a investigação são os órgãos investigativos. Eu tenho que tratar da agricultura do Brasil. Eu tenho que falar de números. Eu tenho que olhar para frente. A responsabilidade é fundamental. Eu vou ouvir muito. Eu vou conversar muito, vou conversar com o Wagner. O Wagner foi meu colega de bancada”.

Perguntado se faria uma “faxina” no Ministério da Agricultura ou nos órgãos ligados à pasta que estão sendo investigados, como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mendes escçareceu: “Eu estou chegando. Se eu chego pretendendo, no mínimo vocês vão duvidar do que eu possa fazer. Faxina? Eu vou tratar da agricultura”, ironizou.

Ribeiro contou que conversou brevemente com a presidente por telefone e que ela não chegou a fazer pedidos. “A presidente me telefonou de São Paulo. Não houve um contato mais amiúde. Isso será amanhã. Ela chega a Brasília e me chama para despachar”.

Mendes Ribeiro afirmou que a posse como ministro da Agricultura deve ocorrer na próxima segunda (22). “Tudo indica que será segunda-feira à tarde. Eu preciso primeiro que a dona da posse, que é a presidente, se manifeste”.

Mendes disse não saber quem será seu substituto na função de líder do governo no Congresso. “O cargo pertence à presidenta Dilma”, afirmou. Questionado sobre se teria experiência na área de agricultura para assumir a pasta, Ribeiro respondeu: “Olha, eu sou do Rio Grande do Sul. Sou lá da minha Camacuã, sou lá da minha restinga seca. A minha experiência na pasta é saber que nosso produtor, agricultor, faz milagre todos os anos pra continuar produzindo.” Fonte: G1 e Estadão

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PostHeaderIcon MINISTRO DA AGRICULTURA WAGNER ROSSI PEDE DEMISSÃO

“Deixo o governo, agradecendo a confiança da presidenta Dilma”, afirmou Wagner Rossi, alvo de denúncias de irregularidades no ministério.

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O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, pediu demissão no início da noite desta quarta-feira (17), após semanas consecutivas de denúncias de irregularidades na pasta que comandava. A mais recente, nesta terça, dava conta do uso pelo ministro de um jatinho de uma empresa do ramo agropecuário

A carta de demissão foi publicada no site do ministério. No texto, Rossi agradeceu a “confiança” que recebeu da presidente Dilma Rousseff e classificou de “mentiras” as denúncias contra ele. Disse que teve familiares e amigos atacados. “Minha família é meu limite. Aos amigos tudo, menos a honra”, afirmou.

Segundo o jornal O Globo, antes de entregar carta de demissão à presidente Dilma Rousseff, Wagner Rossi, filiado ao PMDB, informou pessoalmente o vice-presidente Michel Temer, do mesmo partido. Ele se reuniu com a presidente por volta das 18h40, após a participação dela na 4ª Marcha das Margaridas.

Segundo interlocutores de ambos no Planalto, Rossi chegou “muito abatido” ao gabinete de Temer no final da tarde desta terça. Ele explicou que queria evitar a ampliação do desgaste pessoal e ao governo e disse que a família o pressionava para sair. Temer, então, pediu que o ministro reconsiderasse a decisão e permanecesse no cargo, mas Rossi negou.

Na nota publicada no site do ministério, o ministro atribuiu a “campanha”  contra ele a “um político brasileiro”, que não identificou quem é. “Sei de onde partiu a campanha contra mim. Só um político brasileiro tem capacidade de pautar “Veja”  e “Folha” e de acumular tantas maldades fazendo com que reiterem e requentem mentiras e matérias que não se sustentam por tantos dias”, disse.

Na carta, Rossi relacionou as medidas e ações que adotou no ministério, mas ressalvou que, durante os últimos 30 dias, enfrentou “uma saraivada de acusações falsas, sem qualquer prova, nenhuma delas indicando um só ato meu que pudesse ser acoimado de ilegal ou impróprio no trato com a coisa pública”. O ministro se disse vítima de uma “campanha insidiosa” e afirmou que a imprensa ignorou “solenemente” as respostas e documentos comprobatórios que apresentou a cada acusação.

“Nada achando contra mim e no desespero de terem que confessar seu fracasso, alguns órgãos de imprensa partiram para a tentativa de achincalhe moral: faziam um enorme número de pretensas “denúncias” para que o leitor tivesse a falsa impressão de escândalo, de descontrole administrativo, de descalabro”, escreveu.

Sem mencionar nomes, Rossi disse que houve tentativa de chantagem de colaboradores acusados de irregularidades, que, segundo afirmou, seriam poupados se fizessem denúncias contra ele.

Sobre a presidente Dilma Rousseff, a quem chamou de “querida”, o ministro disse esperar que “supere essa campanha sórdida e possa continuar a fazer tanto bem ao nosso país”.  Informações Globo

Em nota a presidente lamentou a saída do ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Dilma elogiou os projetos desenvolvidos pelo ministro em prol da agropecuária brasileira, e disse, ainda, lamentar que o ministro “não tenha contado com o princípio da presunção de inocência”. Segundo a ministra-chefe de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, José Gerardo Fontelles, assume a pasta interinamente

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PostHeaderIcon DEPOIS DA FAXINA PR AMEAÇA DEIXAR BASE DO GOVERNO DILMA

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Alvo da faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes, o PR ameaça agora sair da conflagrada base de apoio do governo no Congresso. A decisão será anunciada nesta terça-feira, em discurso do senador Alfredo Nascimento (AM), que foi defenestrado dos Transportes na esteira das denúncias de corrupção e atualmente comanda o partido.

“O PR saiu do céu, mas não vai para o inferno. Pagará os seus pecados no purgatório”, afirmou o senador Blairo Maggi (MT). Padrinho político de Luiz Antonio Pagot, ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Maggi quer agora que todos os integrantes do PR entreguem seus cargos no governo.

Embora Dilma tenha feito uma devassa nos Transportes, que derrubou 27 servidores, os superintendentes estaduais do Dnit não mudaram. Apenas o de Mato Grosso, escolhido por Pagot, abandonou o posto em solidariedade a ele. Além de assento nessas repartições, o PR ocupa uma diretoria de Furnas.

“Não tem sentido adotarmos uma posição de independência em relação ao Palácio do Planalto, sair da base aliada e continuar com os cargos”, insistiu Maggi. “É possível fazer política sem ter vaga no governo.” O senador propôs que o PR desfiliasse o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, sucessor de Nascimento, para quem o partido “não é lixo” nem pode ser “varrido” da administração. “Passos não representa o PR”, insistiu. A proposta de expurgo, porém, ainda não tem apoio da maioria.

Rédeas. - Na última quarta-feira, Dilma assumiu as rédeas da coordenação política do governo para contornar as insatisfações no PR. Chamou ao Palácio do Planalto o deputado Anthony Garotinho (RJ), que tem feito ácidas críticas a ela na tribuna da Câmara. “Por que você está falando tão mal de mim?”, perguntou Dilma, que, a exemplo de Garotinho, já foi do PDT. Ela pediu ao deputado “compreensão” com o cenário econômico e disse não ser possível aprovar mais despesas, como a proposta de emenda constitucional que estabelece um piso nacional de salários para policiais e bombeiros, conhecida como PEC 300.

Naquele mesmo dia, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reuniu-se com Nascimento, Maggi e com o senador Antonio Russo (PR-MS). Nem ela nem o chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, acreditaram que o PR abandonará a coalizão, embora o partido não frequente mais as reuniões do Conselho Político. Fonte: Estadão

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PostHeaderIcon EX-MINISTRO TEME QUE DILMA NÃO CONCLUA MANDATO

Ex-ministro José Dirceu

Ex-ministro José Dirceu

O ex-ministro José Dirceu manteve em Brasília conversas reservadas com dirigentes e políticos aliados, como o senador José Sarney, além de lideres partidários. Para um dos senadores do PMDB com quem conversou, Dirceu está “apavorado” com erros da presidenta Dilma no relacionamento com partidos e o Congresso. O ex-ministro deixou claro aos interlocutores o seu temor: que Dilma não conclua o mandato. A preocupação de Dilma é não virar refém do Congresso e desautoriza o meio-de-campo de ministros: “Quem manda aqui sou euzinha”, avisa.

Na reunião anterior do conselho político, Ideli Salvatti tomou bronca após um apelo para o Congresso votar: “Peço, imploro aos senhores…” Dilma interrompeu, desautorizando a ministra e  provocando mal-estar: “Ideli, isso de pedir, implorar, é coisa sua, não minha, nem do governo”. O último presidente que pretendeu governar ignorando o Congresso acabou derrubado por um impeachment.

Lula sugere que Dilma não irrite PMDB

A presidenta Dilma Rousseff teve uma longa conversa com o ex-presidente Lula, ontem (10), sobre a preocupação com a crise de relacionamento entre o PT e o PMDB e com a instabilidade na base de sustentação do governo no Congresso. Segundo reportagem da Agência Estado, o ex-presidente aconselhou a sucessora a não esticar mais a corda, para não atiçar o PMDB, o mais importante aliado do Planalto depois do PT. Para Lula, Dilma precisa promover mais encontros com deputados e senadores, fazer afagos nos parlamentares e “repactuar” a coalizão. Ele também está apreensivo com a “guerra de dossiês”, e as inúmeras denúncias de corrupção. Fonte: Blog de Claudio Humberto

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PostHeaderIcon OPOSIÇÃO LAMENTA TROCA DE JOBIM POR AMORIM

Novo Ministro da Defesa, Celso Amorim

Novo Ministro da Defesa, Celso Amorim

Depois de ter deixado a pasta das Relações Exteriores logo após Dilma Rousseff tomar posse, o embaixador Celso Amorim retorna à cena, desta vez para assumir o lugar do recém demitido Nelson Jobim. Enquanto atuou no ministério de Lula, Amorim foi considerado pelos meios diplomáticos internacionais “o melhor diplomata do mundo”.

Apesar disso, o seu conceito interno nos meios políticos do país em função da política exterior conduzida por Celso Amorim foi considerada uma catástrofe. O Deputado ACM Neto declarou à Globo News que “nós lamentamos a demissão de um ministro sério, honrado e com uma trajetória imaculada, trocado por alguém que politizou as relações internacionais brasileiras”, disparou. Outros deputados da oposição também acusam o seu período como a fase onde politização das negociações comerciais foram as características que moldaram as prioridades da política externa do governo Lula, que também se refletiram na ação diplomática do Itamaraty na América do Sul.

Vale lembrar o episódio da inserção da Venezuela, leia-se Hugo Chavez, no Mercosul e a submissão a Evo Morales ao adotar o estilo moderado na defesa dos interesses do fornecimento do gás brasileiro para a Bolivia. Aliás, o ministro Celso Amorim cultivou a obsessão na busca de um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, para Lula. Em sua época, o Palácio do Planalto considerava os presidentes Hugo Chávez, Evo Morales e Rafael Correa responsáveis pela construção de um novo equilíbrio político e de uma nova estabilidade na America do Sul.

Jornalistas creditam ao novo ministro da Defesa o mérito de cultivar a ideologia petista, ser um fiel cumpridor de ordens e disciplinado aliado de Lula. Dilma poderá contar com o auxiliar tecnicamente competente e administrativamente leal.

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