JORNAL DO BRASIL CONFIRMA A MORTE ANUNCIADA
O livro de Gabriel Garcia Marques “Crônica de uma Morte Anunciada” serviu de inspiração para o título desta matéria em face da notícia da morte do centenário Jornal do Brasil. Com uma dívida ativa de mais de 800 milhões de reais e mais de 100 milhões de dívidas trabalhistas O gigante dos noticiosos do país já agonizava há mais de vinte anos.
O principal jornal brasileiro foi fundado em 1891 por Rodolfo Epifânio de Sousa Dantas, sua redação contava com a colaboração de José Veríssimo, Joaquim Nabuco, Aristides Spínola, Ulisses Viana, José Maria da Silva Paranhos Júnior e outros, como Oliveira Lima, então apenas um jovem historiador. Alguns dos maiores escritores e poetas brasileiros começaram a escrever para o grande público nas páginas do JB. Rui Barbosa foi seu Redator-Chefe em 1893, época em que os exemplares eram distribuídos em carroças. O JB de então, teve o Barão do Rio Branco como correspondente em Paris. Eça de Queiroz. Carlos Drummond de Andrade, Afonso Romano de Santana são alguns dos nomes que o Jornal do Brasil ostentou em sua equipe editorial, Em 1964 o jornal apoiou o golpe militar. Publicou, no dia 1º de abril daquele ano, editorial defendendo a deposição do presidente João Goulart.
Embora conservador, em suas páginas foram impressos alguns dos mais importantes textos jornalísticos e literários brasileiros, com articulistas lúcidos e comprometidos, o JB ganhou credibilidade e difundiu a diversidade de pensamentos em sua trajetória.
A partir deste domingo (1º de agosto) o Jornal do Brasil deixa de circular em sua versão impressa, para continuar no sistema online.
Os atuais proprietários vêm sinalizando há algum tempo pela extinção do jornal que o brasileiro, especialmente o carioca, acostumou-se a ler desde sempre. Agora, se consolida a morte anunciada. Após ter sido apontado como eventual substituto do empresário Nelson Tanure na administração do Jornal do Brasil, o executivo Pedro Grossi, diretor-presidente do diário, anunciou sua saída da empresa. A notícia do encerramento das atividades de um jornal é o anúncio do cerceamento ao povo da possibilidade de manter-se informado e ilustrado em temas como educação, economia, política, esporte, mundo… uma pena!








Fica pairando no ar um “vento de tristeza”, pelo fechamento do Jornal do Brasil. Os mais velhos sabem da importancia dele na nossa história contemporânea.
Uma notícia triste.
Midley acompanho diariamente seu blog, pq além de me manter atualizada ainda me faz refletir acerca de artigos como o acima citado. Adorei a maneiro com a qual vc descreveu sobre a morte de um lendário meio de informação, além de ter sido a vitrine de personalidades ilustres de nossa literatura.
Parabéns pelas belas palavras descritas…
Sua colega de profissão e eterna estagiária.
Grande beijo, menina talentosa. Mande notícias das notícias que você está escrevendo em Aracaju;
Este jornal fez muita história em nosso País, é triste quando vermos algo tão importante para nossos conhecimentos acabarem assim…