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PostHeaderIcon DEIXA O CORAÇÃO MANDAR X

Por Waltinho Queiroz

Podcast publicado em www.radiometropole.com.br

Deixa o Coração Mandar X

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PostHeaderIcon DEIXA O CORAÇÃO MANDAR IX

Por Waltinho Queiroz

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Deixa o Coração Mandar IX

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PostHeaderIcon NOSSO E NÃO DELES

SebastiãoPor Sebastião Nery

 

 

 

 

 Lourival Fontes, chefe da Casa Civil de Getúlio Vargas, ligou para Heron Domingues, do “Repórter Esso”:                                                                                                                                                                                                                                     – “O presidente quer falar com você”. Heron foi. Getulio o recebeu de charuto nos dedos, fumaça na boca e o sutil e gordo sorriso :                                                                                                                                                                                - “Tu tens dado toda manhã, na primeira edição, os preços do café e do cacau nas Bolsas de Nova York e Chicago. Continua dando. Tenho recebido muitos pedidos e pressões para mandar a Radio Nacional parar de dar os preços dos produtos agrícolas nas bolsas lá de fora. Quando os agentes do mercado internacional vão procurar nossos produtores e vendedores do interior do país, querendo pagar menos, dizendo que os preços estão baixos no exterior, eles já ouviram de manhã cedo você dando o preço exato e não se deixando enganar. Saiba então do serviço que você está prestando ao país com a sua voz. Pode ir e continue um radialista de cá para lá e não de lá para cá. Nosso e não deles”. Getulio era um estadista. Punha o país acima do resto.

DELFIM                                                      

O pragmático e experiente Delfim Neto alertou o governo brasileiro:                                                                                                      – “A alegre aceitação dessa nova divisão internacional do trabalho (para a China a indústria, para a Índia os serviços e para o Brasil alimentos e minérios) põe em risco a economia brasileira como necessário instrumento de construção de uma sociedade mais justa, com pequeno desempenho e insuficiente emprego de boa qualidade em 2030.”             Delfim escreveu mais. Que a nova realidade mundial vem se marcando pela China se tornando a grande fábrica, a Índia a líder em serviços e o Brasil a grande  fazenda. Agora, com autoridade, Delfim  amplia aquela constatação. Entendendo que nosso modelo agromineral-exportador com elevada remuneração tem futuro limitado no longo prazo.                                               

 HELIO DUQUE                                

Meu amigo o professor Helio Duque, exdeputado (MDB e PMDB do Paraná), doutor em economia, autor de vários livros, está preocupado:  1. – “O governo Dilma Roussef tem gigantescos desafios a enfrentar nos próximos anos. Sabe que administrar a herança que recebeu não será tarefa fácil. O populismo marqueteiro, de passado recente, gerador de entusiasmo enganoso, atingiu seu esgotamento. Os problemas afloram aos borbotões. Abstraio o lado político, onde o fisiologismo e o assalto aos recursos públicos assumiram proporções inimagináveis. Fixemo-nos nas questões econômicas e financeiras, que não nos remetem a ser otimistas”. .                                                                                                           2.“A estagnação das reformas estruturais, colocadas na prateleira do esquecimento no governo Lula, gerou a verdadeira “herança maldita” para o atual governo. Se pelo lado macroeconômico a situação é de o Brasil ter a mais elevada carga tributária dos países em desenvolvimento, acrescida da maior taxa de juros do planeta, agregada ao cambio hiper valorizado, tudo isso é responsável por nossa taxa de investimentos públicos ser ridícula”. 

 MARQUETEIROS         

3. – “Se olharmos a infraestrutura o cenário é estarrecedor. Energia, transportes em todos os setores, portos, ferrovias, aeroportos defasados, determinam custos extravagantes para a economia produtiva, limitando o próprio desenvolvimento. Com a formação do capital humano não é diferente, a partir da educação, estendendo-se à saúde e o corolário do saneamento básico. Em contrapartida, investir bilhões de reais em estádios de futebol e afins para a Copa do Mundo passou a ser prioridade oficial”.        4. – “O brasileiro tem memória curta e cultiva enorme entusiasmo pelo Estado espetáculo. Nos últimos anos a imposição dos marqueteiros, com os seus devaneios, passou a ser programa planejado de governo. A visão construída é de festejar o curto prazo, o dia a dia, como se não existissem perspectivas de futuro. As ações publicitárias eleitorais vêm substituindo a ausência de planejamento do Estado ante os obstáculos que se avolumam na execução dos programas estruturais de responsabilidade do executivo. Administra-se com modorra o cotidiano, inexistindo projeto e programa de governo consistente que vislumbre o amanhã”. 

BNDES

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, não se engana:                                                                                                                           - “O mundo desenvolvido está em recessão, o que fez com que     os preços das nossas exportações sofressem com mercados deprimidos nos países desenvolvidos e a recuperação mundial está acontecendo só nos países em desenvolvimento, especialmente na Ásia, com a China, mas também com outras economias, e aqui na América Latina, com o Brasil que teve crescimento expressivo no ano passado.”                                                                                                                                                                                                                              – “Passaremos por um período difícil nos próximos 1,5 a 2 anos, até esse quadro mudar. Até termos um crescimento mais equilibrado na economia mundial, nossa indústria estará sob pressão muito forte. E  exportação prejudicada pelo fraco crescimento dos mercados de destino, embora o país esteja tentando diversificar as exportações cada vez mais”.            

Vamos pensar como Getulio. Um pais nosso e não deles.  

www.sebastiaonery.com.br                                              

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PostHeaderIcon DEIXA O CORAÇÃO MANDAR VIII

Por Waltinho Queiroz

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Deixa o Coração Mandar VIII

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PostHeaderIcon NIEMEYER O MESTRE

SebastiãoPor Sebastião Nery

 

 

 

Perseguido pela ditadura militar no governo Médici, o empresário e meu editor (“Socialismo com Liberdade”, pela “Paz e Terra”)  Fernando Gasparian estava vivendo em Londres, em 1973, dando um curso de America Latina na Universidade de Oxford. De manhã cedo, passou no hotel e nos pegou, à professora Philomena Gebran e a mim : 

        – Vamos para Oxford, para a Universidade. O Oscar Niemeyer vai fazer uma conferencia sobre sua arquitetura e sobre Brasília. Do reitor aos principais professores estarão todos lá.

        Passamos também pela casa do jornalista e ex deputado exilado Hermano Alves, que trabalhava na BBC, e o apanhamos. Uma aventura. Gasparian correndo a 150 quilometros e, como bom inglês, ainda dirigindo do lado direito (Ibrahim Sued: “Na Inglaterra, quem dirige é o outro”), numa estrada de permanente e hipotética contra-mão.

Gasparian

Oxford tinha 31 institutos independentes, 15 mil alunos e 5 mil professores,  todos vivendo ali, dentro de maravilhosos prédios medievais.

Professores e alunos dos mais diversos institutos estavam lá. Prestígio do gênio Niemeyer e de Gasparian e seu curso sobre a América Latina.

Niemeyer, de pé, com dezenas de cartolinas sobre um cavalete, ia falando, desenhando e jogando as longas folhas no chão. O sucesso foi tal que, quando terminou, os ingleses literalmente invadiram o palco, homens e mulheres, professores e professoras, para pegarem as cartolinas em que ele riscara ligeira e didaticamente seus projetos. Disse um professor:

     – É o maior arquiteto do século, mesmo contando o Corbusier.

Depois da conferência, noite a dentro, debates. 

Oxford

No fim, o reitor convidou Niemeyer, Dalva e Gasparian, minha mulher e eu, para jantarmos. Vi a Philomena confabulando com a Dalva. Só então me lembrei de que era meu aniversário: 41 anos.

E tive o orgulho baiano de ver o reino da Inglaterra, representado pelo reitor de sua principal universidade, aparecer lá de dentro trazendo um bolo, uma vela acesa e cantarem todos o “Parabéns Para Você”. Para mim. A partir daí, acho tudo da Inglaterra lindo.Até a Camilla.

O que fizeram de Londres e outras milenares cidades inglesas, nessas duas últimas semanas, quebrando, queimando, incendiando tudo, foi uma barbaridade. A Europa está pagando o crime de séculos de ver os imigrantes apenas como mão de obra, sem se abrir às suas culturas.                                                     

“Opinião”                   

Em Londres, de volta, na casa dele, o incansável Gasparian teve uma longa conversa comigo e a Philomena sobre o jornal “Politika”: como conseguíamos, e mais o Oliveira Bastos, manter o jornal há mais de dois anos, sem falhar uma semana, com censura, fazendo oposição ao governo, sem propaganda oficial nem das grandes empresas sempre governistas. Ele havia acabado de lançar, com sucesso, o “Opinião”, enfrentando todo tipo de dificuldades, do governo, da censura, da falta de recursos que, evidentemente, eram bem maiores do que os nossos. Eu lhe abri o jogo :

        – Lançamos o “Politika” porque não havia nenhum semanário de oposição ao governo, alem do “Pasquim”, que faz oposição, mas de humor. Estávamos cumprindo um dever com o país Na hora em que você consolidar o “Opinião”, nós fecharemos o “Politika”, porque não há espaço para dois e já teremos cumprido nossa tarefa.

Dissemos e cumprimos. Mantivemos o “Politika” mais um ano, até 1974, e o bravo “Opinião” circulou até 1977.

Jobim 

A imprensa já esqueceu a empáfia do aprendiz de “marechal” Nelson Jobim, mas os corredores do palácio do Planalto, que o chamam assim, não. Depois que a turma da Dilma leu com calma o numero 59 da tormentosa revista “Piauí”, multiplicaram-se as piadas e brincadeiras :

        1. – “Terá sido simples coincidência que a excelente matéria da Consuelo Dieguez seja ilustrada, na capa, exatamente por um Chipanzé”?  

        2. – “A presidente Dilma não tinha mesmo nada a fazer alem de demiti-lo sumariamente, de pé, numa conversa de dois minutos. Mas alguém poderia processá-lo pela Lei Maria da Penha: ele só ataca mulher”.

Sarney       

O povo sabe: aonde a vaca vai, o boi vai atrás. Sarney andava pelo Maranhão, a corrupção se alastrou escandalosamente no Estado. Sarney foi para o Amapá, virou a capital nacional da corrupção. Já foram presos governadores, prefeitos, secretários. Agora, a Policia Federal implodiu o ministério do Turismo. Onde fica o centro do escândalo? No Amapá.

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PostHeaderIcon UM PARTIDO PARA ROUBAR

SebastiãoPor Sebastião Nery

 

 

 

Gilberto Amado, gênio de Sergipe e da literatura brasileira, deputado federal de 1915 a 1926 e senador de 1927 a 1930, em 1934 queria ser governador de seu Estado. Já escritor famoso, glória e honra de sua gente, decidiu governá-la. Como a eleição era indireta pela Assembléia e comandada pelo Governo Federal, foi a Getúlio, que era seu amigo e fã :

- Presidente, quero ser governador de Sergipe.

- Por que, Gilberto? Leia o resto desta notícia »

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Deixa O Coração Mandar VI

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PostHeaderIcon DEIXA O CORAÇÃO MANDAR V

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PostHeaderIcon DEIXA O CORAÇÃO MANDAR III

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