Archive for the ‘Políticos & Folclore’ Category
CNT/SENSUS: PRESIDENTE DO PSDB DIZ QUE PESQUISA NÃO É SÉRIA
O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), disse, há pouco, que não comentará o resultado da pesquisa Sensus divulgada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). De acordo com a pesquisa, Dilma tem 41,6% das intenções de voto contra 31,6% do candidato tucano. Marina Silva, do PV, tem 8,5%. Mas para o senador, o Sensus não é uma instituição séria.
“Eu não comento pesquisa Sensus, o Sensus não é sério”, disse Guerra, que também é coordenador de campanha de Serra. “O PSDB não comenta pesquisa do Sensus. Eleição é coisa séria e pesquisa também deve ser coisa séria”, continuou. O presidente tucano disse que o partido só analisará com calma a nova pesquisa Ibope, marcada para ser divulgada nos próximos dias. (Agência Estado)
DEPUTADO JUTAHY JÚNIOR ACREDITA EM VITÓRIAS DE SERRA E SOUTO

Jutahy Júnior na sala da Associação de Imprensa com o deputado Euclides Fernandes e o presidente da Câmara de Vereadores de Jequié Ednael Almeida
O deputado federal Jutahy Magalhães Júnior (PSDB) desembarcou na manhã de sábado (3) no aeroporto Vicente Grillo (Jequié), acompanhado pelo ex-prefeito de Itiruçú, Wagner Novaes, com o qual se dirigiu para a vizinha cidade, com o objetivo de participar da festa de São Pedro. Coordenador na Bahia da campanha do presidenciável José Serra, o deputado baiano foi recepcionado no aeroporto pelo deputado estadual Euclides Fernandes (PDT), presidente da Câmara de Vereadores de Jequié, Ednael Almeida (DEM), além dos membros da direção municipal do PSDB, Edelvito Souza (presidente) e Humberto Pereira (tesoureiro). Jutahy Júnior visitou a Associação Jequieense de Imprensa-AJI, onde foi recebido pelo vice-presidente da entidade, jornalista Wellington Nery e o ex-presidente Wilson Midlej, oportunidade em que revelou sua confiança na vitória do candidato José Serra, na disputa presidencial e também do ex-governador Paulo Souto, na sucessão estadual. Traçou um panorama sobre o processo político atual em nível nacional e estadual e disse do seu compromisso em fortalecer a representação do PSDB em Jequié.Transcrito do Jequié Repórter
FLOCLORE POLÍTICO
Na imprensa baiana ninguém desconhecia a estreita ligação entre o ex-governador Lomanto Junior (1963-1967) e a cúpula de “A Tarde”, representada pelos jornalistas Jorge Calmon, que foi seu secretário da Justiça, e Cruz Rios.
Em 1977, temeroso de perder a maioria no Senado, o general-presidente Ernesto Geisel havia baixado o “pacote de abril”, que entre outras providências determinava que uma das vagas de senador na eleição do ano seguinte seria preenchida por eleição indireta.
Falava-se que Lomanto seria o indicado para essa vaga, mas pouco antes da decisão chega à redação do jornal uma entrevista dada por ele em Brasília na qual dizia que, tendo sempre se elegido pelo voto popular, se sentia constrangido em entrar num pleito indireto.
Cruz Rios, sabedor de que nos tempos do regime militar uma declaração desse tipo poderia levar à desgraça seu responsável, acrescentou um “não” à história. Saiu assim a fala de Lomanto: “Como sempre me elegi pelo voto popular, não me sentirei constrangido se for eleito indiretamente”.
A bem de sua biografia, deve-se dizer que Lomanto disputou e venceu em 1978 a eleição direta para o Senado. O senador biônico – como foram apelidados os indiretos – terminou sendo Jutahy Magalhães. Transcrito de Por Escrito…
HISTÓRIAS DA POLÍTICA: A INFLUÊNCIA DE LUÍS EDUARDO
Paulo Souto conta em seu Blog:
Terceiro governo de ACM. Rodolfo Tourinho, secretário da Fazenda, organizou as finanças do Estado e ACM pôde fazer os projetos que sonhava. Waldeck tocava o projeto do Pelourinho e Raimundo Brito, a Linha Verde. ACM defendia o projeto da estrada coladinha a praia. Mais bonito. Eu era da Indústria e Comércio e a Bahiatursa, dirigida por Paulo Gaudenzi, pertencia a Secretaria. Paulo me convenceu: a estrada teria de ser mais afastada da linha de praia. Não haveria investimentos com uma estrada entre os empreendimentos e o mar. Só barracas. Rodolfo, Raimundo, Waldeck, todos apoiaram a idéia. Faltava dobrar ACM que resistia, inclusive porque precisava mudar o projeto e o tempo era curto. Alguém lembrou: vamos convencer Luís Eduardo para nos ajudar. Tiro e queda. ACM entendeu e a Bahia ganhou comisso.
Ninguém tira esse mérito de ACM: no Brasil não se falava em “responsabilidade fiscal” e ele colocou a Bahia nesse caminho. Adorava fazer obras. Mas tinha que ter a “grana” primeiro. Pelourinho, Linha Verde, Adutora do Feijão, tudo com recursos próprios do Estado.
MÁXIMA DE ACM: “EM POLÍTICA NÃO EXISTE ADVERSÁRIO QUE EU NÃO POSSA RECONCILIAR NEM ALIADO QUE EU NÃO POSSA ROMPER”
Já era tempo de o deputado ACM Neto assumir o patrimônio político do seu avô. Com o slogan “A Bahia do presente sente falta de ACM”, o Neto resgata, num artigo publicado hoje (20), no jornal A Tarde, a posição adotada nas eleições passadas, provavelmente sugerida por algum marqueteiro iluminado que, entre outras atitudes, passava a impressão de que sua coordenação evitava a vinculação do seu nome ao carlismo. Chegaram mesmo a grafar o nome do candidato a deputado federal com o acm em tamanho minúsculo e o NETO em letras garrafais.
Apesar de reconhecer no velho ACM atitudes que beiravam à tirania, ninguém pode negar a importância dele para a Bahia do seu tempo, a solidariedade e cuidado pessoal com os amigos, a comprovada fidelidade à sua baianidade e à sua intransigência na conquista dos benefícios para a Bahia. Seus métodos, pouco ortodoxos para o gosto da maioria, até mesmo de alguns aliados e seguidores, refletiam a determinação de manter a hegemonia do grupo e o poder individual sobre todas as regras porventura existentes.
Assim, a figura controvertida de ACM, amado e odiado na mesma intensidade, sempre contribuirá para a consolidação de um estilo de fazer política. Talvez por mais uma ou duas gerações de políticos o seu nome, uma griffe em passado recente, ainda será lembrado e terá significativo número de seguidores. ACM morto, o carlismo morto ou não, ainda elegem candidatos em todas as esferas. Aqueles a quem ACM beneficiou nunca o esquecerão. Foram mais de quatro décadas de comando quase absoluto das ações políticas da Bahia. É muito tempo, gente!
PADRE É UM PERIGO
Políticos da Bahia contam uma velha história do interior, ocorrida nos anos 50, quando adversários de um padre candidato a prefeito o ameaçaram de revelar a lista dos filhos que ele fez nas redondezas, caso mantivesse a candidatura. Confessor das mulheres dos adversários, ele respondeu:
- Meus adversários podem até dizer quem são meus filhos na cidade, mas eu entrego os nomes de todos os que não são filhos deles…
Manteve a candidatura e foi eleito (Da coluna do jornalista Cláudio Humberto)
TUDO INDICA QUE CESAR SAI VITORIOSO NA LUTA COM O PT
Apesar de parecer uma provocação fazendo este trocadilho com o nome do ex-genro de ACM, com o atual quadro de indefinições na sucessão estadual, surgem várias piadinhas políticas. As últimas: César mata Pires; Waldir Pires quer tirar os votos carlistas que Wagner está conseguindo, ao tentar tirar César Borges do jogo; Tudo indica que César ganha a queda de braço com os petistas que torcem o nariz para o que Wagner considera reforço para a chapa majoritária. Dizem também que para a chapa de Wagner ficar puro sangue, só falta ACM Neto sair para vice. Enquanto isso, ninguém agüenta mais as perguntas: César Borges vai com Wagner? Será que Otto vai? Só se tem certeza de que Pires foi a nocaute. Extraído e editado de Ricardo Luzbel do BN
POLÍTICOS E FOLCLORE
Walter Sampaio, deputado estadual, à época, ligado ao governo e muito querido em Jequié, sua terra natal, foi ao complexo policial local em companhia do delegado, uma das suas muitas indicações para os cargos regionais, atender ao pedido de uma mãe desesperada por saber o seu filho preso por causa de uma briga.
No pátio da custódia, que dá acesso aos cárceres, Waltinho perguntou ao delegado se o motivo pelos quais as pessoas que ali se encontravam, eram de gravidade. O capitão informou então que os que estavam ali foram presos para averiguações, bebedeiras etc. Nada grave. Eleições se aproximando, depois de combinar com o delegado, o deputado, que também era carinhosamente chamado pelos amigos com o apelido de “Boca”, gritou em plenos pulmões: “Meus irmãos jequieenses não dormem presos por bobagens. Tá todo mundo solto. Vamos embora e não quero que voltem mais aqui…vamos proceder, hein?” determinou.
Todos gritaram agradecendo a Waltinho e ao delegado e foram saindo, felizes!
Da última cela, ouviu-se uma voz rouca, de alguém embriagado: “Ô Boca, deixa uma orde aí, que amanhã eu saio, hoje não aguento andar, não. Tô cumeno água… as foia pôde que tomei me pegou”…











