Arquivos da Categoria ‘Arte e Cultura’

PostHeaderIcon ADEUS, CHEETA

Jane e Cheetah
Jane e Cheetah – Foto: The New York Times

Gosto de escrever crônicas, como gosto de ler crônicas. Leio-as quase todas. Sebastião Nery, João Ubaldo, Dora Kramer, Samuel Celestino, Hélio Pólvora, Walter Queiroz Jr., entre muitos outros. Sou também leitor assíduo de Veríssimo, o Luiz Fernando, desde o seu pai, que embora tenha sido um dos escritores mais populares do século XX, não era cronista.

Neste domingo li uma crônica de Luiz Fernando Veríssimo no jornal A Tarde, com o título acima que é imperdível. Parece que, como eu, Veríssimo era leitor assíduo dos livros de Edgard Rice Burroughs, das revistas em quadrinhos e, dos filmes protagonizados primeiro por Johnny Weissmuller e depois por Lex Barker, ambos campeões de natação. E o escritor-cronista lembra os saltos espetaculares de Tarzan que, das alturas mergulhava nas águas caudalosas do rio, assim de jacarés e crocodilos.

Segundo ele, tudo indicava que os jacarés sabiam que ele iria saltar. Os espectadores prendiam a respiração: “lá vêm200px-Cheeta os jacarés”. Tarzan mergulhava e os jacarés mergulhavam atrás. Sabiam que não alcançariam a Tarzan e que alguns deles seriam mortos por vigorosas facadas no dorso. O resto dispersava com medo de obter o mesmo destino. E o público como que já deduzisse o final dessa refrega, cumpria a sua parte no ritual das séries de Tarzan, o Homem Macaco.

Já nos livros Tarzan não era muito chegado a banho de rios nem a “canga-pés”, principalmente com crocodilos ou jacarés. Era mais dado às caminhadas pela floresta, com seu arco e flecha, quando não uma viagem aérea aqui e ali.

Quase toda a minha geração, e talvez a de L. F. Veríssimo também, era adepta da leitura das revistas em quadrinhos com o personagem Tarzan, com direito a Jane, Boy, o elefante Tantor, o leão Numa, o tigre Sheeta, papel transferido para o chimpanzé no cinema, que passou a ser chamada de Cheeta… caminho das árvores… Não o da Pituba, mas a via expressa através dos robustos cipós, sempre colocados em posições estratégicas para dar balanço à gangorra. Em posição de briga, batendo os punhos no peito, Tarzan rugia Krig-har, Bandolo, Mata!… O que fez com que Raulzito e vivesse repetindo a expressão durante os intervalos das aulas no Colégio São Bento.

Roy Rogers e Trigger

Roy Rogers e Trigger

Mas, eu ia adiante. Lia Mandrake, sua eterna noiva Narda e o seu assistente-armário Lotar; lia O Zorro, com Tonto e Silver, a versão far-west também inspirada na obra literária Sancho Panza, de Cervantes; O Fantasma com o cachorro Capeto e o cavalo Herói, mito da tribo pigmeu Bandar, do pântano das mil mortes, Gene Autry e Rex, Roy Rogers e Trigger, difundidos no Brasil apenas nas revistas em quadrinhos, com exceção de Rogers,  e, talvez por isso, não tenhamos visto filmes e nem os personagens trocados de nomes ou de gênero.

Pois bem, o jornal americano  The New York Times, em foto destaque anunciou que Cheeta morreu aos 80 anos. Questiona-se se era a original. Mas, tal como Veríssimo, de longe, as minhas homenagens, acrescentando: seja ou não a original. Grande atriz, Cheeta!  

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PostHeaderIcon SÃO JOÃO DE JEQUIÉ RECEBE PRÊMIO FESTEJOS DA BAHIA

ricardo ferreira

 Alguns municípios baianos foram premiados pela realização do São João 2011, no Palácio da Aclamação, em Salvador. Entre as cidades do sudoeste baiano estão os municípios de Caculé, que recebeu o Prêmio Festejos da Bahia, pelo reconhecimento da organização do Arraiá de Caculé 2011, classificada em primeiro lugar na categoria Sertão Produtivo, obtendo 48% dos votos e,  ainda, a cidade de Jequié, pela realização do São João 2011.

Para receber o prêmio, representando o município de Jequié, o diretor de Promoção Cultural, Ricardo Ferreira (foto), esteve presente no evento.

O Prêmio Festejos da Bahia é uma iniciativa da produtora de direito privado (André Reis Produções) patrocinado pela AMBEV, através de dedução fiscal concedida pelo Programa Fazcultura (SecultBA), com o objetivo de valorizar à cultura nordestina e reconhecer os municípios, empresários, empresas e grupos culturais juninos.  Informações: Alysson Andrade

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PostHeaderIcon DEIXA O CORAÇÃO MANDAR

Por Waltinho Queiroz                                                                                                                                                                                        Podcast publicado em www.radiometropole.com.br 

Deixa o coração mandar XVI

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PostHeaderIcon FELIZ ANO NOVO

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PostHeaderIcon PROJETO 4 CANTOS – BATE O SINO – LUIGGI BERTOLLI

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PostHeaderIcon JEQUIÉ: GRANDE PÚBLICO PRESTIGIOU OS ESPETÁCULOS “DE CABEÇA PARA BAIXO” E “LATUMIA”

Foto Alysson Andrade

Foto Alysson Andrade

Foto Alysson Andrade

Foto Alysson Andrade

Desde o último domingo (18), o III Festival de Teatro do Sudoeste Baiano vem apresentando, no Centro Estadual de Cultura ACM, gratuitamente à sociedade, espetáculos produzidos em Jequié e região. Nesta terça feira foi a vez da apresentação dos espetáculos “De Cabeça Pra Baixo” e “Latumia”. Expressivo público se fez presente na apresentação desta noite, na sessão iniciada às 20h30m.

O espetáculo “Latumia”, encenado pela Cia. Fina Fulô de Teatro, envolveu alunos do segundo semestre do curso de teatro e dança, da Uesb, campus de Jequié, sob a direção do professor Roberto Abreu. O grupo mostrou muita criatividade sob cenário dinâmico, numa coreografia que contemplou a dança com movimentos de marcação bem elaborada, além dos inúmeros atores se revezando em cena e interagindo em torno de dois ou três personagens, inspirados no clássico de Shakespeare, Romeu e Julieta.

A relevante participação dos músicos no fundo do palco, complementando as falas dos atores com efeitos sonoros de voz, violão e variadas peças de percussão, revestiu o espetáculo de conteúdo e contextualização, dando força aos diálogos baseados na literatura de cordel. Roberto Abreu deu um show à parte, ao interpretar a adaptação de sua autoria, de Faca Amolada, de Milton Nascimento, além das músicas do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha.

Foto Alysson Andrade

Foto Alysson Andrade

Embora “Latumia” tenha sido um espetáculo de excelente nível teatral, encantando o público presente, o professor Roberto Abreu explicou que a preocupação dos docentes do curso foi de um exercício prático do semestre, embasando os alunos de dança e teatro com um conteúdo inspirado em Shakespeare, contemplando, sobretudo, o aspecto pedagógico da função teatral, incorporando a dança.

O resultado foi realmente fantástico. Foram necessários 30 anos da existência da UESB para a implantação de um curso apto a preparar não apenas atores e dançarinos de qualidade, mas, principalmente, forjando professores de artes cênicas e dança para esparzir cultura em Jequié e em toda a região. Parabéns aos alunos e professores. ALUMIA!

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PostHeaderIcon DEIXA O CORAÇÃO MANDAR XV

Por Waltinho Queiroz
Podcast publicado em www.radiometropole.com.br
deixa o coração mandar XV

Deixa o coracao mandar XV

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PostHeaderIcon MORRE O CARNAVALESCO JOÃOSINHO TRINTA

Em 1997 Joãozinho Trinta esteve em Jequié organizando o desfile cívico em comemoração ao centenário do município.

Joãosinho em 2006, afastado do Carnaval em razão de um derrame, apareceu na Marquês de Sapucaí em um carrinho motorizado no desfile da Vila Isabel, escola campeã .

Joãosinho em 2006, afastado do Carnaval em razão de um derrame, apareceu na Marquês de Sapucaí em um carrinho motorizado no desfile da Vila Isabel, escola campeã .

O carnavalesco João Clemente Jorge Trinta, conhecido como Joãosinho Trinta, de 78 anos morreu por volta das 11h deste sábado (17) em São Luís, no Maranhão. Ele está internado desde o dia 3 deste mês, em estado grave.

“Sou a última pessoa que esteve com ele. O aparelho dele parou de funcionar. Apertou a minha mão e se foi. Estava no quarto com ele faz cinco minutos”, afirmou Arley Mack, cuidador do carnavalesco.

Segundo o assessor de imprensa de Joãosinho, o sepultamento deve ocorrer às 10h da segunda-feira (19). O corpo também será velado em São Luís. As primeiras informações são de que o velório deve ocorrer em um teatro.

O Hospital UDI, em São Luís, informou que o carnavalesco morreu às 9h55, horário local, em razão de um choque séptico, infecção generalizada, e apresentava quadro de pneumonia e infecção urinária.

A carreira do carnavalesco Joãosinho Trinta

Joãosinho Trinta, nasceu em São Luís, em 23 de novembro de 1933. Trabalhou como escriturário na capital maranhense até se mudar para o Rio de Janeiro, em 1951, onde fez dança clássica no Teatro Municipal e montou peças como “O Guarani”, de Carlos Gomes, e “Aida”, de Giuseppe Verdi.

Ele começou a carreira de carnavalesco no Salgueiro, como assistente de Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues. Joãosinho foi campeão em 1965, 1969 e 1971. Dois anos depois, em 1973, ele assume como carnavalesco da escola de samba e fez parceria com a artista plástica Maria Augusta. Com o enredo “Eneida: amor e fantasia” eles conquistaram o terceiro lugar no carnaval do Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 1974, ele iniciou carreira solo e faturou o título daquele ano pelo Salgueiro, com o enredo “O Rei de França na Ilha da Assombração”. A segunda conquista aconteceu em 1975 com o trabalho “O Segredo das minas do Rei Salomão.”

Joãosinho Trinta saiu do Salgueiro após problemas com a diretoria da escola de samba e seguiu para a Beija-Flor, onde teve uma carreira de sucesso e de títulos com o parceiro figurinista Viriato Ferreira. Com ousadia e enredos luxuosos, Joãosinho Trinta passou a ser chamado de gênio e reinou no Rio de Janeiro conquistando os títulos do carnaval de 1976, 1977, 1978, 1980 e 1983. Ele ainda teve destaque com dois trabalhos carnavalesc os que ficaram com a segunda colocação, em 1986 e em 1989.

Censura

31 de março de 1989 – Joãosinho causou polêmica com uma imagem do Cristo Redentor vestido de mendigo na Beija-Flor; a escola foi vice-campeã naquele ano.

31 de março de 1989 – Joãosinho causou polêmica com uma imagem do Cristo Redentor vestido de mendigo na Beija-Flor; a escola foi vice-campeã naquele ano.

O trabalho “Ratos e urubus, larguem a minha fantasia” criou polêmica com a Igreja Católica por colocar na Sapucaí um carro alegórico com o Cristo Redentor vestido como mendigo, em 1989. A imagem foi censurada e, sem perder a criatividade, Joãosinho Trinta resolveu cobrir o Cristo com plástico preto e a inscrição: “Mesmo proibido, olhai por nós.”

Joãosinho também venceu os carnavais do grupo de acesso com o Império da Tijuca, em 1976, e Acadêmicos da Rocinha, nos anos de 1989, 1990 e 1991. Pela Unidos do Peruche, ele também teve uma passagem em 1989 e em 1990.

O carnavalesco ganhou outro título no Rio de Janeiro com a Viradouro, em 1997, com o enredo “Trevas! Luz! A explosão do universo.”

Em 2001, Joãosinho Trinta levou para a Sapucaí um homem voando em um foguete portátil como parte do enredo “Gentileza, o profeta do fogo”, pela Grande Rio, conquistando a sexta colocação.

Inovação financeira

Ele conquistou o 3º lugar no carnaval de 2003, com o enredo “Nosso Brasil que Vale”. Por este trabalho, Joãosinho foi considerado o primeiro carnavalesco a aceitar merchandising e patrocínio para compor o enredo. A então empresa Vale do Rio Doce, que hoje se chama apenas Vale, ajudou nos custos da escola de samba. Neste mesmo ano, ele gravou o documentário “A Raça-Síntese de Joãosinho Trinta”, que mostrava os preparativos do carnaval na Grande Rio. 

Em 2004, horas antes da apuração do carnaval, Joãosinho Trinta foi demitido. Com o enredo “Vamos vestir a camisinha, meu amor”, a escola ficou apenas em 10º lugar. A diretoria, à época, alegou que o carnavalesco tinha fugido do tema original.

Problemas de saúde

joaozinhoEm 1993, após sofrer uma isquemia, ele não participou do carnaval. Em novembro de 2004, ele sofreu um AVC (acidente vascular cerebral). Em julho de 2006, sofreu outros dois AVCs, foi internado no Rio de Janeiro e transferido para o Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Em maio deste ano, ele passou 37 dias internado no Hospital UDI, em São Luís, com quadro de pneumonia e insuficiência cardíaca. 

Fonte: G1, JB e Folha de São Paulo

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PostHeaderIcon DEPOIS DE JULIANA PAES, GLOBO ANUNCIA HUMBERTO MARTINS PARA “GABRIELA” QUE ESTRÉIA EM ABRIL

Juliana Paes e Humberto Martins

O cinquentão Humberto Martins foi o ator escolhido para viver o papel do turco Nacib na novela Gabriela. A escolha ocorre mais de duas semanas depois de autor e diretores do remake definirem pela atriz Juliana Paes,32, para o papel de Gabriela. A novela vai ao ar na faixa das 23h a partir de abril do ano que vem.

Há mais de um mês, Walcyr Carrasco, autor da adaptação da obra de Jorge Amado, esteve em Ilhéus (BA). O escritor se revelou encantado com a cidade onde foi ambientado um dos mais famosos romances do escritor itabunense. O início das gravações em Ilhéus está previsto para janeiro.

Os dois atores escolhidos como protagonistas participaram da última novela da faixa das 23h na Globo, O Astro. Enquanto Juliana Paes viverá o papel que na década de 70 foi interpretado por Sônia Braga, Humberto Martins substituirá o falecido Armando Bogus como Nacib.

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PostHeaderIcon “TAMBEM FUI VER O DIABO DO NEGO E NÃO GOSTEI… ERA MARELO, BOCHUDO, ZAMBETA, CABEÇA-DE-PAPAGAIO, FEI PRA PESTE…”

 Só um gênio como Luiz Gonzaga para desqualificar-se a si próprio com o intuito de louvar o seu pai, o velho Januário, como fez na letra da música “Respeita Januário”.

LUIZ GONZAGA2

Fotos em contrapontos: no início da sua carreira em 1945 e uma de suas últimas fotos nos anos 1980 em Petrolina

Fotos em contrapontos: no início da sua carreira em 1945 e uma de suas últimas fotos nos anos 1980 em Petrolina

Hoje, 13 de dezembro de 2011, Luiz Gonzaga do Nascimento estaria completando 99 anos de idade. Sua trajetória de retumbante sucesso, apesar de pontilhada de alguns períodos de ostracismo, marcou várias gerações de brasileiros, de ponta à ponta do país.

Mas o seu indiscutível talento, sua voz possante e grande habilidade com o instrumento, contribuíram para o seu retorno com mais força ainda, no rastro de intensa promoção e divulgação capitaneadas pelos cantores e compositores baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, a quem Luiz Gonzaga exerceu  decisiva influência musical, desde a infancia de ambos em Santo Amaro e Ituaçu/Ibirataia, respectivamente. Havia o costume no interior da Bahia, durante todo o dia de sábado, dia de feira,  tocarem os seus discos nos serviços de alto falantes da cidade, marcando a infância e adolescência de muitos baianos, com o fundo musical com a voz inconfundível do velho Lua. Essa influência permeou todo o trabalho musical de Gil no início dos anos sessenta e, juntamente com Caetano, diziam, orgulhosamente que, como Gonzagão, traziam “no peito a estrela do Norte…”

Gonzaga foi uma das mais completas e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Giló (1949) e Baião de Dois (1950).

Luiz Gonzaga nasceu na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, na zona rural de Exu, sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em “Pé de Serra”, uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava e consertava acordeon, instrumento muito popular no Nordeste brasileiro. Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai.

Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sul do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.

Antes dos dezoito anos, ele se apaixonou por Nazarena, uma moça da região e, repelido pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, ameaçou-o de morte. Januário e Santana lhe deram uma surra por isso. Revoltado, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Em Juiz de Fora-MG, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista.

No Rio de Janeiro, então capital do Brasil, começou por tocar na zona do meretrício. No início da carreira, apenas solava acordeon (instrumentista), tendo choros, sambas, foxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, ele foi aplaudido executando Vira e Mexe , um tema de sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora RCA Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.

Luiz Gonzaga morreu em Recife, em 2 de agosto de 1989 e é considerado o Rei do Baião.

Acabei de ver agora que a talentosa jornalista Graziane Madureira também fez uma louvação ao “Sanfoneiro do Riacho da Brígida”. Vale a pena conferir: http://essaeoutrashistorias.blogspot.com/

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